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06 de junho na história
1944
O general Eisenhower inicia a operação
que se tornou decisiva para a 2a Guerra Mundial: o Dia D iniciou
com o desembarque na Normandia e deu novo rumo para a guerra.
1949
O clássico livro de George Orwell 1984
é publicado.
1971
O famoso The Ed Sullivan Show, que
revelou aos Estados Unidos artistas como Elvis Presley e The
Beatles, chega ao seu último episódio.
1985
Autoridades no Brasil fazem a exumação
de um corpo posteriormente identificado como de Josef Mengele,
o Anjo da Morte do holocausto nazista. |
Deu em A Notícia
1969
Visita de chanceler à Alemanha
O chanceler brasileiro Magalhães Pinto
estava a caminho de Bonn, na Alemanha, para firmar acordos de
cooperação científica e cultural. Ele permaneceria
quatro dias na Alemanha Ocidental, e as negociações
prevêm a colaboração no campo das pesquisas
nucleares, oceanográficas e estaduais. Seria criado um
centro de pesquisas no país europeu para o estudo de problemas
relativos à construção de usinas nucleares.
1995
Novo duelo nas quadras
As tenistas Steffi Graff e Gabriela Sabatini,
antigas inimigas das quadras, se enfrentariam mais uma vez na
França, no torneio de Roland Garros. Ao longo de dez anos,
as duas protagonizaram 37 duelos em quadras de quatro continentes
e jogariam novamente nas quartas-de-final. Graff era a segunda
no ranking mundial, e Gabriela Sabatini, a oitava. Aquela edição
do torneio distribuiu US$ 10 milhões em prêmios. |
Divulgação
Concebidas em Florianópolis e Brasília,
as 20 fotografias que Silvana expõe no Masc foram captadas
com películas e copiadas no papel com inversão
do positivo para o negativo
Artes plásticas
O positivo e o negativo
Imagens de Silvana Leal fazem
parte de uma das exposições que inauguram hoje
no Masc
Florianópolis
Todo corpo é etéreo, todo corpo é
belo, todo corpo é feio, cheio, cheiroso, fétido,
todo corpo nasce e morre. O verso é de Lana Guimarães,
uma das modelos de Todocorpo, exposição
de Silvana Leal que abre hoje no Museu de Arte de Santa Catarina.
Ela divide a galeria com as mostras Pintar o Futuro
e Rótulos. Escritora e fotógrafa, Silvana
ocupa o espaço principal do museu com 20 fotografias inéditas
concebidas em Florianópolis e Brasília.
COLETIVA
Mostra Pintar um Futuro, que acontece pelo segundo
ano no Masc, reúne obras de artistas estrangeiros
e catarinenses |
São
imagens captadas com películas e copiadas no papel com
inversão do positivo para o negativo. Para produzir as
imagens, Silvana reuniu duas equipes, com direção
de arte e iluminação especial e com modelos contratadas
especialmente para o trabalho em Florianópolis e Brasília.
O resultado são painéis de acrílico em grande
formato. Com o trabalho, Silvana publicou o livro Todocorpo
pela Travessa dos Editores, com tiragem de mil exemplares, versão
dos textos em francês, inglês e espanhol e 57 fotografias.
A publicação será lançada na abertura
da exposição.
Mas o projeto é ainda mais amplo e foi concebido com outros
artistas e outras mídias. O evento contará com
uma vídeo-instalação do artista plástico
Elyezer Szturm e performances dos artistas Volmir Cordeiro, Paulucci
Araújo e Sabrina Gisela.
Todocorpo é também música. O
compositor Alberto Heller criou uma sinfonia que leva o mesmo
nome e será executada por um octeto formado por músicos
da Camerata Florianópolis. A exposição conta
com a curadoria de José Roberto Aguilar, artista brasileiro
com mais de 40 anos de experiência no panorama da arte
contemporânea.
Natural de Itajaí, Silvana Leal é graduada em psicologia
pela Universidade do Vale do Itajaí e desde 1994 pratica
a literatura e a fotografia. Nos anos 90 viveu na França,
onde escreveu Erotismo Proibido nos Lábios,
livro resultante de um estudo sobre sexualidade, condição
feminina, androginia e loucura na literatura francesa. Em 1995,
iniciou seu trabalho como modelo vivo no Instituto de Artes da
Universidade de Brasília.
A exposição Pintar um Futuro, que acontece
pelo segundo ano consecutivo no Masc, reúne obras de artistas
estrangeiros e catarinenses, convidados pela holandesa Hetty
Van der Linden para a produção de obras com a finalidade
de ajudar crianças que vivem nas periferias das cidades.
Depois de prontos, os quadros são comercializados, e o
dinheiro obtido é aplicado em projetos sociais. Com os
valores arrecadados no ano passado, Hetty construiu seis casas
em bairros pobres da periferia de Florianópolis
Na sala Harry Laus, continua a exposição Rótulos,
com obras de 25 artistas e pertencentes ao acervo do Masc. Raquel
Stolf é a artista convidada e a curadoria é de
Charles Narloch.
O QUÊ: Abertura das exposições Todocorpo,
de Silvana Leal, Pintar Um Futuro e Rótulos.
QUANDO: Hoje, às 19h30. Visitação até
8 de julho, de terça a domingo, das 13 às 21 horas.
ONDE: Masc, av. Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica, fone
(48) 3953-2300. QUANTO: Entrada gratuita.
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Rastros de arte
Sandra Abello expõe Passagens de Entrelugar
na Galeria Municipal de Arte de Balneário Camboriú
a partir de hoje. A mostra, que vai até 7 de julho, é
composta por suportes de madeira com fotografias que registram
intensidade, luz, textura e relevos, a fim de evidenciar um contraponto
entre a realidade e o artifício de se criar outra realidade.
Há ainda caixas contendo cerâmicas, que apresentam
a marca do homem, a marca de uma máquina e a marca da
natureza. A visitação ocorre de segunda a sexta,
das 9 às 19 horas, e aos sábados, das 15 às
19 horas.
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Quando a orquestra passar
Circuito pretende
levar concertos gratuitos para todo o Estado
Banco de dados

Para José Nilo Valle, maestro da Orquestra Sinfônica
de Santa Catarina, projeto incentiva o trabalho dos músicos
catarinenses
Florianópolis
Concertos gratuitos de música clássica e popular
em conselhos comunitários, praças públicas,
igrejas e clubes em pelo menos 50 cidades do Estado até
o final do ano. Este é o projeto Circuito Catarinense
de Orquestras, lançado na manhã de ontem pelo secretário
de cultura, esporte e turismo Gilmar Knaesel. São sete
orquestras participantes do programa, que será iniciado
amanhã, às 19 horas, pela Camerata Florianópolis
no Teatro Alfredo Sigwalt, em Joaçaba; sexta-feira no
Clube Araucária, em São Lourenço do Oeste
(às 20 horas); sábado no Clube Xanxerense, em Xanxerê
(às 20 horas); e domingo no Auditório da Universidade
do Contestado, em Curitibanos (às 19 horas).
Conforme Knaesel, serão destinados R$ 2 milhões
para o projeto, por meio do Funcultural. Cada orquestra vai captar
os próprios recursos com patrocinadores habituais e de
novos parceiros. A secretaria vai auxiliar no processo de captação.
Estréia
Camerata Florianópolis inicia o programa do circuito com
concerto em Joaçaba, amanhã à noite |
O secretário
diz que a proposta é consolidar o projeto nos próximos
anos. Além das sete orquestras que participam do projeto
(confira o quadro), em 2008 devem ser incluídas também
as sinfônicas de Laguna e Caçador e outros duas
em formação, uma de Itajaí e outra da Universidade
do Estado de Santa Catarina (Udesc).
Para o maestro José Nilo Valle, da Orquestra Sinfônica
de Santa Catarina (Ossca), que faz habitualmente turnês
pelo Estado, o projeto é uma forma de valorizar os músicos.
Ele ressalta que as orquestras são entidades organizadas,
que não trabalham unicamente em busca de cachês,
mas que fomentam a cultura musical.
Para Jeferson Della Rocca, maestro da Camerata Florianópolis,
o público aprecia ouvir boa música e gosta do contato
próximo com as orquestras. Daniel Bottholossi, da Filarmônica
de Jaraguá do Sul, avalia que o projeto é uma forma
inteligente de organizar as apresentações e aplicar
de uma maneira justa os recursos do Estado.
O projeto também é feito em parceria com as prefeituras
e outros orgão públicos dos municípios,
que podem contribuir com alimentação, local da
apresentação e hospedagem. Conforme o músico
Ivan Carlos Schmidt Filho, técnico da secretaria, já
há 68 apresentações agendadas pelo Estado.
O fechamento do circuito deste ano deverá ocorrer em 25
de novembro, no aniversário de Santa Catarina. A intenção
de Knaesel é fazer um grand finale, realizando um concerto
com as sete orquestras: Ossca, Camerata, Orquestra Sinfônica
de Florianópolis, Orquestra Sinfônica das Comunidades
(também da Capital), Orquestra de Câmara de Blumenau,
Filarmônica de Jaraguá do Sul, e Orquestra Sinfônica
de São Joaquim.
A lista
Orquestra Sinfônica de Santa Catarina
Orquestra Sinfônica de Florianópolis
Camerata Florianópolis
Orquestra de Câmara de Blumenau
Orquestra Filarmônica de Jaraguá do Sul
Orquestra Sinfônica das Comunidades
Orquestra Sinfônica de São Joaquim
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Para esquentar a festa do pinhão
A dupla Bruno e Marrone se apresenta no palco principal da
19a edição da Festa do Pinhão, em Lages,
às 23h40 de hoje. A festa se encerra no domingo. A dupla
sertaneja de Goiás já está na estrada desde
os anos 90, mas explodiu em todo o Brasil apenas em 2000, com
Dormi na Praça. Hoje são recordistas
de público em apresentações. Os ingressos
podem sem adquiridos no Parque Conta Dinheiro, onde ocorre o
evento, a R$ 25,00. O mapa da localização do parque
pode ser acessado pelo site www.festadopinhao.com.
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Arte
Camille Claudel em São Joaquim
A exposição internacional Camille Claudel
a Sombra de Rodin chega a São Joaquim hoje,
na Vinícola Villa Francioni, com 16 obras de Camille,
uma de seu primeiro mestre, Boucher, e três esculturas
de Rodin. A coleção pertence ao acervo de Reine-Marie
de La Chapelle, sobrinha-neta da artista. A mostra permanece
aberta até o dia 5 de julho. A visitação
é de terça-feira a domingo, das 10 às 18
horas. A Vinícola Villa Francioni fica na SC-438, km 70.
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Fotografia
Concurso registra imagens de Timbó
Fotógrafos amadores e profissionais são o foco
do concurso fotográfico promovido pela prefeitura de Timbó.
Os candidatos podem se inscrever até o dia 17 de agosto
no departamento de turismo do município (avenida Getúlio
Vargas, 700, centro). O tema será Momentos do dia-a-dia
da Nossa Gente. As imagens devem ser produzidas em Timbó.
Os dez melhores receberão prêmios de R$ 100,00 a
R$ 500,00. Mais informações: (47)3382-1262.
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Show
Inimigos da HP em dose dupla
O grupo de pagode Inimigos da HP se apresenta duas vezes no
Estado nesta semana. Hoje, eles comandam a festa de aniversário
de 22 anos da Rivage, em Blumenau, e amanhã aquecem o
público na 19a Festa do Pinhão, em Lages. Na Rivage,
o show começa às 23 horas e os ingressos do primeiro
lote estão sendo vendidos a R$ 20,00. Pontos de venda
podem ser consultados pelo fone (47) 3323-2296.
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Mostra
A reconstrução de
Hiroshima em fotos
O cenário histórico da maior tragédia
japonesa é apresentado na mostra fotográfica Hiroshima
e Nagasaki, no hall da Biblioteca Central Comunitária,
até o dia 28. A iniciativa tem a parceria da Associação
das Vítimas e seus Descendentes de Explosão de
Bombas Atômicas, de Frei Rogério, no Planalto Serrano.
Os 33 pôsteres mostram como as cidades resgataram a sua
integridade e foram reerguidas.
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Crônica
Rubens da Cunha, escritor
rubensdacunha@hotmail.com
A cidade opaca
Vejo a Joinville diariamente, meu olhar vasculha coisas, pessoas,
lugares para que eu possa ter matéria-prima para minha
escrita. Faz tempo que a paisagem urbana de Joinville vem me
perturbando. Há um cheiro de abandono no ar. Casualmente
li a Cartilha das Calçadas, publicação
da Companhia de Desenvolvimento e Urbanização de
Joinville (Conurb), explicando aos proprietários de imóveis
como devem ser feitas as calçadas. A cartilha, em seu
didatismo, me fez pensar na distância que existe entre
a teoria e a prática. As calçadas joinvilenses,
salvo as sempre honrosas exceções, estão
em frangalhos. Não apenas as calçadas: a cidade
toda está se enfeando. Havia até um certo exagero
na limpeza, na organização de tudo. Uma amiga carioca
comentou que quando veio a Joinville pela primeira vez se sentiu
num banco imobiliário, tudo estava em seu lugar, arrumadinho.
O banco imobiliário está se desfazendo. Praças,
ruas, canteiros estão largados, deixados de lado. Surgiram
até os pichadores em Joinville. Antes, esporádicos
e solitários, agora bastante contundentes em seus rabiscos.
Eu só consigo vê-los como reflexo deste abandono.
O exemplo maior é a famosa passarela sobre a avenida JK,
vendida como obra fundamental, não passa de um amontoado
de ferro e acrílico sujo sobre uma das mais belas avenidas
da cidade. Está devidamente pichada, claro!
A Rua das Palmeiras está perdendo a força para
o lixo, coisa de envergonhar a princesa. A praça próxima
ao terminal urbano desmerece o nome de praça, a escultura
do Juarez Machado padece solitária entre o descaso. E
os exemplos seguem.
Obviamente, não desejo consideravelmente nos últimos
anos. A periferia, assim como todas as periferias brasileiras,
carece de serviços mais que a zona central. No entanto,
ver a cidade crescer e sentir que seu núcleo central (e
inicial) está sendo abandonado me remete a São
Paulo, onde o Centro Velho, por puro descaso, foi jogado no lixo
e até hoje não se recuperou, apesar de todas as
revitalizações. Por que deixar o mesmo acontecer
com Joinville? Por que abandonar uma das marcas essenciais da
cidade: a organização quase irrestrita do espaço
público?
Não sou um conservador, longe de mim; quero mesmo é
que Joinville vire uma cidade cosmopolita, e que perca de vez
o provincianismo atravancador que ainda persiste. Mas para que
isso aconteça, será que temos de incorrer no mesmo
erro de dezenas de outras cidades que cresceram desordenadas?
Temos de manter o estigma terceiro mundista do caos urbano?
A impressão que tenho é que deixam apodrecer para
depois fazerem grandes reformas e angariar votos. A manutenção
constante aliada a campanhas de conscientização
são atitudes longo prazo demais para políticos
tão imediatistas quanto são os nossos?
São breves interrogações de um escritor
que está vendo a sua cidade dia a dia mais opaca. Quem
souber as respostas, favor me avisar.
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Jornada antiestresse

Preços atraentes e praias ensolaradas
atraem turistas para o paradisíaco Caribe neste mês
Ocho Ríos, Jamaica
Imagine-se deitado numa toalha sobre areia clara e fofinha.
Pense em você olhando para o mar calmo e transparente,
ouvindo a brisa bater nas folhas dos coqueiros. Imagine nada!
Nem pense em coisa alguma. Desligue já o CD de meditação
e vá relaxar numa praia do Caribe. Motivos certamente
não faltarão para você dar aquela escapadinha
providencial e se livrar do estresse de uma vez por todas.
Vantagens
Em junho, os preços dos pacotes estão 40% mais
baratos, as temperaturas continuam altas e as praias, menos lotadas |
A primeira
razão para visitar a região é que os preços
de pacotes para destinos caribenhos estão 40% mais baratos
este mês. Segunda e terceira: as temperaturas continuam
altas e as praias estão menos lotadas de americanos, que
consideram o período ingrato para viajar. Quarta: a época
fica fora da temporada de furacões segundo Neide
Oliveira, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia
(Inmet), o auge ocorre em agosto. Quinta: você merece!
A diferença no valor dos pacotes é alta,
diz a diretora de Marketing da Designer Tours, Deusa Maria Rodrigues.
Vale muito a pena aproveitar este e o próximo mês
para conhecer um dos destinos. Quer um exemplo da economia?
De acordo com Deusa, um pacote para a Jamaica passa de US$ 2.519,
em fevereiro, para US$ 1.959 na baixa temporada, dependendo do
hotel escolhido. A terra de Bob Marley nunca pareceu tão
atraente, não?
Segundo Bárbara Picolo, gerente da CVC para Caribe, México
e Panamá, os preços normalmente começam
a cair depois da Semana Santa. Nesses meses, somos mais
procurados por jovens casais em lua-de-mel. Mas é
possível encontrar roteiros mais baratos do que isso para
países como a República Dominicana, que reúne
praias perfeitas e um centro antigo repleto de construções
coloniais. Ou para Aruba, um dos destinos mais procurados pelos
brasileiros.
É uma ilha muito famosa aqui no Brasil, além
de ser a porta de entrada para o Caribe, afirma Eduardo
Nascimento, da Nascimento Turismo. Segundo ele, o destino é
sinônimo de diversão. Afinal, não faltam
por lá bons hotéis, cassinos, restaurantes e naufrágios
históricos como o do navio Antilla, que pode ser observado
só com máscara e snorkel.
Se quiser, você pode ir além e visitar locais como
a chique Saint Barthélemy, freqüentada por Gisele
Bündchen e outras personalidades do jet set internacional.
Ou a bela ilha com duas nacionalidades: a francesa Saint Martin
e a holandesa Sint Maarten.
Mais conhecida pelos escândalos financeiros, Grand Cayman
é um paraíso natural, destino certo para os que
curtem mergulhos. Afinal, eles encontram cavernas, cânions
e rica vida marinha, com moréias, tartarugas e tubarões.
Também menos lembrada, Grand Turk, pertencente ao arquipélago
de Turks e Caicos, é ótima para quem prefere algo
fora do circuito dos grandes resorts all inclusive, muito comuns
no Caribe. Lá só há um ou outro hotel e
a população é simples e hospitaleira. Dá,
ainda, para embarcar com destino a Belize, na América
Central.
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Parque convida a nadar ao lado
dos golfinhos
A atração mais famosa de Ocho Rios é
definitivamente Dunns River Falls. Mas no caminho até
lá existe outro parque, escondido entre árvores
e com uma entradinha discreta, que merece a visita: o Dolphin
Cove. Como o nome sugere, trata-se de um parque temático
voltado aos golfinhos. Só que, diferentemente da atração
de mesmo nome do Sea World, na Flórida, você não
fica apenas assistindo de longe aos shows de acrobacia dos animais:
você pode nadar com eles.
Logo na entrada, que sai por US$ 19 (R$ 38,6), um sorridente
jamaicano com roupas coloridas e violão em punho recebe
os visitantes ao som de reggae. Depois, em uma recepção,
é hora de escolher o programa. As opções
são: o touch encounter (US$ 46 ou R$ 93), em que você
pode tocar nos mamíferos, mas sem entrar na água;
e o swim encounter (US$ 101 ou R$ 204,5), no qual nada com eles
por meia hora. Fique atento aos horários, porque os programas
ocorrem às 9h30, 11h30, 13h30 e 15h30.
Antes de entrar na água, todos passam por um treinamento.
Relógios, colares, pulseiras e máquinas fotográficas
devem ser deixados de lado. Esses objetos podem machucar ou arranhar
os golfinhos. Mas não tenha medo de ficar sem uma recordação
do momento. Um fotógrafo do parque registra sua aventura
com os bichos você vai precisar comprar a imagem,
claro. Custa US$ 12 (R$ 24,3), com chance de desconto, se quiser
negociar.
Além dos golfinhos, que ficam em um dique à beira-mar,
existem tanques com tubarões e arraias. Só para
olhar, obviamente. No complexo ainda dá para mergulhar
com snorkel em uma pequena praia particular e se embrenhar por
uma trilha na floresta. Com sorte, você pode ver de pertinho
pássaros, cobras e iguanas.
Após os passeios, aproveite para almoçar no próprio
parque. O restaurante serve ao ar livre um bufê típico
jamaicano (US$ 12 ou R$ 24,3 para adultos e US$ 6 ou R$ 12,1
para crianças), com carnes, saladas e sucos.
Para as inevitáveis lembrancinhas, pare nas lojas decoradas
à la Piratas do Caribe, que vendem de tudo um pouco. Tem
até um jamaicano metido a Jack Sparrow, vestido igual
ao personagem de Johnny Depp, que fica gritando na orelha dos
transeuntes as promoções do dia.
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Muita aventura e rico artesanato
em Ocho Rios
No problem. Acostume-se com essa frase. O jamaicano
diz o bordão para tudo, em um inglês cantado, como
se estivesse entoando um reggae. É nesse clima de tranqüilidade
que vive Ocho Rios, uma das mais belas cidades do norte da Jamaica,
com praias de areia branca e mar azul contrastando com montanhas
cobertas de verde. Principal parada de cruzeiros marítimos
na ilha, o lugar conserva um ar provinciano, apesar dos suntuosos
resorts que surgem pela costa.
Reggae
Ocho Rios é uma das mais belas cidades do Norte da Jamaica
e principal parada de cruzeiros marítimos na ilha |
Mas não
pense que você vai dar de cara com um monte de rastafáris
perambulando pelas ruas a religião de Jah é
seguida por apenas 3% da população. Pela cidade
já passaram moradores ilustres, como o dramaturgo inglês
Noel Coward, o escritor Ian Fleming que ali deu
à luz o espião James Bond e o músico
Keith Richards, que montou por lá sua mansão de
veraneio.
Apesar do nome, Ocho Rios não tem oito rios, e sim dois.
Um deles dá origem à principal atração:
a Dunns River Falls, uma cachoeira com 180 metros de altura,
que desce das montanhas até a praia. Foi nesse cenário
que ocorreu a batalha de Las Chorreras, em 1657, quando os espanhóis
perderam a ilha para os ingleses.
A queda-dágua fica dentro de um parque, a sete quilômetros
do centro. Você precisa desembolsar US$ 15 (R$ 30,4) para
conferi-la a moeda local é o dólar jamaicano,
mas as verdinhas são largamente aceitas. Vale a pena:
a dica é subir pelas pedras até o ponto mais alto
da cachoeira, de mãos dadas, em uma longa e desajeitada
corrente humana. Os espíritos menos aventureiros podem
descer as escadas que acompanham o rio até a charmosa
praia particular.
Mas nem só de mar e aventura vive a ilha. No centro da
cidade está um curioso mercado de artesanato, chamado
Ocho Rios Craft Park (aberto de segunda a sábado, das
8 às 18 horas). Há canecas, camisetas, quadros,
artigos de madeira, CDs de reggae e todo tipo de suvenires com
a cara de Bob Marley, inclusive mulheres dispostas a fazer um
penteado rastafári mesmo nos cabelos mais curtos. A 300
metros dali está outro curioso centro de compras, o Taj
Mahal Plaza Shopping Center (4 Main St.). O lugar chama atenção
pela arquitetura de inspiração indiana e é
um bom local para comprar jóias e bebidas. As mesmas quinquilharias
vendidas na feira estão ali. Apesar do preço mais
convidativo, o poder de pechincha é menor.
É na entrada do Taj Mahal que está o Hard Rock
Café, outra grande atração de Ocho Rios.
Além de saborear as bobagens do cardápio e curtir
shows bacanas à noite, você pode conferir raridades,
como a letra original da música Jammin, escrita
à mão por Bob Marley, uma guitarra usada por ele
e itens de outros artistas, como John Lennon, Jimi Hendrix e
Madonna.
A agitação noturna segue pela Main Street até
o Margaritaville. A casa, que durante o dia funciona como restaurante,
à noite vira uma balada que segue até altas horas
da madrugada.
A cerca de duas horas de carro de Ocho Rios está Nine
Miles, vilarejo perdido no tempo, com seus 1.500 habitantes.
Cravado nas montanhas, entrou na rota de peregrinação
dos fãs de Bob Marley por ser o lugar onde o músico
nasceu e está enterrado. Lá você poderá
ver a casa em que o rei do reggae cresceu, transformada em um
museu, e em que paisagens ele buscava inspiração.
Anote:
Passagem aérea
A partir de US$ 890,00 - Copa
telefone: 11-3549-2672
US$ 1.123,00 - American
telefone: 4502-4000
US$ 1.093,00 - United
telefone: 11-3145- 4200
US$ 1.284,00 - Delta
telefone: 4003-2121
Vôos com conexão.
Na internet
Dolphin Cove
www.dolphincovejamaica.com
Dunn's River Falls
www.dunnsriverfallsja.com
Margaritaville
www.margaritavillecaribbean.com
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Pão e circo
Os ricos, os manifestantes e o
porrete
O que pretendem os manifestantes antiglobalização
que, desde a semana passada, estão a invadir a cidade
alemã de Rostock, onde ocorre a reunião do G-8?
É redutora a idéia de que se trata apenas um movimento
antiglobalização. Os protestos ainda são
contra um modo de produção antidemocrático,
que exclui um número cada vez maior de pessoas e está
a conduzir a humanidade para um beco perigoso.
Mas o foco desses movimentos não se restringe às
relações Norte-Sul. Já não estamos
a falar apenas na hipocrisia dos países ricos, que defendem
o livre comércio mas impõem restrições
aos produtos do Sul.
É uma questão intestina. Hoje, são as relações
dentro dos próprios países desenvolvidos que originam
os protestos. Ao contrário do que o leitor brasileiro
possa pensar, o tal Primeiro Mundo vive uma crise séria.
Seja em Berlim, Paris ou Lisboa, a riqueza é para poucos
(cada vez mais poucos) e o número de excluídos
não pára de crescer.
Na Europa, há segmentos especialmente vulneráveis.
Os jovens que saem das universidades e não conseguem trabalho.
Os trabalhadores mais velhos que perdem os empregos não
conseguem a reinserção. Os imigrantes e
filhos de imigrantes que estão a ser guetizados
e vêem os empregos como miragens. Etc etc etc.
Os políticos dos países ricos, manietados pelos
interesses das corporações e dos lobbies, já
não podem disfarçar afastamento dos interesses
populares. Não por acaso, o encontro tem uma barreira
policial de 12 quilômetros a separar os poderosos do G-8
dos manifestantes. Para evitar que se repita a violência
de Gênova ou Seattle, o governo alemão pretende
tratar as manifestações de Rostock com leis antiterrorismo.
Este é o império do absurdo.
Os números não mentem. De um lado, estão
oito representantes do países ricos. Do outro, deverão
estar 100 mil representantes dos que sentem os problemas na carne.
E no meio, estão 13 mil policiais prontos para baixar
o porrete. É a globalização do apartheid
social e econômico.
Flash
O leitor sabe o que é isto? É um menir, um monumento
megalítico pré-histórico (aquela coisa que
o Obelix carregava às costas). Pode ter sido erigido em
homenagem a um deus ou a um evento importante. Ou mesmo num culto
à fecundidade, o que explica o formato fálico.
Montanha Russa
AltoUm reality show provocou escândalo na Holanda.
Na sexta-feira, a emissora BNN ia estrear um programa onde uma
doente terminal escolheria, entre três pessoas, a quem
doar um rim. Mas era apenas uma farsa criada para dar notoriedade
ao tema. Faltam doadores naquele país.
Badio
É no que dá ter a extrema-direita no poder. O governo
polonês, na sua insanidade homofóbica, agora está
à caça do Tinky Winky, o teletubbie púrpura.
Ewa Sowinska, responsável pelos direitos das crianças,
quer proibir o boneco sob o argumento de que ele incita as criancinhas
ao homossexualismo.
OOOOPS!
"A política, com quase 180 mil empregados, é
a primeira indústria do país".
Luca Cordero de Montezemoto, presidente da italiana Confindustria,
no semanário português "Expresso".
O leitor acha que o Congresso Nacional brasileiro custa muito
para a população? Então é porque
não conhece a teta que é a política na Itália.
O número é insano, mas analistas dizem que o sistema
político representa 45% do PIB italiano. Tem mamata para
todos os gostos.
Rede louca!
Ecos da Inquisição Imagine os piores instrumentos
de tortura e de execução e vai encontrá-los
neste site. Desde um torno para esmagar um pé até
uma cadeira de interrogatório (com pregos virados para
fora), há para todos os gostos. Tortura maior só
discurso de político.
www.occasionalhell.com/infdevice
Mesma língua?
Sabe o que é: "dar o cu e oito tostões"?
Se no Brasil não se deve dizer em público, em Portugal
é uma frase inocente. Quando uma pessoa é condescendente
e bondosa, diz-se que ela "dá o cu e oito tostões".
Sem maldade.
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Documentário
A música conta uma história
Frank Graf, o Caminheiro
revê a trajetória do maestro
NANDA GOBBI
Blumenau
As notas melódicas que regem os 65 anos de vida do
caminhante Frank Graf ganham novo movimento por meio da obra
cinematográfica de Andreas Peter. Depois de dois anos
de trabalho, o lançamento do documentário que narra
a trajetória do maestro e pastor luterano ganha as telas
do auditório Carlos Jardim hoje, às 19h30.
Com 70 minutos de duração, o documentário
Frank Graf, o Caminheiro que pretendia inicialmente
falar sobre a contribuição do maestro à
música erudita catarinense registra a biografia
do menino que nasceu durante a Segunda Guerra Mundial, viveu
em um campo de refugiados na Alemanha e veio para o Brasil quando
ainda criança.
A história dele é tão rica que acabei
incorporando os dados biográficos no documentário,
justifica o diretor, que pretende incluir o trabalho nos circuitos
universitários de cinema.
De acordo com Andreas, a história de Graf contada no filme
é narrada de forma direta, pelo próprio maestro,
familiares e amigos, como Cao Hering e Noemi Kellermann.
A câmera foi utilizada apenas para registrar seu trabalho,
sem máscaras cinematográficas. Assim foram gravadas
as cenas, que apresentam as atividades diárias nos programas
de rádio e durante a regência da Orquestra da Universidade
Regional de Santa Catarina (Furb).
Não interferi, nem influenciei nas atividades corriqueiras
do maestro. É como um reality show. O mais difícil
foi fazer a montagem do filme, que tinha 40 horas de material,
conta.
Aprovado pela Secretaria de Cultura do Estado, o documentário
que foi viabilizado através do apoio do Funcultural, com
orçamento de R$ 25 mil, é um projeto do publicitário
Andreas Peter e do psicólogo Édio Raniere, responsável
pela idéia original.
O quê: lançamento do documentário Frank
Graf, o Caminheiro, de Andreas Peter. Quando: hoje, 19h30.
Onde: Auditório Carlos Jardim da Fundação
Cultural de Blumenau, Rua 15 de Novembro, 161, centro. Quanto:
gratuito.
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Renascido em terras catarinenses
Filho de uma pianista brasileira e um instrutor de avião
alemão, o forte sotaque não esconde a história
com influências germânicas do maestro da Furb. Apesar
de ter nascido em Halberstadt, Graf chegou ao Brasil com três
anos. Aqui conquistou a cidadania brasileira e criou novas raízes.
Além da música, o maestro com vocação
religiosa também se graduou em teologia e foi diretor
de música sacra da Igreja Luterana. |