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Joinville Terça-feira, 25 de março de 2008 Santa Catarina - Brasil

Economia - A Notícia Vandré Kramer
(47) 3431-9115
vandre.kramer@an.com.br

Recall da Gulliver

Inmetro vai barrar a venda de brinquedos

Florianópolis

A Gulliver fará, a partir de amanhã, a troca de brinquedos de montar Magtastik ou Magnetix Jr. por outros produtos Gulliver de igual valor monetário. Em Santa Catarina, a troca pode ser feita em Florianópolis, nas lojas Ri Happy do Floripa Shopping e Shopping Iguatemi. Consumidores que moram em outras cidades deverão entrar em contato diretamente com o Serviço de Atendimento ao Cliente Gulliver, por meio de um telefone gratuito (0800 770 2650).
Se optar por não trocar os brinquedos, o consumidor poderá solicitar a devolução do dinheiro pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa. Neste caso, o consumidor deverá enviar os brinquedos-alvo do recall à Gulliver, que custeará o recebimento deles. Não é necessária a apresentação de nenhum comprovante nem embalagem para realização da troca ou do ressarcimento.
Ontem, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) informou que, agindo de “forma preventiva”, decidiu realizar uma “operação especial” para impedir a venda de brinquedos Gulliver que são alvo de recall (substituição por outros produtos algum tipo de problema).
Segundo a Gulliver, o recolhimento está sendo realizado pela possibilidade de que partes ou peças dos brinquedos possam ser engolidas ou aspiradas pelas crianças. A empresa diz que não foi notificada até o momento no Brasil sobre qualquer incidente com consumidores envolvendo esses brinquedos. De acordo com a empresa, mais informações podem ser obtidas pelo site www.gulliver.com.br.

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Aperto no crédito

Mantega volta atrás e nada muda

Ministro da Fazenda nega que vá limitar prestações

Depois de sinalizar que iria impor limitações ao crédito para aquisição de bens duráveis, como automóveis, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, recuou e negou que medidas nessa direção estejam em gestação no governo. A afirmação foi feita logo depois de o ministro ter participado da reunião de coordenação política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que a trajetória da economia brasileira e os riscos de superaquecimento estiveram em pauta.
Diante do risco de desagradar a milhões de pessoas que foram estimuladas pelo próprio governo a se endividar e demandar bens como carros e geladeiras, Mantega puxou o freio e garantiu que a oferta de financiamentos de longo prazo vai continuar e não há motivo para preocupação. “Não mencionei limitar prazos de financiamento. Só falei que 80 ou 90 prestações talvez fossem um número excessivo. Mas nunca disse que 36 meses seria o adequado”, afirmou.
“O comportamento do consumidor não deve mudar. Nós não vamos tomar nenhuma medida, não vamos limitar número de prestações. Apenas vamos saber se os bancos estão agindo de forma responsável na emissão, na liberação do crédito. Então não deve haver nenhuma preocupação, nenhuma atitude”, disse Mantega.
Ele, mais uma vez passa pela desagradável situação de ter de se desmentir. No início de sua gestão, em 2006, lançou os pacotes cambial e de crédito, que saíram bem menores do que o ministro originalmente indicara e tiveram impacto pífio nos dois mercados.
No final do ano passado, logo após a queda da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), Mantega disse que poderia recriar o tributo. A oposição reagiu e ele tomou um puxão de orelhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Ele vai ter de me convencer disso. Ele falou para vocês (jornalistas) e agora vai ter que colocar na minha mesa e eu vou decidir”, disse Lula. A bronca, somada à desastrada elevação de impostos no início do ano, gerou especulações sobre a permanência do ministro no cargo.

 Para seu filho ler

 O que é inflação?

Sempre que o preço de um produto aumenta, há inflação. Há 14 anos, os preços aumentavam muito. O dinheiro na carteira valia menos da noite para o dia. Muitos planos para segurar os preços foram tentados, até 1994, quando surgiu o Plano Real. Hoje, quando você vai ao supermercado, provavelmente encontrará produtos custando quase o mesmo do que custavam no mês passado.

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Restrição prejudicaria comércio

Uma eventual restrição ao número de prestações cairia feito uma bomba sobre o comércio. O crescimento no prazo médio de parcelamento - que no ano passado saltou de 12,5 meses para 14,8 meses para as pessoas físicas, segundo o Banco Central - foi um dos motores da expansão de 15,1% nas vendas catarinenses nos 12 meses encerrados em janeiro, comparativamente a igual período anterior.
“Qualquer medida para reduzir a circulação de dinheiro no comércio vai significar um freio na economia do país. “Sem o crédito, o PIB robusto do ano passado não teria sido o mesmo”, diz o presidente interino da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL-SC).
Um dos segmentos que mais sentiria as medidas seria o de venda de carros. Cerca de 70% das vendas financiadas de veículos novos e usados são para pagamento em prazos acima de 36 meses. Se o governo decidisse limitar as prestações, causaria “forte retração nos negócios”, informa a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef).

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Greve na receita

Nos portos de SC tudo calmo, por enquanto

Fiscais do Ministério da Agricultura também podem cruzar os braços

Uma semana depois do início da greve dos auditores da Receita Federal pouca coisa mudou nos portos de Itajaí e São Francisco do Sul, os dois maiores do Estado. Mesmo com 30% dos fiscais trabalhando, os navios continuam sendo embarcados e desembarcados com quase nenhum atraso.
Mas há tensão no ar. “Se a situação não for resolvida logo, com certeza haverá congestionamento no porto”, diz o diretor de operações do terminal de São Francisco, Gilberto Freitas. A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) também está atenta. Ontem, a entidade emitiu nota oficial dizendo que “embora nenhuma empresa tenha acionado a entidade empresarial em função de problemas decorrentes da greve, é certo que eles virão, caso a paralisação se prolongue”.
No início do ano, a federação entregou para políticos, em Brasília, um documento pedindo atenção especial aos prejuízos causados à economia local pelas paralisações de servidores públicos ligados ao comércio exterior.
A Unafisco tenta negociar com o governo federal um reajuste de 42% nos salários, a fim de equipará-los à remuneração dos delegados da Polícia Federal - R$ 18 mil - enquanto o governo propõe o índice de 17%. A próxima assembléia nacional dos servidores acontece amanhã. Os auditores fiscais têm como principais atribuições a fiscalização de mercadorias para exportação e importação; a fiscalização nas empresas no combate à sonegação e à lavagem de dinheiro e as análises de processos na malha fina da Receita Federal.
Na quarta-feira, os auditores podem ganhar companhia. É quando a Associação Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa) se reúnem para avaliar se cruzam os braços. Eles estão insatisfeitos com as negociações salariais com o governo federal. A última vez que pararam foi em meados do ano passado.

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Taxi do futuro

Uma das principais novidades da Ford no Salão Internacional de Nova York, que vai até o dia 30, vai ser a van-conceito Transit Connect Taxi. O teto alto e as portas corrediças facilitam o acesso aos passageiros, que podem apreciar a paisagem pelo teto panorâmico. Os passageiros têm à disposição um sistema eletrônico de informação, entretenimento e navegação que mostra o valor da corrida, notícias e informações sobre o tempo, esportes e o mercado financeiro.

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Sem riscos

A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda recomendou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que aprove sem restrições a compra da companhia aérea Varig pela concorrente Gol.

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Comércio

Vendas de Páscoa crescem 10,5%

O movimento no varejo no País foi intenso na semana da Páscoa (de 17 a 23 de março), com alta de 10,5% nas vendas, em relação ao período equivalente em 2007 (2 a 8 de abril), segundo a Serasa. Técnicos da empresa avaliam que os prazos mais longos para pagamento e as promoções contribuíram para o aumento das vendas. Importações mais baratas, devido ao real valorizado, beneficiaram os consumidores na compras de alimentos típicos da data, como o bacalhau.



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