clicRBS

Buscar
Joinville Sábado, 08 de dezembro de 2007 Santa Catarina - Brasil

Opinião - A Notícia Albertina Camilo
(47) 3431-9110
albertina.camilo@an.com.br

Editorial

A competição entre os bancos falhou num aspecto elementar: o da oferta de atendimento básico, como fornecimento de extratos, talões de cheques e cartões

Tarifas bancárias

A intervenção do governo nas tarifas bancárias traz, como efeito imediato, benefícios para o consumidor, por disciplinar a cobrança de serviços que vinham sendo taxados de forma desregrada e abusiva. Se a notícia é boa para os clientes, é péssima para a imagem de um setor que prometia competição e serviços de qualidade, desde a entrada de grandes grupos estrangeiros no País, nos últimos dez anos. A regulação da cobrança de tarifas, num mercado que deveria ser exemplo de livre concorrência, é constrangedora em todos os sentidos.
Por decisão do governo, os bancos devem reduzir de 55 para 22 os serviços que podem ter tarifas, e os valores ficam congelados por seis meses, a partir de maio de 2008.Ao definir o que pode ser cobrado e os prazos para correção dos valores fixados, o Conselho Monetário Nacional (CMN) manda um recado às instituições financeiras, que aumentaram em 17% seus ganhos com esses serviços este ano.
Intervenções governamentais em setores que devem ser geridos com autonomia, de acordo com normas consagradas do livre mercado, são cada vez mais recebidas como atitudes de exceção. É com a interferência de organismos reguladores, no caso o CMN, que eventuais distorções em áreas específicas são corrigidas, sempre em favor do cidadão. Há muito tempo isso não ocorria no setor bancário brasileiro, que recebeu a medida com tranqüilidade, numa admissão de que foi incapaz de retificar as falhas agora constatadas.
Em qualquer economia, a atividade financeira deveria ser marcadamente competitiva, porque dela depende o crédito que, ao financiar produção e consumo, movimenta toda a economia. Esperava-se que essa virtude se manifestasse também nas operações das instituições que atuam no Brasil, sendo nacionais ou estrangeiras. Lamentavelmente, apesar da modernização bancária nos últimos anos e da racionalização de custos, ocorreu o contrário. A competição falhou num aspecto elementar: o da oferta de atendimento básico, como fornecimento de extratos, talões de cheques, cartões e outros serviços. O próprio governo concluiu, como agravante, que os bancos muitas vezes não deixavam claro para seus clientes que taxas cobravam para determinados produtos.
Enfatize-se que a intervenção não contém medidas punitivas e está limitada à fixação de regras para cobrança de tarifas. Não tem o poder de alterar outras práticas, essas bem mais abrangentes e impactantes, relacionadas à manutenção dos altos custos dos empréstimos bancários no Brasil, apesar da queda contínua e segura dos juros básicos. A lição contida na medida governamental é a de que, se o próprio setor não consegue transferir para os clientes os benefícios da indispensável competição, algo de muito errado está acontecendo e precisa ser corrigido. Amplifica-se com a interferência do CMN a percepção, não só do governo e dos especialistas em mercado financeiro, mas da população em geral, de que ainda falta muito para que o Brasil conte, de fato, com um setor bancário em que a concorrência resulte em benefícios para todos.

_______________________________

Artigos

A moda Deus

Leonardo Boff - Teólogo e professor emérito de ética da Uerj/lboff@leonardoboff.com

Hoje, o tema Deus está em alta. Alguns, em nome da ciência, pretendem negar sua existência, como o biólogo Richard Dawkins, com seu livro “Deus, um Delírio” (São Paulo, 2007). Outros, como o diretor do Projeto Genoma, Francis Collins, com o sugestivo título “A Linguagem de Deus” (São Paulo, 2007), apresentam as boas razões da fé em sua existência. E há outros no mercado, como os de C. Hitchens e S. Harris.
No meu modo de ver, todos esses questionamentos laboram num equívoco epistemológico de base, que é o de quererem plantar Deus e a religião no âmbito da razão. O lugar natural da religião não está na razão, mas na emoção profunda, no sentimento oceânico, naquela esfera em que emergem os valores e as utopias. Bem dizia Blaise Pascal, no começo da modernidade: “É o coração que sente Deus, não a razão”. (Pensées frag. 277). Crer em Deus não é pensar Deus, mas sentir Deus a partir da totalidade do ser.
Rubem Alves, em seu “Enigma da Religião” (1975), diz, com acerto: “A intenção da religião não é explicar o mundo. Ela nasce, justamente, do protesto contra este mundo descrito e explicado pela ciência. A religião, ao contrário, é a voz de uma consciência que não pode encontrar descanso no mundo tal qual ele é, e que tem como seu projeto transcendê-lo”.
O que transcende este mundo em direção a um maior e melhor são a utopia, a fantasia e o desejo. Essas realidades que foram postas de lado pelo saber científico voltaram a ganhar crédito e foram resgatadas pelo pensamento mais radical, inclusive de cunho marxista, como em Ernst Bloch e Lucien Goldman. O que subjaz a esse processo é a consciência de que pertencem também ao real o potencial, o virtual, aquilo que ainda não é, mas pode ser.
Por isso, a utopia não se opõe à realidade. É expressão de sua dimensão potencial latente. A religião e a fé em Deus vivem desse ideal e dessa utopia. Por isso, onde há religião, há sempre esperança, projeção de futuro, promessa de salvação e de vida eterna. Elas são inalcançáveis pela simples razão técnico-científica, que é uma razão encurtada, porque se limita aos dados sempre limitados. Quando se restringe a essa modalidade, se transforma numa razão míope, como se nota em Dawkins.
Se o real inclui o potencial, então está com mais razão o ser humano, cheio de ilimitadas potencialidades. Ele, na verdade, é um ser utópico. Nunca está pronto, mas sempre em gênese, construindo sua existência a partir de seus ideais, utopias e sonhos. Em nome deles mostrou o melhor de si mesmo. É desse transfundo que podemos recolocar o problema de Deus de forma sensata. A palavra-chave é abertura. O ser humano mostra três aberturas fundamentais: ao mundo, transformando-o; ao outro, se comunicando; ao Todo, captando seu caráter infinito, quer dizer, sem limites.
Sua condition humaine o faz sentir-se portador de um desejo infinito e de utopias últimas. Seu drama reside no fato de que não encontra no mundo real nenhum objeto que lhe seja adequado. Quer o infinito, e só encontra finitos. Surge, então, uma angústia que nenhum psicanalista pode curar. É daqui que emerge o tema Deus. Deus é o nome, entre tantos, que damos para o obscuro objeto de nosso desejo, aquele sempre maior que está para além de qualquer horizonte.
Este caminho pode, quem sabe, nos levar à experiência do cor inquietum de Santo Agostinho: “Meu coração inquieto não descansará enquanto não repousar em ti”. A razão que acolhe Deus se faz inteligência que intui para além dos dados e se transforma em sabedoria que impregna a vida de sentido e de sabor.

_______________________________

Frases

“Não sou dos esquemas que estão aí.”
Pedro Simon (PMDB-RS), senador, descartando ser candidato à sucessão de Renan Calheiros (PMDB-AL) no comando do Senado.

“Velha e autoritária.”
Arlindo Chinaglia (PT-SP), presidente da Câmara dos Deputados, sobre a Lei de Imprensa. Ele prometeu trabalhar para acabar com ela.

“A direita não tem piedade.”
Presidente Lula, voltando a atacar os senadores da oposição que ameaçam votar contra a emenda da CPMF.

“O último diálogo que tive com o governo foi com o presidente Lula, que nos chamou de desajuizados.”
Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado, dizendo que não negociará mais a emenda que prorroga a CPMF até 2011.

“Não me importa se dizem que eu sou louco. O novo horário será aplicado.”
Hugo Chávez, presidente da Venezuela, respondendo às críticas da oposição sobre sua decisão de atrasar em meia hora o horário oficial do país.

“Esse negócio de festa é para a imprensa e o público.”
Dunga, técnico da seleção olímpica, dizendo que os jogadores vão dar o máximo no amistoso com a seleção dos melhores do Campeonato Brasileiro.

 

....................................................

...................................................

A Terra não mais nos agüenta. É a marcha da insensatez do homem deletério, consumista e hedonista

Os sinais agônicos da natureza

Jacir J. Venturi - Diretor de escola/jacirventuri@geometriaanalitica.com.br

Boa parte da comunidade científica trombeteia o apocalipse. As evidências de deterioração estão nos mais diversos pontos do planeta. Soam como uivos agônicos. Um estudo do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) estima que o ser humano ultrapassou em 20% os limites de exploração que o planeta pode suportar sem ser degradado. A Terra não mais nos agüenta. É a marcha da insensatez do homem deletério, consumista e hedonista.
Catástrofes naturais creditadas ao aquecimento global se ampliam assustadoramente, à razão de 20% ao ano. De fato, estão mais freqüentes e intensos os furacões, tornados, tufões, secas, incêndios e inundações. Em 2005, por causa do efeito estufa, a Organização das Nações Unidas (ONU) catalogou 259 desastres provocados pela natureza injuriada, os quais levaram sofrimento a 154 milhões de pessoas. “Até os mais céticos comungam da idéia apavorante de que a crise ambiental é real e seus efeitos, imediatos” - corrobora o jornalista Jaime Klintowitz.
O aquecimento global é fruto da emissão de gases poluentes causada sobretudo pela queima de combustíveis fósseis e pelos incêndios florestais. A concentração atual de CO2 (dióxido de carbono) é de 375 ppm (partes por milhão), o que representa um aumento de 30% desde a Revolução Industrial.
Além disso, a Organização Meteorológica Mundial admite que 11 dos últimos 12 anos ocupam os primeiros lugares na lista dos anos mais quentes desde 1850. Incêndios florestais triplicaram e terras estorricadas por secas severas dobraram de área nas últimas três décadas. A escritora Rose Marie Muraro é didática: “Quando a Terra já estiver desertificada é que o ser humano vai aprender que não se come dinheiro”.
Nas últimas três décadas, o Ártico perdeu 1,4 milhão de quilômetros quadrados de cobertura de gelo, uma área equivalente a sete vezes a do Estado do Paraná. Com certeza, nos próximos 30 anos, a perda será muito maior, uma vez que a natureza não responde de forma linear e, sim, pesarosamente, de modo exponencial.
O derretimento do gelo dos pólos, somado ao dos glaciares, enseja uma elevação de 3,3 milímetros por ano no nível dos oceanos, o que representa o dobro do século passado. Os mares estão ficando mais ácidos. A alteração do pH se deve ao excesso de gás carbônico, o que afeta a produção de microorganismos e plânctons que estão na base da cadeia alimentar de muitos seres vivos dos ecossistemas marinhos.
Kilimanjaro, o monte mais alto da África, perdeu 88% de sua cobertura de gelo, desde 1912. É irônico, pois na língua nativa da Tanzânia, o verbete kilimanjaro significa “o monte das neves eternas”. Aquele povo primitivo só não imaginava que o homem contemporâneo – que se autoproclama civilizado – pudesse subverter os sagrados ditames do tênue equilíbrio ambiental.

....................................................

A perspectiva bioética é fator importante para que os animais não-humanos sejam vistos como 'sujeitos de uma vida'

O prato nosso de cada dia

Marcelle Batista Alves - Acadêmica de direito em São José e pesquisadora da ONG Antígona/marcelle@antigona.org.br

Pensar o meio ambiente exige pensar os direitos dos animais. Não em uma perspectiva maniqueísta, mas no âmbito das teorias morais, pois os animais não-humanos também são portadores de direitos. A desigualdade entre seres humanos e não-humanos não pode se justificar a partir da intelectualidade, autonomia ou razão. A razão não é suficiente justificar a desigualdade. Afinal, tantos são os humanos desprovidos de racionalidade por doenças ou idade. Pode-se, então, defender a igualdade entre seres vivos, sejam eles humanos ou não, quando se observa o princípio da igualdade para além da espécie e da razão. Até porque não temos prova de que a faculdade de raciocinar ou de estabelecer conceitos e proposições de modo discursivo (não-intuitivo) seria o amparo dos direitos humanos.
Para isso, exigem-se a mudança de hábitos, a transformação de pensar e julgar. Essas mudanças afetarão diretamente o que colocamos no nosso prato. Ao reconhecer o direito dos animais, eles passarão a ter um valor além do nosso consumo, do nosso divertimento ou outro ato para contentar a espécie humana. Uma sincera consciência ambiental é tratar a vida e o interesse de animais não-humanos dentro de um mesmo princípio e com seu próprio modo específico.
Argumenta Tom Regan, filósofo norte-americano, que “... todos os seres humanos possuem valores inerentes e direitos para serem tratados como sujeitos de uma vida...”. Seres que possuem um valor além de sua utilidade para outrem e que merecem respeito. Direito moral é uma prática que prioriza o dever de um em relação a outrem. Os animais não-humanos, apesar de não possuírem racionalidade no mesmo patamar dos humanos e de não compreenderem o que são direitos morais, requerem um mínimo de respeito para que possam sobreviver.
Acreditamos tanto na superioridade da espécie Homo sapiens que muitas vezes esquecemos de fazer uma distinção entre o agente moral (a nossa liberdade de tomar decisões e responsabilizar-se por elas) e o paciente moral (quando nos encontramos em uma situação de vulnerabilidade). Inúmeras vezes ficamos tão vulneráveis diante dos desequilíbrios ambientais quanto os seres não-humanos.
A pergunta principal é: por que um animal não-humano não consegue ser titular do direito de ser respeitado? A perspectiva bioética é fator importante para que os animais não-humanos sejam vistos como “sujeitos de uma vida”. Além da racionalidade, devemos observar que cada ser, humano ou não, é sensível. Mesmo assim, parece não vermos problema algum em um animal não-humano sentir dor, constrangimento, afinal, ele está ali para nos servir. E isso basta.
Se acreditamos em Deus, partimos de uma moral cristã, no qual Ele nos fez soberanos perante todos os outros animais. Ou se acreditamos na ciência, haverá dúvidas sobre a teoria de Darwin para a evolução das espécies pela seleção natural e que explica a diversidade de espécies na natureza. Em ambos os casos, essas dúvidas e incertezas não são critérios para retirar o direito moral desses animais. Tratar com respeito os direitos dos animais não é apenas um ato de bondade, mas de justiça e de igualdade entre animais humanos e não-humanos.

_______________________________

Palavra do leitor

Educação
Comemoramos ontem o centenário do decreto estadual 348/1907, que “reformou a instrução pública em Santa Catarina, tornando obrigatório o ensino primário para crianças de 7 a 12 anos e estabelecendo multas de 4 mil a 10 mil réis para os pais omissos”. Transcorridos cem anos, mesmo com todos os esforços, o panorama educacional é sombrio. Pasmem: segundo dados recentes do Ipea, temos, no Brasil, “7,5 milhões de pessoas sem qualificação ou experiência profissional, num universo de 9,1 milhões em busca de uma vaga no mercado formal. Apenas 1,67 milhão (18%) têm a qualificação adequada para conquistar um espaço”.
Mais absurdo é que algumas empresas estão importando mão-de-obra para suprir a carência de qualificados! A conclusão, ainda, é a mesma e unânime: devemos investir em políticas públicas que valorizem o professor e o ensino técnico profissional, com formação de qualidade. Ou continuaremos amargando vergonhosas estatísticas e posições deprimentes no ranking mundial.
Ademar Arcângelo Cirimbelli, Florianópolis

A renúncia de Renan
A Notícia resume, objetivamente, a renúncia do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) para salvar o mandato (5/12, páginas A6 e A7), sem entrar no mérito ou mostrando quem o livrou da cassação. A impunidade de Renan nos leva a reflexões sobre o posicionamento desses políticos. Estes defensores (48 senadores da República) da injustiça, que têm medo da verdade, são domesticados e só crescem pelo servilismo. Aristóteles dizia que “nascer de servos traz a mentalidade doméstica”, isto é, herda hábitos servis e não encontra ambiente propício para a formação de seu caráter. Os que ficaram ao lado de Renan servem à causa da desmoralização da Pátria e ofendem a inteligência do brasileiro.
Dorvalino Furtado Filho, Florianópolis

O Natal está no ar
De novo às nossas portas, a data magna da cristandade. Mas ela é mais festejada em cima da figura de Papai Noel, o que não deixa de ser uma mentira “saudável”. Essa figura foi genialmente criada pelo capitalismo e atende aos interesses da indústria do consumo e de presentes, embalados na melhor lembrança e alegria do Bom Velhinho. Mesmo assim, a festa faz sentido. Só não nos esqueçamos de que a felicidade não se compra, se constrói.
Claro está que cada vez mais o Natal vem deixando de ser ocasião para um encontro, um diálogo aberto e sincero com Cristo. Com isso, diminui o diálogo do amor e das condições humildes em que Ele nasceu. Esquece-se de que Ele veio para todos, sem distinção, nas esperança de que vivêssemos unidos e solidários uns com os outros. Que o Natal possa ser o começo de uma verdade em nossos corações, uma nova realidade empolgante e cristã, com a certeza de que o Menino Deus existe e está pedindo paz entre nós.
Verli Antônio de Araújo, Joinville

Dia da Família
Quando homem e mulher decidem levar uma vida a dois pelos laços do matrimônio, têm de estar conscientes de que nem tudo serão rosas. Vez por outra, o céu escurece e a tempestade ameaça pôr tudo a perder. São momentos que fazem cada qual se recordar do que disse diante do padre: “Prometo fidelidade na alegria e na dor...”. Mas o modernismo atual está pondo à prova esse juramento. Conforme dados recentemente publicados, o número de casamentos cresceu, porém, paralelamente, os divórcios e as separações aumentaram mais ainda. A esse respeito é mais que necessário ressaltar que no dia em que a família perder o rumo, a sociedade se esfacelará, porque perderá seu esteio de sustentação.
Em geral, quando o casamento se desfaz, as grandes vítimas são os filhos, principalmente se forem crianças, pois ficam sem entender o que para eles é uma tragédia. Essa é a grande responsabilidade que pesará sobre os ombros dos pais, que, muitas vezes, não medem com o devido cuidado os traumas que causarão aos filhos ao decidirem pela separação. Esse passo só deve ser dado depois de esgotadas todas as hipóteses possíveis. Não podemos esquecer do alerta das Sagradas Escrituras: “O que Deus uniu, o homem não separará”. Isso dá o que pensar!
Natal Marchi, Rio do Sul



   Este Portal é melhor visualizado na resolução 800x600
Expediente
 Copyright © A Notícia - Fone 055-0xx47 3431 9000 - Fax 055-0xx47 3431 9100
 Rua Caçador, 112 - CEP 89203-610 - C. Postal: 2 - 89201-972 - Joinville - SC - Brasil