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Joinville Sexta-feira, 4 de abril de 2008 Santa Catarina - Brasil

Geral - A Notícia Raquel Schiavini
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Cultura

Willy Zumblick, 94 anos, estava internado haviaseis meses
Foto: Banco de Dados

Estado fica sem
Willy Zumblick

Um dos principais pintores de SC morreu ontem, aos 94 anos, por problemas pulmonares

TUBARÃO

Santa Catarina perdeu ontem um dos seus maiores artistas plásticos. Willy Zumblick morreu no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, no Sul do Estado, onde estava internado havia mais de sete meses com graves problemas respiratórios. O artista foi apontado em votação popular em 2000 como um dos catarinenses mais ilustres do século 20. Ele deixa cinco filhos, 13 netos e mais de cinco mil pinturas espalhadas pelo Brasil e pelo mundo.
Willy foi internado em setembro de 2006 com infecção pulmonar e não retornou mais para casa. Durante meses, conseguia apenas ficar sentado na cama ou em uma cadeira, mas sem conversar com familiares. O quadro clínico, nunca apresentou melhoras significativas.
De acordo com Túlio Zumblick, um dos cinco filhos do artista, o estado de saúde do pai piorou nos últimos dez dias. "Desde então, a saúde dele ficou ainda mais complicada, mas não chegou a ser levado para a unidade de terapia intensiva (UTI), ficou apenas no quarto. Estava vomitando sangue e isso piorou a situação dos pulmões", explicou.
Por volta das 21 horas de ontem, os médicos do Hospital Nossa Senhora da Conceição confirmaram a morte do artista plástico. O local escolhido para o velório foi o museu que leva seu nome, no centro de Tubarão, onde estão dezenas de suas obras.
O sepultamento ocorre hoje à tarde, no Horto dos Ipês. A missa de despedida será na Igreja São José, no bairro Oficinas, onde também estão expostas várias de suas telas.
Quando ainda estava em casa, Willy Zumblick mantinha hábitos simples. Em razão da idade avançada, parou de pintar havia mais de seis anos. Mas enquanto teve saúde razoável, nunca deixou de ir diariamente à relojoaria da família, no centro de Tubarão. Era ali, sentado ao lado de um balcão interno, que o pintor observou as últimas cenas da cidade onde viveu por toda a vida.

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Santa Ceia
Foto: reprodução

Ele queria ser caminhoneiro

Willy Zumblick não pensava em ser artista, queria mesmo era ser caminhoneiro. Segundo ele mesmo dizia, tinha no sangue um micróbio chamado imigrante. Mas não teve muito sucesso nas estradas e passou a se dedicar mesmo à pintura, arte que aprendeu aos dez anos. Em uma ou outra profissão, o sucesso dele seria traçado por suas mãos.
Quando adolescente, com cerca de 15 anos, Willy passou a ajudar o pai, Roberto Zumblick, na relojoaria (que existe até hoje) da família. Como não tinham empregados, a família ensinou o jovem a consertar os relógios.
Dois anos depois, o talentoso Willy descobriu o cinema em Tubarão e, de uma forma peculiar, contribuiu muito para o entretenimento. Naquela época, os filmes não tinham cartazes e coube a ele desenhar os pôsteres que atraíam centenas de pessoas aos filmes em exibição.
Willy Zumblick era um apaixonado por Tubarão. Talvez por este motivo o artista nunca teve pretensão de ser reconhecido em nível nacional. Em 1974, quando uma enchente destruiu a cidade, Zumblick pronunciou uma frase de efeito. "Ele me disse que não sairia da cidade e que iria ajudar a reconstruir tudo e ajudar as pessoas", lembra o jornalista e professor da Unisul Laudelino José Sarda.

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Vida e obra

  • Willy Alfredo Zumblick nasceu em 26 de setembro de 1913, em Tubarão, no Sul do Estado. Recebeu formação educacional no Colégio São José, onde logo se destacou como melhor aluno em desenho e em pintura.
  • Willy era autoditada. Sem mestres ou qualquer instrutor, deixa fluir seu impulso criador e talento natural, registrando em telas particularidades da natureza, tipos característicos, paisagens, cenas do cotidiano e tudo aquilo em que pousava sua fértil imaginação.
  • A única contribuição que recebeu foi a do pintor alemão Frederico Guilherme Lobe, da Escola Alemã de Belas-artes, de Porto Alegre (RS). Contratado pelo Padre Geraldo H. Spettmann, para pintar figuras e passagens bíblicas na Igreja Nossa Senhora da Piedade, que viria a ser demolida em março de 1971, Frederico Guilherme Lobe passou quatro anos em Tubarão, tendo Willy como auxiliar. Dele, o pintor tubaronense recebeu conselhos e lições.
  • Em 1937, Willy casou-se com Célia Sá, de tradicional família da cidade, de quem sempre recebeu importante incentivo para que se dedicasse ainda mais à pintura. O casal teve seis filhos: Carlos, Roberto, Túlio, Maria Elisa, Raimundo e Marcus Geraldo.
  • Em 1939, fez sua primeira exposição individual, em Tubarão.
    O êxito alcançado impôs a Willy um vôo mais alto: levou sua
    exposição para o Cine Rex, em Florianópolis. A receptividade ao seu trabalho o entusiasmou a realizar outras exposições por diversas cidades catarinenses.
  • Em 1944, deu um salto maior: expôs em Porto Alegre. O sucesso impulsionou Willy a uma marcante ousadia: alugar, em junho de 1946, um salão no edifício-sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, onde, com 60 telas, realizou sua mais importante exposição, posto que o colocou definitivamente, escrevendo seu nome no rol dos mais festejados artistas plásticos do País.
  • Nunca parou de pintar e sempre colecionou títulos, comendas, elogios e, principalmente, amigos.
  • O cinqüentenário de sua vida artística foi comemorado em 1979. Não bastasse tão invejável currículo, ainda temperou sua obra com notáveis esculturas, com majestosos painéis e muros, além de expressivas carrancas.
  • Dias antes de completar 87 anos, em 26 de setembro de 2000, realizou o sonho que o embalava nos últimos anos, inaugurando o Museu Willy Zumblick, instalado no Centro Municipal de Cultura, no Centro de Tubarão.
  • A produção artística de Zumblick ultrapassa 5 mil obras, parte dela exposta no museu que levará seu nome à posteridade.
  • Fonte: Prefeitura de Tubarão

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    CLIMA NO ESTADO

    Temperaturas caem.
    Pode até gear na Serra

    A massa de ar frio e seco que atua sobre Santa Catarina começa a ganhar força

    Quem estiver na Serra catarinense neste fim de semana vai precisar de roupas pesadas. Uma massa de ar frio e seco que começou a atuar no Estado na quarta-feira ganha força, levando as temperaturas a índices que, combinados com o tempo aberto, podem resultar na ocorrência de geada nos pontos mais altos.
    Glauco Freitas, da Central RBS de Meteorologia, explica que a massa de ar polar, que entrou pelo Oeste, não chega a ser forte, mas por ser muito seca fará as temperaturas caírem, principalmente ao amanhecer de sábado. Apesar de pequena, existe a possibilidade de geada, ainda que fraca e isolada. O fenômeno já era esperado para a madrugada de hoje.
    Pela manhã, os termômetros estarão em queda entre a Serra e o Oeste, podendo chegar a 8ºC, hoje, e a 6ºC amanhã, na região de São Joaquim. À tarde, o sol estará garantido, e as temperaturas subirão devido à ausência de nuvens, condição que faz a Terra aquecer, atingindo a casa dos 26ºC no Litoral.
    O vento sul não permitirá elevações significativas. À noite, novas quedas, com a ausência de nuvens que, desta vez, fará a Terra esfriar ao perder radiação para a atmosfera. Estas condições permanecem até o domingo, quando as temperaturas voltam a subir, com as mínimas girando em torno dos 9ºC na Serra e as máximas ficando na casa dos 26º no Litoral.

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    Continua
    Os funcionários dos Correios de Santa Catarina decidiram manter a greve iniciada na quarta-feira. A decisão foi tomada ontem em assembléia na Capital. Com a paralisação, ficam prejudicados os serviços de Sedex 10, Sedex Hoje e o Disque-coleta.

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    Estiagem

    Rios do Oeste sofrem com a falta de chuvas

    O volume de chuva no Oeste, que chegou a apenas 47% do total no primeiro semestre, segundo levantamento da Epagri de Chapecó, está afetando seriamente os rios da região. Em Chapecó, o lajeado São José está com 20% da vazão, obrigando a Casan a restringir o fornecimento.
    O maior rio da região, o Uruguai, na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, também mostra os efeitos da estiagem. No seu leito, em locais onde normalmente há água, é possível caminhar.
    No distrito de Goio-Ên, em Chapecó, a praia formada pela redução do nível do rio chega a 30 metros de largura em alguns pontos, o dobro do normal. O pescador Ivair Leal conta que, em períodos secos, as hidrelétricas liberam menos água, o que diminui o leito do rio. Sua atividade também fica prejudicada, pois os peixes não conseguem nadar em direção à nascente. Nos pilares da ponte que liga Chapecó a Nonoai é possível ver as bases.
    O prolongamento da estiagem está levando outras cidades a decretar situação de emergência. O prefeito de São Miguel do Oeste, João Valar, assinou o decreto no final da tarde de quarta-feira. O município registra perdas na produção agrícola e leiteira, além de dificuldade no abastecimento de água. Com o decreto, a cidade pretende tomar medidas emergenciais para amenizar a situação. Já são 23 municípios em situação de emergência, sendo 18 que já integram a lista da Defesa Civil estadual. Quatro estão com racionamento: Seara, São Miguel do Oeste, Maravilha e Chapecó.

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    Cultura

    Morre Willy Zumblick

    Santa Catarina perde um dos seus principais pintores

    MARCELO BECKER
    TUBARÃO

    Morreu ontem Willy Zumblick, um dos principais pintores do Estado. O artista tinha 94 anos e sofria de problemas pulmonares. Ele estava internado havia cerca de quatro meses no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, sua cidade natal. Seu estado de saúde se agravou nos últimos dez dias.
    Zumblick foi velado durante a madrugada de hoje no museu que leva o seu nome e onde está exposta a maior parte do seu trabalho, no Centro de Tubarão. O enterro será hoje à tarde, no Cemitério Horto dos Ipês. A missa de despedida vai ocorrer na Igreja São José, no bairro Oficinas.
    A produção de Zumblick ultrapassa os 5 mil quadros. Por conta de sua idade avançada, não pintava havia seis anos. O artista foi apontado em votação popular em 2000 como um dos 20 catarinenses mais ilustres do século 20.

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    Pedágio

    OHL diz que ainda há muito o que discutir

    Palhoça - O prefeito Rogério Heiderscheidt insiste: haverá isenção de pedágio na BR-101 para veículos de Palhoça. Mas a OHL, empresa que vai administrar o pedágio, avisa que ainda há muito chão pela frente. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vai na mesma linha. É cedo para dizer se e como haverá isenção. Representantes das três entidades se reuniram ontem em Brasília para discutir o assunto.
    Há chance de a isenção ocorrer se a Prefeitura pagar a conta. O dinheiro seria reduzido do ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza), que a Prefeitura receberá anualmente da própria OHL. A Notícia apurou que seria cerca de R$ 1,3 milhão.
    O registro de veículos do município, que começa no dia dez, vai ajudar a medir qual seria o valor a ser descontado do ISS. Para se cadastrar, é preciso estar com IPTU e IPVA em dia. Esse levantamento será entregue à OHL, que estudará se aceita ou não a proposta.
    O prefeito chegou a anunciar a isenção parcial para os bairros Aririú da Formiga, Guarda do Cubatão e Pachecos. Uma estrada lateral seria construída exclusivamente para os carrosde Palhoça.

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    Continua
    Os funcionários dos Correios de Santa Catarina decidiram manter a greve iniciada na quarta-feira. A decisão foi tomada ontem em assembléia na Capital. Com a paralisação, ficam prejudicados os serviços de Sedex 10, Sedex Hoje e o Disque-coleta.



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