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12 de maio na história
1907
Nasce a atriz americana Katharine Hepburn. Ela
atuou não só no cinema, mas na televisão
e nos palcos e é ate hoje recordista do Oscar conquistou
quatro estatuetas, tendo recebido 12 indicações
um recorde até hoje. A atriz manteve um longo romance,
dentro e fora das telas, com o ator Spencer Tracy. Considerada
também um símbolo feminista, Hepburn viveu muito
e filmou até 1994 seu último trabalho foi
Vestígios de uma Paixão. Morreu em
2003, aos 96 anos.
1971
Mick Jagger, vocalista dos Rolling Stones, casa-se
com a modelo nicaraguaense Bianca Perez Morena de Macias
atualmente mais conhecida como Bianca Jagger. Os dois se encontraram
pela primeira vez em uma festa após um concerto dos Stones
em Paris. Bianca havia saído da Nicarágua para
cursar ciências políticas. O casamento durou oito
anos e eles tiveram uma filha, Jade. |
Deu em A Notícia
1973
Estádio exemplar
O estádio da Sociedade Recreativa e Esportiva
Tigre, de Joinville, foi considerado um dos melhores do Estado.
Em fase de conclusão de obras, a estrutura de iluminação
e o gramado receberam destaque. Segundo a reportagem publicada
em A Notícia, a grandiosidade do estádio
compete com as melhores praças de esportes do Estado
1987
Inflação recorde
A manchete de A Notícia deste dia anuncia
a maior inflação da história brasileira
percebida até então, o que ocasionaria o disparo
do gatilho salarial em 20%. Para fazer frente à escala
da inflação, o ministro da Fazenda, Bresser Pereira,
informou que o governo apertaria os controles administrativos
dos preços por meio do Conselho Interministerial de Preços
(CIP). |

FOTO DIVULGAÇÃO
O arauto da experimentação
Em turnê
pelo Brasil, Gustavo Santaolalla fala da diversidade de ritmos
que leva para o cinema e já lhe rendeu dois Oscar
LUIZ CARLOS MERTEN
Agência Estado/São Paulo
Gustavo Santaolalla realiza hoje à noite um concerto
no Canecão e na segunda-feira, em São Paulo. Será
sua principal intervenção no evento Música
em Cena, o primeiro encontro internacional de músicos
de cinema que se realiza no País (e no mundo). Ao contrário
de Ennio Morricone, que inaugurou o Música em Cena na
semana passada, apresentando, no Teatro Municipal do Rio, um
concerto em que dividiu, em blocos, suas grandes composições
para grandes filmes, o argentino Santaolalla traz ao Brasil seu
espetáculo com o grupo Bajofondo Tango Club. É
uma mistura de ritmos e imagens, mapeando a música do
Rio da Prata, projeto que ele desenvolve com a cumplicidade do
uruguaio Juan Campodónico, a quem conheceu quando produziu
o disco da banda Peyote Asesino. Milonga, tango, mas também
rock, eletrônica, Bajofondo mistura tudo sem receita.
Se você pedir a Santaolalla que defina sua música,
ele dirá que é produto da experimentação.
É o que mais o atrai. Com 40 anos de carreira, Gustavo
Santaolalla virou um fenômeno recente do mundo do cinema
e da música em geral. A revolução
em sua vida começou em 2000, quando o cineasta mexicano
Alejandro González Iñárritu o convidou para
fazer a música de Amores Perros, que ganhou
vários prêmios internacionais (e passou no Brasil
com o título de Amores Brutos). Desde então,
Santaolalla ganhou dois Emmys (por Diários de Motocicleta,
de Walter Salles, e Babel, também de Iñárritu),
dois Oscars (por O Segredo de Brokeback Mountain,
de Ang Lee, e Babel) e um Globo de Ouro pela melhor
canção de Brokeback Mountain.
Essa impressionante coleção de prêmios não
o desvia de seu objetivo a experimentação
musical. Ele é avesso a toda fórmula. Admira grandes
compositores clássicos de cinema, mas confessa: seu mestre,
sua referência, é John Lennon.
O que é exatamente Bajofondo Tango Club o espetáculo
que você apresenta esta noite no Rio, no Canecão?
Gustavo Santaolalla Nasceu como um projeto argentino-uruguaio
que foi se ampliando. Uma das coisas que mais me agradam, nessa
projeção que consegui nos últimos anos,
foi que ela me permitiu prosseguir com uma linha de experimentação
que sempre me encantou. Comecei a produzir discos, e um deles
foi da banda uruguaia El Peyote Asesino, cujo guitarrista, Juan
Campodónico, ficou meu amigo. Conversamos, estabelecemos
o nosso denominador comum, que era o interesse pela música
produzida de ambos os lados do Rio da Prata. É uma música
que se pauta pela diversidade. Temos desde ritmos tradicionais,
como a milonga e o tango, até a música contemporânea
do Prata, influenciada pelo rock. Tudo isso nos inspirou a desenvolver
o projeto Bajofondo Tango Club, cujas fronteiras foram se alargando,
com a entrada de Nelly Furtado, que é canadense, de pais
portugueses, e me parece una chica de Buenos Aires,
e o Morrissey, dos Smiths.
Você fala na música contemporânea do Rio
da Prata, mas Astor Piazzolla já definia seu tango como
a música contemporânea da cidade de Buenos Aires.
Piazzolla é uma referência para você?
Santaolalla Por supuesto. Não se pode fazer música
na Argentina ignorando a contribuição de Astor.
Ele reinventou o tango por meio de uma riqueza instrumental e
melódica muito grande, mas sempre respeitando o que é
fundamental. O tango não é só uma música.
É algo muito mais visceral. Um estado de espírito,
uma melancolia que brota do mais fundo da alma. Neste sentido,
o tango não tem fronteiras. Tom Waits tem essa conexão
com a melancolia. Na essência, é um tangueiro.
Ennio Morricone disse em entrevista que a música de filmes
não pode ser simplesmente um fundo para as cenas. E também
que o compositor, para ser grande, não pode imitar ninguém.
Tem de desenvolver e imprimir sua marca.
Santaolalla Concordo integralmente com ele. Ennio é
uma personalidade extraordinária. Tive oportunidade de
conhecê-lo na última entrega do Oscar, quando ele
recebeu um prêmio por sua carreira (NR: e o próprio
Santaolalla ganhou seu segundo prêmio da Academia de Hollywood,
pela partitura de Babel). Admiro muito o que faz
e que é muito diferente do que eu faço. A música
de Ennio é invasiva, mas nos grandes filmes de Sergio
Leone ela fornece a própria estrutura. Eu gosto de trabalhar
de outra forma.
Vamos esclarecer, então. Como é que você
trabalha para cinema?
Santaolalla Até por uma questão de temperamento,
gosto da música minimalista não estou falando
de John Cage e escolho os projetos em função
disso. Penso que a maioria dos diretores recorre à música
como uma muleta, quando a cena não ficou muito boa. Eu
sou contra a manipulação. Entendo a música
de cinema como uma combinação de texturas, de espaço.
Acho que se a cena é dramática, o excesso de música
pode torná-la melodramática e não há
coisa que me desagrade mais. Acho que o segredo de uma partitura
está em equilibrar a intervenção musical
e o silêncio, que é muito importante.
E já houve casos de você, um músico, brigar
com o diretor pelo silêncio?
Santaolalla O tempo todo. Mas como escolho muito bem os
projetos, os filmes que quero fazer, termino sempre estabelecendo
uma relação de camaradagem e confiança com
os diretores. Eu os ouço, e eles me ouvem. Discutimos
o que é melhor para a cena, ou para o filme como um todo,
e vamos trabalhando em conjunto. Eu componho e tento imprimir
minha marca, mas o autor do filme é o diretor e eu tenho
de servi-lo (e ao filme).
Você tem um projeto com Walter Salles. O que é?
Santaolalla Tenho produzido CDs e Walter se associou a
um projeto que considero muito importante. Em Café
de los Maestros inclui CD e filme dirigido por Miguel Kohan.
Estamos reunindo todos os mestres num café imaginário.
Piazzolla é um deles, você vai ver.
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Quase 30 anos depois, suingue da poesia suburbana de Ben continua
atual, sendo ouvido pela nova geração brasileira.
FOTO ADRIANA LINS, DIVULGAÇÃO
MÚSICA
Inéditas esquecidas
Ben Jor revira
baú da Som Livre e grava canções do passado
São Paulo
Jorge Ben Jor já tocou em formatura de faculdade, teve
um dos grandes sucessos regravados pelo grupo da moda Black Eyed
Peas (Mas que Nada) e é um dos artistas mais
executados nas baladinhas hippies-descoladas. Para continuar
agradando à moçada que o redescobriu, nada melhor
do que colocar a mão na massa e compor material inédito,
certo? Errado. Cheio de sorte ou protegido por seu santo de devoção,
São Jorge, o músico carioca encontrou canções
inéditas no baú da Som Livre e as lança
agora, no CD Recuerdos de Asunción 443.
Na verdade, foram as músicas que encontraram Jorge Ben
Jor. Nem sabia que esse material existia. Fiquei muito
feliz e surpreso. Interessada em relançar em CD
os discos Dádiva (de 1984), Sonsual
(de 1985) e Ben Brasil (de 1986), álbuns de Ben Jor que
até então só eram encontrados em LP, a Som
Livre decidiu vasculhar seus arquivos. A idéia era encontrar
canções que poderiam ser incluídas nesses
CDs como bônus.
Na garimpagem das fitas da época em que o artista carioca
era um dos contratados da gravadora, entre 1978 e 1986, foram
descobertas algumas composições que nunca foram
gravadas. Os executivos da Som Livre se reuniram com Ben Jor,
que ficou empolgado em unir todas as músicas encontradas
em um novo trabalho. A maioria das letras já estava
atual. Algumas músicas eu recompus a partir do que eu
ouvi. Tive de fazer tudo novinho mas não soar como naquele
tempo, contou ele.
Com todas as composições terminadas e revitalizadas,
nasceu Recuerdos de Asunción 443, uma brincadeira
com o endereço da gravadora, que fica na rua Assunção,
443, em Botafogo, no Rio de Janeiro. No CD, as únicas
músicas não inéditas são Falsa
Magra, gravada pelo sambista Branca Di Neve, em 1987, e
Heavy Samba, conhecida na voz de Leci Brandão
como Um Poeta Amigo Meu. Algumas canções
eu tinha feito para novelas, disse, lembrando das faixas
O Astro e Marrom Glacê, escritas
para a Globo, mas que nunca foram usadas.
Recuerdos de Asunción 443 se tornou a menina
dos olhos de Ben Jor, mas a Som Livre decidiu manter o relançamento
de Dádiva, Sonsual e Ben
Brasil. Também chega às lojas o DVD Energia,
em parceria com a Biscoito Fino e a Globo Marcas. Energia
foi um programa exibido pela TV Globo em 1982, no qual o músico
canta os sucessos e divide os vocais com Baby do Brasil e Tim
Maia.
A única composição recente de Recuerdos...,
Emo, é uma homenagem aos comentados adolescentes
de sentimentos exagerados. Há uma turma de emos
no meu prédio. Eles têm essa coisa de amor e ódio
no mesmo dia, contou ele, mostrando que está antenado
em seu novo público. Vejo com alegria e orgulho
essa garotada gostar de discos que são mais velhos do
que eles, diz Ben Jor, frisando que a carreira dele só
é tão bem-sucedida graças às recorrências
de sua obra. Gosto de saber quem eu fui e quem eu sou para
saber quem eu quero ser.
DVD ENERGIA Biscoito Fino, 13 faixas, R$
50,00 (preço médio)
CD Recuerdos... Som Livre, 11 faixas, R$
29,90 (preço médio)
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CULTURA
Cinema para atrair investidores
Petrobras patrocina
festivais americanos e exibe filmes em locais públicos
Rio de Janeiro
A Petrobras vai usar o cinema para prospecção
de negócios no exterior. Para isso, é a principal
patrocinadora do 11o Festival de Miami e do quinto de Nova York,
que ocorrem, respectivamente, em junho e agosto. A notícia
foi dada esta semana pelo gerente de comunicação
internacional da empresa, Ezeusse Braga, na festa de lançamento
do Circuito Inffinito de Festivais, que promoverá seis
certames no exterior e um na Bahia até o fim do ano. Além
dos Estados Unidos, onde haverá também um circuito
de exibições em universidades, foram escolhidos
Espanha, Japão e Itália. Por enquanto, o patrocínio
da estatal só está garantido para os Estados Unidos.
Temos ações da Petrobras na Bolsa de Nova
York e a cultura também atrai os investidores. Com o cinema,
que o estrangeiro adora, quase tanto quanto nossa música,
a empresa constrói sua reputação e facilita
a aproximação com nosso público-alvo,
explicou Braga, lembrando que a Petrobras é a maior investidora
do cinema brasileiro, com R$ 30 milhões por ano, em produção,
distribuição e festivais. Já temos
ações em feiras e outros eventos específicos,
mas num festival de cinema, a mídia local é espontânea
e muito maior que se usássemos os meios convencionais.
O Circuito Inffinito tem o patrocínio da Petrobras desde
a quarta edição do Festival de Miami, que este
ano exibirá 16 longas e 15 curtas. O quinto Festival de
Nova York ocorre em agosto e já tem oito longas confirmados,
além da exibição de Zuzu Angel,
no Central Park.
No Japão, o evento será em setembro, em Hamamatsu,
a uma hora da capital, Tóquio, e a idéia é
aproveitar o grande número de brasileiros que vivem lá.
Na Itália, também em setembro, o certame faz parte
do Festival Internacional de Música de Frascatti, na região
metropolitana de Roma. O orçamento na Lei Rouanet é
de R$ 4 milhões, e a Petrobras entra com 50% da quantia.
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CRÔNICA
Apolinário ternes, historiador e jornalista
aternes@terra.com.br
O xodó da casa
Decidimos todos, aqui na democracia presidida pela Rita e
onde o chefe de Estado não chefia nada, que
o nome do novo integrante da família seria Pipo, diminutivo
de pipoca, pois, o nosso yorkshire é bebê de pouco
mais de quatro meses. Acontece que o animalzinho não atende
quando é chamado e, rebelde, faz tudo no lugar errado
e por mais errado que seja ou que faça, maior é
o espaço que ocupa em nossos corações, todos
rejuvenescidos com o novo rebento.
Tivemos, há não muito, outro bichinho muito querido,
cujo nome era Xodó. Uma beleza de cãozinho, superladino,
hiperativo e não teve Prozac que desse jeito. Xodó
provocou terremoto brutal na casa, na família e chegou
a ameaçar a estabilidade da pequena nação
familiar. Como Pipo não pegou, todos estamos apaixonados
pelo Xodó e é assim, ao que tudo indica, que o
grande Rei da Casa será chamado.
Quatro meses, 1,7 quilo de peso, 20 centímetros de comprimento,
pêlos lisos, escuros, olhinhos redondos, boca minúscula,
patinhas mínimas e um olhar, um olhar que é uma
confissão desmesurada de carinho e ao mesmo tempo de carência.
Xodó circula ao nosso redor e vai, de braço em
braço, conversando sem dizer nada e todos
nós, servos e admiradores, ficamos de guarda quase 24
horas por dia, nestes primeiros dias de convívio e recepção.
Temos tudo a respeito e para o Xodó da família:
caderneta de saúde, registro de pedigree, xampu, comidinha
dois tipos, levemente misturadas potinho para água,
tapete especial para fazer caquinha e xixi, como dizemos por
aqui, embevecidos e deslumbrados com o novo companheiro.
O cachorrinho é o que melhor vida tem por aqui. Só
come do bom e do melhor, deita em caminha especial e se embrulha
em panos de fino trato. Xodó, apesar de recém-nascido,
sabemos, anda estressado. Nova residência, novas pessoas,
novos cheiros, novos ambientes. Tudo contribui para excitar,
além do devido, a criaturinha frágil de que nos
fizemos tutores. Assim, novas ordens circulam por aqui, a partir
da firme e decidida orientação de sua legítima
proprietária, que além de dona é psicóloga,
cheia de cuidados, carinhos e delicadezas. Às vezes, dá
ciúme e inveja, mas fazer o quê?! Cada um tem seu
tempo, e recomenda o bom senso e o humanitarismo respeitoso,
que chegou o tempo do Xodó. Será um inverno rigoroso,
menos para o Xodó. E para os seus cúmplices mais
diretos, todos daqui, da democrática república
da Rita.
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MÚLTIPLAS
EUA X CUBA
Michael Moore é investigado
O documentarista Michael Moore (foto) está sendo investigado
pelo governo dos Estados Unidos por causa da viagem que fez a
Cuba, como parte de um filme sobre o sistema de saúde
americano. Ele está sendo inquirido por levar vítimas
dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 para tratamento
médico, rompendo o embargo que os Estados Unidos impõem
à ilha há 45 anos. A cópia de uma carta
do Tesouro americano, enviada a Moore, dá ao cineasta
20 dias úteis para explicar o propósito da viagem
e dar detalhes, inclusive datas de partida, nomes e endereços
daqueles que o acompanharam.
MTV AWARDS
Quatro aninhos e três troféus
A precoce cantora Cleópatra Stratán, de quatro
anos, bateu todos os recordes de popularidade e ganhou na noite
de quinta-feira, em Sibiu, três prêmios MTV Romênia
2007: melhor canção, melhor álbum e melhor
artista revelação. Cleópatra, filha do cantor
Pavel Stratán, lançou em agosto do ano passado
o álbum Aos Três anos de Idade. O primeiro
sucesso, Ghita, foi o mais votado pelo público.
Quinta-feira à noite, a pequena artista foi ovacionada
por 15 mil espectadores na Praça Maior de Sibiu, a capital
cultural européia de 2007.
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Soldado da fortuna e da dor
Leonardo DiCaprio
mostra seu lado mau no filme-denúncia Diamante de
Sangue
FRANTHIESCO BALLERINI
Agência Estado/São Paulo
Os diamantes que você usa nos dedos ou no pescoço
podem ser de sangue. O termo diamante de sangue
é usado para caracterizar pedras contrabandeadas em países
em guerra, cuja venda é geralmente usada para comprar
armas. Este também é o nome do filme de Edward
Zwick (de Tempo de Glória, O Último
Samurai) que está chegando às locadoras pela
Warner. É um grande filme do diretor americano. O Oscar
costuma olhar com desconfiança para produções
que colocam astros em prol de causas mundiais sérias,
mas o filme do diretor americano se saiu bem, arrecadando cinco
indicações, entre elas a de melhor ator (Leonardo
DiCaprio) e a de ator coadjuvante (Djimon Housou).
Leonardo DiCaprio, que já mostrou seu amadurecimento artístico
em Os Infiltrados, prova que mereceu a indicação
ao Oscar e todo o bafafá que vem de brinde. DiCaprio é
um soldado da fortuna e da miséria na Serra Leoa, país
africano prestes a sucumbir na guerra civil dos anos 90. Danny
Archer, o personagem, transporta diamantes entre Serra Leoa e
um país fronteiriço para abastecer o mercado negro,
trocando-os por armas.
Ele não se importa que sua função ajude
a aniquilar a população local. E há sentido
em sua lógica. Quem faz mais mal? O governo ineficiente;
os rebeldes que lutam pelo país mas são covardes
para governar a baderna; a imprensa que explora uma guerra chocante
entre uma notícia de esporte e outra de fofoca; ou os
países ricos que enviam toneladas de comida e ajuda humanitária
e, em contrapartida, compram toneladas dessas pedras?
Nesse meio, Danny nem parece tão mal assim, mas DiCaprio
luta para impedir a redenção de seu personagem
até o final, mesmo que essa seja a característica
de todos os filmes do diretor seja no uniforme de soldado
da guerra civil ou em um quimono. A atuação dele
fica ainda melhor ao lado de Djimon Housou (Terra de Sonhos,
Amistad), um homem que se perde da família
na guerra, mas seu destino muda quando ele encontra no garimpo
um diamante rosa enorme que esconde na floresta. Graças
ao burburinho, é libertado por Danny que, em troca de
ajudá-lo a encontrar a família especialmente
o filho pequeno, capturado e transformado em soldado pelos rebeldes
quer a pedra para ele. Na outra ponta está a jornalista
Maddy Bowen (Jennifer Connelly). Sedenta por um furo, seduz Danny
ao mesmo tempo em que amolece sua alma.
Apesar da calamidade exótica e distante que é a
África vista pelo cinema, é impossível não
se emocionar com as crianças metralhando a população
local e um senhor dizendo espero que ninguém ache
petróleo por aqui. Isso porque, sempre que uma riqueza
é descoberta marfim, ouro, diamante guerras
eclodem, e a população morre.
Com a câmera na mão e no meio do caos, o filme rodado
em Moçambique mostra que, no comércio bilionário
de diamantes de sangue, quem pode fazer a maior diferença
é o comprador, ao pedir um certificado de origem nas lojas
de luxo. Assim, as pedras que fazem a felicidade de alguns não
causarão a morte de muitos.
LANÇAMENTOS
Uma Noite no
Museu
(Fox)
Larry Daley é um homem sonhador que, para se aproximar
do filho, aceita ser guarda noturno do Museu de História
Natural. Parece um trabalho banal até que coisas fantásticas
começam a acontecer: maias, gladiadores romanos, animais
empalhados, homens primitivos, caubóis e até um
tiranossauro ganham vida e colocam o emprego de Larry em perigo.
A única pessoa a quem ele pode recorrer é a estátua
de cera do presidente Teddy Roosevelt, que o ajuda a controlar
a confusão. De Shaun Levy. Com Ben Stiller, Lou Torres,
Dick Van Dyke, Robin Williams, Owen Wilson. Comédia, 105
minutos.
A Grande Família
o Filme
(Europa)
Ao retornar do enterro de um colega, Lineu se sente mal e vai
ao médico, de onde sai com a certeza quase absoluta de
que morrerá em breve. Deprimido, ele esconde a situação
da família e desiste de ir ao tradicional baile onde começou
a namorar Nenê. Sem entender o que está acontecendo,
Nenê decide provocar o marido e convida um ex-namorado,
Carlinhos, para o baile. A chegada de Carlinhos atiça
Agostinho e Tuco, que buscam algum meio de aproveitar dele. De
Maurício Farias. Com Marco Nanini, Marieta Severo, Pedro
Cardoso. Comédia, 104 minutos.
O Mestre das
Armas
(Imagem)
Huo Yuanjia foi o maior e mais famoso mestre de toda a China,
que viveu entre os séculos 19 e 20. Porém, após
uma grande guerra, o país foi dominado por estrangeiros.
Decididos a acabar com a auto-estima do povo chinês, os
novos governantes organizam um torneio que contará com
guerreiros de vários países. A idéia é
mostrar a toda a população a superioridade dos
estrangeiros frente aos chineses. Mas o que eles não esperavam
era que Huo decidisse também participar da competição.
Filme baseado em fatos reais. De Ronny Yu. Com Jet Li, Shido
Nakamura, Betty Sun. Ação, 103 minutos.
Invencível
(Buena Vista)
Uma história real de um fã de futebol americano
que seguiu até o fim seu sonho de fazer parte de todo
o sistema que envolve a liga do esporte nos Estados Unidos. Depois
de perder sua esposa e seu emprego de professor, Vince arruma
um trabalho como barman, mas isso só ocupa parte de seu
tempo. O resto é dedicado a apreciar seu time do coração,
o Philadelphia Eagles. É quando ele decide tentar participar
dele, perseguindo com toda a perseverança seu sonho, até
as últimas conseqüências. De Ericson Core.
Com Mark Wahlberg, Greg Kinnear, Elizabeth Banks. Drama, 104
minutos.
Operação
Limpeza
(California)
Jake Williams acorda em uma suíte de hotel com dor de
cabeça, um agente do FBI morto ao seu lado e uma maleta
com 250 mil dólares. Dividido entre uma bela esposa a
qual não conhece, uma estonteante namorada da qual não
consegue se lembrar, com a CIA nos seus calcanhares, Jake nem
sabe direito quem é. Ele usa suas poucas lembranças
e chega à conclusão de que é um agente secreto
de alguma instituição que nem ele mesmo sabe dizer
qual. Uma garçonete, entretanto, tenta desfazer suas ilusões
e afirma que ele não passa de um simples faxineiro. De
Les Mainfield. Com Cedric The Entertainer, Lucy Liu,
Nicolette Sheridan. Comédia, 90 minutos.
Marcas do Passado
(Focus)
Após a visão de um médium, Jimmy Starkys
descobre que a morte encontra-se mais perto do que ele imagina.
Ele não sabe como nem quando, mas a morte virá
antes da primeira nevada. A aparição de um antigo
amigo o leva a perceber que está correndo risco por acontecimentos
de seu passado. Ele se vê obrigado a escolher um novo caminho
e assim evitar que essas premonições se realizem.
Seu passado esconde segredos que ele tentará mudar para
conseguir sobreviver e salvar seu futuro. De Mark Fergus. Com
Guy Pearce, Piper Perabo, William Fichtner, J.K. Simmons. Suspense,
102 minutos.
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Tapa no sabor
Brasil descobre
jeito espanhol de petiscar em bares
DELUANA BUSS
Florianópolis
Pequenas, práticas e saborosas, as tapas atravessaram
o oceano e chegaram com força ao Brasil, conquistando
novos adeptos para os tradicionais aperitivos. Popularíssimas
na Espanha, elas teriam sido inventadas por lá, na Idade
Média. Na época, dizem historiadores, o copo de
vinho era servido tapado por uma fatia de pão coberta
por presunto, morcela e azeitona, para evitar que moscas entrassem
na bebida.
A idéia sobreviveu aos séculos, e hoje os aperitivos
espanhóis ganharam espaço nos cardápios,
onde aparecem em receitas variadas. As tapas podem ser feitas
combinando ingredientes como uma fatia de pão coberta
com molho, presunto cru, salame espanhol, azeitonas, queijos,
azeite e outros tantos ingredientes típicos, como peixes
curtidos no vinagre, omeletes, tortillas, lulas e camarões
fritos.
Elas são servidas até nos mais simples botecos
espanhóis, conta o chef Emanuel Machado Carneiro,
proprietário do Calamar Café, estabelecimento especializado
em tapas instalado no centro de Florianópolis, na avenida
Osmar Cunha. Durante dois anos, Emanuel e a mulher, Débora
Peluso, moraram na Espanha, e se encantaram com a culinária
local. Há dois meses, abriram as portas do Calamar, onde
servem tapas cujos preços variam de R$ 6,50, tendo como
ingredientes abobrinhas italianas refogadas com cebola e erva-doce,
até R$ 38,00, que mistura presunto cru espanhol do tipo
pata negra com queijo parmesão. Difícil é
levar uma só.
deluana.buss@an.com.br
Calamar a la plancha
en salsa verde
Ingredientes
(Rende 1 porção)
1 lula de 200 g
Azeite de oliva a gosto
Sal a gosto
Folhas verdes para decoração
Para a salsa verde
1 maço de salsinha
2 dentes de alho
200 ml de azeite de oliva
Sal e pimenta a gosto
Preparo
Limpe a lula mantendo a cabeça junto ao corpo, e faça
cortes laterais sem separar os anéis. Aqueça uma
chapa de ferro e grelhe a lula de ambos os lados, regando com
o azeite de oliva. Salgue a lula e sirva no prato com o molho
verde e as folhas. Para o molho (salsa verde), bata no liqüidificador
a salsinha, o alho e o azeite de oliva. Tempere com sal e pimenta
a gosto.
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ESTANTE
Mestre-cuca popstar lança
livro
Segredos da culinária
italiana são desvendados pelo inglês Jamie Oliver
São Paulo
O chef inglês Jamie Oliver nasceu no lugar errado. Eu
deveria ser um maldito italiano, diz ele no prefácio
do livro A Itália de Jamie. Este é
o sexto livro do cozinheiro (ele já tem oito). Foi lançado
na Grã-Bretanha em 2005 e chega agora ao mercado brasileiro
a série de TV que o originou, Jamies
Great Escape, está sendo exibida pelo GNT. Mas nem
por isso trata-se de um livro defasado. As receitas coletadas
pelo mestre-cuca pop-star são em geral muito atraentes
e transmitem o entusiasmo típico do Oliver não
só em cozinhar, mas em comer.
São 120 opções, entre antepastos, comida
de rua, primeiros e segundos pratos, acompanhamentos e doces.
Há desde polenta frita com alecrim a cozido de faisão;
de crostini a pasta artesanal.
Um aspecto que fica evidente em especial no capítulo de
peixes e frutos do mar é a escolha pela simplicidade,
valorizando o elemento principal da receita. É quase uma
proposta de culinária de produto, partindo de insumos
frescos e de alta qualidade.
O livro talvez só peque na explicação por
vezes pouco clara de certos procedimentos, como a manipulação
de algumas massas o que pode acabar tornando a descrição
mais compreensível para iniciados.
Jamie Oliver |
Chef
Qual foi o maior segredo que você aprendeu com os italianos?
Oliver Não chega a ser um segredo, mas estava intrigado
sobre a relação dos italianos com a carne e o abate.
Quando passei mais tempo com os caçadores, vi que eles
têm uma relação pura com os animais.
Suas receitas estão muito relacionadas ao que chamam
na Espanha de cocina de produto, trabalhando com
ingredientes bons e frescos. Mesmo em um país com tantos
congelados como o Brasil, é possível obter bons
resultados?
Oliver Sempre prefiro o ingrediente fresco, mas é
possível ter boas alternativas de congelados. Muitas de
minhas receitas, não só deste livro, são
bastante simples, mesmo com poucos produtos disponíveis.
Qual seria o menu perfeito do livro A Itália
de Jamie, com seus pratos favoritos?
Oliver Talvez começar com a pappa ao pomodoro,
uma deliciosa sopa toscana de tomate e pães para aguçar
o paladar. Depois, costeletas de porco (costoletti di maiale
con salvia) e, para terminar, algo belo e fresco, como morangos
(fragole con limone e menta).
Você tem planos de vir ao Brasil?
Oliver Infelizmente não, mas espero não
demorar para ir e conhecer todo mundo.
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VINHOS
João Lombardo, jornalista e e sommelier
joao@lombardo.com.br
Um brinde às mães
O Dia das Mães é uma das mais importantes datas
do calendário festivo brasileiro. Mãe é
mãe e não há quem não deseje homenagear
a sua com uma um boa mostra de carinho e um bom presente. Hoje,
muitas apreciam uma boa taça de vinho na hora de fazer
uma refeição especial. Outras integram confrarias
de vinhos e champanhas, reunindo-se para degustar os preciosos
líquidos produzidos a partir do mosto fermentado de uvas
frescas.
A busca de um vinho para as mães pode sugerir vários
caminhos, de vinhos doces a outros secos e encorpados.
Seguramente, muitas mães preferem vinhos doces, perfumados,
como um leve e refrescante espumante de moscatel. Outras também
preferem doces, mas com personalidade maior: um vinho fortificado
ou licoroso, como o vinho do Porto, um Late Harvest ou um Sauternes,
vinhos de sobremesa, agradáveis e capazes também
de acompanhar tira gostos como queijos e patês e pratos
à base de foie gras.
O Brasil produz excelentes espumantes à base de uvas moscatéis.
Esses espumantes, diferentemente dos champanhas ou espumantes
tradicionais, são elaborados a partir do mosto de uvas
moscatéis, passando por uma única fermentação.
Os espumantes normais são feitos a partir de um vinho
tranqüilo pronto, que recebe a adição de fermentos
e açúcar, passando por uma segunda fermentação,
na garrafa ou em grandes tanques de inox.
Os espumantes de uvas moscatéis têm baixo teor alcoólico,
são doces e extremamente aromáticos, apresentando,
no nariz, agradáveis aromas de frutas brancas como pêra
e jambo, e flagrantes toques florais. Esses espumantes vão
bem com sobremesas leves, à base de frutas e creme, por
exemplo, e com tortas não muito pesadas. Também
podem ser servidos como aperitivo, acompanhando canapés
e petiscos leves.
Os vinhos produzidos a partir de uvas colhidas tardiamente (late
harvest) uvas supermaduras, com elevados teores de açúcar
e acidez são licorosos e agradáveis. Os
italianos os chamam de passitos. O Brasil e os países
do Cone Sul produzem excelentes vinhos late haverst, à
base de uvas moscatéis, riesling e gewürztraminer,
entre outras. Vinhos que vão bem com queijos mais fortes
e sobremesas cítricas como um clássico crepe Suzette,
um bom manjar com creme de damascos e outras delícias.
Os Sauternes, mais caros e prestigiados, são produzidos
a partir de uvas sauvignon blanc, sémillion e muscadelle
atacadas pela podridão nobre, a chamada Botrytis cinerea.
Esse fungo, quando ataca, faz com que as uvas percam água
e concentrem açúcar e acidez. O resultado é
um vinho rico em aromas cítricos e frutados, que costuma
apresentar na boca uma acidez viva, capaz de contrapor e equilibrar
a doçura natural da bebida. Sobremesas clássicas
com frutas e coulis e o fantástico foie gras vão
muito bem com esses vinhos. O mais famoso Sauternes é
o Château dYquem, um vinho caro e lendário.
Mas há outros produzidos com uvas atacadas pela botrytis
cinerea em regiões como Mombazillac e Cadillac, também
na França.
Para as mães que gostam de vinhos mais fortes, os do Porto
se apresentam como excelentes opções. Doces, mas
potentes em álcool, aromas e sabores, o vinho do Porto
é excelente para acompanhar queijos fortes, como o gorgonzola
e roquefort, e sobremesas à base de chocolate ou chocolate
puro. Um vinho antigo e apreciado no mundo todo, jóia
da região do Douro, no Norte do Portugal.
Mas nem todas as mães gostam de vinhos doces ou só
desse tipo de vinho. Muitas não rejeitam uma bela taça
de champanha ou de um bom espumante, nacional ou importado. O
champanha é companheiro de todas as horas, vinho produzido
na região que leva o mesmo nome, com uvas chardonnay,
pinot noir e pinot meunier. Comemorar o Dia das Mães com
champanha é, sem dúvida, comemorar em grande estilo.
Para aquelas que gostam de brancos secos, há uma infinidade
de marcas e estilos, desde os mais secos e frescos, como os sauvignons
blanc, passando pelos aromáticos de gewürtraminer
ou torrontés, até chegar nos brancos encorpados
e robustos, como os fantásticos chablis e chardonnays
do Novo Mundo.
Na moda e conquistando cada vez mais apreciadores, os vinhos
rosés também são fáceis de agradar
e a cor costuma conquistar as mulheres à primeira vista.
Os rosés da Provence são famosos, leves e muito
refrescantes. O Brasil também produz excelentes rosés,
que podem acompanhar bem pratos de pescados e frutos do mar e,
para quem pensa em comemorar a data em grande estilo, uma saborosa
paella.
Os tintos secos são infinitos e se dividem em vários
estilos. Normalmente, os tintos do Novo Mundo costumam ser mais
fáceis de agradar, graças aos aromas compotados
e toques de especiarias como a baunilha. Mas há mães
iniciadas, que não dispensam um bom e tradicional bordeaux,
um elegante borgonha e outros vinhos robustos e complexos, produzidos
no Velho Mundo
Essa coluna deseja um Feliz Dia das Mães a todas as mães
catarinenses!
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COMUNICAÇÃO
TV pública com verba da
União
Brasília
A rede nacional de TV pública que o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva decidiu criar deverá ser bancada
por verbas do Orçamento da União, um fundo de financiamento,
venda de serviços e patrocínios de empresas. "Não
adianta ter o melhor modelo de gestão se não tivermos
um modelo de financiamento que vá além dos recursos
orçamentários", disse o ministro da Comunicação
de Governo, Franklin Martins. O fundo poderia receber dinheiro
da cultura e de loterias. Não há, ainda cálculos
seguros de quanto custará a rede, mas deverá chegar
perto dos R$ 300 milhões.
"Se a TV pública contar somente com recursos orçamentários,
isso pode deixá-la vulnerável a um governo que
não goste de TV pública e que, pelo corte de verbas,
pode tentar sufocá-la", disse Franklin na abertura
do 1o Fórum Nacional de TVs Públicas, que está
ocorre em Brasília. O ministro revelou que haverá
a fusão entre a Radiobrás e as TVEs do Rio de Janeiro
e do Maranhão.
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TOQUE NA ARTE
Visitante apalpa a instalação que faz parte da
mostra "Tres Toucher & Touche-atout", no museu
da Fundação Claude Verdan de Lausanne, na Suíça.
A exposição interativa voltada para o público
infantil apresenta 50 instalações que oferecem
experiências táteis. O museu suíço
celebra este ano o décimo aniversário.
MODA
Editora se suicida com inseticida
Isabella Blow, editora de moda britânica, famosa pelos
extravagantes chapéus que usava, morreu esta semana depois
de ingerir voluntariamente o inseticida Paraquat, segundo revelou
a autópsia. Blow, de 48 anos, perdeu os sentidos segunda-feira,
em casa, após dizer a um grupo de convidados que ia fazer
compras. Ela morreu pouco depois, no hospital. O avô dela
também se matou com Paraquat.
INDIE ROCK
Arctic Monkeys entre os mais vendidos
O novo disco do Arctic Monkeys, Favourite Worst Nightmare,
teve uma boa estréia nos Estados Unidos. O segundo álbum
do grupo não apenas animou o mercado fonográfico
do Reino Unido como entrou na lista dos dez mais vendidos nos
EUA. Alavancado pelo single Brianstorm, Favourite
Worst Nightmare estreou na sétima posição.
A banda do Norte da Inglaterra conheceu o sucesso pela internet.
POP
Ivete Sangalo é a que mais vende
Ivete Sangalo continua sendo a líder em vendas de discos
no Brasil. O Ivete no Maracanã Multishow
ao Vivo, lançado em março, permanece no topo
da lista nacional. O disco ao vivo foi gravado no estádio
do Maracanã, no Rio. Há canções inéditas
e sucessos da cantora, que recebeu convidados como Samuel Rosa,
Alejandro Sanz e MC Buchecha. Ivete completa 35 anos em 27 de
maio. O segundo lugar da lista nacional dos mais vendidos ficou
com The Best Damn Thing, de Avril Lavigne.
GENTE
Paris Hilton menos tempo na prisão
A condenação de Paris Hilton a 45 dias de prisão
poderá ser reduzida por falta de camas no centro penitenciário,
antecipou ontem à imprensa um porta-voz do escritório
da polícia local. Hilton, de 26 anos, foi condenada sexta-feira
passada a 45 dias de prisão no centro penitenciário
para mulheres de Lynwood, na Califórnia. A condenação
foi provocada por ela ter violado várias vezes a liberdade
condicional ao dirigir com a carteira de motorista suspensa. |