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Joinville Domingo, 13 de maio de 2007 Santa Catarina - Brasil

Anexo - A Notícia

12 de maio na história

1907

Nasce a atriz americana Katharine Hepburn. Ela atuou não só no cinema, mas na televisão e nos palcos e é ate hoje recordista do Oscar – conquistou quatro estatuetas, tendo recebido 12 indicações – um recorde até hoje. A atriz manteve um longo romance, dentro e fora das telas, com o ator Spencer Tracy. Considerada também um símbolo feminista, Hepburn viveu muito e filmou até 1994 – seu último trabalho foi “Vestígios de uma Paixão”. Morreu em 2003, aos 96 anos.

1971

Mick Jagger, vocalista dos Rolling Stones, casa-se com a modelo nicaraguaense Bianca Perez Morena de Macias – atualmente mais conhecida como Bianca Jagger. Os dois se encontraram pela primeira vez em uma festa após um concerto dos Stones em Paris. Bianca havia saído da Nicarágua para cursar ciências políticas. O casamento durou oito anos e eles tiveram uma filha, Jade.

Deu em A Notícia

1973

Estádio exemplar

O estádio da Sociedade Recreativa e Esportiva Tigre, de Joinville, foi considerado um dos melhores do Estado. Em fase de conclusão de obras, a estrutura de iluminação e o gramado receberam destaque. Segundo a reportagem publicada em A Notícia, “a grandiosidade do estádio compete com as melhores praças de esportes do Estado”

1987

Inflação recorde

A manchete de A Notícia deste dia anuncia a maior inflação da história brasileira percebida até então, o que ocasionaria o disparo do gatilho salarial em 20%. Para fazer frente à escala da inflação, o ministro da Fazenda, Bresser Pereira, informou que o governo ‘apertaria’ os controles administrativos dos preços por meio do Conselho Interministerial de Preços (CIP).


FOTO DIVULGAÇÃO

O arauto da experimentação

Em turnê pelo Brasil, Gustavo Santaolalla fala da diversidade de ritmos que leva para o cinema e já lhe rendeu dois Oscar

LUIZ CARLOS MERTEN
Agência Estado/São Paulo

Gustavo Santaolalla realiza hoje à noite um concerto no Canecão e na segunda-feira, em São Paulo. Será sua principal intervenção no evento Música em Cena, o primeiro encontro internacional de músicos de cinema que se realiza no País (e no mundo). Ao contrário de Ennio Morricone, que inaugurou o Música em Cena na semana passada, apresentando, no Teatro Municipal do Rio, um concerto em que dividiu, em blocos, suas grandes composições para grandes filmes, o argentino Santaolalla traz ao Brasil seu espetáculo com o grupo Bajofondo Tango Club. É uma mistura de ritmos e imagens, mapeando a música do Rio da Prata, projeto que ele desenvolve com a cumplicidade do uruguaio Juan Campodónico, a quem conheceu quando produziu o disco da banda Peyote Asesino. Milonga, tango, mas também rock, eletrônica, Bajofondo mistura tudo sem receita.
Se você pedir a Santaolalla que defina sua música, ele dirá que é produto da experimentação. É o que mais o atrai. Com 40 anos de carreira, Gustavo Santaolalla virou um fenômeno recente do mundo do cinema – e da música em geral. A revolução em sua vida começou em 2000, quando o cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu o convidou para fazer a música de “Amores Perros”, que ganhou vários prêmios internacionais (e passou no Brasil com o título de “Amores Brutos”). Desde então, Santaolalla ganhou dois Emmys (por “Diários de Motocicleta”, de Walter Salles, e “Babel”, também de Iñárritu), dois Oscars (por “O Segredo de Brokeback Mountain”, de Ang Lee, e “Babel”) e um Globo de Ouro pela melhor canção de “Brokeback Mountain”.
Essa impressionante coleção de prêmios não o desvia de seu objetivo – a experimentação musical. Ele é avesso a toda fórmula. Admira grandes compositores clássicos de cinema, mas confessa: seu mestre, sua referência, é John Lennon.

O que é exatamente Bajofondo Tango Club o espetáculo que você apresenta esta noite no Rio, no Canecão?
Gustavo Santaolalla – Nasceu como um projeto argentino-uruguaio que foi se ampliando. Uma das coisas que mais me agradam, nessa projeção que consegui nos últimos anos, foi que ela me permitiu prosseguir com uma linha de experimentação que sempre me encantou. Comecei a produzir discos, e um deles foi da banda uruguaia El Peyote Asesino, cujo guitarrista, Juan Campodónico, ficou meu amigo. Conversamos, estabelecemos o nosso denominador comum, que era o interesse pela música produzida de ambos os lados do Rio da Prata. É uma música que se pauta pela diversidade. Temos desde ritmos tradicionais, como a milonga e o tango, até a música contemporânea do Prata, influenciada pelo rock. Tudo isso nos inspirou a desenvolver o projeto Bajofondo Tango Club, cujas fronteiras foram se alargando, com a entrada de Nelly Furtado, que é canadense, de pais portugueses, e me parece ‘una chica’ de Buenos Aires, e o Morrissey, dos Smiths.

Você fala na música contemporânea do Rio da Prata, mas Astor Piazzolla já definia seu tango como a música contemporânea da cidade de Buenos Aires. Piazzolla é uma referência para você?
Santaolalla – Por supuesto. Não se pode fazer música na Argentina ignorando a contribuição de Astor. Ele reinventou o tango por meio de uma riqueza instrumental e melódica muito grande, mas sempre respeitando o que é fundamental. O tango não é só uma música. É algo muito mais visceral. Um estado de espírito, uma melancolia que brota do mais fundo da alma. Neste sentido, o tango não tem fronteiras. Tom Waits tem essa conexão com a melancolia. Na essência, é um tangueiro.
Ennio Morricone disse em entrevista que a música de filmes não pode ser simplesmente um fundo para as cenas. E também que o compositor, para ser grande, não pode imitar ninguém. Tem de desenvolver e imprimir sua marca.
Santaolalla – Concordo integralmente com ele. Ennio é uma personalidade extraordinária. Tive oportunidade de conhecê-lo na última entrega do Oscar, quando ele recebeu um prêmio por sua carreira (NR: e o próprio Santaolalla ganhou seu segundo prêmio da Academia de Hollywood, pela partitura de “Babel”). Admiro muito o que faz e que é muito diferente do que eu faço. A música de Ennio é invasiva, mas nos grandes filmes de Sergio Leone ela fornece a própria estrutura. Eu gosto de trabalhar de outra forma.

Vamos esclarecer, então. Como é que você trabalha para cinema?
Santaolalla – Até por uma questão de temperamento, gosto da música minimalista – não estou falando de John Cage – e escolho os projetos em função disso. Penso que a maioria dos diretores recorre à música como uma muleta, quando a cena não ficou muito boa. Eu sou contra a manipulação. Entendo a música de cinema como uma combinação de texturas, de espaço. Acho que se a cena é dramática, o excesso de música pode torná-la melodramática e não há coisa que me desagrade mais. Acho que o segredo de uma partitura está em equilibrar a intervenção musical e o silêncio, que é muito importante.

E já houve casos de você, um músico, brigar com o diretor pelo silêncio?
Santaolalla – O tempo todo. Mas como escolho muito bem os projetos, os filmes que quero fazer, termino sempre estabelecendo uma relação de camaradagem e confiança com os diretores. Eu os ouço, e eles me ouvem. Discutimos o que é melhor para a cena, ou para o filme como um todo, e vamos trabalhando em conjunto. Eu componho e tento imprimir minha marca, mas o autor do filme é o diretor e eu tenho de servi-lo (e ao filme).

Você tem um projeto com Walter Salles. O que é?
Santaolalla – Tenho produzido CDs e Walter se associou a um projeto que considero muito importante. Em “Café de los Maestros” inclui CD e filme dirigido por Miguel Kohan. Estamos reunindo todos os mestres num café imaginário. Piazzolla é um deles, você vai ver.

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Quase 30 anos depois, suingue da poesia suburbana de Ben continua atual, sendo ouvido pela nova geração brasileira. FOTO ADRIANA LINS, DIVULGAÇÃO

MÚSICA

Inéditas esquecidas

Ben Jor revira baú da Som Livre e grava canções do passado

São Paulo

Jorge Ben Jor já tocou em formatura de faculdade, teve um dos grandes sucessos regravados pelo grupo da moda Black Eyed Peas (“Mas que Nada”) e é um dos artistas mais executados nas baladinhas hippies-descoladas. Para continuar agradando à moçada que o redescobriu, nada melhor do que colocar a mão na massa e compor material inédito, certo? Errado. Cheio de sorte ou protegido por seu santo de devoção, São Jorge, o músico carioca encontrou canções inéditas no baú da Som Livre e as lança agora, no CD “Recuerdos de Asunción 443”.
Na verdade, foram as músicas que encontraram Jorge Ben Jor. “Nem sabia que esse material existia. Fiquei muito feliz e surpreso.” Interessada em relançar em CD os discos “Dádiva” (de 1984), “Sonsual” (de 1985) e Ben Brasil (de 1986), álbuns de Ben Jor que até então só eram encontrados em LP, a Som Livre decidiu vasculhar seus arquivos. A idéia era encontrar canções que poderiam ser incluídas nesses CDs como bônus.
Na garimpagem das fitas da época em que o artista carioca era um dos contratados da gravadora, entre 1978 e 1986, foram descobertas algumas composições que nunca foram gravadas. Os executivos da Som Livre se reuniram com Ben Jor, que ficou empolgado em unir todas as músicas encontradas em um novo trabalho. “A maioria das letras já estava atual. Algumas músicas eu recompus a partir do que eu ouvi. Tive de fazer tudo novinho mas não soar como naquele tempo”, contou ele.
Com todas as composições terminadas e revitalizadas, nasceu “Recuerdos de Asunción 443”, uma brincadeira com o endereço da gravadora, que fica na rua Assunção, 443, em Botafogo, no Rio de Janeiro. No CD, as únicas músicas não inéditas são “Falsa Magra”, gravada pelo sambista Branca Di Neve, em 1987, e “Heavy Samba”, conhecida na voz de Leci Brandão como “Um Poeta Amigo Meu”. “Algumas canções eu tinha feito para novelas”, disse, lembrando das faixas “O Astro” e “Marrom Glacê”, escritas para a Globo, mas que nunca foram usadas.
“Recuerdos de Asunción 443” se tornou a menina dos olhos de Ben Jor, mas a Som Livre decidiu manter o relançamento de “Dádiva”, “Sonsual” e “Ben Brasil”. Também chega às lojas o DVD “Energia”, em parceria com a Biscoito Fino e a Globo Marcas. “Energia” foi um programa exibido pela TV Globo em 1982, no qual o músico canta os sucessos e divide os vocais com Baby do Brasil e Tim Maia.
A única composição recente de “Recuerdos...”, “Emo”, é uma homenagem aos comentados adolescentes de sentimentos exagerados. “Há uma turma de emos no meu prédio. Eles têm essa coisa de amor e ódio no mesmo dia”, contou ele, mostrando que está antenado em seu novo público. “Vejo com alegria e orgulho essa garotada gostar de discos que são mais velhos do que eles”, diz Ben Jor, frisando que a carreira dele só é tão bem-sucedida graças às recorrências de sua obra. “Gosto de saber quem eu fui e quem eu sou para saber quem eu quero ser.”

DVD “ENERGIA” – Biscoito Fino, 13 faixas, R$ 50,00 (preço médio)

CD “Recuerdos...” – Som Livre, 11 faixas, R$ 29,90 (preço médio)

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CULTURA

Cinema para atrair investidores

Petrobras patrocina festivais americanos e exibe filmes em locais públicos

Rio de Janeiro

A Petrobras vai usar o cinema para prospecção de negócios no exterior. Para isso, é a principal patrocinadora do 11o Festival de Miami e do quinto de Nova York, que ocorrem, respectivamente, em junho e agosto. A notícia foi dada esta semana pelo gerente de comunicação internacional da empresa, Ezeusse Braga, na festa de lançamento do Circuito Inffinito de Festivais, que promoverá seis certames no exterior e um na Bahia até o fim do ano. Além dos Estados Unidos, onde haverá também um circuito de exibições em universidades, foram escolhidos Espanha, Japão e Itália. Por enquanto, o patrocínio da estatal só está garantido para os Estados Unidos.
“Temos ações da Petrobras na Bolsa de Nova York e a cultura também atrai os investidores. Com o cinema, que o estrangeiro adora, quase tanto quanto nossa música, a empresa constrói sua reputação e facilita a aproximação com nosso público-alvo”, explicou Braga, lembrando que a Petrobras é a maior investidora do cinema brasileiro, com R$ 30 milhões por ano, em produção, distribuição e festivais. “Já temos ações em feiras e outros eventos específicos, mas num festival de cinema, a mídia local é espontânea e muito maior que se usássemos os meios convencionais.”
O Circuito Inffinito tem o patrocínio da Petrobras desde a quarta edição do Festival de Miami, que este ano exibirá 16 longas e 15 curtas. O quinto Festival de Nova York ocorre em agosto e já tem oito longas confirmados, além da exibição de “Zuzu Angel”, no Central Park.
No Japão, o evento será em setembro, em Hamamatsu, a uma hora da capital, Tóquio, e a idéia é aproveitar o grande número de brasileiros que vivem lá. Na Itália, também em setembro, o certame faz parte do Festival Internacional de Música de Frascatti, na região metropolitana de Roma. O orçamento na Lei Rouanet é de R$ 4 milhões, e a Petrobras entra com 50% da quantia.

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CRÔNICA

Apolinário ternes, historiador e jornalista
aternes@terra.com.br

O xodó da casa

Decidimos todos, aqui na democracia presidida pela Rita e onde o “chefe de Estado” não chefia nada, que o nome do novo integrante da família seria Pipo, diminutivo de pipoca, pois, o nosso yorkshire é bebê de pouco mais de quatro meses. Acontece que o animalzinho não atende quando é chamado e, rebelde, faz tudo no lugar errado e por mais errado que seja ou que faça, maior é o espaço que ocupa em nossos corações, todos rejuvenescidos com o novo rebento.
Tivemos, há não muito, outro bichinho muito querido, cujo nome era Xodó. Uma beleza de cãozinho, superladino, hiperativo e não teve Prozac que desse jeito. Xodó provocou terremoto brutal na casa, na família e chegou a ameaçar a estabilidade da pequena nação familiar. Como Pipo não pegou, todos estamos apaixonados pelo Xodó e é assim, ao que tudo indica, que o grande Rei da Casa será chamado.
Quatro meses, 1,7 quilo de peso, 20 centímetros de comprimento, pêlos lisos, escuros, olhinhos redondos, boca minúscula, patinhas mínimas e um olhar, um olhar que é uma confissão desmesurada de carinho e ao mesmo tempo de carência. Xodó circula ao nosso redor e vai, de braço em braço, “conversando” sem dizer nada e todos nós, servos e admiradores, ficamos de guarda quase 24 horas por dia, nestes primeiros dias de convívio e recepção. Temos tudo a respeito e para o Xodó da família: caderneta de saúde, registro de pedigree, xampu, comidinha – dois tipos, levemente misturadas – potinho para água, tapete especial para fazer caquinha e xixi, como dizemos por aqui, embevecidos e deslumbrados com o novo companheiro.
O cachorrinho é o que melhor vida tem por aqui. Só come do bom e do melhor, deita em caminha especial e se embrulha em panos de fino trato. Xodó, apesar de recém-nascido, sabemos, anda estressado. Nova residência, novas pessoas, novos cheiros, novos ambientes. Tudo contribui para excitar, além do devido, a criaturinha frágil de que nos fizemos tutores. Assim, novas ordens circulam por aqui, a partir da firme e decidida orientação de sua legítima proprietária, que além de dona é psicóloga, cheia de cuidados, carinhos e delicadezas. Às vezes, dá ciúme e inveja, mas fazer o quê?! Cada um tem seu tempo, e recomenda o bom senso e o humanitarismo respeitoso, que chegou o tempo do Xodó. Será um inverno rigoroso, menos para o Xodó. E para os seus cúmplices mais diretos, todos daqui, da democrática república da Rita.

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MÚLTIPLAS

EUA X CUBA
Michael Moore é investigado
O documentarista Michael Moore (foto) está sendo investigado pelo governo dos Estados Unidos por causa da viagem que fez a Cuba, como parte de um filme sobre o sistema de saúde americano. Ele está sendo inquirido por levar vítimas dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 para tratamento médico, rompendo o embargo que os Estados Unidos impõem à ilha há 45 anos. A cópia de uma carta do Tesouro americano, enviada a Moore, dá ao cineasta 20 dias úteis para explicar o propósito da viagem e dar detalhes, inclusive datas de partida, nomes e endereços daqueles que o acompanharam.

MTV AWARDS
Quatro aninhos e três troféus
A precoce cantora Cleópatra Stratán, de quatro anos, bateu todos os recordes de popularidade e ganhou na noite de quinta-feira, em Sibiu, três prêmios MTV Romênia 2007: melhor canção, melhor álbum e melhor artista revelação. Cleópatra, filha do cantor Pavel Stratán, lançou em agosto do ano passado o álbum “Aos Três anos de Idade”. O primeiro sucesso, “Ghita”, foi o mais votado pelo público. Quinta-feira à noite, a pequena artista foi ovacionada por 15 mil espectadores na Praça Maior de Sibiu, a capital cultural européia de 2007.

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Soldado da fortuna e da dor

Leonardo DiCaprio mostra seu lado mau no filme-denúncia “Diamante de Sangue”

FRANTHIESCO BALLERINI
Agência Estado/São Paulo

Os diamantes que você usa nos dedos ou no pescoço podem ser “de sangue”. O termo “diamante de sangue” é usado para caracterizar pedras contrabandeadas em países em guerra, cuja venda é geralmente usada para comprar armas. Este também é o nome do filme de Edward Zwick (de “Tempo de Glória”, “O Último Samurai”) que está chegando às locadoras pela Warner. É um grande filme do diretor americano. O Oscar costuma olhar com desconfiança para produções que colocam astros em prol de causas mundiais sérias, mas o filme do diretor americano se saiu bem, arrecadando cinco indicações, entre elas a de melhor ator (Leonardo DiCaprio) e a de ator coadjuvante (Djimon Housou).
Leonardo DiCaprio, que já mostrou seu amadurecimento artístico em “Os Infiltrados”, prova que mereceu a indicação ao Oscar e todo o bafafá que vem de brinde. DiCaprio é um soldado da fortuna e da miséria na Serra Leoa, país africano prestes a sucumbir na guerra civil dos anos 90. Danny Archer, o personagem, transporta diamantes entre Serra Leoa e um país fronteiriço para abastecer o mercado negro, trocando-os por armas.
Ele não se importa que sua função ajude a aniquilar a população local. E há sentido em sua lógica. Quem faz mais mal? O governo ineficiente; os rebeldes que lutam pelo país mas são covardes para governar a baderna; a imprensa que explora uma guerra chocante entre uma notícia de esporte e outra de fofoca; ou os países ricos que enviam toneladas de comida e ajuda humanitária e, em contrapartida, compram toneladas dessas pedras?
Nesse meio, Danny nem parece tão mal assim, mas DiCaprio luta para impedir a redenção de seu personagem até o final, mesmo que essa seja a característica de todos os filmes do diretor – seja no uniforme de soldado da guerra civil ou em um quimono. A atuação dele fica ainda melhor ao lado de Djimon Housou (“Terra de Sonhos”, “Amistad”), um homem que se perde da família na guerra, mas seu destino muda quando ele encontra no garimpo um diamante rosa enorme que esconde na floresta. Graças ao burburinho, é libertado por Danny que, em troca de ajudá-lo a encontrar a família – especialmente o filho pequeno, capturado e transformado em soldado pelos rebeldes – quer a pedra para ele. Na outra ponta está a jornalista Maddy Bowen (Jennifer Connelly). Sedenta por um furo, seduz Danny ao mesmo tempo em que amolece sua alma.
Apesar da calamidade exótica e distante que é a África vista pelo cinema, é impossível não se emocionar com as crianças metralhando a população local e um senhor dizendo “espero que ninguém ache petróleo por aqui”. Isso porque, sempre que uma riqueza é descoberta – marfim, ouro, diamante – guerras eclodem, e a população morre.
Com a câmera na mão e no meio do caos, o filme rodado em Moçambique mostra que, no comércio bilionário de “diamantes de sangue”, quem pode fazer a maior diferença é o comprador, ao pedir um certificado de origem nas lojas de luxo. Assim, as pedras que fazem a felicidade de alguns não causarão a morte de muitos.

LANÇAMENTOS

“Uma Noite no Museu”
(Fox)
Larry Daley é um homem sonhador que, para se aproximar do filho, aceita ser guarda noturno do Museu de História Natural. Parece um trabalho banal até que coisas fantásticas começam a acontecer: maias, gladiadores romanos, animais empalhados, homens primitivos, caubóis e até um tiranossauro ganham vida e colocam o emprego de Larry em perigo. A única pessoa a quem ele pode recorrer é a estátua de cera do presidente Teddy Roosevelt, que o ajuda a controlar a confusão. De Shaun Levy. Com Ben Stiller, Lou Torres, Dick Van Dyke, Robin Williams, Owen Wilson. Comédia, 105 minutos.

“A Grande Família – o Filme”
(Europa)
Ao retornar do enterro de um colega, Lineu se sente mal e vai ao médico, de onde sai com a certeza quase absoluta de que morrerá em breve. Deprimido, ele esconde a situação da família e desiste de ir ao tradicional baile onde começou a namorar Nenê. Sem entender o que está acontecendo, Nenê decide provocar o marido e convida um ex-namorado, Carlinhos, para o baile. A chegada de Carlinhos atiça Agostinho e Tuco, que buscam algum meio de aproveitar dele. De Maurício Farias. Com Marco Nanini, Marieta Severo, Pedro Cardoso. Comédia, 104 minutos.

“O Mestre das Armas”
(Imagem)
Huo Yuanjia foi o maior e mais famoso mestre de toda a China, que viveu entre os séculos 19 e 20. Porém, após uma grande guerra, o país foi dominado por estrangeiros. Decididos a acabar com a auto-estima do povo chinês, os novos governantes organizam um torneio que contará com guerreiros de vários países. A idéia é mostrar a toda a população a superioridade dos estrangeiros frente aos chineses. Mas o que eles não esperavam era que Huo decidisse também participar da competição. Filme baseado em fatos reais. De Ronny Yu. Com Jet Li, Shido Nakamura, Betty Sun. Ação, 103 minutos.

“Invencível”
(Buena Vista)
Uma história real de um fã de futebol americano que seguiu até o fim seu sonho de fazer parte de todo o sistema que envolve a liga do esporte nos Estados Unidos. Depois de perder sua esposa e seu emprego de professor, Vince arruma um trabalho como barman, mas isso só ocupa parte de seu tempo. O resto é dedicado a apreciar seu time do coração, o Philadelphia Eagles. É quando ele decide tentar participar dele, perseguindo com toda a perseverança seu sonho, até as últimas conseqüências. De Ericson Core. Com Mark Wahlberg, Greg Kinnear, Elizabeth Banks. Drama, 104 minutos.

“Operação Limpeza”
(California)
Jake Williams acorda em uma suíte de hotel com dor de cabeça, um agente do FBI morto ao seu lado e uma maleta com 250 mil dólares. Dividido entre uma bela esposa a qual não conhece, uma estonteante namorada da qual não consegue se lembrar, com a CIA nos seus calcanhares, Jake nem sabe direito quem é. Ele usa suas poucas lembranças e chega à conclusão de que é um agente secreto de alguma instituição que nem ele mesmo sabe dizer qual. Uma garçonete, entretanto, tenta desfazer suas ilusões e afirma que ele não passa de um simples faxineiro. De Les Mainfield. Com Cedric “The Entertainer”, Lucy Liu, Nicolette Sheridan. Comédia, 90 minutos.

“Marcas do Passado”
(Focus)
Após a visão de um médium, Jimmy Starkys descobre que a morte encontra-se mais perto do que ele imagina. Ele não sabe como nem quando, mas a morte virá antes da primeira nevada. A aparição de um antigo amigo o leva a perceber que está correndo risco por acontecimentos de seu passado. Ele se vê obrigado a escolher um novo caminho e assim evitar que essas premonições se realizem. Seu passado esconde segredos que ele tentará mudar para conseguir sobreviver e salvar seu futuro. De Mark Fergus. Com Guy Pearce, Piper Perabo, William Fichtner, J.K. Simmons. Suspense, 102 minutos.

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Tapa no sabor

Brasil descobre jeito espanhol de petiscar em bares

DELUANA BUSS
Florianópolis

Pequenas, práticas e saborosas, as tapas atravessaram o oceano e chegaram com força ao Brasil, conquistando novos adeptos para os tradicionais aperitivos. Popularíssimas na Espanha, elas teriam sido inventadas por lá, na Idade Média. Na época, dizem historiadores, o copo de vinho era servido tapado por uma fatia de pão coberta por presunto, morcela e azeitona, para evitar que moscas entrassem na bebida.
A idéia sobreviveu aos séculos, e hoje os aperitivos espanhóis ganharam espaço nos cardápios, onde aparecem em receitas variadas. As tapas podem ser feitas combinando ingredientes como uma fatia de pão coberta com molho, presunto cru, salame espanhol, azeitonas, queijos, azeite e outros tantos ingredientes típicos, como peixes curtidos no vinagre, omeletes, tortillas, lulas e camarões fritos.
“Elas são servidas até nos mais simples botecos espanhóis”, conta o chef Emanuel Machado Carneiro, proprietário do Calamar Café, estabelecimento especializado em tapas instalado no centro de Florianópolis, na avenida Osmar Cunha. Durante dois anos, Emanuel e a mulher, Débora Peluso, moraram na Espanha, e se encantaram com a culinária local. Há dois meses, abriram as portas do Calamar, onde servem tapas cujos preços variam de R$ 6,50, tendo como ingredientes abobrinhas italianas refogadas com cebola e erva-doce, até R$ 38,00, que mistura presunto cru espanhol do tipo pata negra com queijo parmesão. Difícil é levar uma só.

deluana.buss@an.com.br

Calamar a la plancha en salsa verde

Ingredientes
(Rende 1 porção)

1 lula de 200 g
Azeite de oliva a gosto
Sal a gosto
Folhas verdes para decoração

Para a salsa verde
1 maço de salsinha
2 dentes de alho
200 ml de azeite de oliva
Sal e pimenta a gosto

Preparo
Limpe a lula mantendo a cabeça junto ao corpo, e faça cortes laterais sem separar os anéis. Aqueça uma chapa de ferro e grelhe a lula de ambos os lados, regando com o azeite de oliva. Salgue a lula e sirva no prato com o molho verde e as folhas. Para o molho (salsa verde), bata no liqüidificador a salsinha, o alho e o azeite de oliva. Tempere com sal e pimenta a gosto.

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ESTANTE

Mestre-cuca popstar lança livro

Segredos da culinária italiana são desvendados pelo inglês Jamie Oliver

São Paulo

O chef inglês Jamie Oliver nasceu no lugar errado. “Eu deveria ser um maldito italiano”, diz ele no prefácio do livro “A Itália de Jamie”. Este é o sexto livro do cozinheiro (ele já tem oito). Foi lançado na Grã-Bretanha em 2005 e chega agora ao mercado brasileiro – a série de TV que o originou, “Jamie’s Great Escape”, está sendo exibida pelo GNT. Mas nem por isso trata-se de um livro defasado. As receitas coletadas pelo mestre-cuca pop-star são em geral muito atraentes e transmitem o entusiasmo típico do Oliver não só em cozinhar, mas em comer.
São 120 opções, entre antepastos, comida de rua, primeiros e segundos pratos, acompanhamentos e doces. Há desde polenta frita com alecrim a cozido de faisão; de crostini a pasta artesanal.
Um aspecto que fica evidente em especial no capítulo de peixes e frutos do mar é a escolha pela simplicidade, valorizando o elemento principal da receita. É quase uma proposta de culinária de produto, partindo de insumos frescos e de alta qualidade.
O livro talvez só peque na explicação por vezes pouco clara de certos procedimentos, como a manipulação de algumas massas – o que pode acabar tornando a descrição mais compreensível para iniciados.

Jamie Oliver | Chef

Qual foi o maior segredo que você aprendeu com os italianos?
Oliver – Não chega a ser um segredo, mas estava intrigado sobre a relação dos italianos com a carne e o abate. Quando passei mais tempo com os caçadores, vi que eles têm uma relação pura com os animais.

Suas receitas estão muito relacionadas ao que chamam na Espanha de “cocina de produto”, trabalhando com ingredientes bons e frescos. Mesmo em um país com tantos congelados como o Brasil, é possível obter bons resultados?
Oliver – Sempre prefiro o ingrediente fresco, mas é possível ter boas alternativas de congelados. Muitas de minhas receitas, não só deste livro, são bastante simples, mesmo com poucos produtos disponíveis.

Qual seria o menu perfeito do livro “A Itália de Jamie”, com seus pratos favoritos?
Oliver – Talvez começar com a pappa ao pomodoro, uma deliciosa sopa toscana de tomate e pães para aguçar o paladar. Depois, costeletas de porco (costoletti di maiale con salvia) e, para terminar, algo belo e fresco, como morangos (fragole con limone e menta).

Você tem planos de vir ao Brasil?
Oliver – Infelizmente não, mas espero não demorar para ir e conhecer todo mundo.

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VINHOS

João Lombardo, jornalista e e sommelier
joao@lombardo.com.br

Um brinde às mães

O Dia das Mães é uma das mais importantes datas do calendário festivo brasileiro. Mãe é mãe e não há quem não deseje homenagear a sua com uma um boa mostra de carinho e um bom presente. Hoje, muitas apreciam uma boa taça de vinho na hora de fazer uma refeição especial. Outras integram confrarias de vinhos e champanhas, reunindo-se para degustar os preciosos líquidos produzidos a partir do mosto fermentado de uvas frescas.
A busca de um vinho para as mães pode sugerir vários caminhos, de vinhos doces a outros secos e encorpados.
Seguramente, muitas mães preferem vinhos doces, perfumados, como um leve e refrescante espumante de moscatel. Outras também preferem doces, mas com personalidade maior: um vinho fortificado ou licoroso, como o vinho do Porto, um Late Harvest ou um Sauternes, vinhos de sobremesa, agradáveis e capazes também de acompanhar tira gostos como queijos e patês e pratos à base de foie gras.
O Brasil produz excelentes espumantes à base de uvas moscatéis. Esses espumantes, diferentemente dos champanhas ou espumantes tradicionais, são elaborados a partir do mosto de uvas moscatéis, passando por uma única fermentação. Os espumantes normais são feitos a partir de um vinho tranqüilo pronto, que recebe a adição de fermentos e açúcar, passando por uma segunda fermentação, na garrafa ou em grandes tanques de inox.
Os espumantes de uvas moscatéis têm baixo teor alcoólico, são doces e extremamente aromáticos, apresentando, no nariz, agradáveis aromas de frutas brancas como pêra e jambo, e flagrantes toques florais. Esses espumantes vão bem com sobremesas leves, à base de frutas e creme, por exemplo, e com tortas não muito pesadas. Também podem ser servidos como aperitivo, acompanhando canapés e petiscos leves.
Os vinhos produzidos a partir de uvas colhidas tardiamente (late harvest) – uvas supermaduras, com elevados teores de açúcar e acidez – são licorosos e agradáveis. Os italianos os chamam de passitos. O Brasil e os países do Cone Sul produzem excelentes vinhos late haverst, à base de uvas moscatéis, riesling e gewürztraminer, entre outras. Vinhos que vão bem com queijos mais fortes e sobremesas cítricas como um clássico crepe Suzette, um bom manjar com creme de damascos e outras delícias.
Os Sauternes, mais caros e prestigiados, são produzidos a partir de uvas sauvignon blanc, sémillion e muscadelle atacadas pela podridão nobre, a chamada Botrytis cinerea. Esse fungo, quando ataca, faz com que as uvas percam água e concentrem açúcar e acidez. O resultado é um vinho rico em aromas cítricos e frutados, que costuma apresentar na boca uma acidez viva, capaz de contrapor e equilibrar a doçura natural da bebida. Sobremesas clássicas com frutas e coulis e o fantástico foie gras vão muito bem com esses vinhos. O mais famoso Sauternes é o Château d’Yquem, um vinho caro e lendário. Mas há outros produzidos com uvas atacadas pela botrytis cinerea em regiões como Mombazillac e Cadillac, também na França.
Para as mães que gostam de vinhos mais fortes, os do Porto se apresentam como excelentes opções. Doces, mas potentes em álcool, aromas e sabores, o vinho do Porto é excelente para acompanhar queijos fortes, como o gorgonzola e roquefort, e sobremesas à base de chocolate ou chocolate puro. Um vinho antigo e apreciado no mundo todo, jóia da região do Douro, no Norte do Portugal.
Mas nem todas as mães gostam de vinhos doces ou só desse tipo de vinho. Muitas não rejeitam uma bela taça de champanha ou de um bom espumante, nacional ou importado. O champanha é companheiro de todas as horas, vinho produzido na região que leva o mesmo nome, com uvas chardonnay, pinot noir e pinot meunier. Comemorar o Dia das Mães com champanha é, sem dúvida, comemorar em grande estilo.
Para aquelas que gostam de brancos secos, há uma infinidade de marcas e estilos, desde os mais secos e frescos, como os sauvignons blanc, passando pelos aromáticos de gewürtraminer ou torrontés, até chegar nos brancos encorpados e robustos, como os fantásticos chablis e chardonnays do Novo Mundo.
Na moda e conquistando cada vez mais apreciadores, os vinhos rosés também são fáceis de agradar e a cor costuma conquistar as mulheres à primeira vista. Os rosés da Provence são famosos, leves e muito refrescantes. O Brasil também produz excelentes rosés, que podem acompanhar bem pratos de pescados e frutos do mar e, para quem pensa em comemorar a data em grande estilo, uma saborosa paella.
Os tintos secos são infinitos e se dividem em vários estilos. Normalmente, os tintos do Novo Mundo costumam ser mais fáceis de agradar, graças aos aromas compotados e toques de especiarias como a baunilha. Mas há mães iniciadas, que não dispensam um bom e tradicional bordeaux, um elegante borgonha e outros vinhos robustos e complexos, produzidos no Velho Mundo
Essa coluna deseja um Feliz Dia das Mães a todas as mães catarinenses!

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COMUNICAÇÃO

TV pública com verba da União

Brasília

A rede nacional de TV pública que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu criar deverá ser bancada por verbas do Orçamento da União, um fundo de financiamento, venda de serviços e patrocínios de empresas. "Não adianta ter o melhor modelo de gestão se não tivermos um modelo de financiamento que vá além dos recursos orçamentários", disse o ministro da Comunicação de Governo, Franklin Martins. O fundo poderia receber dinheiro da cultura e de loterias. Não há, ainda cálculos seguros de quanto custará a rede, mas deverá chegar perto dos R$ 300 milhões.
"Se a TV pública contar somente com recursos orçamentários, isso pode deixá-la vulnerável a um governo que não goste de TV pública e que, pelo corte de verbas, pode tentar sufocá-la", disse Franklin na abertura do 1o Fórum Nacional de TVs Públicas, que está ocorre em Brasília. O ministro revelou que haverá a fusão entre a Radiobrás e as TVEs do Rio de Janeiro e do Maranhão.

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TOQUE NA ARTE
Visitante apalpa a instalação que faz parte da mostra "Tres Toucher & Touche-atout", no museu da Fundação Claude Verdan de Lausanne, na Suíça. A exposição interativa voltada para o público infantil apresenta 50 instalações que oferecem experiências táteis. O museu suíço celebra este ano o décimo aniversário.

MODA
Editora se suicida com inseticida
Isabella Blow, editora de moda britânica, famosa pelos extravagantes chapéus que usava, morreu esta semana depois de ingerir voluntariamente o inseticida Paraquat, segundo revelou a autópsia. Blow, de 48 anos, perdeu os sentidos segunda-feira, em casa, após dizer a um grupo de convidados que ia fazer compras. Ela morreu pouco depois, no hospital. O avô dela também se matou com Paraquat.

INDIE ROCK
Arctic Monkeys entre os mais vendidos

O novo disco do Arctic Monkeys, “Favourite Worst Nightmare”, teve uma boa estréia nos Estados Unidos. O segundo álbum do grupo não apenas animou o mercado fonográfico do Reino Unido como entrou na lista dos dez mais vendidos nos EUA. Alavancado pelo single “Brianstorm”, “Favourite Worst Nightmare” estreou na sétima posição. A banda do Norte da Inglaterra conheceu o sucesso pela internet.

POP
Ivete Sangalo é a que mais vende

Ivete Sangalo continua sendo a líder em vendas de discos no Brasil. O “Ivete no Maracanã – Multishow ao Vivo”, lançado em março, permanece no topo da lista nacional. O disco ao vivo foi gravado no estádio do Maracanã, no Rio. Há canções inéditas e sucessos da cantora, que recebeu convidados como Samuel Rosa, Alejandro Sanz e MC Buchecha. Ivete completa 35 anos em 27 de maio. O segundo lugar da lista nacional dos mais vendidos ficou com “The Best Damn Thing”, de Avril Lavigne.

GENTE
Paris Hilton menos tempo na prisão

A condenação de Paris Hilton a 45 dias de prisão poderá ser reduzida por falta de camas no centro penitenciário, antecipou ontem à imprensa um porta-voz do escritório da polícia local. Hilton, de 26 anos, foi condenada sexta-feira passada a 45 dias de prisão no centro penitenciário para mulheres de Lynwood, na Califórnia. A condenação foi provocada por ela ter violado várias vezes a liberdade condicional ao dirigir com a carteira de motorista suspensa.

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