Recall da Gulliver
Inmetro vai barrar a venda de brinquedos
Florianópolis
A Gulliver fará, a partir de amanhã, a troca
de brinquedos de montar Magtastik ou Magnetix Jr. por outros
produtos Gulliver de igual valor monetário. Em Santa Catarina,
a troca pode ser feita em Florianópolis, nas lojas Ri
Happy do Floripa Shopping e Shopping Iguatemi. Consumidores que
moram em outras cidades deverão entrar em contato diretamente
com o Serviço de Atendimento ao Cliente Gulliver, por
meio de um telefone gratuito (0800 770 2650).
Se optar por não trocar os brinquedos, o consumidor poderá
solicitar a devolução do dinheiro pelo Serviço
de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa. Neste caso, o
consumidor deverá enviar os brinquedos-alvo do recall
à Gulliver, que custeará o recebimento deles. Não
é necessária a apresentação de nenhum
comprovante nem embalagem para realização da troca
ou do ressarcimento.
Ontem, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização
e Qualidade Industrial (Inmetro) informou que, agindo de forma
preventiva, decidiu realizar uma operação
especial para impedir a venda de brinquedos Gulliver que
são alvo de recall (substituição por outros
produtos algum tipo de problema).
Segundo a Gulliver, o recolhimento está sendo realizado
pela possibilidade de que partes ou peças dos brinquedos
possam ser engolidas ou aspiradas pelas crianças. A empresa
diz que não foi notificada até o momento no Brasil
sobre qualquer incidente com consumidores envolvendo esses brinquedos.
De acordo com a empresa, mais informações podem
ser obtidas pelo site www.gulliver.com.br.
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Aperto no crédito
Mantega volta atrás e nada
muda
Ministro da Fazenda nega
que vá limitar prestações
Depois de sinalizar que iria impor limitações
ao crédito para aquisição de bens duráveis,
como automóveis, o ministro da Fazenda, Guido Mantega,
recuou e negou que medidas nessa direção estejam
em gestação no governo. A afirmação
foi feita logo depois de o ministro ter participado da reunião
de coordenação política com o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, em que a trajetória
da economia brasileira e os riscos de superaquecimento estiveram
em pauta.
Diante do risco de desagradar a milhões de pessoas que
foram estimuladas pelo próprio governo a se endividar
e demandar bens como carros e geladeiras, Mantega puxou o freio
e garantiu que a oferta de financiamentos de longo prazo vai
continuar e não há motivo para preocupação.
Não mencionei limitar prazos de financiamento. Só
falei que 80 ou 90 prestações talvez fossem um
número excessivo. Mas nunca disse que 36 meses seria o
adequado, afirmou.
O comportamento do consumidor não deve mudar. Nós
não vamos tomar nenhuma medida, não vamos limitar
número de prestações. Apenas vamos saber
se os bancos estão agindo de forma responsável
na emissão, na liberação do crédito.
Então não deve haver nenhuma preocupação,
nenhuma atitude, disse Mantega.
Ele, mais uma vez passa pela desagradável situação
de ter de se desmentir. No início de sua gestão,
em 2006, lançou os pacotes cambial e de crédito,
que saíram bem menores do que o ministro originalmente
indicara e tiveram impacto pífio nos dois mercados.
No final do ano passado, logo após a queda da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF), Mantega disse que poderia recriar o tributo. A oposição
reagiu e ele tomou um puxão de orelhas do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva. Ele vai ter de me convencer
disso. Ele falou para vocês (jornalistas) e agora vai ter
que colocar na minha mesa e eu vou decidir, disse Lula.
A bronca, somada à desastrada elevação de
impostos no início do ano, gerou especulações
sobre a permanência do ministro no cargo.
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Para seu filho ler |
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O que é
inflação?
Sempre que o preço de um produto aumenta, há
inflação. Há 14 anos, os preços aumentavam
muito. O dinheiro na carteira valia menos da noite para o dia.
Muitos planos para segurar os preços foram tentados, até
1994, quando surgiu o Plano Real. Hoje, quando você vai
ao supermercado, provavelmente encontrará produtos custando
quase o mesmo do que custavam no mês passado. |
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Restrição prejudicaria
comércio
Uma eventual restrição ao número de prestações
cairia feito uma bomba sobre o comércio. O crescimento
no prazo médio de parcelamento - que no ano passado saltou
de 12,5 meses para 14,8 meses para as pessoas físicas,
segundo o Banco Central - foi um dos motores da expansão
de 15,1% nas vendas catarinenses nos 12 meses encerrados em janeiro,
comparativamente a igual período anterior.
Qualquer medida para reduzir a circulação
de dinheiro no comércio vai significar um freio na economia
do país. Sem o crédito, o PIB robusto do
ano passado não teria sido o mesmo, diz o presidente
interino da Federação das Câmaras de Dirigentes
Lojistas de Santa Catarina (FCDL-SC).
Um dos segmentos que mais sentiria as medidas seria o de venda
de carros. Cerca de 70% das vendas financiadas de veículos
novos e usados são para pagamento em prazos acima de 36
meses. Se o governo decidisse limitar as prestações,
causaria forte retração nos negócios,
informa a Associação Nacional das Empresas Financeiras
das Montadoras (Anef).
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Greve na receita
Nos portos de SC tudo calmo, por
enquanto
Fiscais do Ministério
da Agricultura também podem cruzar os braços
Uma semana depois do início da greve dos auditores
da Receita Federal pouca coisa mudou nos portos de Itajaí
e São Francisco do Sul, os dois maiores do Estado. Mesmo
com 30% dos fiscais trabalhando, os navios continuam sendo embarcados
e desembarcados com quase nenhum atraso.
Mas há tensão no ar. Se a situação
não for resolvida logo, com certeza haverá congestionamento
no porto, diz o diretor de operações do terminal
de São Francisco, Gilberto Freitas. A Federação
das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) também
está atenta. Ontem, a entidade emitiu nota oficial dizendo
que embora nenhuma empresa tenha acionado a entidade empresarial
em função de problemas decorrentes da greve, é
certo que eles virão, caso a paralisação
se prolongue.
No início do ano, a federação entregou para
políticos, em Brasília, um documento pedindo atenção
especial aos prejuízos causados à economia local
pelas paralisações de servidores públicos
ligados ao comércio exterior.
A Unafisco tenta negociar com o governo federal um reajuste de
42% nos salários, a fim de equipará-los à
remuneração dos delegados da Polícia Federal
- R$ 18 mil - enquanto o governo propõe o índice
de 17%. A próxima assembléia nacional dos servidores
acontece amanhã. Os auditores fiscais têm como principais
atribuições a fiscalização de mercadorias
para exportação e importação; a fiscalização
nas empresas no combate à sonegação e à
lavagem de dinheiro e as análises de processos na malha
fina da Receita Federal.
Na quarta-feira, os auditores podem ganhar companhia. É
quando a Associação Nacional dos Fiscais Federais
Agropecuários (Anffa) se reúnem para avaliar se
cruzam os braços. Eles estão insatisfeitos com
as negociações salariais com o governo federal.
A última vez que pararam foi em meados do ano passado.
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Taxi do futuro
Uma das principais novidades da Ford no Salão Internacional
de Nova York, que vai até o dia 30, vai ser a van-conceito
Transit Connect Taxi. O teto alto e as portas corrediças
facilitam o acesso aos passageiros, que podem apreciar a paisagem
pelo teto panorâmico. Os passageiros têm à
disposição um sistema eletrônico de informação,
entretenimento e navegação que mostra o valor da
corrida, notícias e informações sobre o
tempo, esportes e o mercado financeiro.
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Sem riscos
A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério
da Fazenda recomendou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica
(Cade) que aprove sem restrições a compra da companhia
aérea Varig pela concorrente Gol.
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Comércio
Vendas de Páscoa crescem
10,5%
O movimento no varejo no País foi intenso na semana
da Páscoa (de 17 a 23 de março), com alta de 10,5%
nas vendas, em relação ao período equivalente
em 2007 (2 a 8 de abril), segundo a Serasa. Técnicos da
empresa avaliam que os prazos mais longos para pagamento e as
promoções contribuíram para o aumento das
vendas. Importações mais baratas, devido ao real
valorizado, beneficiaram os consumidores na compras de alimentos
típicos da data, como o bacalhau. |