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Orçamento da União
Parecer da CPMF em votação
Deputados federais avaliam
proposta que partilha receita entre Estados e municípios
Brasília
A Comissão de Constituição e Justiça
da Câmara vota hoje o parecer do deputado Eduardo Cunha
(PMDB-RJ) sobre a prorrogação da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF) e da Desvinculação das Receitas da União
(DRU), cuja validade termina em 31 de dezembro. Deverá
ser rejeitado o substitutivo de Cunha, que prevê a partilha
dos recursos entre União, Estados e municípios.
Na semana passada, os líderes partidários na CCJ
acertaram que a votação do texto principal e dos
destaques será nominal, e que todos os deputados interessados
poderão falar sobre a matéria. Nessa reunião,
com a presença do presidente da Câmara, Arlindo
Chinaglia (PT-SP), foi definida também a criação,
prevista na Constituição Federal, de comissão
especial para analisar o mérito das propostas que prorrogam
a CPMF e a DRU.
A proposta do governo (PEC 50/2007) prevê a prorrogação
da CPMF e da DRU até 31 de dezembro de 2011, com manutenção
do percentual de 0,38% da CPMF, que o governo pode reduzir ou
restabelecer total ou parcialmente. Na justificativa, o Executivo
alega que a prorrogação é necessária
para manter a estabilidade fiscal e macroeconômica.
A expectativa do governo é arrecadar R$ 36,2 bilhões
com a cobrança em 2007. Pressionado por governadores e
prefeitos, que querem um pedaço da receita da CPMF, o
Palácio do Planalto já acena com compensação
aos Estados e municípios na proposta de reforma tributária
que enviará ao Congresso no mês que vem.
Para definir uma posição em relação
ao assunto, os 79 deputados dos partidos que formam o chamado
Bloquinho (PDT, PC do B, PSB, PMN, PHS e PRB) se reúnem
amanhã, a partir das 15 horas, na Câmara dos Deputados.
Na reunião de amanhã, o deputado Paulo Pereira
da Silva (PDT) assumirá a liderança do Bloquinho,
em substituição ao deputado Marcio França
(PSB). Ele vai propor a redução gradativa da alíquota
de 0,38% até 0,08%.
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PSDB sinaliza confronto e quer
mudanças
O PSDB deverá fechar questão em torno da proposta
de redução à metade da alíquota da
CPMF, com a partilha de sua arrecadação com Estados
e municípios. Reunidos em Belo Horizonte, os principais
líderes do partido sinalizaram que não concordam
com a extinção da contribuição, proposta
que chegou a ser defendida na semana passada pelo ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso, quando afirmou que nada justifica
a manutenção da CPMF.
Os tucanos apostam no embate com o governo, que está na
ofensiva pela prorrogação da contribuição.
Com certeza, a CPMF não fica como está,
disse o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati
(PSDB-CE), após um almoço que reuniu governadores
e outras lideranças nacionais no Palácio das Mangabeiras,
sede do governo mineiro. Ou ela vai ser reduzida para a
metade e partilhada com os Estados para a saúde, ou vai
ser eliminada, afirmou Jereissati. Não se
justifica mais que esse imposto, injusto socialmente, porque
praticamente cobra igual do mais pobre ao mais rico, continue
a vigorar com alíquota tão alta.
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Poder judiciário
600 mil ações podem
ser extintas
Deputados vão decidir
sobre projeto que atinge processos com valores inferiores ao
mínimo
Está nas mãos dos deputados estaduais um projeto
que prevê a extinção de cerca de 600 mil
processos de executivos fiscais com valor inferior a um salário
mínimo (R$ 380,00) na Justiça. Executivos fiscais
são dívidas de cidadãos com governos municipais,
estaduais ou federal. No caso das prefeituras, os débitos
mais comuns são de Imposto Predial e Territorial Urbano
(IPTU) e Imposto Sobre Serviços (ISS).
A iniciativa da proposta é do Tribunal de Justiça
(TJ-SC). O argumento é de que, com a extinção
desse tipo de ação, serão julgados mais
rapidamente processos de interesse social, como os relacionados
a crimes. Outra justificativa é de que o custo de um processo
é de R$ 539,00. Segundo o TJ, os menores que um salário
mínimo dão prejuízo ao tribunal, que, muitas
vezes, obriga o pagamento de uma dívida com valor menor
que o gasto processual. Na situação que está,
viramos meros cobradores do poder público, reclama
o presidente do Tribunal, Pedro Manoel Abreu.
Se o projeto for aprovado e sancionado pelo governador, os administradores
públicos terão de mudar a forma de cobrança
e buscar solução diretamente com o devedor. Em
vez de entrar com uma ação judicial, como é
feito hoje, o TJ-SC sugere que a administração
pública firme convênios com a Justiça e crie
unidades judiciárias fiscais para agilizar a cobrança.
A proposta não tem data para ser aprovada. Chegou na AL
sob regime de urgência.
Em 2006, o TJ constatou que dos 1,2 milhão referentes
a execuções fiscais, 572 mil são menores
que um salário mínimo, o que corresponde a 1/3
de todos os processos judiciais no Estado.
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"Na situação que está,
viramos meros cobradores do poder público.
Pedro Abreu, presidente do TJ
"Acho a idéia ruim. O universo de executivos
fiscais menores que um salário é grande nos municípios.
Jaime Souza, procurador-geral da Prefeitura de Florianópolis
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Medo de inadimplência maior
O procurador-geral de Florianópolis, Jaime de Souza,
entende que a aprovação do projeto de lei enviado
pelo Tribunal de Justiça à Assembléia Legislativa
pode estimular a inadimplência. Acho a idéia
ruim. O universo de executivos fiscais menores que um salário
é grande nos municípios. Além disso, uma
notificação judicial é bem mais forte que
uma administrativa, critica.
Souza afirma que o impedimento para o prefeito entrar na Justiça
para cobrar a dívida pode criar uma cultura negativa.
Segundo ele, o contribuinte pode não pagar, porque sabe
que não vai ser acionado judicialmente.
Ao mesmo tempo, para tentar evitar problemas, o procurador-geral
diz que estuda a viabilidade de colocar o nome do devedor no
SPC. Na verdade, acredito que o ideal era diminuir o valor
do custo de um processo, em vez de extinguir essas ações
de menor valor.
Em Joinville, a Justiça não faz cobranças
de executivos menores que duas unidades-padrão do município
aproximadamente R$ 300,00. A determinação
está na lei municipal 2.842/93. O devedor só é
acionado judicialmente quando uma dívida ou mais ultrapassa
esse patamar.
Se a parte deve menos que esse limite, ela fica inscrita
na dívida ativa e não pode tirar a certidão
negativa do imóvel, informa o juiz João Alexandre
Dobrowolski Neto, da 2ª Vara da Fazenda Pública.
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A cobrança
O que são executivos fiscais?
São cobranças feitas pelos órgãos
públicos (como prefeituras e governo do Estado) contra
cidadãos por causa de impostos em atraso, como IPTU, ISS,
taxas de iluminação, entre outras.
Como o governo cobra essas dívidas?
Por meio da Justiça, atendendo exigência da Lei
de Responsabilidade Fiscal (LRF), sob pena de multas e punições
mais severas. O Executivo pode, ainda, realizar programas para
parcelar ou diminuir os juros dos documentos em atraso, como
ocorre em algumas cidades de SC.
O que quer o projeto do TJ enviado à AL?
Extinguir quase 600 mil executivos fiscais, com valores inferiores
a um salário mínimo (R$ 380,00), que estão
para ser julgados na Justiça catarinense. Esse número
representa perto 1/3 do total (1,8 milhão) de processos
existentes hoje no Estado.
Como fica a cobrança se o projeto for aprovado?
Os governos vão ter de criar mecanismos para isso, como
fortalecer um setor específico de cobrança e realizar
mais programas de refinanciamento da dívida. O projeto
do TJ sugere convênios entre a Justiça e o governo
para criar unidades para agilizar a cobrança.
Como ficam os executivos fiscais acima de R$ 380,00?
Continuam normalmente na Justiça. Há outros cerca
de 600 mil executivos fiscais nessa situação, segundo
o TJ-SC.
Como o cidadão pode ver se tem processo na Justiça?
Pode acessar a página do TJ (www.tj.sc.gov.br) e clicar
em consulta processual. Independente de onde está o processo
(primeiro ou segundo graus - TJ), pode-se buscar digitando, principalmente,
as partes (nomes) ou o número do processo.
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Denúncia
Defesa de LHS no TSE ganha reforço
Florianópolis/Blumenau
O PMDB acertou ontem a contratação do advogado
José Eduardo Alckmin, ex-ministro do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), para reforçar a defesa do governador
Luiz Henrique da Silveira (PMDB) e de seu vice Leonel Pavan (PSDB)
no processo por abuso de poder econômico durante as eleições
de 2006. O voto do relator do processo, ministro José
Delgado, a favor da cassação, na semana passada,
acendeu a luz amarela.
Quem é
José Eduardo Alckmin esteve no TSE por nove anos (de 1991
a 2000). Antes de chegar ao TSE, atuou como como conselheiro
da OAB, entre outros cargos. Nas eleições de 2006,
defendeu o primo presidenciável Geraldo Alckmin e o PSDB. |
O
julgamento foi suspenso na última quinta-feira à
noite por causa de um pedido de vista (mais tempo para analisar
o processo) do ministro Ari Pargendler, segundo a votar. O prazo
de 72 horas se encerra hoje, mas o processo não constava
ontem na pauta de julgamentos do TSE. Ainda faltam se manifestar
mais cinco ministros.
A ação foi encaminhada ao TSE pela coligação
Salve Santa Catarina (PP, PMN, PV e Prona). Os adversários
apontaram uso da máquina do governo do Estado em favor
da candidatura à reeleição do governador
mesmo ele estando fora do cargo durante a campanha. LHS renunciou
em junho de 2006. Seu vice na época, Eduardo Pinho Moreira
(PMDB) assumiu o cargo.
Hoje presidente estadual do PMDB, Pinho Moreira, reconhece que
o caso preocupa o governo, mas acredita que a decisão
deve ser favorável a Luiz Henrique. "Não houve
na sustentação oral do relator a colocação
do fato mais importante: o afastamento do governador Luiz Henrique
do cargo seis meses antes da eleição justamente
para que não tivesse esse tipo de acusação",
alega.
No final do ano passado, a denúncia foi julgada pelo Tribunal
Regional Eleitoral (TRE), que reconheceu abusos, mas garantiu
a diplomação. Na época, o relator José
Trindade dos Santos também votou pela cassação.
Ontem, Luiz Henrique disse estar tranqüilo em relação
à decisão do TSE. "Confio na decisão
soberana, equilibrada, ponderada e racional do TSE. Não
tenho dúvida de que, a exemplo do que já fez o
TRE, o TSE haverá de proclamar ético o nosso gesto."
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Sanguessuga
Ex-deputado Lino Rossi preso pela
PF
Réu em processo por corrupção passiva,
lavagem de dinheiro, fraude em licitação e formação
de quadrilha, o ex-deputado Lino Rossi (PP-MT) foi preso ontem
pela Polícia Federal (PF). Apontado como operador da quadrilha
dos "sanguessugas", que desviava recursos do orçamento
da União para compra de ambulâncias superfaturadas
para prefeituras, por meio de emendas ao orçamento feitas
por parlamentares, Rossi foi citado 108 vezes por corrupção
na denúncia que o Ministério Público fez
à Justiça.
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BESC X BB
SC finaliza hoje ajuste em proposta
A Secretaria da Fazenda finaliza hoje as alterações
que vai propor na minuta do contrato elaborado pelo Tesouro Nacional
para a incorporação do Besc pelo Banco do Brasil.
Os principais entraves são a cláusula que trata
da dívida do Estado com a União após a transação
e os critérios para avaliar o banco. Os técnicos
foram surpreendidos com valores repassados pela União
no processo de federalização, que poderiam fazer
a dívida aumentar em até R$ 1,5 bilhão ao
final da negociação.
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42.568
É o número de filiações com irregularidades
em Santa Catarina, sendo 2.342 em duplicidade segundo o Tribunal
Regional Eleitoral (TRE). O Estado tem hoje 661.860 eleitores
filiados a partidos políticos.
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O retorno
Preso desde fevereiro de 2006, o vereador tucano Marco Aurélaio
Marcucci voltou ontem aos trabalhos na Câmara de Joinville,
de onde ficou afastado por quase um ano. O retorno foi autorizado
na sexta-feira pela Justiça. Marcucci está autorizado
a participar das sessões na Câmara de Vereadores
e das atividades legislativas exclusivamente internas, em dias
úteis. Ele cumpre pena de nove anos e 11 meses por duas
condenações por peculato e coação.
A saída do 8º Batalhão da Polícia Militar
deve ser escoltada por um policial militar em carro descaracterizado
ou veículo oficial da Câmara.
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Caso Renan
Usineiro complica vida de senador
Brasília
A entrevista do empresário João Lyra, confirmando
que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) usava laranjas
para esconder a sociedade dos dois em empresas de comunicação,
praticamente selou a decisão de a mesa diretora do Senado
mandar para o Conselho de Ética o terceiro pedido de abertura
de processo contra o presidente do Congresso. A representação
contra Renan, nesse caso, foi feita pelo PSDB e do DEM e vai
ser votada em reunião marcada para quinta-feira.
Em entrevista à revista Veja, Lyra, que hoje
é adversário de Renan, confirmou a sociedade oculta
com o peemedebista. Na parceria, que durou entre 1999 e 2005,
para a compra da JR Radiodifusão e de O Jornal,
Renan teria investido R$ 1,3 milhão, segundo o empresário.
O usineiro contou que, como o senador não podia aparecer,
registrou a empresa em nome de dois laranjas: Renan
Calheiros Filho, o Renanzinho, e Tito Uchôa, seu primo.
Ontem, o segundo vice-presidente do Senado, Álvaro Dias
(PSDB-PR), adiou a reunião da mesa diretora para analisar
o provável encaminhamento do terceiro processo contra
Renan ao Conselho para quinta-feira.
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CPI da Casan
Moreira ataca deputado tucano
Para presidente do PMDB,
voto causou "desconforto"
Florianópolis
O presidente estadual do PMDB, Eduardo Pinho Moreira (PMDB),
criticou ontem a postura do deputado Clésio Salvaro (PSDB),
que votou com a oposição e garantiu a abertura
de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)
para apurar denúncias de troca de votos por obras da Casan
nas eleições do ano passado. Foi um gesto
de pequenez política dele, que aproveitou a não
indicação de um nome para um cargo para criar esse
desconforto na base, acusou. Para Pinho Moreira, o tucano
deve explicações ao governo e ao próprio
partido. O PSDB não está emprestado no governo.
Ele é governo, participa das ações, tem
o vice-governador."
Rebeldia
Parlamentar da base aliada permitiu que oposição
conseguisse abrir investigação sobre denúncia
envolvendo a Casan |
Moreira
também criticou o mérito da CPI, que investiga
suposto benefício eleitoral para a deputada Ada de Luca
(PMDB), mulher do presidente da Casan, Walmor de Luca. Para
isso existe a Justiça eleitoral. Imagina se cada denúncia
virasse uma CPI, questionou. Moreira vê a investigação
como instrumento político da oposição e
duvida que traga consequências práticas como
a perda do mandato da deputada. Sem chance de isso acontecer,
refutou.
O ex-governador minimizou os conflitos nos partidos que integram
a base do governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), ao considerar
que as tensões são naturais e amplificadas pelas
dificuldades em compor os cargos do Executivo. Ele revelou que
diante das dificuldades, Luiz Henrique determinou que todos
os postos vagos sejam definidos até amanhã. No
último mês, o governo enfrentou dificuldades com
seus dois principais aliados, o DEM e o PSDB. Enquanto os democratas
se negaram a votar o projeto original de aumento de taxas da
segurança pública, entre os tucanos a assinatura
de Salvaro possibilitou a abertura da CPI. Moreira reconhece
como equívoco a demora para as nomeações.
Mas temos precedentes. Em 2003 tivemos reclamações
semelhantes, contemporizou.
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Polícia Civil investiga
a denúncia
A denúncia do vereador José Lino Coelho (PSDB),
de Taió, sobre a suposta troca de obras da Casan no Alto
Vale do Itajaí por votos para a deputada estadual Ada
de Luca (PMDB), na campanha eleitoral de 2006, está sendo
investigada pela Polícia Civil. A acusação
deu origem à CPI aprovada na semana passada pela Assembléia
Legislativa. O promotor de justiça da Comarca de Rio do
Campo, Cláudio Augusto Hanisch, recebeu o caso no dia
7 de março e encaminhou a documentação à
polícia, que instaurou um inquérito, ainda em andamento.
De acordo com a promotora de justiça de Taió, Andrea
Gevaerd, que responde temporariamente também pela Comarca
de Rio do Campo, a investigação é sigilosa
enquanto estiver a cargo da Polícia Civil, e o Ministério
Público só poderá se pronunciar sobre o
caso quando receber a conclusão do inquérito. A
polícia apura situações que teriam ocorrido
em localidades de Taió e Santa Terezinha.
O vereador estranhou que o presidente da Casan tenha atribuído
a denúncia à briga política local. Minha
administração na gerência foi correta e transparente
e não devo nada a ninguém. Coelho garante
que sua iniciativa não teve conotação de
vingança por causa da abertura de um processo administrativo.
Walmor De Luca afirmou que a acusação foi motivada
pela demissão da gerência da empresa em Taió.
Ele foi pego em auditoria interna por irregularidades no
pagamento de horas-extras e agora quer se vingar." De Luca
garantiu que não foi prometida ligação
em troca de votos, para favorecer a candidatura da sua mulher.
A deputada Ada De Luca nega as acusações e diz
que a CPI da Assembléia vai esclarecer os fatos.
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Apoio à CPI foi "questão
pontual"
O deputado Clésio Salvaro afirmou que não comentaria
as declarações do ex-governador. Até
porque grandeza política não é o forte do
Eduardo Moreira, disse. O tucano reafirmou que o apoio
à CPI que vai investigar a Casan foi uma questão
pontual e não compromete seu vínculo com o Executivo.
Continuo ajudando o governo até quando eles me quiserem,
disse. Salvaro garante que as pressões dos aliados por
ter assinado o requerimento da CPI da Casan estão diminuindo.
Sexta-feira me encontrei com o Pavan e o Dalírio
Beber e nem conversamos sobre isso, garantiu. |