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OPERAÇÃO MOEDA
VERDE
Novas ramificações
na mira da PF
Delegada Julia
Vergara investiga outros suspeitos citados nas interceptações
telefônicas
Indícios de novos suspeitos e ramificações
descobertas por meio de escutas telefônicas. Ainda há
muito o que se investigar nos nove CDs e nas cerca de mil páginas
dos relatórios encaminhados pela delegada Julia Vergara
da Silva ao juiz, aos quais os repórteres João
Cavallazzi e Felipe Pereira tiveram acesso.
Em dezembro do ano passado, quinto mês de monitoramento
telefônico, os agentes que atuavam na Operação
Moeda Verde precisaram interromper as escutas por causa das ramificações
proporcionadas por um dos investigados. Isso levou a um redirecionamento
das investigações, trabalho que ainda está
em curso e pode incriminar pessoas cujos nomes ainda não
foram citados, como reconheceu a delegada por meio da assessoria
de imprensa da PF.
O juiz Zenildo Bodnar, em seu despacho que decretou a prisão
preventiva de quatro dos 22 suspeitos, deixa expresso que ainda
há investigações em torno de funcionários
do alto escalão do Executivo municipal e empresários
do ramo hoteleiro, sem citar nomes.
Outra revelação de que uma comitiva da Prefeitura
esteve no ano passado na sede do Tribunal Regional Federal da
4ª Região, em Porto Alegre, tentando derrubar uma
ordem judicial que embargava o Shopping Iguatemi deve
trazer mais dor-de-cabeça para a administração
Dário Berger (PSDB). Além do procurador-geral Jaime
de Souza, estavam no tribunal o prefeito, o secretário
de Turismo, Mário Roberto Cavallazzi, e o vereador Juarez.
De acordo com a delegada, o grupo estaria advogando interesses
do Shopping Iguatemi.
Na Polícia Federal, a previsão é ouvir 40
pessoas nos próximos 15 dias. Os depoimentos, cerca de
quatro por dia, duram de duas a três horas. O prazo inicial
de entrega do inquérito à Justiça Federal
é 6 de junho, mas deve ser prorrogado.
Mais conclusões
da PF
Caso Sérgio Almeida - explosão de pedra em costão
Verificou-se que Sérgio Almeida, médico cardiologista,
recorreu aos serviços de Juarez Silveira,
de Renato Joceli, de Marcelo Vieira Nascimento e do superintendente
da Floram, Francisco Rzatki, com vistas à liberação
de detonação de rocha situada em Área de
Preservação Permanente (APP). A atividade foi liberada
pela Floram, mesmo tendo Rzatki ciência de que se tratava
de APP, o que foi por ele externado para Renato Joceli nas conversas
interceptadas. A equipe do Ibama elaborou laudo técnico
relativo à autuação de Almeida, no qual
se sugere, inclusive, a apuração das responsabilidades
pela autorização concedida pela Floram.
Caso floripa shopping
Durante o período de interceptação,
constatou-se que Marcílio Guilherme Ávila manteve
contatos com os alvos monitorados, sempre movido pelo interesse
no andamento do processo de obtenção de licenças
para a inauguração do Floripa Shopping e atuando
aparentemente como um procurador de fato de Carlos Enrique Franco
Amastha. De acordo com os áudios, Marcílio teria
enfrentado obstáculos legais na obtenção
do habite-se do shopping, tendo sido decisiva a obtenção
de parecer favorável do Ipuf e, após, a atuação
da procuradoria-geral do município na defesa judicial
do habite-se.
Mário Cavallazzi X Paulo Cezar
Uma seqüência de áudios interceptados
indica a entrega, não se sabe a que título, de
R$ 30 mil de Paulo Cezar Maciel da Silva (empreendedor do Shopping
Iguatemi) para um encarregado de Mário Roberto Cavallazzi,
secretário de Turismo.
Caso Vilas do Santinho
Fernando Marcondes de Mattos cobra de André Luiz
Dadam (ex-diretor de licenciamento ambiental da Fatma) ajuda
para aprovação do empreendimento Vilas do Santinho,
dizendo que está ajudando Dadam em sua campanha eleitoral
para deputado estadual e que quer a contrapartida: Então,
meu filho, tô fazendo coisa pra ti. Vê se você
faz alguma coisa por mim. Marcondes diz que aquilo
ali merece um trabalho grande nosso, ao que Dadam diz que
dará uma passadinha na Fatma a seguir, mesmo
estando afastado, e diz para Marcondes ficar frio.
Dadam faz contato com Jânio Wagner Constante, da Fatma,
e comentam sobre a necessidade de alteração de
portaria para viabilizar o empreendimento de Marcondes. Na portaria,
estava escrito: não serão concedidas licenças
ambientais prévias de instalação a novos
empreendimentos de qualquer porte, situados na região
do aqüífero dos ingleses e do rio vermelho. Na seqüência,
foram identificados áudios que tratam do recebimento de
doações feitas a Dadam pela Inplac, de Marcondes.
Em outra conversa, Marcondes comenta que a conta de Dadam está
alta."
Caso Pizzaria Mauri
Não dispondo de alvará para reforma e instalação
de uma pizzaria em Florianópolis, o construtor sofre fiscalização
da Susp e é autuado por um fiscal subordinado a Renato
Joceli de Souza, que, após regular tramitação
do processo, expede ordem de demolição da obra
em razão de esta se apresentar em desconformidade com
a legislação municipal, ultrapassando, inclusive,
os limites da calçada. Antes de ser executado o ato de
demolição, Renato recebe uma ligação
de Aurélio Remor (secretário de Obras), solicitando
ajuda. Renato, então, pede para discutir melhor o assunto,
já que Aurélio diz que se trata de um amigo, um
irmão dele.
O conteúdo acima foi extraído dos relatórios
encaminhado ao juiz Zenildo Bodnar pela delegada, documentação
que serviu de base para os pedidos de prisão temporária.
Caso Boate KM-
7 - Jurerê
Trata-se de empreendimento feito em Jurerê Internacional.
De acordo com os áudios, a boate foi construída
no entorno da Estação Ecológica de Carijós
sem que houvesse autorização do Ibama. O monitoramento
revelou que Rubens Bazzo (ex-diretor da Susp), informado por
seu filho (Rodrigo Bazzo, servidor da Susp), tinha conhecimento
de que as obras da boate seriam iniciadas independentemente da
obtenção de alvará junto aos órgãos
competentes. Bazzo teria, ainda, feito contato com uma pessoa
de nome Marco Antônio a fim de que o mesmo aceitasse o
encargo, ressaltando a necessidade de urgência no início
das obras, mesmo sem a existência de autorização,
solicitando compensação financeira em troca da
indicação. Ainda de acordo com os áudios,
Bazzo presta serviços para escritórios de projetos,
ficando clara sua atuação em prol dos andamentos
dos processos de tais escritórios na Susp.
Data: 25/10/2006
Marco Daí doutor.
Bazzo Daí meu jovem. Meu filho falou contigo?
Marco Não
Bazzo Ele tá precisando, ele tá precisando,
com urgência, um cara que toque duas obras pra ele.
Marco Ah!
Bazzo Não é pra ele. É pra um pessoal
bem bom de bola aí. O Ricardo Mansur, o Álvaro
Garnero.
Marco Só cara assim.
Bazzo É, só cara assim. É uma, é
uma boate ou um restaurante. Alguma coisa assim ou uma reforma
de um daqueles postos da praia de Jurerê. Não sei!
Marco Então é com o filho, o irmão
do, do Vilfredo junto, não?
Bazzo Isso. Com o Ricardo Mansur também. Tu topa?
Marco Como é que é o nome do teu filho?
Topo!
Bazzo Rodrigo. Mas eles querem assim tipo, pra amanhã,
entende?
Marco Tá
Bazzo Mesmo sem alvará
Marco Aí é problema seu!
Bazzo Mesmo sem alvará.
Marco Foi o Bazzo que me autorizou lá na Prefeitura.
Haha... (risos)
Bazzo É, pois é.
Marco Qual o telefone dele?
Bazzo Agora, se tu pegar essas duas obras boas, vê
se tu não esquece do meu Natal, né cara.
Caso Sérgio
Almeida
Data: 9/10/2006
Explosão de pedra em APP
Sérgio Almeida, médico cardiologista, liga pra
Renato Juceli de Souza (então secretário da Susp)
para falar sobre conversa com fiscal da Floram.
Sérgio Olha só, a fiscal disse lá
que vai me chamar pra fazer uma entrevista comigo...
Renato Então, ela quer namorar já contigo!
Sérgio E eu fiquei assim..., porque ela disse,
tá, palavras dela, agora eu falei com o cara que recebeu
ela lá: olha, eu acho muito pouco provável nós
autorizarmos isso aqui. Ela disse isso: vocês, não
façam nada no terreno, porque pode ser pior pra vocês;
deixa que até o final da semana eu vou conversar com proprietário
do terreno e nós vamos dar um parecer.
Renato Que é tu! Que é tu!
Sérgio É, sou eu, eu sei!
Renato Deixa eu ligar pro Chicão (referindo-se
a Francisco Rtzaki, à época superintendente da
Floram), que eu já ligo aí.
Sérgio Ela se pegou muito nesse negócio
de ser terreno de marinha. Tá? E na realidade nós
vamos tirar pouca pedra, Renato, é pouca coisa, sabe?
Renato Sérgio, não tens que dar explicação!
Deixa eu ligar pro Chicão, que eu já ligo pra ti!
Sérgio Tá bom. Te agradeço muito,
cara! Tô bem preocupado com isso aí. Brigadão,
querido!
No mesmo dia, Renato liga para Chicão retransmitindo
o assunto tratado com Sérgio. Indaga quem seria a fiscal
e pede para Chicão dar uma olhada nisso para ele. Chicão
diz: Deixa que eu chamo ela aqui amanhã! Não
esquenta! Em11/10/2006, Chicão liga para Renato,
dando retorno sobre explosão.
Chicão O problema é o seguinte: que ali
é uma APP. APP tu não pode fazer nada. Eu posso
até liberar, mas o Ibama cancela.
Renato Tá, mas libera na tua parte e deixa ele,
deixa ele se entender com o Ibama, pô. Me ajuda aí.
Chicão Eu quero ir aí falar contigo e com
ele, pra explicar pra ele o seguinte: se é uma APP, você
não pode fazer nada; não tem nenhum técnico
que vá assinar isso aí.
Renato Então, deixa ele detonar, deixa ele detonar
a pedrinha dele então, porra! A uma pedrinha ali. (...)
Então tá! Eu posso dar teu telefone então
pra ele? (...)
As defesas
Rubens Bazzo e Rodrigo Bleyer Bazzo De acordo com o
advogado Acácio Marça, não há acusação
formal e, por isso, ele não vai se manifestar.
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) A superintendência
do Ibama informou que os esclarecimentos serão feitos
à PF.
Sérgio Almeida De acordo o advogado Leoberto
Caon, a delegada pré-condenou os envolvidos, por isso
vai pedir para a Justiça anular o processo.
Renato Juceli de Souza O advogado Cláudio Gastão
da Rosa Filho disse que é difícil se manifestar
sobre gravações de processos em segredos de Justiça.
Ele afirmou que uma tentativa de explicar o conteúdo das
interceptações seria prejudicado porque as conversas
ocorreram há quase um ano e o interlocutor não
foi identificado. O advogado garantiu que Renato Juceli nunca
recebeu dinheiro além do salário de secretário
da Susp.
Marcelo Vieira Nascimento A defesa do funcionário
da Floram aguarda o relatório final da PF. O advogado
Iran Wosgraus disse que só então poderá
avaliar que medidas tomar.
Francisco Rzatki (Chicão) O ex-superintendente
da Floram admitiu recebeu ligações do médico
Sérgio de Almeida sobre a explosão de uma rocha.
Chicão afirmou que disse ao médico que havia um
parecer contrário à explosão e, se houvesse
outro favorável, o caso seria reanalisado por dois técnicos.
Rzatki revelou que o vereador Juarez e Renato Juceli entravam
em contato para pedir liberações.
André Luiz Dadam O advogado Marcelo Mello não
quis se manifestar porque o processo corre em segredo de Justiça.
Carlos Amastha Ele esclareceu que não é
mais dono do Floripa Shopping, mas, como foi o empreendedor,
responde pela obra. O empresário disse que acredita na
PF e na Justiça e tem certeza que vão concluir
que nenhum valor foi pago por ele.
Marcílio Ávila O presidente da Santur
disse que agiu para evitar boicote ao Floripa Shopping.
Jaime de Souza o procurador-geral de Florianópolis
confirmou que agiu com empenho no caso dos shoppings porque a
documentação estava correta. Ele afirmou que é
uma leviandade insinuar que atuou com algum interesse.
Marcondes de Mattos O advogado Aroldo Joaquim Camillo
admitiu que o cliente colaborou com a campanha de André
Luiz Dadam para deputado estadual, mas negou que a doação
ocorreu em troca de favores futuros.
Jânio Wagner Constante Sobre o suposto pedido
de ajuda de André Dadam para um empreendimento, ele disse
que deve ter sido procurado, mas garantiu que a portaria para
viabilizar a obra não foi alterada.
Aurélio Remor O secretário de Obras de
Florianópolis não teria cometido nenhuma irregularidade
de acordo com o advogado Jeancarlo Castelan. Ele aguarda o pronunciamento
judicial para tomar providências.
Juarez Silveira O advogado Rodrigo Silva afirmou que
o cliente não cometeu nenhum ato ilícito e disse
que não vai comentar as gravações porque
o processo corre em segredo.
Dário Berger O secretário de Comunicação
da Prefeitura, Ariel Bottaro, disse que o prefeito foi para Porto
Alegre tratar sobre a questão do cumprimento do ajuste
de conduta para a realização do sistema viário
ao redor do Shopping Iguatemi.
KM-7 O proprietário Leandro afirmou que o Plano
Diretor classifica o local onde foi construído a boate
como área mista de serviços. Disse, também,
que a demarcação da área da Estação
Ecológica de Carijós é da década
de 1980 e é limitada pela estrada velha da Daniela, fora
da área onde está a boate. Declarou que um funcionário
do Ibama confirmou a legalidade da obra.
Pizzaria Mauri Não retornou as ligações
feitas nos últimos dois dias.
ENTENDA O ESQUEMA
A investigação
Surgiu em maio de 2006, a partir de denúncias recebidas
pelo Ministério Público Federal (MPF) de supostas
irregularidades na licença ambiental para a construção
do empreendimento Il Campanario, situado em Jurerê Internacional,
em Florianópolis.
A Polícia Federal então abriu inquérito
a pedido do MPF e passou a investigar o caso. A apuração
teve como ponto de partida escutas telefônicas em torno
de funcionários públicos de órgãos
ambientais do município, como a Susp, Floram, e do Estado,
como a Fatma.
A delegada Julia Vergara preside o inquérito. A lista
de funcionários investigados aumenta. Com autorização
da Justiça, as escutas telefônicas (pelo menos 150
mil ligações foram rastreadas) se estendem a mais
suspeitos, agora também políticos e empresários
de grandes empreendimentos (shoppings e condomínios) em
construção na Capital em áreas de preservação
ambiental (APP). Diálogos e monitoramento pessoal dos
suspeitos indicam a existência de um esquema de compra
e venda de licenças ambientais e mudança de leis
e atos administrativos por vereadores para beneficiar os construtores.
Em troca, os funcionários e políticos receberiam
vantagens, como dinheiro, carros e hospedagem.
A investigação é focada em 22 pessoas
que indicam grau de envolvimento nas suspeitas. A PF pede prisões
temporárias dos suspeitos e mandados de busca e apreensão
em residências, escritórios, empresas e órgãos
públicos. O juiz Zenildo Bodnar decreta as prisões
e autoriza as buscas e apreensões. A Operação
Moeda Verde é desencadeada no dia 3 de maio. Dezenove
pessoas são presas e três não são
localizadas, mas se apresentam à polícia nos dias
seguintes.
Os suspeitos
Tiveram a prisão decretada, mas que já estão
em liberdade
Paulo Cezar Maciel da Silva
(sócio-proprietário do Shopping Iguatemi)
Marcílio Ávila
(presidente da Santur e vereador licenciado em Florianópolis)
Sérgio Lima de Almeida
(médico, um dos empreendedores que teria se beneficiado
das autorizações irregulares)
Fernando Tadeu Soledade Habckost
(um dos diretores do grupo Habitasul)
Péricles de Freitas Druck
(dono do grupo Habitasul)
Itanoir Cláudio
(chefe de gabinete do vereador Juarez Silveira)
Gilson Junckes
(empresário responsável pelo Hospital Vita)
Rubens Bazzo
(diretor afastado da Susp)
Rodrigo Bazzo
(filho de Rubens Bazzo, servidor da Susp)
André Luiz Dadam
(ex-diretor de licenciamento ambiental da Fatma)
Francisco Rzatki
(superintendente afastado da Floram).
Marcelo Vieira Nascimento
(servidor afastado da Floram)
Fernando Marcondes de Matos
(dono do hotel Costão do Santinho e de um campo de golfe
embargado pela Justiça)
Percy Haensch
(dono do Colégio Energia)
Aurélio de Castro Remor
(secretário afastado de Obras de Florianópolis)
Hélio Scheffel Chevarria
(diretor do grupo Habitasul).
Margarida Emília Milani de Quadros
(arquiteta responsável pelo Shopping Iguatemi)
Amílcar Lebarbechon da Silveira
(dono do restaurante do Amílcar, em Jurerê)
Aurélio Paladini
(dono da construtora Magno Martins)
Paulo Toniolo Júnior
(dono da concessionária DVA Veículos)
Renato Juceli de Souza
(secretário afastado de Urbanismo e Serviços Públicos
de Florianópolis)
O principal alvo
Juarez Silveira
É vereador em Florianópolis (atualmente sem
partido) e líder do governo do prefeito Dário
Berger (PSDB) na Câmara. A PF o aponta como chefe das ilegalidades
em favor de grandes empreendimentos na Capital. O político
exerceria tráfico de influência junto aos órgãos
ligados ao meio-ambiente para liberar licenças irregulares
e com os vereadores para mudar leis e atos administrativos. É
cunhado do então secretário da Susp, Renato Joceli
dos Santos. Teria recebido favores em troca, como carros, dinheiro
e hospedagem. Teve cinco veículos apreendidos. Ele pediu
afastamento da Câmara.
As conseqüências
Afastados dos cargos pelo prefeito Dário Berger.
Os servidores municipais Aurélio Remos (secretário
de Obras), Renato Joceli de Souza (secretário da Susp),
Francisco Rzatki (superintendente da Floram, o Chicão),
Rubens Bazzo (diretor da Susp) e Marcelo Vieira Nascimento (servidor
da Floram).
Quebra dos sigilos e bancários e fiscal decretada pelo
juiz Zenildo Bodnar
Juarez Silveira, Renato Joceli de Souza, André Luiz Dadam,
Rubens Bazzo e Marcílio Ávila.
CPI Moeda Verde
A Câmara de Vereadores investiga os envolvidos.
As constatações já confirmadas
n A liberação para funcionamento do Shopping Iguatemi
ficou sob suspeita a partir do depoimento da arquiteta do shopping,
Margarida Emília Milani de Quadros. Ela teria dito à
Polícia Federal que o empreendimento pagou R$ 20 mil
a um funcionário da Secretaria de Urbanismo e Serviços
Públicos (Susp) para ter o "habite-se".
n O projeto de lei complementar 642/2005, aprovado na Câmara
de Vereadores de Florianópolis, que dispõe sobre
"incentivos à construção de shoppings
e corrige limites de zoneamento na área que especifica
e dá outras providências", teria sido adulterado
para beneficiar o Floripa Shopping.
O futuro
A Polícia Federal tem até o dia 6 de junho para
enviar o inquérito à Justiça Federal. Depois,
o documento segue para o MPF, que pode denunciar ou não
os suspeitos que porventura forem indiciados pela PF. Os denunciados
serão, então, julgados pela Justiça Federal.
Qualquer que seja o resultado do julgamento, cabe recurso ao
Tribunal Regional Federal (TRF) e depois, ainda, aos tribunais
superiores. Segundo o MPF, as obras sob suspeitas poderão
ter a licença cassada, embargadas ou demolidas, caso se
confirmem as suspeitas de irregularidades.
Os empreendimentos sob suspeita
Curso e Colégio Energia obra embargada
Boate Km-7
Está sob análise dos órgãos ambientais
inaugurada no verão.
Il Campanario
em obras
Em fase de lançamento.
Shopping Iguatemi
em funcionamento Inaugurado em abril
Hospital Vitta
licença cancelada
Fatma não autorizou obra, após a Moeda Verde.
Vilas do Santinho
dentro do cronograma
Previsão é que as obras comecem em julho.
Floripa Shopping
em funcionamento
Inaugurado em novembro de 2006. |