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Joinville Quarta-feira, 06 de junho de 2007 Santa Catarina - Brasil

Anexo - A Notícia

06 de junho na história

1944

O general Eisenhower inicia a operação que se tornou decisiva para a 2a Guerra Mundial: o Dia D iniciou com o desembarque na Normandia e deu novo rumo para a guerra.

1949

O clássico livro de George Orwell “1984” é publicado.

1971

O famoso “The Ed Sullivan Show”, que revelou aos Estados Unidos artistas como Elvis Presley e The Beatles, chega ao seu último episódio.

1985

Autoridades no Brasil fazem a exumação de um corpo posteriormente identificado como de Josef Mengele, o “Anjo da Morte” do holocausto nazista.

Deu em A Notícia

1969

Visita de chanceler à Alemanha
O chanceler brasileiro Magalhães Pinto estava a caminho de Bonn, na Alemanha, para firmar acordos de cooperação científica e cultural. Ele permaneceria quatro dias na Alemanha Ocidental, e as negociações prevêm a colaboração no campo das pesquisas nucleares, oceanográficas e estaduais. Seria criado um centro de pesquisas no país europeu para o estudo de problemas relativos à construção de usinas nucleares.

1995

Novo duelo nas quadras

As tenistas Steffi Graff e Gabriela Sabatini, antigas inimigas das quadras, se enfrentariam mais uma vez na França, no torneio de Roland Garros. Ao longo de dez anos, as duas protagonizaram 37 duelos em quadras de quatro continentes e jogariam novamente nas quartas-de-final. Graff era a segunda no ranking mundial, e Gabriela Sabatini, a oitava. Aquela edição do torneio distribuiu US$ 10 milhões em prêmios.

Divulgação

Concebidas em Florianópolis e Brasília, as 20 fotografias que Silvana expõe no Masc foram captadas com películas e copiadas no papel com inversão do positivo para o negativo

Artes plásticas

O positivo e o negativo

Imagens de Silvana Leal fazem parte de uma das exposições que inauguram hoje no Masc

Florianópolis

“Todo corpo é etéreo, todo corpo é belo, todo corpo é feio, cheio, cheiroso, fétido, todo corpo nasce e morre”. O verso é de Lana Guimarães, uma das modelos de “Todocorpo”, exposição de Silvana Leal que abre hoje no Museu de Arte de Santa Catarina. Ela divide a galeria com as mostras “Pintar o Futuro” e “Rótulos”. Escritora e fotógrafa, Silvana ocupa o espaço principal do museu com 20 fotografias inéditas concebidas em Florianópolis e Brasília.

COLETIVA
Mostra “Pintar um Futuro”, que acontece pelo segundo ano no Masc, reúne obras de artistas estrangeiros
e catarinenses
São imagens captadas com películas e copiadas no papel com inversão do positivo para o negativo. Para produzir as imagens, Silvana reuniu duas equipes, com direção de arte e iluminação especial e com modelos contratadas especialmente para o trabalho em Florianópolis e Brasília. O resultado são painéis de acrílico em grande formato. Com o trabalho, Silvana publicou o livro “Todocorpo” pela Travessa dos Editores, com tiragem de mil exemplares, versão dos textos em francês, inglês e espanhol e 57 fotografias. A publicação será lançada na abertura da exposição.
Mas o projeto é ainda mais amplo e foi concebido com outros artistas e outras mídias. O evento contará com uma vídeo-instalação do artista plástico Elyezer Szturm e performances dos artistas Volmir Cordeiro, Paulucci Araújo e Sabrina Gisela.
“Todocorpo” é também música. O compositor Alberto Heller criou uma sinfonia que leva o mesmo nome e será executada por um octeto formado por músicos da Camerata Florianópolis. A exposição conta com a curadoria de José Roberto Aguilar, artista brasileiro com mais de 40 anos de experiência no panorama da arte contemporânea.
Natural de Itajaí, Silvana Leal é graduada em psicologia pela Universidade do Vale do Itajaí e desde 1994 pratica a literatura e a fotografia. Nos anos 90 viveu na França, onde escreveu “Erotismo Proibido nos Lábios”, livro resultante de um estudo sobre sexualidade, condição feminina, androginia e loucura na literatura francesa. Em 1995, iniciou seu trabalho como modelo vivo no Instituto de Artes da Universidade de Brasília.
A exposição “Pintar um Futuro”, que acontece pelo segundo ano consecutivo no Masc, reúne obras de artistas estrangeiros e catarinenses, convidados pela holandesa Hetty Van der Linden para a produção de obras com a finalidade de ajudar crianças que vivem nas periferias das cidades. Depois de prontos, os quadros são comercializados, e o dinheiro obtido é aplicado em projetos sociais. Com os valores arrecadados no ano passado, Hetty construiu seis casas em bairros pobres da periferia de Florianópolis
Na sala Harry Laus, continua a exposição “Rótulos”, com obras de 25 artistas e pertencentes ao acervo do Masc. Raquel Stolf é a artista convidada e a curadoria é de Charles Narloch.

O QUÊ: Abertura das exposições “Todocorpo”, de Silvana Leal, “Pintar Um Futuro” e “Rótulos”. QUANDO: Hoje, às 19h30. Visitação até 8 de julho, de terça a domingo, das 13 às 21 horas. ONDE: Masc, av. Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica, fone (48) 3953-2300. QUANTO: Entrada gratuita.

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Rastros de arte

Sandra Abello expõe “Passagens de Entrelugar” na Galeria Municipal de Arte de Balneário Camboriú a partir de hoje. A mostra, que vai até 7 de julho, é composta por suportes de madeira com fotografias que registram intensidade, luz, textura e relevos, a fim de evidenciar um contraponto entre a realidade e o artifício de se criar outra realidade. Há ainda caixas contendo cerâmicas, que apresentam a marca do homem, a marca de uma máquina e a marca da natureza. A visitação ocorre de segunda a sexta, das 9 às 19 horas, e aos sábados, das 15 às 19 horas.

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Quando a orquestra passar

Circuito pretende levar concertos gratuitos para todo o Estado

Banco de dados

Para José Nilo Valle, maestro da Orquestra Sinfônica de Santa Catarina, projeto incentiva o trabalho dos músicos catarinenses

Florianópolis

Concertos gratuitos de música clássica e popular em conselhos comunitários, praças públicas, igrejas e clubes em pelo menos 50 cidades do Estado até o final do ano. Este é o projeto Circuito Catarinense de Orquestras, lançado na manhã de ontem pelo secretário de cultura, esporte e turismo Gilmar Knaesel. São sete orquestras participantes do programa, que será iniciado amanhã, às 19 horas, pela Camerata Florianópolis no Teatro Alfredo Sigwalt, em Joaçaba; sexta-feira no Clube Araucária, em São Lourenço do Oeste (às 20 horas); sábado no Clube Xanxerense, em Xanxerê (às 20 horas); e domingo no Auditório da Universidade do Contestado, em Curitibanos (às 19 horas).
Conforme Knaesel, serão destinados R$ 2 milhões para o projeto, por meio do Funcultural. Cada orquestra vai captar os próprios recursos com patrocinadores habituais e de novos parceiros. A secretaria vai auxiliar no processo de captação.

Estréia
Camerata Florianópolis inicia o programa do circuito com concerto em Joaçaba, amanhã à noite
O secretário diz que a proposta é consolidar o projeto nos próximos anos. Além das sete orquestras que participam do projeto (confira o quadro), em 2008 devem ser incluídas também as sinfônicas de Laguna e Caçador e outros duas em formação, uma de Itajaí e outra da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).
Para o maestro José Nilo Valle, da Orquestra Sinfônica de Santa Catarina (Ossca), que faz habitualmente turnês pelo Estado, o projeto é uma forma de valorizar os músicos. Ele ressalta que “as orquestras são entidades organizadas, que não trabalham unicamente em busca de cachês, mas que fomentam a cultura musical”.
Para Jeferson Della Rocca, maestro da Camerata Florianópolis, o público aprecia ouvir boa música e gosta do contato próximo com as orquestras. Daniel Bottholossi, da Filarmônica de Jaraguá do Sul, avalia que o projeto é uma forma inteligente de organizar as apresentações e aplicar de uma maneira justa os recursos do Estado.
O projeto também é feito em parceria com as prefeituras e outros orgão públicos dos municípios, que podem contribuir com alimentação, local da apresentação e hospedagem. Conforme o músico Ivan Carlos Schmidt Filho, técnico da secretaria, já há 68 apresentações agendadas pelo Estado.
O fechamento do circuito deste ano deverá ocorrer em 25 de novembro, no aniversário de Santa Catarina. A intenção de Knaesel é fazer um grand finale, realizando um concerto com as sete orquestras: Ossca, Camerata, Orquestra Sinfônica de Florianópolis, Orquestra Sinfônica das Comunidades (também da Capital), Orquestra de Câmara de Blumenau, Filarmônica de Jaraguá do Sul, e Orquestra Sinfônica de São Joaquim.

A lista
Orquestra Sinfônica de Santa Catarina
Orquestra Sinfônica de Florianópolis
Camerata Florianópolis
Orquestra de Câmara de Blumenau
Orquestra Filarmônica de Jaraguá do Sul
Orquestra Sinfônica das Comunidades
Orquestra Sinfônica de São Joaquim

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Para esquentar a festa do pinhão

A dupla Bruno e Marrone se apresenta no palco principal da 19a edição da Festa do Pinhão, em Lages, às 23h40 de hoje. A festa se encerra no domingo. A dupla sertaneja de Goiás já está na estrada desde os anos 90, mas explodiu em todo o Brasil apenas em 2000, com “Dormi na Praça”. Hoje são recordistas de público em apresentações. Os ingressos podem sem adquiridos no Parque Conta Dinheiro, onde ocorre o evento, a R$ 25,00. O mapa da localização do parque pode ser acessado pelo site www.festadopinhao.com.

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Arte

Camille Claudel em São Joaquim

A exposição internacional “Camille Claudel – a Sombra de Rodin” chega a São Joaquim hoje, na Vinícola Villa Francioni, com 16 obras de Camille, uma de seu primeiro mestre, Boucher, e três esculturas de Rodin. A coleção pertence ao acervo de Reine-Marie de La Chapelle, sobrinha-neta da artista. A mostra permanece aberta até o dia 5 de julho. A visitação é de terça-feira a domingo, das 10 às 18 horas. A Vinícola Villa Francioni fica na SC-438, km 70.

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Fotografia

Concurso registra imagens de Timbó

Fotógrafos amadores e profissionais são o foco do concurso fotográfico promovido pela prefeitura de Timbó. Os candidatos podem se inscrever até o dia 17 de agosto no departamento de turismo do município (avenida Getúlio Vargas, 700, centro). O tema será “Momentos do dia-a-dia da Nossa Gente”. As imagens devem ser produzidas em Timbó. Os dez melhores receberão prêmios de R$ 100,00 a R$ 500,00. Mais informações: (47)3382-1262.

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Show

Inimigos da HP em dose dupla

O grupo de pagode Inimigos da HP se apresenta duas vezes no Estado nesta semana. Hoje, eles comandam a festa de aniversário de 22 anos da Rivage, em Blumenau, e amanhã aquecem o público na 19a Festa do Pinhão, em Lages. Na Rivage, o show começa às 23 horas e os ingressos do primeiro lote estão sendo vendidos a R$ 20,00. Pontos de venda podem ser consultados pelo fone (47) 3323-2296.

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Mostra

A reconstrução de Hiroshima em fotos

O cenário histórico da maior tragédia japonesa é apresentado na mostra fotográfica “Hiroshima e Nagasaki”, no hall da Biblioteca Central Comunitária, até o dia 28. A iniciativa tem a parceria da Associação das Vítimas e seus Descendentes de Explosão de Bombas Atômicas, de Frei Rogério, no Planalto Serrano. Os 33 pôsteres mostram como as cidades resgataram a sua integridade e foram reerguidas.

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Crônica

Rubens da Cunha, escritor
rubensdacunha@hotmail.com

A cidade opaca

Vejo a Joinville diariamente, meu olhar vasculha coisas, pessoas, lugares para que eu possa ter matéria-prima para minha escrita. Faz tempo que a paisagem urbana de Joinville vem me perturbando. Há um cheiro de abandono no ar. Casualmente li a “Cartilha das Calçadas”, publicação da Companhia de Desenvolvimento e Urbanização de Joinville (Conurb), explicando aos proprietários de imóveis como devem ser feitas as calçadas. A cartilha, em seu didatismo, me fez pensar na distância que existe entre a teoria e a prática. As calçadas joinvilenses, salvo as sempre honrosas exceções, estão em frangalhos. Não apenas as calçadas: a cidade toda está se enfeando. Havia até um certo exagero na limpeza, na organização de tudo. Uma amiga carioca comentou que quando veio a Joinville pela primeira vez se sentiu num banco imobiliário, tudo estava em seu lugar, arrumadinho.
O banco imobiliário está se desfazendo. Praças, ruas, canteiros estão largados, deixados de lado. Surgiram até os pichadores em Joinville. Antes, esporádicos e solitários, agora bastante contundentes em seus rabiscos. Eu só consigo vê-los como reflexo deste abandono. O exemplo maior é a famosa passarela sobre a avenida JK, vendida como obra fundamental, não passa de um amontoado de ferro e acrílico sujo sobre uma das mais belas avenidas da cidade. Está devidamente pichada, claro!
A Rua das Palmeiras está perdendo a força para o lixo, coisa de envergonhar a princesa. A praça próxima ao terminal urbano desmerece o nome de praça, a escultura do Juarez Machado padece solitária entre o descaso. E os exemplos seguem.
Obviamente, não desejo consideravelmente nos últimos anos. A periferia, assim como todas as periferias brasileiras, carece de serviços mais que a zona central. No entanto, ver a cidade crescer e sentir que seu núcleo central (e inicial) está sendo abandonado me remete a São Paulo, onde o Centro Velho, por puro descaso, foi jogado no lixo e até hoje não se recuperou, apesar de todas as revitalizações. Por que deixar o mesmo acontecer com Joinville? Por que abandonar uma das marcas essenciais da cidade: a organização quase irrestrita do espaço público?
Não sou um conservador, longe de mim; quero mesmo é que Joinville vire uma cidade cosmopolita, e que perca de vez o provincianismo atravancador que ainda persiste. Mas para que isso aconteça, será que temos de incorrer no mesmo erro de dezenas de outras cidades que cresceram desordenadas? Temos de manter o estigma terceiro mundista do caos urbano?
A impressão que tenho é que deixam apodrecer para depois fazerem grandes reformas e angariar votos. A manutenção constante aliada a campanhas de conscientização são atitudes longo prazo demais para políticos tão imediatistas quanto são os nossos?
São breves interrogações de um escritor que está vendo a sua cidade dia a dia mais opaca. Quem souber as respostas, favor me avisar.

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Jornada antiestresse


Preços atraentes e praias ensolaradas atraem turistas para o paradisíaco Caribe neste mês

Ocho Ríos, Jamaica

Imagine-se deitado numa toalha sobre areia clara e fofinha. Pense em você olhando para o mar calmo e transparente, ouvindo a brisa bater nas folhas dos coqueiros. Imagine nada! Nem pense em coisa alguma. Desligue já o CD de meditação e vá relaxar numa praia do Caribe. Motivos certamente não faltarão para você dar aquela escapadinha providencial – e se livrar do estresse de uma vez por todas.

Vantagens
Em junho, os preços dos pacotes estão 40% mais baratos, as temperaturas continuam altas e as praias, menos lotadas
A primeira razão para visitar a região é que os preços de pacotes para destinos caribenhos estão 40% mais baratos este mês. Segunda e terceira: as temperaturas continuam altas e as praias estão menos lotadas de americanos, que consideram o período ingrato para viajar. Quarta: a época fica fora da temporada de furacões – segundo Neide Oliveira, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o auge ocorre em agosto. Quinta: você merece!
“A diferença no valor dos pacotes é alta”, diz a diretora de Marketing da Designer Tours, Deusa Maria Rodrigues. “Vale muito a pena aproveitar este e o próximo mês para conhecer um dos destinos.” Quer um exemplo da economia? De acordo com Deusa, um pacote para a Jamaica passa de US$ 2.519, em fevereiro, para US$ 1.959 na baixa temporada, dependendo do hotel escolhido. A terra de Bob Marley nunca pareceu tão atraente, não?
Segundo Bárbara Picolo, gerente da CVC para Caribe, México e Panamá, os preços normalmente começam a cair depois da Semana Santa. “Nesses meses, somos mais procurados por jovens casais em lua-de-mel.” Mas é possível encontrar roteiros mais baratos do que isso para países como a República Dominicana, que reúne praias perfeitas e um centro antigo repleto de construções coloniais. Ou para Aruba, um dos destinos mais procurados pelos brasileiros.
“É uma ilha muito famosa aqui no Brasil, além de ser a porta de entrada para o Caribe”, afirma Eduardo Nascimento, da Nascimento Turismo. Segundo ele, o destino é sinônimo de diversão. Afinal, não faltam por lá bons hotéis, cassinos, restaurantes e naufrágios históricos como o do navio Antilla, que pode ser observado só com máscara e snorkel.
Se quiser, você pode ir além e visitar locais como a chique Saint Barthélemy, freqüentada por Gisele Bündchen e outras personalidades do jet set internacional. Ou a bela ilha com duas nacionalidades: a francesa Saint Martin e a holandesa Sint Maarten.
Mais conhecida pelos escândalos financeiros, Grand Cayman é um paraíso natural, destino certo para os que curtem mergulhos. Afinal, eles encontram cavernas, cânions e rica vida marinha, com moréias, tartarugas e tubarões.
Também menos lembrada, Grand Turk, pertencente ao arquipélago de Turks e Caicos, é ótima para quem prefere algo fora do circuito dos grandes resorts all inclusive, muito comuns no Caribe. Lá só há um ou outro hotel e a população é simples e hospitaleira. Dá, ainda, para embarcar com destino a Belize, na América Central.

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Parque convida a nadar ao lado dos golfinhos

A atração mais famosa de Ocho Rios é definitivamente Dunn’s River Falls. Mas no caminho até lá existe outro parque, escondido entre árvores e com uma entradinha discreta, que merece a visita: o Dolphin Cove. Como o nome sugere, trata-se de um parque temático voltado aos golfinhos. Só que, diferentemente da atração de mesmo nome do Sea World, na Flórida, você não fica apenas assistindo de longe aos shows de acrobacia dos animais: você pode nadar com eles.
Logo na entrada, que sai por US$ 19 (R$ 38,6), um sorridente jamaicano com roupas coloridas e violão em punho recebe os visitantes ao som de reggae. Depois, em uma recepção, é hora de escolher o programa. As opções são: o touch encounter (US$ 46 ou R$ 93), em que você pode tocar nos mamíferos, mas sem entrar na água; e o swim encounter (US$ 101 ou R$ 204,5), no qual nada com eles por meia hora. Fique atento aos horários, porque os programas ocorrem às 9h30, 11h30, 13h30 e 15h30.
Antes de entrar na água, todos passam por um treinamento. Relógios, colares, pulseiras e máquinas fotográficas devem ser deixados de lado. Esses objetos podem machucar ou arranhar os golfinhos. Mas não tenha medo de ficar sem uma recordação do momento. Um fotógrafo do parque registra sua aventura com os bichos – você vai precisar comprar a imagem, claro. Custa US$ 12 (R$ 24,3), com chance de desconto, se quiser negociar.
Além dos golfinhos, que ficam em um dique à beira-mar, existem tanques com tubarões e arraias. Só para olhar, obviamente. No complexo ainda dá para mergulhar com snorkel em uma pequena praia particular e se embrenhar por uma trilha na floresta. Com sorte, você pode ver de pertinho pássaros, cobras e iguanas.
Após os passeios, aproveite para almoçar no próprio parque. O restaurante serve ao ar livre um bufê típico jamaicano (US$ 12 ou R$ 24,3 para adultos e US$ 6 ou R$ 12,1 para crianças), com carnes, saladas e sucos.
Para as inevitáveis lembrancinhas, pare nas lojas decoradas à la Piratas do Caribe, que vendem de tudo um pouco. Tem até um jamaicano metido a Jack Sparrow, vestido igual ao personagem de Johnny Depp, que fica gritando na orelha dos transeuntes as promoções do dia.

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Muita aventura e rico artesanato em Ocho Rios

 

 

“No problem”. Acostume-se com essa frase. O jamaicano diz o bordão para tudo, em um inglês cantado, como se estivesse entoando um reggae. É nesse clima de tranqüilidade que vive Ocho Rios, uma das mais belas cidades do norte da Jamaica, com praias de areia branca e mar azul contrastando com montanhas cobertas de verde. Principal parada de cruzeiros marítimos na ilha, o lugar conserva um ar provinciano, apesar dos suntuosos resorts que surgem pela costa.

Reggae
Ocho Rios é uma das mais belas cidades do Norte da Jamaica e principal parada de cruzeiros marítimos na ilha
Mas não pense que você vai dar de cara com um monte de rastafáris perambulando pelas ruas – a religião de Jah é seguida por apenas 3% da população. Pela cidade já passaram moradores ilustres, como o dramaturgo inglês Noel Coward, o escritor Ian Fleming – que ali “deu à luz” o espião James Bond – e o músico Keith Richards, que montou por lá sua mansão de veraneio.
Apesar do nome, Ocho Rios não tem oito rios, e sim dois. Um deles dá origem à principal atração: a Dunn’s River Falls, uma cachoeira com 180 metros de altura, que desce das montanhas até a praia. Foi nesse cenário que ocorreu a batalha de Las Chorreras, em 1657, quando os espanhóis perderam a ilha para os ingleses.
A queda-d’água fica dentro de um parque, a sete quilômetros do centro. Você precisa desembolsar US$ 15 (R$ 30,4) para conferi-la – a moeda local é o dólar jamaicano, mas as verdinhas são largamente aceitas. Vale a pena: a dica é subir pelas pedras até o ponto mais alto da cachoeira, de mãos dadas, em uma longa e desajeitada corrente humana. Os espíritos menos aventureiros podem descer as escadas que acompanham o rio até a charmosa praia particular.
Mas nem só de mar e aventura vive a ilha. No centro da cidade está um curioso mercado de artesanato, chamado Ocho Rios Craft Park (aberto de segunda a sábado, das 8 às 18 horas). Há canecas, camisetas, quadros, artigos de madeira, CDs de reggae e todo tipo de suvenires com a cara de Bob Marley, inclusive mulheres dispostas a fazer um penteado rastafári mesmo nos cabelos mais curtos. A 300 metros dali está outro curioso centro de compras, o Taj Mahal Plaza Shopping Center (4 Main St.). O lugar chama atenção pela arquitetura de inspiração indiana e é um bom local para comprar jóias e bebidas. As mesmas quinquilharias vendidas na feira estão ali. Apesar do preço mais convidativo, o poder de pechincha é menor.
É na entrada do Taj Mahal que está o Hard Rock Café, outra grande atração de Ocho Rios. Além de saborear as bobagens do cardápio e curtir shows bacanas à noite, você pode conferir raridades, como a letra original da música “Jammin”, escrita à mão por Bob Marley, uma guitarra usada por ele e itens de outros artistas, como John Lennon, Jimi Hendrix e Madonna.
A agitação noturna segue pela Main Street até o Margaritaville. A casa, que durante o dia funciona como restaurante, à noite vira uma balada que segue até altas horas da madrugada.
A cerca de duas horas de carro de Ocho Rios está Nine Miles, vilarejo perdido no tempo, com seus 1.500 habitantes. Cravado nas montanhas, entrou na rota de peregrinação dos fãs de Bob Marley por ser o lugar onde o músico nasceu e está enterrado. Lá você poderá ver a casa em que o rei do reggae cresceu, transformada em um museu, e em que paisagens ele buscava inspiração.

Anote:

Passagem aérea
A partir de US$ 890,00 - Copa
telefone: 11-3549-2672

US$ 1.123,00 - American
telefone: 4502-4000

US$ 1.093,00 - United
telefone: 11-3145- 4200

US$ 1.284,00 - Delta
telefone: 4003-2121
Vôos com conexão.

Na internet
Dolphin Cove
www.dolphincovejamaica.com

Dunn's River Falls
www.dunnsriverfallsja.com

Margaritaville
www.margaritavillecaribbean.com

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Pão e circo

Os ricos, os manifestantes e o porrete

O que pretendem os manifestantes antiglobalização que, desde a semana passada, estão a invadir a cidade alemã de Rostock, onde ocorre a reunião do G-8?
É redutora a idéia de que se trata apenas um movimento antiglobalização. Os protestos ainda são contra um modo de produção antidemocrático, que exclui um número cada vez maior de pessoas e está a conduzir a humanidade para um beco perigoso.
Mas o foco desses movimentos não se restringe às relações Norte-Sul. Já não estamos a falar apenas na hipocrisia dos países ricos, que defendem o livre comércio mas impõem restrições aos produtos do Sul.
É uma questão intestina. Hoje, são as relações dentro dos próprios países desenvolvidos que originam os protestos. Ao contrário do que o leitor brasileiro possa pensar, o tal Primeiro Mundo vive uma crise séria. Seja em Berlim, Paris ou Lisboa, a riqueza é para poucos (cada vez mais poucos) e o número de excluídos não pára de crescer.
Na Europa, há segmentos especialmente vulneráveis. Os jovens que saem das universidades e não conseguem trabalho. Os trabalhadores mais velhos que perdem os empregos não conseguem a reinserção. Os imigrantes – e filhos de imigrantes – que estão a ser “guetizados” e vêem os empregos como miragens. Etc etc etc.
Os políticos dos países ricos, manietados pelos interesses das corporações e dos lobbies, já não podem disfarçar afastamento dos interesses populares. Não por acaso, o encontro tem uma barreira policial de 12 quilômetros a separar os poderosos do G-8 dos manifestantes. Para evitar que se repita a violência de Gênova ou Seattle, o governo alemão pretende tratar as manifestações de Rostock com leis antiterrorismo. Este é o império do absurdo.
Os números não mentem. De um lado, estão oito representantes do países ricos. Do outro, deverão estar 100 mil representantes dos que sentem os problemas na carne. E no meio, estão 13 mil policiais prontos para baixar o porrete. É a globalização do apartheid social e econômico.

Flash

O leitor sabe o que é isto? É um menir, um monumento megalítico pré-histórico (aquela coisa que o Obelix carregava às costas). Pode ter sido erigido em homenagem a um deus ou a um evento importante. Ou mesmo num culto à fecundidade, o que explica o formato fálico.

Montanha Russa
AltoUm reality show provocou escândalo na Holanda. Na sexta-feira, a emissora BNN ia estrear um programa onde uma doente terminal escolheria, entre três pessoas, a quem doar um rim. Mas era apenas uma farsa criada para dar notoriedade ao tema. Faltam doadores naquele país.

Badio
É no que dá ter a extrema-direita no poder. O governo polonês, na sua insanidade homofóbica, agora está à caça do Tinky Winky, o teletubbie púrpura. Ewa Sowinska, responsável pelos direitos das crianças, quer proibir o boneco sob o argumento de que ele incita as criancinhas ao homossexualismo.

OOOOPS!
"
A política, com quase 180 mil empregados, é a primeira indústria do país".
Luca Cordero de Montezemoto, presidente da italiana Confindustria, no semanário português "Expresso".

O leitor acha que o Congresso Nacional brasileiro custa muito para a população? Então é porque não conhece a teta que é a política na Itália. O número é insano, mas analistas dizem que o sistema político representa 45% do PIB italiano. Tem mamata para todos os gostos.

Rede louca!
Ecos da Inquisição – Imagine os piores instrumentos de tortura e de execução e vai encontrá-los neste site. Desde um torno para esmagar um pé até uma cadeira de interrogatório (com pregos virados para fora), há para todos os gostos. Tortura maior só discurso de político.

www.occasionalhell.com/infdevice

Mesma língua?
Sabe o que é: "dar o cu e oito tostões"?
Se no Brasil não se deve dizer em público, em Portugal é uma frase inocente. Quando uma pessoa é condescendente e bondosa, diz-se que ela "dá o cu e oito tostões". Sem maldade.

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Documentário

A música conta uma história

“Frank Graf, o Caminheiro” revê a trajetória do maestro

NANDA GOBBI
Blumenau

As notas melódicas que regem os 65 anos de vida do caminhante Frank Graf ganham novo movimento por meio da obra cinematográfica de Andreas Peter. Depois de dois anos de trabalho, o lançamento do documentário que narra a trajetória do maestro e pastor luterano ganha as telas do auditório Carlos Jardim hoje, às 19h30.
Com 70 minutos de duração, o documentário “Frank Graf, o Caminheiro” – que pretendia inicialmente falar sobre a contribuição do maestro à música erudita catarinense – registra a biografia do menino que nasceu durante a Segunda Guerra Mundial, viveu em um campo de refugiados na Alemanha e veio para o Brasil quando ainda criança.
“A história dele é tão rica que acabei incorporando os dados biográficos no documentário”, justifica o diretor, que pretende incluir o trabalho nos circuitos universitários de cinema.
De acordo com Andreas, a história de Graf contada no filme é narrada de forma direta, pelo próprio maestro, familiares e amigos, como Cao Hering e Noemi Kellermann.
A câmera foi utilizada apenas para registrar seu trabalho, sem máscaras cinematográficas. Assim foram gravadas as cenas, que apresentam as atividades diárias nos programas de rádio e durante a regência da Orquestra da Universidade Regional de Santa Catarina (Furb).
“Não interferi, nem influenciei nas atividades corriqueiras do maestro. É como um reality show. O mais difícil foi fazer a montagem do filme, que tinha 40 horas de material”, conta.
Aprovado pela Secretaria de Cultura do Estado, o documentário que foi viabilizado através do apoio do Funcultural, com orçamento de R$ 25 mil, é um projeto do publicitário Andreas Peter e do psicólogo Édio Raniere, responsável pela idéia original.

O quê: lançamento do documentário “Frank Graf, o Caminheiro”, de Andreas Peter. Quando: hoje, 19h30. Onde: Auditório Carlos Jardim da Fundação Cultural de Blumenau, Rua 15 de Novembro, 161, centro. Quanto: gratuito.

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Renascido em terras catarinenses

Filho de uma pianista brasileira e um instrutor de avião alemão, o forte sotaque não esconde a história com influências germânicas do maestro da Furb. Apesar de ter nascido em Halberstadt, Graf chegou ao Brasil com três anos. Aqui conquistou a cidadania brasileira e criou novas raízes. Além da música, o maestro com vocação religiosa também se graduou em teologia e foi diretor de música sacra da Igreja Luterana.



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