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Joinville Quarta-feira, 25 de abril de 2007 Santa Catarina - Brasil

Economia - A Notícia Editor - Vandré Kramer
Editor - Aldo Urban
vandre.kramer@an.com.br

25%
É a expectativa, para 2007, de crescimento no volume de transações com cartão de crédito no Sul do País, segundo o Itaú.

NOVO LÍDER
Visitantes conferem os detalhes do Lexus em show-room da Toyota, em Tóquio, no Japão. Ela assumiu a posição de maior montadora do mundo, no primeiro trimestre do ano, ultrapassando a rival General Motors (GM) pela primeira vez, de acordo com dados do grupo japonês. A Toyota vendeu 2,348 milhões de veículos em todo o mundo entre janeiro e março deste ano, segundo o porta-voz da companhia, Satoshi Yamaguchi. O desempenho supera os 2,26 milhões de veículos vendidos pela GM no mesmo período.

AVIAÇÂO
TAM adia início de operações no Sul

Problemas com documentação junto à Anac adiam o início da operação de vôos comerciais da TAM no aeroporto Diomício Freitas, em Forquilhinha. O prazo de 14 de maio, anunciado no início do mês, foi adiado para o dia 21 de maio. A expectativa é que o contratempo esteja resolvido no início de maio. A empresa prevê vôos entre Criciúma e Brasília com conexão em Florianópolis. Técnicos da TAM já verificam o espaço disponibilizado no aeroporto para a instalação de equipamentos e viabilidade de atuação da companhia aérea.

BANCO CENTRAL
Senado aprova indicação de diretor

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou ontem o nome do economista Mário Gomes Torós para a diretoria de Política Monetária do BC. Ele vai assumir a função que é exercida pelo diretor demissionário, Rodrigo Azevedo, desde julho de 2004. Torós, ex-vice-presidente do Banco Santander/Banespa e gestor do Thassos Fundo de Investimento Multimercado, diz que o aumento da oferta de crédito imobiliário estimula o crescimento da economia, juntamente com a manutenção da inflação em níveis baixos.

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COMÉRCIO EXTERIOR

Carne brasileira é reprovada

Europeus pedem embargo para produção nacional

Genebra

As conclusões dos veterinários europeus sobre as condições fitossanitárias da carne brasileira apontam que a criação do gado e a produção de carne no País continuam fora dos padrões europeus e podem sofrer embargos, apesar das visitas dos inspetores de Bruxelas ao País nos últimos meses. A avaliação foi apresentada com exclusividade aos deputados do Parlamento Europeu, que agora pedem que um embargo seja imposto sobre os brasileiros. Os representantes pressionarão a Comissão Européia para tomar medidas contra o País nas próximas semanas.
Bruxelas realizou uma série de inspeções no Brasil desde março e deixou claro que essa seria a última oportunidade que o País teria para evitar prejuízos. O Brasil é o maior exportador de carne para a Europa, com 270 mil toneladas vendidas por ano. Mas em uma reunião com o comitê agrícola do Parlamento Europeu, os veterinários de Bruxelas alertaram para dois problemas principais na importação. Um deles é o registro nas orelhas dos animais, que só é feito entre 30 e 90 dias antes de o gado ser abatido. Isso significa, para os veterinários, que não há como ter um rastreamento prévio do animal e, portanto, pouco controle de sua origem.
Outro problema é o uso de remédios que não são aprovados na Europa. “A carne brasileira está abaixo dos padrões de qualidade da carne européia”, afirmou Jonathan Evans, deputado do País de Gales no Parlamento Europeu e que lembra que as queixas estão sendo feitas desde 2003. “Se vamos impor uma forte regulação sobre os nossos produtores, queremos que seja válida aos do Brasil também no que se refere à qualidade”, afirmou.
Apesar das inúmeras visitas de veterinários ao País e das ameaças feitas pela comissão ao Brasil, as autoridades de Bruxelas admitem que a situação ainda não é ideal e que o governo não tomou medidas suficientes para que a importação possa ocorrer sem barreiras.
O comissário Markus Kyprianou, que se ocupa da saúde animal e da proteção aos consumidores, viajou até o Brasil fazer o alerta há poucos meses. Não só a mensagem não foi bem entendida como o governo passou por saia justa ao oferecer um churrasco ao europeu, ainda que o comissário fosse vegetariano. Em Bruxelas, as autoridades explicam que, para que um embargo seja colocado sobre a carne brasileira, os veterinários terão de apresentar ainda o relatório final sobre o Brasil aos ministros dos 27 países do bloco para que tomem uma decisão.
O Brasil alerta que a pressão por um embargo não passa de uma desculpa para os setores de carne da Europa que estão perdendo com as importações brasileiras e querem impor medidas protecionistas.

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Frigoríficos de SC miram a Europa

Os frigoríficos catarinenses querem intensificar os negócios com a União Européia. Atualmente, o frango é o único produto exportado:. 30% sai do Estado.
O governo do Estado também quer abrir mercado para derivados de carne suína. O projeto de saúde animal implantado em Santa Catarina visa atender às exigências do mercado europeu.
O diretor de defesa agropecuária da Secretaria da Agricultura, Roni Barbosa, diz que entre setembro e outubro o Estado recebe a visita de técnicos europeus que irão auditar as condições sanitárias para credenciar as vendas de carne suína para a Europa.
Barbosa avalia a postura crítica dos veterinários europeus em sugerir o embargo às importações do Brasil como uma ação protecionista para defender o mercado de países produtores de carne daquele continente, como a Holanda, Irlanda ou França. “Nós somos o único Estado considerado área livre de aftosa sem vacinação credenciado por órgãos internacionais. A Europa vê isso como uma ameaça. Eles sabem que somos um país altamente competitivo”, avaliou.
O governo do Estado contratou, sob aval do Ministério da Agricultura, a consultoria do Instituto Governamental Zooprofilático Experimental G. Caporale, da Itália. A entidade é referência mundial na área de saúde animal e vai direcionar os procedimentos técnicos sanitários às regras européias. Os trabalhos começam em maio.
O presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, não quis comentar o relatório dos veterinários europeus porque desconhece o teor da avaliação. Ele também acredita que a posição do técnicos tem uma forte inclinação protecionista. “A Europa quer proteger a qualquer custo seu produtor porque a carne do Brasil é imbatível em termos de custos e tem qualidade.”

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MISSÃO

LHS busca investimentos para o Estado

Washington

O governador Luiz Henrique começou a cumprir ontem, em Washington, a agenda da missão catarinense aos EUA. Ele esteve com os presidente do BID, Luis Alberto Moreno, e com representantes do Banco Mundial. As duas instituições têm projetos importantes no Estado, como o Microbacias 2, além dos ligados ao Aqüífero Guarani e ao meio ambiente.
O principal objetivo da missão comandada pelo governador é manter contatos com organismos de crédito e financiamento, tratar de captação de investimentos e de intercâmbio para o desenvolvimento tecnológico.

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FIM DA CRISE

Indústria está reagindo no Sul

Rio de Janeiro

O fim da crise agrícola e as boas perspectivas para a safra de 2007 estão ajudando a melhorar significativamente o desempenho das indústrias do Sul do País, especialmente a gaúcha. Dados do IBGE mostram que a região, cuja economia foi castigada em 2005 e no ano passado, começa a mostrar sinais claros de recuperação.
Segundo o economista André Macedo, do IBGE, “muito dessa recuperação tem a ver com a reação do setor agrícola, que tem efeito não apenas sobre a produção de alimentos como com todos os setores relacionados ao agronegócios”. Ele diz que esse efeito positivo da agricultura vem sendo percebido nos três Estados. A previsão para a safra agrícola de 2007, segundo o IBGE, é de produção de 130,7 milhões de toneladas, 11% a mais que em 2005. Se for confirmado, representará um recorde na história do País.
O economista explica que as melhores perspectivas para o setor agrícola têm impacto positivo em toda a economia da região, devido ao aumento da renda local. Em 2006, refletindo a forte crise agrícola provocada por problemas climáticos em 2005, a indústria gaúcha acumulou uma queda de 2% na produção.
O recuo ocorreu sobre uma base de comparação já reduzida. A indústria da região havia diminuído a produção em 3,6% no ano anterior. Os resultados anuais em 2006 também foram ruins no Paraná (-1,6%) e em Santa Catarina (0,2%). No acumulado do primeiro bimestre deste ano, a situação é bem diversa não apenas na indústria gaúcha (5,8%), mas também na paranaense (5,7%) e na catarinense (2,8%).

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BRASIL EM ALTA

Investimento externo é recorde

Estrangeiros aplicaram US$ 2,778 bilhões no País em março, melhor resultado desde 1947

Brasília

Surpreendendo os analistas e o próprio Banco Central, o fluxo de investimentos estrangeiros diretos (IED) no Brasil disparou em março e ficou em US$ 2,778 bilhões, segundo informou ontem o BC. O valor, recorde para meses de março desde o início da série, em 1947, foi duas vezes superior ao verificado em fevereiro e 70,5% maior do que o registrado em março de 2006.
O BC esperava que os investimentos ficassem em torno de US$ 1,2 bi, enquanto o mercado esperava no máximo US$ 1,5 bilhão.
Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC (Depec), Altamir Lopes, o resultado ficou muito acima do esperado por causa de duas grandes operações que ocorreram no final de março, uma no setor químico e outra no setor de intermediação financeira. Ele não informou qual o volume dessas operações e nem quais empresas participaram delas.
No primeiro caso, a operação teria sido realizada pela empresa multinacional Bunge, em uma troca de ações com outra unidade da própria empresa no Brasil, resultado que tem saldo zero nas contas externas. No setor financeiro, o investimento seria decorrente da troca de ações entre o Banco Itaú e o norte-americano Bank of América.
Nos três primeiros meses do ano, o fluxo de IED ficou em US$ 6,578 bi, o correspondente a 2,59% do produto interno bruto (PIB) do período, também o melhor resultado da série do BC, excluindo-se os anos em que entraram no País recursos para privatizações. No primeiro trimestre de 2006, o IED somou US$ 3 957 bi, o equivalente a 1,56% do PIB daquele período. Em 12 meses, o saldo de investimentos no Brasil atingiu US$ 21,402 bi (1,96% do PIB).
Além do investimento estrangeiro direto, o resultado da conta de transações correntes do balanço de pagamentos também veio, em março, acima do que o BC esperava. Essa conta, que registra todas as operações de comércio, serviços e rendas do Brasil com o exterior, apresentou superávit de US$ 817 milhões no mês passado, ante uma estimativa de apenas US$ 200 milhões.

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Gasto de turistas brasileiros no exterior registra aumento de 28%

Brasília

Os gastos dos brasileiros com viagens ao exterior aumentaram 28% no primeiro trimestre do ano e saltaram dos US$ 1,246 bilhão de igual período do ano passado para US$ 1,594 bilhão. O crescimento das despesas, de acordo com o chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Altamir Lopes, vem sendo puxado pelo dólar barato e pelo crescimento da renda média da população. Só em março, a quantia de dólares deixada por turistas fora do País aumentou dos US$ 498 milhões registrados em fevereiro para US$ 521 milhões.
Altamir destacou que a elevação dos gastos vem sendo acompanhada por um crescimento das receitas obtidas com a vinda de estrangeiros ao Brasil. No primeiro trimestre, o volume de dólares trazidos por estrangeiros aumentou quase 10%, subindo de US$ 1,215 bilhão, no ano passado, para US$ 1,332 bilhão em 2007.
A queda do dólar frente ao real também tem provocado um aumento dos gastos com cartão de crédito internacional. No primeiro trimestre, as despesas com cartão aumentaram 33%, subindo dos US$ 704 milhões do ano passado para US$ 938 milhões. Em março, essas despesas subiram para US$ 296 milhões, ante US$ 242 milhões em fevereiro.

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