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Editorial
A questão do gás
Mesmo considerando que o reajuste do gás boliviano
tenha decorrido de longo processo de negociação
que exigiu muito diálogo, muita paciência e, sobretudo,
muita inteligência, segundo palavras do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil deve arcar com despesas
adicionais de US$ 100 milhões por ano para garantir seu
fornecimento.
De fato, não se trata de negociação fácil,
pois os entendimentos com o governo boliviano ainda prosseguirão.
Daí a reação muito tranqüila do Brasil,
com o ministro de Minas e Energia Silas Rondeau reconhecendo
que o novo acordo teve componente geopolítico.
Pior não é o reajuste, apesar de contratos firmados
entre os dois países com validade até 2009, mas
sim o fato de o Brasil ter cedido, depois de afiançar
que recorreria aos tribunais internacionais para validar os acordos
anteriores.
O recuo deve custar mais caro ao Brasil, porque na diplomacia
e no comércio internacional pesam as posições
firmes dos países. Outros acordos poderão ser revistos,
na perspectiva de o Brasil adotar a mesma postura de recuo e
concordância. É fato, porém, que o novo acordo
atende a outros interesses, como o projeto de construção
de um pólo gás-químico na fronteira entre
os dois países, com investimento de US$ 3 bilhões,
com financiamento oficial brasileiro.
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O pior não é o reajuste do valor a ser
pago pelo gás boliviano, mas sim o fato de o Brasil ter
cedido, depois de afiançar que recorreria aos tribunais
internacionais para validar os acordos anteriores |
Apesar de gastos adicionais de US$ 100 milhões pelo mesmo
gás, o custo não será absorvido pela Petrobras,
como já antecipou o presidente da empresa, Sérgio
Gabrielli. Ou seja, será repassado para as distribuidoras
estaduais como a SCGás , com os usuários
arcando com o custo final. Em Santa Catarina, dezenas de indústrias
usam o gás boliviano, em particular o pólo cerâmico
do Sul do Estado. Em janeiro, o consumo totalizou 43 milhões
de metros cúbicos, dos quais 76% destinados às
indústrias. É certo que, em algum momento, as empresas
sentirão o peso do reajuste em seus custos finais de produção.
Um conforto é que a SCGás tem dito que não
deve haver movimento nos preços em breve, embora a decisão
final seja da Petrobras.
O contencioso com a Bolívia em torno do gás e de
investimentos brasileiros naquele país remonta a 1º
de maio de 2006, quando o presidente Evo Morales anunciou a estatização
do setor petrolífero. Tropas militares foram usadas para
a ocupação das instalações
da Petrobras. Apesar da repercussão internacional, o governo
brasileiro continuou o diálogo com a Bolívia, na
expectativa de que tudo seria conduzido de forma a atender aos
interesses nacionais. Não foi o que aconteceu. Mesmo assim,
o governo anuncia a disposição de investir mais
US$ 3 bilhões com um parceiro que, até aqui, descumpriu
acordos e rompeu contratos.
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Artigos
O triste quadro da educação
As autoridades se gabam de que, hoje em dia, todas as crianças
estão na escola. Isso é importante, sem dúvida.
Mas, para a economia e a cidadania, entrar na escola é
muito pouco. O essencial é concluir a escola, e mais crucial
é aprender. É acaciano dizer que a boa escola é
aquela que ensina e os alunos aprendem. Mas é isso mesmo.
Na semana passada, foi triste verificar a repetição
de um quadro lamentável. Trata-se dos resultados dos exames
de avaliação realizados pelo Ministério
da Educação. A situação que já
era ruim em 1995 piorou muito em 2005.
Nas provas do Sistema Nacional de Avaliação da
Educação Básica (Saeb), numa escala de 0
a 500, os alunos de quarta série obtiveram uma média
de 188 pontos em português em 1995, tendo caído
para 172 em 2005. Os da 8ª série baixaram de 256
para 231 e os da 3ª série, de 290 para 257! Em matemática,
a queda foi igualmente preocupante. Os da 4ª série
passaram de 190 para 182; os da 8ª série, de 253
para 239; e os da 3ª série, de 281 para 271.
Nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de
2006, os resultados foram também desapontadores. Em uma
escala de 0 a 100, a média nacional dos alunos em português
foi de apenas 37 pontos, menor que em 2005, que já tinha
sido muito ruim, 39 pontos.
Esse é um problema de extrema gravidade. A produtividade
da economia depende fortemente da competência dos cidadãos
e esta depende da qualidade da educação.
Embora tenhamos no Brasil ilhas de excelência, a produtividade
média é baixa, e a distância em relação
a outros países está aumentando. Em 1970, a produtividade
da Coréia do Sul era de 20% da dos Estados Unidos. A do
Brasil era 33%. Hoje, a produtividade da Coréia do Sul
subiu para 44% e a do Brasil baixou para 24%. Estamos ficando
longe de nossos concorrentes.
É difícil competir no mundo globalizado em que
a corrida em direção à eficiência
é frenética e contínua. Da mesma forma,
é difícil construir uma democracia com base em
pessoas de pouco discernimento. Os que não entendem o
que lêem geralmente não entendem o que escutam,
o que os impede separar o joio do trigo, a mentira da verdade,
a promessa vã das possibilidades reais.
A falta de capacidade crítica eleva os erros e faz do
eleitor uma presa dos jogos emocionais. Se a escolha é
difícil, mais difícil ainda, para esses eleitores,
é cobrar e controlar os governantes. Em suma, não
basta entrar e ficar na escola. É preciso aprender a criar,
inovar, sugerir, demandar e atuar de modo construtivo. Tudo isso
depende de um bom ensino. Já é hora de nosso governo
levar a educação a sério!
Antônio Ermírio, empresário/antonio.ermirio@antonioermirio.com.br
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A Reforma de Lutero
Contrariando uma injusta imagem de apego aos bens materiais,
dom Gregório Warmeling, que morava na sede do bispado,
um amplo palácio, em Joinville, fez a cúria vender
o casarão episcopal e foi morar num apartamento simples,
para, depois, instalar-se, franciscanamente, no modesto seminário
do bairro Guanabara, bem ao jeito da singela casa de seus pais,
em São Ludgero. Aliás, naquele mesmo seminário
morou, também em estrita simplicidade, dom Orlando Brandes.
Essa humildade dos dois últimos bispos de Joinville (dom
Gregório tinha também jurisdição
sobre a região de Blumenau) contrasta com a pompa dos
palácios episcopais, sobretudo da Europa medieval.
Numa das missões que realizei como prefeito à Alemanha,
visitei o Residence, em Wüsburg, palácio nababesco
construído pelo príncipe-bispo Carl von Schonborn.
Suntuoso e majestoso, é um dos muitos exemplos da opulência
dos altos prelados da Igreja, principalmente durante a Idade
Média e o Renascimento.
Decorado com pinturas de artistas famosos, tem, na abóbada
da entrada principal, sobre uma escada imponente, o majestoso
afresco do grande mestre veneziano Giambattista Tiepolo focalizando
quatro continentes: Europa, Ásia, África e América.
Contratado a peso de ouro pelo bispo de Wüsburg, Tiepolo
fez uma obra-prima, no gênero da famosa pintura de Michelangelo
no teto da Capela Sistina. Pouco conhecida entre nós,
percorrer os amplos salões da residência do bispo
de Wüsburg é um programa imperdível.
Antes de chegar a Viena para ser introduzido na corte do imperador
Francisco José, Mozart trabalhou durante mais de dez anos
como Konzertmeister (mestre de conserto), às expensas
do também milionário e poderoso arcebispo de Salzburg,
o conde Hieronimus Colloredo.
Essa ostentação, esse luxo (normalmente derivando
para a luxúria) e esse poder material levaram Martinho
Lutero a propor uma nova Igreja, moldada na carta de São
Paulo aos coríntios (I, 9, 19) e aos romanos (XII, 8):
O cristão é livre e senhor de todas as coisas,
e não está sujeito a ninguém; o cristão
é, em todas as coisas, um servidor e está sujeito
a todos.
Com essa convicção, Lutero explodiu de inconformismo
quando o papa Leão 10º concedeu a Alberto de Brandenburgo,
de forma simultânea, os arcebispados de Mainz, Magdeburg
e Halberstadt, em troca de grande soma em dinheiro para a construção
da basílica de São Pedro.
Considerando como mero negócio todo esse tipo de indulgências,
Martinho Lutero repudiava a concessão sacerdotal de perdão
ou remissão, parcial ou total, de penas a que cada um
estivesse sujeito, na terra ou no purgatório, por pecados
cometidos, pregando que a salvação só seria
obtida numa relação direta entre a pessoa e Deus.
Contra esse comportamento mercantilista e cínico, pregou
suas célebres 95 teses na porta da igreja do castelo de
Wittenberg, convidando o povo a debatê-las. Nessas teses,
demonstrava como a Igreja havia se afastado do Evangelho, desviando-se
para o campo da avareza, da licenciosidade e do paganismo. Com
isso, desencadeou o movimento reformista da Igreja, que acabou
determinando a sua divisão.
Seguindo a pregação de seu mestre, a Igreja Luterana
frutificou em templos rústicos, sem santos e sem ostentação.
A Igreja Católica vem absorvendo os principia luteranos,
à exceção do celibato, que persiste, contrariando
a lógica da natureza humana.
A firmeza de Lutero, negando-se, várias vezes, a abdicar
de suas convicções mesmo quando eram iminentes
a tortura, a morte e a excomunhão é o grande
patrimônio da comunidade luterana e da humanidade.
Quando o imperador Carlos 5º chamou-o à Dieta de
Worms, para que renunciasse a seus escritos em troca de salvo-conduto
e da permissão de seu retorno em segurança, ele,
mais uma vez, disse não!, proferindo a célebre
frase: Não posso fazer outra coisa! Esta é
a minha posição! Que Deus me ajude!
Estou publicando este artigo para que não passe despercebida
importante efeméride. Foi em 1507 portanto há
exatos 500 anos! que se deu a ordenação
do filho do minerador de cobre Hans Luther e de Margarethe Lindemann,
cuja vocação religiosa despertou-se em razão
da queda de um raio de que escapou da morte, milagrosamente.
Martinho Lutero está vivo nos milhares de templos e na
imensa legião de homens e mulheres que renovam, a cada
dia, a confissão de Augsburg.
Luiz Henrique da Silveira, governador do Estado
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Caos
Aos trancos e barrancos a vida ou a sobrevida do povo brasileiro
segue. Olhamos com espanto e preocupação para a
guerra civil instalada no Iraque, para o caos palestino, para
as epidemias que flagelam o continente africano. A miséria
brasileira, esta não nos atinge. Afinal, como o tique-taque
do relógio no criado mudo, aquilo que é permanente
acaba passando despercebido, pois supostamente normal.
É lógico então que um ato bárbaro
e violento como foi a morte do menino João Hélio
na Cidade Maravilhosa acaba nos sacudindo e nos golpeando
fundo. E a velha questão da segurança pública
volta à cena. No calor das emoções não
faltam os arautos do conhecimento, senhores da verdade, com palavras
de impacto e soluções definitivas, de segurança,
lei e ordem. E os congressistas, movidos pelos sentimentos paranóicos
coletivos de vingança, acabam por encampar estas idéias.
Como Pilatos, aprovam uma lei inconstitucional e lavam as mãos,
dando o assunto por encerrado.
Ora, o fenômeno da violência, queiram ou não,
é muitíssimo mais complexo e vem sendo estudado
há séculos. Muito surpreende então ouvir
formadores de opinião defendendo mais punição
aos cidadãos do mal e redução
da maioridade penal. A violência, esquecem-se esses senhores,
não se resume a crimes de roubo, seqüestro, latrocínio.
Igual violência, mas em maior escala, é, por exemplo,
aquela que mata ou lesiona milhares de pessoas em acidentes do
trabalho, é aquela que mata ou lesiona milhares de pessoas
no trânsito, é aquela que mata ou lesiona milhares
de pessoas nas filas de atendimento hospitalar, é a violência
da fome, da falta de moradia, da falta de terras, da falta de
educação, é a violência do desespero.
É claro que a violência urbana, decorrente de crimes
graves contra a integridade física, precisa ser discutida
e trabalhada, tanto quanto as demais violências mencionadas
acima. Mas o que se quer dizer é que idéias simplistas
de redução da maioridade penal e agravamento de
penas nunca foram, não são e nunca serão
fatores de contenção e prevenção
da criminalidade.
A redução da imputabilidade penal para os 16 anos
e o agravamento das penas além disso não podem
ser aceitos, em absoluto, por dois motivos, um político
e outro moral. Existem milhares de mandados de prisão
expedidos pela Justiça não cumpridos porque não
há espaço nos cárceres, superlotados, com
quase o triplo de sua capacidade. O rigorismo penal, iniciado
pela casual lei dos crimes hediondos no início dos anos
90 e sucedido por leis de emergência, não trouxe
nenhuma melhora na segurança pública, pelo contrário,
como efeito colateral superlotou o cárcere. Assim, por
uma questão de política de Estado, é preciso,
para efetivar a legislação de pânico já
existente, que no mínimo se construam penitenciárias,
capazes de agir para trazer os presos ao convívio social,
que cumpram normas mínimas de respeito à integridade
dos detentos, com vagas para o trabalho e estímulo ao
estudo. E mais, que essas penitenciárias tenham agentes
carcerários tecnicamente preparados e equipados, com remuneração
digna, fiscalização e controlados no combate à
corrupção.
Por outro lado, a olhos nus, constatamos, especialmente nos grandes
centros urbanos, que são milhares as crianças presentes
em semáforos, esquinas e viadutos, abandonadas à
própria sorte, no impiedoso flagelo da miséria
e anonimato. Por uma questão moral, o Estado não
pode simplesmente aguardar que essas criança cheguem à
adolescência para então, sim, se fazer presente
com seu braço punitivo e impiedoso. O direito e o Estado
primeiro precisam utilizar todos os seus instrumentos, administrativos,
culturais, econômicos, sociais, educativos, desde antes,
desde a formação da família e na primeira
infância. A redução da maioridade penal e
o agravamento das penas num Estado em que tudo falta ao cidadão,
menos quando é para puni-lo, é eticamente inaceitável.
Cumpre aos operadores do direito a consciência disso e
a descoberta de caminhos que coloquem um pouco de racionalidade
nessa irracionalidade da segurança pública, disseminada
no senso comum.
Muitas são as dúvidas e muitas são as respostas
apresentadas. Uma coisa, entretanto, é certa: não
são com verdades finais e fórmulas milagrosas que
a solução virá, muito menos pela criação
de uma nova lei. A violência é um fenômeno
histórico e complexo, que, diante do caos vivido, precisa
com urgência ser combatida, com medidas concretas, mas
fundadas em sóbrio e racional debate. O tempo urge, e
o futuro não se furtará em nos responsabilizar.
Já nos cobramos pela trágica e pungente violência
que o menino João Hélio sofreu. Já tive
a idade dele, ele não terá a minha. Não
pode ser assim. Não é certo.
João Marcos Buch, juiz de direito da 2ª
Vara Criminal da Comarca de Joinville
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Cartas
João Hélio
Sempre que há uma tragédia, todos ficamos emocionalmente
abalados, e é aí que corremos o risco de emitir
opiniões carregadas de um instinto de vingança
e até de querer fazer justiça pelas próprias
mãos. Porém, passados alguns dias, nosso raciocínio
começa a trabalhar em conjunto com o lado emocional, dando-nos
assim condições de tecer um comentário livre
daquele primeiro momento de comoção.
Estou me referindo ao menino João Hélio, barbaramente
morto por alguns marginais que haviam roubado o carro de seus
próprios pais. Outros detalhes são dispensáveis,
porquanto os meios de comunicação vêm noticiando
a todo o momento. O que vale ainda acrescentar é a reação
que tomou conta da sociedade, que está a exigir punições
de extremo rigor em casos de tal gravidade, sejam quais forem
os autores, pois só assim os delinqüentes pensarão
bem e desistirão de suas macabras incursões. É
preciso um choque de autoridade e de efetiva justiça.
Certos tipos de pessoas somente recuam quando sabem que terão
de enfrentar implacáveis julgamentos.
Os autores de tal crime podem ser chamados de verdadeiros carrascos,
porque seu modo de agir atingiu requintes de violência
inimagináveis. Esse episódio, a par de tantos outros
diariamente verificados, dá-nos a impressão de
que as autoridades das metrópoles (especialmente) estão
um tanto perdidas em meio ao fogo cruzado. Veja-se, por exemplo,
a propalada utilização das Forças Armadas,
que por enquanto não saiu do discurso. A Força
Nacional de Segurança igualmente está demorando
para entrar de fato em ação, dando tempo ao inimigo,
que age sorrateiramente.
A sabedoria popular diz que depois de a criança ter caído
no poço e morrido, todos se apressam em fechá-lo.
Contudo, isso não trará de volta a vida que foi
prematuramente ceifada. Também ninguém conseguirá
cicatrizar a dor da família. Então: o que é
que estamos aguardando para sitiar e prender os marginais, antes
que cometam outras atrocidades? O menino João Hélio,
não obstante a incrível dor de seus familiares,
partiu para sempre. Tratou-se de uma cena que até então
só se via em filmes fantasiosos. A dor dos pais é
a nossa dor. E que Deus acolha João Hélio!
Natal Marchi, Rio do Sul/natal_marchi@yahoo.com.br
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Dois pesos...
Em Balneário Piçarras, aplica-se com sucesso o
controle sobre a poluição sonora proveniente dos
equipamentos de som de veículos automotores. É
elogiável que assim seja, pois respeito ao sossego é
indicador de qualidade de vida. Por outro lado, o que chama atenção
é a livre e incômoda ação dos carros
de som profissionais, promovendo(?) produtos e serviços
dos mais variados pelas ruas da cidade, sem dó nem pena
dos ouvidos e da inteligência do público.
Por que esses veículos não são também
autuados e proibidos de fazer barulho? O problema existe há
tempo e, de uma temporada para outra, nada ocorre para coibir
o abuso. Enquanto as autoridades locais não se mexem,
o que resta é a reação contrária
do consumidor, rejeitando frontalmente os estabelecimentos que
utilizam esse recurso de marketing primitivo e poluente.
Hans Günter Hardt, hanshardt@terra.com.br |