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Joinville Quinta-feira, 31 de janeiro de 2008 Santa Catarina - Brasil
AN Capital - A Notícia Edson Rosa
(48) 3261.9501
edson.rosa@an.com.br

Cidades

Febre amarela terá vacinação restrita

Apenas quem comprovar viagem às regiões de risco poderá ser imunizado em Florianópolis

Só será vacinado contra a febre amarela nos postos médicos da Capital quem assinar termo de compromisso garantindo que viajará a áreas consideradas de risco para a doença no País. Em vigor desde ontem, a medida pretende evitar a aplicação de doses desnecessárias, afirma o secretário de Saúde de Florianópolis, João José Cândido da Silva. Os documentos têm validade legal e serão fiscalizados pelo Ministério Público de Santa Catarina e pela Secretaria Municipal de Saúde.

Reforço
Das doses recebidas ontem, 500 ficaram na Políclínica, 250 na Trindade e 250 em Canasvieiras
A constatação de informações mentirosas configura crime de falsidade ideológica, previsto pelo Código Penal Brasileiro, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria. Somente em janeiro deste ano, explica Cândido da Silva, foram aplicadas na cidade 12 mil doses da vacina contra a febre amarela, 500 desde a última segunda-feira. O número é o triplo do registrado durante todo o ano de 2007, quando foram aplicadas cerca de 4 mil doses. O secretário atribui a corrida pela vacina ao pânico causado pela má interpretação das informações sobre registros de novos casos no Brasil, e critica os gestores públicos que “não informaram corretamente a população sobre a real situação da doença no País.”
As doses também só serão distribuídas pelos postos de saúde de Canasvieiras, da Trindade e pela Policlínica da avenida Rio Branco. A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Florianópolis, Ana Cristina Vidor, salienta que atualmente há 42 pessoas internadas no País devido à alta dosagem da vacina. O número supera o de casos da própria doença. “O excesso da vacina pode acarretar febre, mal estar e diarréia, além reações alérgicas simples e graves, que podem levar à internação, explica a médica.
Ana Cristina Vidor também destaca que não há epidemia no Brasil, mas registros de casos de febre amarela silvestre em pessoas não vacinadas que entraram em contato com a mata nas regiões de circulação do vírus. Em 2007, foram verificados seis casos da doença, envolvendo os estados do Amazonas, Pará, Roraima e Goiás. Desde dezembro do ano passado, foram confirmados mais dois casos, e outros estão em investigação. Nas matas, a febre amarela ocorre em macacos e os principais transmissores são os mosquitos do gênero Haemagogus. O último caso de febre amarela urbana registrado no Brasil foi em 1942, no Acre.
As áreas de risco para a enfermidade compreendem a mata das regiões Norte e Centro-oeste e Nordeste. Além destas, há as zonas de transição, onde é feito um cinturão de proteção com a vacina. Estas abrangem quase todo o Estado de Minas Gerais, Oeste do Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio grande do Sul.

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Descuido no cemitério São Francisco de Assis causa ameaça de dengue

Vasos e buracos estão cheios de água no cemitério São Francisco de Assis, no Itacorubi, facilitando o surgimento de focos do mosquito aedes aegypti, o transmissor da dengue. A denuncia foi feita pela dona de casa Zenilda dos Santos, que no último domingo foi sepultar a mãe dela, e afirma ter encontrado uma situação caótica no local, com mato alto em todo o terreno e sepulturas danificadas. “O local está abandonado mesmo, a administração só se preocupa em arrumar essas coisas próximo ao feriado de finados. No resto do ano, a situação é precária”, critica.
Zenilda diz que voltará ao cemitério no próximo sábado, para visitar o túmulo da mãe, e garante que fará parte da limpeza por conta própria se as condições permanecerem as mesmas. “Vou limpar e jogar todo o lixo recolhido na frente da sede da administração do cemitério”, afirma. O secretário de Urbanismo e Serviços Públicos, Norberto Stroisch Filho, diz que a manutenção das áreas do cemitério que não compreendem os túmulos é feita pelo Município, mas a conservação das sepulturas é de responsabilidade dos proprietários. Sobre a denúncia de Zenilda, Stroisch diz que a limpeza e demais serviços são realizados permanentemente, e que uma equipe verificará as alegações da dona de casa durante as atividades de rotina. Informado sobre o problema, o secretário de saúde, João José Cândido da Silva, garantiu que vai determinar a verificação do problema.

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Destaque

Novas obras na Catedral ainda dependem de parecer

Comissão de restauração já pediu análise técnica, mas aguarda por Ipuf e Iphan

A comissão de restauração da Catedral Metropolitana da Capital aguarda, no momento, autorização do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) para a continuação da segunda etapa das obras. A informação é de Roberto Bentes de Sá, presidente do grupo, acrescentando que os dois órgãos já receberam as informações necessárias sobre o projeto, mas não têm previsão de quando terão os pareceres definitivos.

Etapas
Arquiteta argumenta que divisão da reforma em vários projetos dificulta estudos
Os trabalhos nesta fase abrangem pintura externa, recuperação de todo o prédio, das torres dos sinos, piso, revestimento da escadaria de acesso ao templo, construção de rampas para usuários de cadeiras de rodas, jardins, entre outras obras. Orçada em R$ 3,25 milhões, essa fase da restauração foi financiada pelo governo do Estado, segundo dados da administração da Catedral.
A intenção, destaca Bentes de Sá, é finalizar todas as obras da segunda etapa até maio deste ano, conforme previsto inicialmente no projeto. “Esperamos que a definição destes órgãos responsáveis [Ipuf e Iphan] sobre a reforma saia logo, para que possamos dar continuidade aos trabalhos e cumprir o cronograma elaborado no ano passado”, salienta.
O Ipuf confirma que as obras necessárias ainda passam por análise técnica. A arquiteta Betina Adams, informa que a meta é concluir esta avaliação o mais rápido possível, e acrescenta que a tramitação do projeto referente à restauração da Catedral não tem sido fácil por estar sendo feito em etapas. Conforme a arquiteta do Ipuf, todo o processo seria agilizado se houvesse um projeto global, que abrangesse todas as obras.
A primeira etapa foi concluída em 2007, e incluiu todo o telhado e sistema de esgoto da igreja. Os recursos utilizados para as mudanças, no valor de R$1,8 milhão, foram concedidos pelo Estado (R$1,3 milhão) e Prefeitura de Florianópolis (500 mil). Para a terceira etapa, está prevista a recuperação dos altares, da parte interna e dos sistemas elétrico e de iluminação. A verba necessária à finalização das obras está avaliada em R$ 5,2 milhões e já foi aprovada pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio da Lei Rouanet, conclui Bentes de Sá.

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No Ribeirão da Ilha, reforma é urgente

A Igreja Nossa Senhora da Lapa, do Ribeirão da Ilha, que amanhã completa 203 anos, é o retrato do descaso e da falta de conservação do patrimônio histórico católico em Florianópolis. Tombado pelo Município e Estado, o templo precisa de um novo forro, tem rachaduras no reboco e a pintura está descascando. “Tem que ser feita uma restauração completa”, alerta o coordenador do Conselho Pastoral Comunitário (CPC), Zito Nervo Fraga.
Segundo Fraga, em 2006 foi executada apenas a recuperação do madeiramento do telhado, da estrutura que abriga o sino e das duas torres de sustentação. Em 2007, foi restaurada a parte direita da sacristia, além da reforma do telhado e do forro da igreja. No dia 10 de dezembro do ano passado, afirma o coordenador do CPC, foi firmado termo de compromisso entre a igreja, a Prefeitura e a empresa Confraria das Artes, para recuperação da capela-mor e do lado esquerdo da sacristia. O documento determina que as obras sejam executadas até quatro meses após a assinatura do acordo, prazo que termina em abril. “Até agora nenhum dos serviços previstos foi realizado”, lembra Fraga.
O Conselho Pastoral Comunitário entende que a capela precisa de uma restauração completa, incluindo forro, pintura externa e interna, esquadrias, reboco, semelhas (detalhes na estrutura) e recuperação dos antigos desenhos da igreja. A reforma está avaliada em R$ 700 mil. A comunidade reclama da falta de envolvimento do poder público, municipal e estadual.

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Ipuf faz acordo com empresas privadas

O Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) esclarece que todas as obras já realizadas na igreja ocorreram por termos de compromisso de compensação da preservação histórica. Através deste mecanismo, construtoras responsáveis por empreendimentos imobiliários se comprometeram a executar os serviços, para compensar obras indevidas realizadas na cidade. Foram feitos acordos com o grupo Koerich, empreendimentos Floripa Music Hall e supermercados Imperatriz.
Na Fundação Catarinense de Cultura, não há definição sobre possível repasse de recursos para a restauração da igreja, segundo o gerente de Pesquisa e Tombamento, Halley Silipouski. O órgão ainda não sabe qual o valor a ser destinado pelo governo do Estado ao Fundo de Cultura, nem como será aplicado. Silipouski lembra que a FCC possui grande número de imóveis tombados, e agregou outros 50 no final do ano passado com a criação do Roteiro de Imigração, em conjunto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

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Abertura só ocorreu em 1806, após intervenções

A Igreja Nossa Senhora da Lapa foi construída entre 1763 e 1806, por proprietários de terras e seus escravos. O material usado foi pedra, cal e azeite de baleia, trazidos da praia da Armação do Pântano do Sul, passando por muitas intervenções até ser aberta definitivamente a celebrações. Em 1840, por exemplo, foram solicitados recursos financeiros ao então presidente da Província, “para atender a reparos urgentes no telhado e na sacristia da Igreja, quase em ruínas”.
Durante a visita de D. Pedro I2º, em 1845, o imperador doou à igreja a quantia de 400 mil réis, o que contribuiu na realização de novas obras e reparos à paróquia. Dois anos mais tarde, o que sobrou da doação foi usado na pintura e pequenas reformas. Até o século atual, novas intervenções foram feitas, embora a igreja ainda conserve algumas de suas características originais.
Sua arquitetura é colonial, com inspiração barroca. A igreja tem o altar branco e dourado, desenhos de anjos no teto e possui um acervo de arte sacra dos séculos 18 e 19. Sua fachada principal apresenta frontão triangular. Atrás, erguem-se duas torres, uma cega e outra sineira. Esta possui dois sinos, balaustradas no contorno e pináculos no centro da cobertura. Todas as portas são almofadadas e as janelas apresentam, por fora, guilhotina em vidro de caixilho pequeno.

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Cidades

Cambistas não perdem tempo

Ingressos para passarela ontem já eram vendidos com até 200% de ágio

Em menos de duas horas, foram vendidos na manhã de ontem 5,5 mil ingressos dos setores A,B, C e D das arquibancadas da Passarela Nego Quirido para o desfile oficial do Carnaval de Florianópolis. Os 1.500 restantes, todos para o setor E, foram comercializados até a metade da tarde, quando o número de interessados já não lembrava a fila que se formou no CentroSul há quase duas semanas. Para quem ainda quer curtir a apresentação das escolas de samba - Consulado, Copa Lord, Unidos da Coloninha e Protegidos da Princesa - restam as opções dos camarotes e das frisas que vão ser vendidos até sábado, dia do desfile.

Frisas
Mesas de pista e camarotes podem ser comprados até sábado, dia do desfile oficial
A batalha por um ingresso levou centenas de foliões a acamparem no CentroSul desde o último dia 16. Muitos, apesar de negarem, estavam na fila com a intenção de revenderem os ingressos por um preço bem superior ao pago nas bilheterias, de R$ 10,00 (arquibancada fixa) e R$ 5,00 (móveis). Depois da compra, todos deixaram o centro de convenções, deixando para trás barracas, cadeiras de praia, pedaços de lona e muita sujeira, resultado das duas semanas de acampamento improvisado.
Ontem mesmo, após a abertura das bilheterias, três rapazes foram flagrados agindo como cambistas na entrada do CentroSul. Eles não quiseram revelar as identidades, mas confessaram que os dias de espera na fila têm que ser recompensados com o lucro da venda dos ingressos, que eram oferecidos por até R$ 30,00 , o que representa lucro de 200 %, valor que pode até dobrar no dia do desfile.
Para evitar problemas na fila, a Prefeitura contou com apoio do Grupo de Respostas Táticas (GRT) da Polícia Militar e parte do efetivo da Guarda Municipal. O único incidente ocorreu quando algumas pessoas tentaram furar a fila, ocasionando início de tumulto, logo controlado pelos policiais.
O casal de argentinos Oscar Rodino e Rosalia Busiak chegaram de Buenos Aires na madrugada de ontem e já foram para o CentroSul comprar ingressos. Eles estão em férias e devem ficar 17 dias na cidade, hospedados numa casa em Cachoeira do Bom Jesus. “Este é o segundo ano que passamos o Carnaval em Florianópolis. Aqui tem a melhor festa do mundo, por isso, voltamos neste ano”, diz Rosalia.
A empresária Silvana Leite diz que, apesar de saber que muitas pessoas já aguardavam há semanas na fila, que não teve receio de ficar sem ingresso. Ela esperou cerca de uma hora na fila e comprou cinco ingressos.
Ás 9h30, o gaúcho Baltazar Ribeiro, 28 anos, era um dos últimos na fila para garantir o seu ingresso. Ele viajou a noite toda e diz que, ao desembarcar na rodoviária, se informou sobre a venda dos ingressos e correu para o CentroSul. “Este é o primeiro ano que venho”, explica ansioso.
De acordo com Paula Willig, uma das responsáveis pela organização, a Prefeitura optou em antecipar a venda das 8 horas para às 6h30 da manhã para evitar maior aglomeração de pessoas. Restam ainda alguns camarotes e frisas à venda. Para 26 pessoas, o preço do camarote é de R$ 6 mil; para 24, R$ 5 mil. As frisas são vendidas por R$ 1, 2 mil. O telefone para atendimento ao folião é 3028-8600.

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Prefeitura admite erro na escolha do local da folia

O erro da Prefeitura de Florianópolis em levar parte dos festejos de Momo para o Centro Cívico Tancredo Neves - também conhecido como praça da Bandeira - foi reconhecido ontem pelo secretário-adjunto de Turismo, Cultura e Esporte, Thiago Silva. Ele confirmou que o Pop Gay, previsto para o dia 4 de fevereiro, não será mais realizado no local e volta para a tradicional esquina do antigo bar Roma, na esquina da avenida Hercílio Luz com a rua Fernando Machado, enquanto os bailes populares retornam para o largo da Alfândega. A outra área, palco da escolha da rainha, no último dia 25, foi vetada depois de pressões da Polícia Militar e da administração do Hospital de Caridade, que fica na região.
“Eles [a comissão organizadora do Carnaval] definiram em conjunto com a polícia que seria melhor por questões de segurança. Também houve uma solicitação do hospital”, explicou Silva. Questionado se a decisão de tentar mudar o eixo do Carnaval para a área situada em frente da Assembléia Legislativa, dos tribunais de Justiça e de Contas e aos pés do Hospital de Caridade não havia tido um resultado negativo, o secretário primeiro negou. “A escolha da rainha foi um sucesso”, comentou. Mas, em seguida, reconheceu que a iniciativa foi um equívoco.
Nas ruas, se comentou que a alteração teria ocorrido por pressões dos órgãos públicos vizinhos da praça e dos comerciantes do Centro da cidade. O presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif), Dilvo Tirloni, negou que a entidade tenha intercedido junto à Prefeitura. Os dois tribunais, também não teriam influenciado a decisão. A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça informou que já havia até um acordo para que os veículos do Tribunal de Contas ficassem no estacionamento da Justiça durante o Carnaval.

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Passarela é reprovada na vistoria

Inspeção preventiva realizada ontem constata situações de risco na Nego Quirido

Corpo de Bombeiros, Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea/SC) e Vigilância Sanitária realizaram ontem no início da tarde uma fiscalização Nego Quirido, onde ocorrerá o desfile das escolas de samba do Carnaval de Florianópolis. Durante a vistoria, foram identificados alguns problemas na estrutura da passarela, ainda por concluir.
O principal deles fica na arquibancada móvel, onde as grades do guarda-corpo (proteção que acompanha os degraus da escada e entorno) têm espaço superior a 15 centímetros, assim como os espelhos (espaços entre os degraus) que chegam a quase 30 centímetros de altura. As duas aberturas são suficientes para a passagem de uma criança e oferecem risco de acidente.
Os bombeiros também verificaram a sinalização para identificar as saídas de emergência no caso de incêndio, assim como a determinação de disponibilizar extintores em toda a avenida. Como as obras ainda não estão concluídas, este itens serão instalados até sexta-feira, quando será feita a liberação do evento. “Acho que a situação está tranqüila, as saídas de segurança estão sendo preservadas e, se colocarem as placas indicando as saídas e reduzirem o espaço do guarda-corpo e o espelho da arquibancada, o evento poderá ser liberado”, avalia o capitão Charles Alexandre Vieira, do Corpo de Bombeiros. De acordo com o engenheiro Gilberto Vaz, responsável pelo projeto e montagem do sistema preventivo da passarela, todos os itens serão resolvidos até a nova inspeção. O sistema elétrico também foi vistoriado.
A solução de alguns problemas ficará só para o ano que vem, como a altura do pé direito das frisas (mesas de pistas), que em vez de ter 2,10 metros, tem somente 1,90 metro. Há também uma lâmina metálica que sobressai à marquise das frisas e oferece riscos de as pessoas se cortarem - justamente por ter somente 1,90 metro. Nesta área ainda, a saída de segurança é feita pela parte posterior - que dá de frente para a baía Sul- mas há uma série de entulhos da obra da passarela. “Isto ficará para a Polícia Militar resolver como fará o esquema de segurança”, atribui o capitão Vieira.
Os fiscais da Vigilância Sanitária da área de prevenção à saúde do trabalhador verificaram irregularidades no local, como o fato dos operários se pendurarem em andaimes em altura superior a dois metros sem cinto de segurança, além de a fiação elétrica não estar protegida. “O quadro de energia está sem tampa e é alto o risco dar choque”, aponta o fiscal Maurício Silva, que pediu aos operários para refazerem as emendas das ligações elétricas e colocarem uma tampa no quadro.

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Bloco SOS faz “enterro da tristeza”

Com o objetivo de espantar a tristeza e esquentar o clima para o Carnaval deste ano, o bloco Samba, Ordem e Saúde (SOS), formado na maioria por funcionários da saúde estadual, dará hoje o pontapé inicial da festa, hoje, em Florianópolis. A concentração começa às 15 horas, na sede da Associação dos Funcionários Estaduais da Saúde de Santa Catarina (Afessc). Ás 19 horas, o cortejo passará por várias ruas da cidade até chegar ao Largo da Alfândega.
O tradicional “enterro da tristeza”, como é conhecido, é um dos eventos mais tradicionais da cidade e completa 30 anos de existência no dia 1º de junho. Vários personagens simbólicos de cortejos fúnebres vão desfilar pela cidade, como a viúva do bloco, que será interpretado pelo aposentado do Hospital Celso Ramos, Jorge Espírito Santo de Freitas, o Jorginho. Outros personagens tradicionais são o defunto, coveiro e a viúva.
Haverá também um kit de enterro composto por caixão, velas e coroa de flores. O bloco colocou à venda cerca de 3,5 mil camisetas, mas a expectativa dos organizadores é de que 10 mil pessoas se juntem ao ‘funeral’, que tem o objetivo de antecipar a alegria dos foliões. Neste ano, o folião Antenor Costa receberá o troféu Bloco SOS por ter interpretado o defunto durante 11 anos. Por problemas de saúde, Costa não poderá acompanhar o desfile.
O atual presidente do SOS, José Roberto Jacques prevê que 8 mil pessoas participarão do desfile pelas ruas de Florianópolis. Ele lembrou que, além de antecipar o clima carnavalesco, o bloco também quer estimular a população a se prevenir durante o Carnaval.

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Esporte

Fontes disputa o Mundial na Austrália

Velejador tenta mais um título antes do desafio na seletiva para Jogos Olímpicos

O velejador catarinense Bruno Fontes (Unimed/ Eletrosul/ Golden Air/ Portobello) está de malas prontas para mais um desafio. Amanhã ele embarca para Terrigal, na Austrália, onde vai disputar o Mundial da classe laser standard, durante a próxima semana. “Estou muito confiante, no meu melhor ano”, declara o bicampeão brasileiro, que viaja acompanhado pelo treinador Marcelo Reitz. “Vou para tentar o título. Tenho consciência que é difícil, pois a disputa é muito equilibrada. mas não é impossível” conta.

Sonho
Atleta trabalha duro para chegar na China em condições de brigar por medalha
Bruno aponta como seus principais adversários os velejadores da Oceania e da Europa, que são atletas de alto desempenho e sérios candidatos ao ouro Olímpico, na China. Como destaque, o catarinense aponta o campeão australiano Thomas Slingsby, e o inglês Paul Goodson, este com participação já garantida nos Jogos Olímpicos.
Outro apontado como favorito por Fontes é o baiano Mateus Tavares, terceiro no brasileiro e nono lugar no sul-americano, seu principal concorrente na disputa da única vaga brasileira na regata de Pequim. “Vou aproveitar a competição para treinar para a seletiva e comparar meu desempenho aos outros velejadores da elite mundial”, afirma o catarinense.
O Mundial da Austrália é o terceiro compromisso do atleta neste ano. Só neste mês, Bruno Fontes conquistou os títulos de bicampeão brasileiro, em João Pessoa (PB), e o vice campeonato sul-americano, em Mar del Plata, na Argentina. Dentro de três semanas, ele estará na baía da Guanabara, no Rio de Janeiro, para a seletiva olímpica. “Já fui reserva do [Robert] Scheidt nos dois últimos Jogos Pan-americanos e em Atenas. Agora que ele foi para outra classe [star], não pretendo assumir essa posição de novo. Conquistar uma medalha de ouro é o que sempre sonhei”, dispara Bruno.

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Jiu-jitsu tira crianças da rua

O lutador de jiu-jitsu Rafael Mello, de Florianópolis, e academia Ataque Duplo mantêm projeto social envolvendo cerca de 50 crianças carentes das comunidades de Abraão, Itaguaçu, Vila Aparecida, morro da Caixa e Coqueiros. No projeto “Mudando o Jogo”, além das aulas da modalidade marcial três vezes por semana, os alunos recebem reforço escolar nas disciplinas de português e matemática, apoio psicológico voltado à prática desportiva e assistência médica, oferecida por voluntários.
A academia também garante aos participantes uniforme, lanches e, quando classificados, as inscrições em campeonatos.
Para Rafael, a importância do projeto é colaborar na educação e formação dos jovens carentes e afastá-los do contato com a violência e criminalidade, comuns nas comunidades onde residem. “Também é uma forma de mostrar que através do esporte podemos crescer e ter um meio digno de sobrevivência, principalmente se tiverem disciplina e postura de campeões, sem nunca perder a humildade”, declara.
Iniciado há dois anos, o “Mudando o Jogo” já apresenta bons resultados. Dos alunos que apresentam bom desempenho em campeonatos, três se destacaram em 2007. Paulo Ricardo Moraes, 15 anos, é o atual campeão estadual e terceiro lugar no Sul-brasileiro, na faixa amarela ,categoria infanto juvenil. Da mesma faixa e categoria, mas no naipe feminino, Luiza Garcia, também com 15 anos, conquistou os títulos de campeã sul-brasileira, campeã estadual, e vencedora no Torneio Sul Tatame e Copa Black Trenck.
A pequena Adriele Soares, 8 anos, também deu show nos tatames. Na faixa amarela, categoria mirim, ela venceu o Estadual, o Sul Tatame e Black Trenck.

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Bicicross

Tocha vence na Argentina

O atleta Marco Aurélio Tocha Rodrigues conseguiu somar pontos importantes no ranking internacional (UCI), que vale também como classificatório para os Jogos Olímpicos de Pequim, no Campeonato Latino Americano da modalidade, realizado em Mendonza, Argentina. Tocha venceu na categoria cruiser 30-34 anos, e ficou em terceiro na elite master. Os próximos compromissos dele são a Copa Sorocaba, válido pela ranking brasileiro, em 23 de fevereiro, e a primeira etapa do Campeonato Pan-americano, em Paulínia, de 7 a 9 de março.

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Kart

Prêmio aos melhores

Os primeiros colocados no Campeonato Catarinense de Kart em todas as categorias de 2007 foram premiados na Capital. Destaque para o piloto Yuri Scanielo, vice-campeão na categoria five speed A, que baixou o recorde no tempo de volta no kartódromo Ronaldo Couto Daux, em Florianópolis durante a temporada passada. Na fórmula Kart Super, Vicente Orige dominou as quatro baterias e conquistou o título. Nelson Behrend Junior, coordenador da categoria, anunciou algumas novidades para a próxima temporada.



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