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Prefeitura faz esforço para
cortar gastos
Meta é passar
a tesoura nas despesas de custeio em R$ 2,5 milhões mensais
DANIEL CARDOSO
A Prefeitura de Florianópolis vai reduzir as despesas
mensais em R$ 2,5 milhões e espera já sentir os
resultados em junho. Há cerca de 30 dias, o Comitê
Gestor - formado pelas secretarias da Receita, Finanças,
Planejamento e Administração - enviou uma planilha
com sugestão de cortes em todas as pastas. Os alvos principais
são os contratos terceirizados, mas também estão
na mira os gastos com insumos, como papel, cartucho de impressora
e fotocópias. "Todo mundo terá que reduzir
as despesas. Se não for de acordo com as sugestões
da planilha será em algum outro lugar", explicou
o secretário de Administração Constâncio
Maciel. Segundo ele, ninguém se insurgiu até agora
para tentar evitar o corte, mas acredita que cedo ou tarde isso
vai acontecer. "Quem deixar de seguir a planilha vai ter
que pedir autorização e mostrar quais os motivos".
As secretarias de Saúde e Educação podem
escapar do contingenciamento. Ambas são resguardadas pela
Constituição Federal. Para a saúde, a lei
obriga o município a destinar 15% do orçamento.
Para a educação o valor é maior: 25%. Em
2007, Florianópolis aprovou uma verba de 17% (R$ 56 milhões)
para Saúde e a meta é chegar a 29% na Educação,
o que equivale a cerca de R$ 108 milhões. "Temos
um limite orçamentário mínimo, por isso
acho não vamos cortar muito. Mas a redução
já está acontecendo na parte administrativa, consumindo
menos fotocópia, água, papel e outros materiais",
disse a secretária-adjunta Sidneya Gaspar de Oliveira.
Segundo a Prefeitura, o objetivo com a redução
nas despesas é aumentar a capacidade de investimento.
Hoje, a receita corrente do município é pouco mais
de R$ 500 milhões. Desse total, 87,7% é comprometido
com pessoal, encargos e mais gastos de material. "A gente
não pode é cair na história de trocar despesa
por despesa. A decisão é pegar o dinheiro para
investir", disse Constâncio. A racionalização
dos gastos municipais está em debate desde o início
do ano, motivada principalmente pela evolução dos
"restos a pagar" que chegou a R$ 50 milhões
em dezembro passado.
n daniel.cardoso@an.com.br
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MPF aciona irmão de prefeito
Dilmo Berger é
acusado de dano ambiental em construção
O Ministério Público Federal ingressou com uma
ação civil pública contra o empresário
Dilmo Berger, irmão do prefeito Dário Berger (PSDB),
por dano ambiental. O problema foi constatado em uma construção
de uma casa no bairro Co-queiros, de frente ao mar, entre as
praias da Saudade e do Meio. Na preparação do terreno,
chegaram a ocorrer detonações de rochas com explosivos.
Isso teria alterado as características do local e causado
dano à vegetação, segundo laudo do Instituto
Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis
(Ibama).
A procuradora responsável pelo caso, Analúcia Hartmann,
entende que a licença emitida pela Fundação
Municipal do Meio Ambiente (Floram), também ré
na ação, não previa o desmonte de rochas
e a construção do imóvel. Outro questionamento
dela recai sobre a Gerência do Patrimônio da União
em Santa Catarina (GRPU/SC). Segundo a procuradora, a gerência
não poderia ter realizado a inscrição de
ocupação do terreno por ser uma Área de
Preservação Permanente (APP).
ÁREA DEGRADADA
A ação civil pede liminar para a retirada de
cercas que prejudicam o acesso à orla marítima
e também dos equipamentos de construção
que estejam no terreno. Além disso, exige a elaboração
de um Plano de Recuperação de Área Degradada
(Prad). Na semana passada, o juiz federal substituto Eduardo
Didonet Teixeira determinou que os acusados sejam citados. Atualmente,
a obra está embargada pela Justiça Federal, a pedido
do Ibama.
Além de Dilmo, o MPF ajuizou contra a mulher, Cristine
Berger, e mais o município de Florianópolis e a
Advocacia Geral da União. A ação foi motivada
em 2005 por rivais políticos da família Berger.
Os petistas Ideli Salvatti (senadora) e Mauro Passos (ex-deputado
estadual) denunciaram a existência de crime ambiental para
ser erguida uma residência de 1,5 mil metros quadrados.
A assessoria de Dilmo informou que o empresário não
vai se manifestar sobre o assunto.
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Seminário marca 30 anos
do Ipuf
O Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis
(Ipuf) comemora seus 30 anos de criação discutindo
o futuro da Capital. No "Seminário de 30 Anos do
Ipuf: Trajetória e Perspectiva", serão abordados
temas como planejamento urbano, saneamento básico, proteção
ambiental, mobilidade, acessibilidade e conservação
de bens culturais. Segundo o diretor-presidente do órgão,
Ildo Rosa, todos os temas foram escolhidos e serão debatidos
a partir do Plano Diretor Participativo, que se encontra em fase
de elaboração. O seminário, que começou
terça-feira e termina hoje no auditório Deputada
Antonieta de Barros da Assembléia Legislativa.
Ildo Rosa explica que a idéia é discutir assuntos
de relevância para a cidade, juntamente com outros órgãos
municipais e universidades. Na abertura do evento, foram temas
de debate o ambiente natural, em conjunto com a Fundação
Municipal do Meio Ambiente (Floram), e saneamento básico
com a Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap) e Secretaria
Municipal de Habitação e Saneamento. Estão
sendo debatidos, por exemplo, temas como capacidade de tráfego
e mobilidade urbana e acessibilidade. O seminário encerra
nesta quinta-feira, quando serão abordados temas como
habitação e interesse social, com a participação
da Secretaria de Habitação e Saneamento Ambiental;
arte pública e conservação de bens culturais
e patrimônio histórico, junto com o Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
(Iphan).
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