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25%
É a expectativa, para 2007, de crescimento no volume de
transações com cartão de crédito
no Sul do País, segundo o Itaú.
NOVO LÍDER
Visitantes conferem os detalhes do Lexus em show-room da Toyota,
em Tóquio, no Japão. Ela assumiu a posição
de maior montadora do mundo, no primeiro trimestre do ano, ultrapassando
a rival General Motors (GM) pela primeira vez, de acordo com
dados do grupo japonês. A Toyota vendeu 2,348 milhões
de veículos em todo o mundo entre janeiro e março
deste ano, segundo o porta-voz da companhia, Satoshi Yamaguchi.
O desempenho supera os 2,26 milhões de veículos
vendidos pela GM no mesmo período.
AVIAÇÂO
TAM adia início de operações no Sul
Problemas com documentação junto à Anac
adiam o início da operação de vôos
comerciais da TAM no aeroporto Diomício Freitas, em Forquilhinha.
O prazo de 14 de maio, anunciado no início do mês,
foi adiado para o dia 21 de maio. A expectativa é que
o contratempo esteja resolvido no início de maio. A empresa
prevê vôos entre Criciúma e Brasília
com conexão em Florianópolis. Técnicos da
TAM já verificam o espaço disponibilizado no aeroporto
para a instalação de equipamentos e viabilidade
de atuação da companhia aérea.
BANCO CENTRAL
Senado aprova indicação de diretor
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado
aprovou ontem o nome do economista Mário Gomes Torós
para a diretoria de Política Monetária do BC. Ele
vai assumir a função que é exercida pelo
diretor demissionário, Rodrigo Azevedo, desde julho de
2004. Torós, ex-vice-presidente do Banco Santander/Banespa
e gestor do Thassos Fundo de Investimento Multimercado, diz que
o aumento da oferta de crédito imobiliário estimula
o crescimento da economia, juntamente com a manutenção
da inflação em níveis baixos.
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COMÉRCIO EXTERIOR
Carne brasileira é reprovada
Europeus pedem
embargo para produção nacional
Genebra
As conclusões dos veterinários europeus sobre
as condições fitossanitárias da carne brasileira
apontam que a criação do gado e a produção
de carne no País continuam fora dos padrões europeus
e podem sofrer embargos, apesar das visitas dos inspetores de
Bruxelas ao País nos últimos meses. A avaliação
foi apresentada com exclusividade aos deputados do Parlamento
Europeu, que agora pedem que um embargo seja imposto sobre os
brasileiros. Os representantes pressionarão a Comissão
Européia para tomar medidas contra o País nas próximas
semanas.
Bruxelas realizou uma série de inspeções
no Brasil desde março e deixou claro que essa seria a
última oportunidade que o País teria para evitar
prejuízos. O Brasil é o maior exportador de carne
para a Europa, com 270 mil toneladas vendidas por ano. Mas em
uma reunião com o comitê agrícola do Parlamento
Europeu, os veterinários de Bruxelas alertaram para dois
problemas principais na importação. Um deles é
o registro nas orelhas dos animais, que só é feito
entre 30 e 90 dias antes de o gado ser abatido. Isso significa,
para os veterinários, que não há como ter
um rastreamento prévio do animal e, portanto, pouco controle
de sua origem.
Outro problema é o uso de remédios que não
são aprovados na Europa. A carne brasileira está
abaixo dos padrões de qualidade da carne européia,
afirmou Jonathan Evans, deputado do País de Gales no Parlamento
Europeu e que lembra que as queixas estão sendo feitas
desde 2003. Se vamos impor uma forte regulação
sobre os nossos produtores, queremos que seja válida aos
do Brasil também no que se refere à qualidade,
afirmou.
Apesar das inúmeras visitas de veterinários ao
País e das ameaças feitas pela comissão
ao Brasil, as autoridades de Bruxelas admitem que a situação
ainda não é ideal e que o governo não tomou
medidas suficientes para que a importação possa
ocorrer sem barreiras.
O comissário Markus Kyprianou, que se ocupa da saúde
animal e da proteção aos consumidores, viajou até
o Brasil fazer o alerta há poucos meses. Não só
a mensagem não foi bem entendida como o governo passou
por saia justa ao oferecer um churrasco ao europeu, ainda que
o comissário fosse vegetariano. Em Bruxelas, as autoridades
explicam que, para que um embargo seja colocado sobre a carne
brasileira, os veterinários terão de apresentar
ainda o relatório final sobre o Brasil aos ministros dos
27 países do bloco para que tomem uma decisão.
O Brasil alerta que a pressão por um embargo não
passa de uma desculpa para os setores de carne da Europa que
estão perdendo com as importações brasileiras
e querem impor medidas protecionistas.
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Frigoríficos de SC miram
a Europa
Os frigoríficos catarinenses querem intensificar os
negócios com a União Européia. Atualmente,
o frango é o único produto exportado:. 30% sai
do Estado.
O governo do Estado também quer abrir mercado para derivados
de carne suína. O projeto de saúde animal implantado
em Santa Catarina visa atender às exigências do
mercado europeu.
O diretor de defesa agropecuária da Secretaria da Agricultura,
Roni Barbosa, diz que entre setembro e outubro o Estado recebe
a visita de técnicos europeus que irão auditar
as condições sanitárias para credenciar
as vendas de carne suína para a Europa.
Barbosa avalia a postura crítica dos veterinários
europeus em sugerir o embargo às importações
do Brasil como uma ação protecionista para defender
o mercado de países produtores de carne daquele continente,
como a Holanda, Irlanda ou França. Nós somos
o único Estado considerado área livre de aftosa
sem vacinação credenciado por órgãos
internacionais. A Europa vê isso como uma ameaça.
Eles sabem que somos um país altamente competitivo,
avaliou.
O governo do Estado contratou, sob aval do Ministério
da Agricultura, a consultoria do Instituto Governamental Zooprofilático
Experimental G. Caporale, da Itália. A entidade é
referência mundial na área de saúde animal
e vai direcionar os procedimentos técnicos sanitários
às regras européias. Os trabalhos começam
em maio.
O presidente da Federação da Agricultura do Estado
de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, não
quis comentar o relatório dos veterinários europeus
porque desconhece o teor da avaliação. Ele também
acredita que a posição do técnicos tem uma
forte inclinação protecionista. A Europa
quer proteger a qualquer custo seu produtor porque a carne do
Brasil é imbatível em termos de custos e tem qualidade.
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MISSÃO
LHS busca investimentos para o
Estado
Washington
O governador Luiz Henrique começou a cumprir ontem,
em Washington, a agenda da missão catarinense aos EUA.
Ele esteve com os presidente do BID, Luis Alberto Moreno, e com
representantes do Banco Mundial. As duas instituições
têm projetos importantes no Estado, como o Microbacias
2, além dos ligados ao Aqüífero Guarani e
ao meio ambiente.
O principal objetivo da missão comandada pelo governador
é manter contatos com organismos de crédito e financiamento,
tratar de captação de investimentos e de intercâmbio
para o desenvolvimento tecnológico.
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FIM DA CRISE
Indústria está reagindo
no Sul
Rio de Janeiro
O fim da crise agrícola e as boas perspectivas para
a safra de 2007 estão ajudando a melhorar significativamente
o desempenho das indústrias do Sul do País, especialmente
a gaúcha. Dados do IBGE mostram que a região, cuja
economia foi castigada em 2005 e no ano passado, começa
a mostrar sinais claros de recuperação.
Segundo o economista André Macedo, do IBGE, muito
dessa recuperação tem a ver com a reação
do setor agrícola, que tem efeito não apenas sobre
a produção de alimentos como com todos os setores
relacionados ao agronegócios. Ele diz que esse efeito
positivo da agricultura vem sendo percebido nos três Estados.
A previsão para a safra agrícola de 2007, segundo
o IBGE, é de produção de 130,7 milhões
de toneladas, 11% a mais que em 2005. Se for confirmado, representará
um recorde na história do País.
O economista explica que as melhores perspectivas para o setor
agrícola têm impacto positivo em toda a economia
da região, devido ao aumento da renda local. Em 2006,
refletindo a forte crise agrícola provocada por problemas
climáticos em 2005, a indústria gaúcha acumulou
uma queda de 2% na produção.
O recuo ocorreu sobre uma base de comparação já
reduzida. A indústria da região havia diminuído
a produção em 3,6% no ano anterior. Os resultados
anuais em 2006 também foram ruins no Paraná (-1,6%)
e em Santa Catarina (0,2%). No acumulado do primeiro bimestre
deste ano, a situação é bem diversa não
apenas na indústria gaúcha (5,8%), mas também
na paranaense (5,7%) e na catarinense (2,8%).
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BRASIL EM ALTA
Investimento externo é recorde
Estrangeiros aplicaram
US$ 2,778 bilhões no País em março, melhor
resultado desde 1947
Brasília
Surpreendendo os analistas e o próprio Banco Central,
o fluxo de investimentos estrangeiros diretos (IED) no Brasil
disparou em março e ficou em US$ 2,778 bilhões,
segundo informou ontem o BC. O valor, recorde para meses de março
desde o início da série, em 1947, foi duas vezes
superior ao verificado em fevereiro e 70,5% maior do que o registrado
em março de 2006.
O BC esperava que os investimentos ficassem em torno de US$ 1,2
bi, enquanto o mercado esperava no máximo US$ 1,5 bilhão.
Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC (Depec),
Altamir Lopes, o resultado ficou muito acima do esperado por
causa de duas grandes operações que ocorreram no
final de março, uma no setor químico e outra no
setor de intermediação financeira. Ele não
informou qual o volume dessas operações e nem quais
empresas participaram delas.
No primeiro caso, a operação teria sido realizada
pela empresa multinacional Bunge, em uma troca de ações
com outra unidade da própria empresa no Brasil, resultado
que tem saldo zero nas contas externas. No setor financeiro,
o investimento seria decorrente da troca de ações
entre o Banco Itaú e o norte-americano Bank of América.
Nos três primeiros meses do ano, o fluxo de IED ficou em
US$ 6,578 bi, o correspondente a 2,59% do produto interno bruto
(PIB) do período, também o melhor resultado da
série do BC, excluindo-se os anos em que entraram no País
recursos para privatizações. No primeiro trimestre
de 2006, o IED somou US$ 3 957 bi, o equivalente a 1,56% do PIB
daquele período. Em 12 meses, o saldo de investimentos
no Brasil atingiu US$ 21,402 bi (1,96% do PIB).
Além do investimento estrangeiro direto, o resultado da
conta de transações correntes do balanço
de pagamentos também veio, em março, acima do que
o BC esperava. Essa conta, que registra todas as operações
de comércio, serviços e rendas do Brasil com o
exterior, apresentou superávit de US$ 817 milhões
no mês passado, ante uma estimativa de apenas US$ 200 milhões.
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Gasto de turistas brasileiros no
exterior registra aumento de 28%
Brasília
Os gastos dos brasileiros com viagens ao exterior aumentaram
28% no primeiro trimestre do ano e saltaram dos US$ 1,246 bilhão
de igual período do ano passado para US$ 1,594 bilhão.
O crescimento das despesas, de acordo com o chefe do Departamento
Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Altamir Lopes,
vem sendo puxado pelo dólar barato e pelo crescimento
da renda média da população. Só em
março, a quantia de dólares deixada por turistas
fora do País aumentou dos US$ 498 milhões registrados
em fevereiro para US$ 521 milhões.
Altamir destacou que a elevação dos gastos vem
sendo acompanhada por um crescimento das receitas obtidas com
a vinda de estrangeiros ao Brasil. No primeiro trimestre, o volume
de dólares trazidos por estrangeiros aumentou quase 10%,
subindo de US$ 1,215 bilhão, no ano passado, para US$
1,332 bilhão em 2007.
A queda do dólar frente ao real também tem provocado
um aumento dos gastos com cartão de crédito internacional.
No primeiro trimestre, as despesas com cartão aumentaram
33%, subindo dos US$ 704 milhões do ano passado para US$
938 milhões. Em março, essas despesas subiram para
US$ 296 milhões, ante US$ 242 milhões em fevereiro. |