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Joinville Segunda-feira, 27 de agosto de 2007 Santa Catarina - Brasil

Contracapa - A Notícia

Exposição

Navegando em miniaturas

Réplicas de barcos de diferentes épocas estão expostas no Farol Shopping, de Tubarão

Marcelo Becker

Estudantes se encantam com a riqueza de detalhes das miniaturas de embarcações antigas, expostas em Tubarão

Marcelo Becker
Tubarão

Uma exposição com 31 miniaturas de barcos antigos, todas feitas de madeira, virou atração no Farol Shopping, de Tubarão, no Sul do Estado.
As obras de arte chamam a atenção de crianças e adultos, que fazem uma “viagem” no tempo ao relembrar fatos históricos, como as grandes navegações, em que desbravadores de séculos passados atravessavam mares em busca de tesouros. Alguns barcos lembram até as aventuras de piratas ou as invasões promovidas por vikings.

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A exposição no Farol Shopping de Tubarão continua aberta até o dia 31, das 11 às 22 horas. A entrada é gratuita
Todo o acervo foi construído pelo bancário aposentado Luiz Carlos Coirolo Corrêa, de 65 anos. A frota naval é composta por embarcações de madeira que reproduzem originais a partir do século 15, período em que iniciou-se a chamada era dos descobrimentos. Aliás, as caravelas de Pedro Álvares Cabral são as que mais chamam a atenção de estudantes que visitam a exposição.
A paixão pelo trabalho artesanal não teve tanta ligação com o aspecto histórico, mas com a beleza e os detalhes dos barcos – a paixão pelo nautimodelismo.
“Quando via uma miniatura de barco em alguma estante ou prateleira me dava vontade de ter uma igual em casa. Aí decidi tentar fazer uma, e o resultado está aí”, lembra.
Os primeiros barcos surgiram há cinco anos e eram de madeira bruta, praticamente sem acabamentos nem detalhes. Os trabalhos seguintes já apresentavam mastros, escadas, canhões, velas, timões, âncoras, alçapões e demais equipamentos que fazem parte das antigas embarcações.
A fabricação das miniaturas segue o padrão de plantas compradas na internet, de empresas especializadas em nautimodelismo e respeitadas em todo o mundo. “Mas nem sei mexer com computador. Quem procura e compra são meus filhos”, ressalta Corrêa.
Um barco de tamanho médio pode demorar até cinco meses para ficar pronto. Todos são feitos com cedro-rosa, madeira que, segundo o aposentado, é a mais adequada para esse tipo de artesanato.
A última embarcação produzida pelo aposentado foi uma réplica do inglês Mayflower, construído originalmente em 1620. Corrêa não está com projetos em andamento no momento, “folga forçada” sugerida pela mulher, dona Heloisa. “Não tinha mais onde guardar tantos barcos em casa. Então, ela disse para eu sossegar um pouco e voltar a trabalhar daqui a algum tempo”, brinca o artesão.



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