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UM GOLPE DE R$ 3 MILHÕES
Fim da vida de milionário
Acusados de estelionato
foram presos na Capital
Florianópolis
Três homens que estavam hospedados em duas mansões
em Jurerê Internacional, em Florianópolis, e viviam
como milionários, foram presos na manhã de ontem,
acusados de estelionato e formação de quadrilha.
De acordo com investigações do Departamento Estadual
de Investigação Criminal (Deic) do Rio Grande do
Sul, eles teriam conseguido arrecadar cerca de R$ 3 milhões
em crimes contra empresas praticados no Estado vizinho. Documentos
encontrados com os suspeitos sugerem que o golpe seria aplicado
em empresários catarinenses.
A operação dos policiais gaúchos, com apoio
da Deic de Santa Catarina, foi desencadeada por volta das 6 horas.
Moradores de Jurerê Internacional, acostumados a conviver
com a ostentação, observaram os policiais entrarem
em duas mansões - alugadas por R$ 31 mil por semana -
e deterem 15 pessoas, incluindo um policial militar gaúcho,
responsável pela segurança. Também foram
apreendidos diversos carros de luxo importados, entre eles uma
Ferrari Modena Spider F1 2003 avaliada em R$ 850 mil. Será
investigado se os carros eram comprados ou alugados.
Os mandados de prisão temporária eram destinados
a três dos detidos. Eles pagaram o aluguel das mansões
em dinheiro e faziam festas luxuosas diariamente, segundo os
vizinhos. Também carregavam grande quantia de dinheiro.
Numa bolsa, a polícia encontrou R$ 18 mil.
O delegado da Deic gaúcha, Marcelo Farias Ferreira, explica
que os acusados se passavam por agenciadores da Financiadora
de Estudos e Projetos (Finep) - empresa pública ligada
ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que financia
pesquisa científica e tecnológica em empresas,
institutos tecnológicos e centro de pesquisa. Conforme
a polícia, eles ofereciam financiamentos da entidade,
em troca de 10 a 20% do valor total, mas exigiam pagamento antecipado.
A Faculdade de Osório e um hospital gaúcho foram
duas das seis vítimas apuradas até agora. No entanto,
consulta ao site da instituição seria suficiente
para evitar o golpe. No canto esquerdo do site consta um Alerta
Importante: A Finep não opera por meio de intermediários
remunerados para conceder financiamentos.
Os acusados preferiram ficar calados. No único momento
em que falou na manhã de ontem, enquanto estava na Deic,
o acusado de ser chefe da quadrilha disse que sua prisão
era uma injustiça. Por que o José Dirceu
e o José Genoíno não estão aqui comigo?,
reclamou. Os outros detidos foram liberados ainda ontem.
O delegado Renato Hendges, da Diretoria Estadual de Investigações
Criminais (Deic) de Santa Catarina, estima que a soma dos contratos
fictícios negociados pela quadrilha chegue a R$ 58 milhões.
Ontem à tarde, quatro empresários - dois catarinenses
e dois gaúchos - procuraram a polícia para registrar
queixa por terem sido lesados.
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HOMICÍDIOS
Crimes caem no Carnaval
Em 2007 foram 11
registros, em 2006, 14
Florianópolis/Laguna
Enquanto a Secretaria de Segurança Pública (SSP)
comemorava o que considerou uma redução no número
de homicídios no Estado no período do Carnaval
2007 - foram 11 neste ano contra 14 em 2006 -, a violência
fazia mais uma vítima. O pescador Pedro Batista Santana,
de 46 anos, foi morto com uma paulada na cabeça ontem
à tarde em Laguna, no Sul do Estado. O suposto autor do
crime, Elias de Lima Cabral, 28, fugiu antes da chegada da polícia
e estaria escondido em um morro.
De acordo com o sargento da PM Sérgio Honorato, o homicídio
aconteceu por volta das 13h30 no bairro Navegantes. Dezenas
de pessoas presenciaram o fato, já que minutos antes os
dois haviam discutido no meio da rua, por causa de maconha. Santana
chegou a ser levado para a emergência do Hospital Senhor
Bom Jesus dos Passos, mas morreu 20 minutos depois. Dezenas de
policiais passaram a tarde tentando capturar o autor, que já
tinha ficha criminal por tráfico.
Dos 11 homicídios ocorridos no Carnaval, a polícia
considera apenas dois relacionados à data - o de Tiago
Silva, de 18 anos, executado na sexta-feira, num baile público
no centro da Capital, e o de Geovane Martinho, 22, em Laguna,
na madrugada de domingo.
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A violência permanece nas
estradas
Se o número de homicídios no Estado reduziu
no Carnaval, o número de mortes no trânsito aumentou
51%. Foram 44 registros nas rodovias federais, estaduais e áreas
urbanas em 2007, contra 29 de 2006. E o trânsito continuou
matando mesmo depois do fim da Operação Carnaval.
A vítima de ontem foi a gaúcha Sinara Godói
de Oliveira, de idade não revelada. Ela morreu num acidente
no km 67 da BR-282, em Rancho Queimado. O filho dela, com dois
anos, foi salvo porque estava preso a uma cadeira de bebê.
Eles estavam numa caminhonete S-10 de Lagoa Vermelha (RS), com
mais dois adultos. A caminhonete bateu de frente com um caminhão
de Lages, do Supermercado Martendal. O motorista da S-10, Adalberto
de Oliveira, 31, e a Lúcia Moraes, 36, foram hospitalizados.
A família seguia no sentido Lages/Florianópolis,
quando Adalberto perdeu o controle da caminhonete cabine dupla
numa curva e invadiu a pista contrária e bateu no caminhão
baú conduzido por Sérgio Ferreira, 41 anos, que
nada sofreu.
Ontem, colisão entre um Astra e uma carreta, nas proximidades
do trevo de acesso a Tubarão, no Sul, tumultuou a BR-101
ontem ao meio-dia, mas ninguém ficou ferido.
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MEGA SENA
Delegado quer prorrogar prisão
O titular da Delegacia de Homicídios do Rio, Roberto Cardoso,
pedirá prorrogação da prisão temporária
de Adriana de Almeida, viúva do milionário Renné
Senna, que expira na quarta. Cardoso adiantou que, caso a Justiça
não aceite, vai tentar manter Adriana presa, pela suspeita
de envolvimento na morte de um segurança.
CURITIBA
Promotor de Justiça é morto
a facadas
O promotor Roberto Barros, 39 anos, foi morto com facadas no
pescoço, no início da madrugada de ontem, em casa,
em Curitiba. O corpo foi encontrado pela empregada. A polícia
acredita que Barros tenha lutado com o assassino. As últimas
ligações do celular do promotor serão investigadas.
Não há suspeitos.
SÃO PAULO
Dois assassinos de biólogo presos
Foram presos dois homens que teriam participado do latrocínio
do biólogo Usaldo Mendes Ramos, 56 anos, pai de Fernanda
Karina Somaggio, ex-secretária do publicitário
Marcos Valério(que teria distribuído dinheiro no
esquema do Mensalão). O crime ocorreu na casa de Ramos,
numa chácara. Ele teria reagido a assalto.
TRÁFICO
Polícia apreende 1 kg de cocaína
A polícia apreendeu ontem na Capital um quilo de pasta
bruta de cocaína, que vinha de Campo Grande (MS). A droga
foi transportada de ônibus por um casal. A mulher recebeu
R$ 1,5 mil para carregá-la. A droga, que custou R$ 38
mil, seria transformada em cinco a seis quilos de cocaína
em pó, que renderia R$ 500 mil. |