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Cidades
Febre amarela terá vacinação
restrita
Apenas quem comprovar viagem
às regiões de risco poderá ser imunizado
em Florianópolis
Só será vacinado contra a febre amarela nos
postos médicos da Capital quem assinar termo de compromisso
garantindo que viajará a áreas consideradas de
risco para a doença no País. Em vigor desde ontem,
a medida pretende evitar a aplicação de doses desnecessárias,
afirma o secretário de Saúde de Florianópolis,
João José Cândido da Silva. Os documentos
têm validade legal e serão fiscalizados pelo Ministério
Público de Santa Catarina e pela Secretaria Municipal
de Saúde.
Reforço
Das doses recebidas ontem, 500 ficaram na Políclínica,
250 na Trindade e 250 em Canasvieiras |
A
constatação de informações mentirosas
configura crime de falsidade ideológica, previsto pelo
Código Penal Brasileiro, segundo a assessoria de imprensa
da Secretaria. Somente em janeiro deste ano, explica Cândido
da Silva, foram aplicadas na cidade 12 mil doses da vacina contra
a febre amarela, 500 desde a última segunda-feira. O número
é o triplo do registrado durante todo o ano de 2007, quando
foram aplicadas cerca de 4 mil doses. O secretário atribui
a corrida pela vacina ao pânico causado pela má
interpretação das informações sobre
registros de novos casos no Brasil, e critica os gestores públicos
que não informaram corretamente a população
sobre a real situação da doença no País.
As doses também só serão distribuídas
pelos postos de saúde de Canasvieiras, da Trindade e pela
Policlínica da avenida Rio Branco. A coordenadora da Vigilância
Epidemiológica de Florianópolis, Ana Cristina Vidor,
salienta que atualmente há 42 pessoas internadas no País
devido à alta dosagem da vacina. O número supera
o de casos da própria doença. O excesso da
vacina pode acarretar febre, mal estar e diarréia, além
reações alérgicas simples e graves, que
podem levar à internação, explica a médica.
Ana Cristina Vidor também destaca que não há
epidemia no Brasil, mas registros de casos de febre amarela silvestre
em pessoas não vacinadas que entraram em contato com a
mata nas regiões de circulação do vírus.
Em 2007, foram verificados seis casos da doença, envolvendo
os estados do Amazonas, Pará, Roraima e Goiás.
Desde dezembro do ano passado, foram confirmados mais dois casos,
e outros estão em investigação. Nas matas,
a febre amarela ocorre em macacos e os principais transmissores
são os mosquitos do gênero Haemagogus. O último
caso de febre amarela urbana registrado no Brasil foi em 1942,
no Acre.
As áreas de risco para a enfermidade compreendem a mata
das regiões Norte e Centro-oeste e Nordeste. Além
destas, há as zonas de transição, onde é
feito um cinturão de proteção com a vacina.
Estas abrangem quase todo o Estado de Minas Gerais, Oeste do
Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina
e Rio grande do Sul.
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Descuido no cemitério São
Francisco de Assis causa ameaça de dengue
Vasos e buracos estão cheios de água no cemitério
São Francisco de Assis, no Itacorubi, facilitando o surgimento
de focos do mosquito aedes aegypti, o transmissor da dengue.
A denuncia foi feita pela dona de casa Zenilda dos Santos, que
no último domingo foi sepultar a mãe dela, e afirma
ter encontrado uma situação caótica no local,
com mato alto em todo o terreno e sepulturas danificadas. O
local está abandonado mesmo, a administração
só se preocupa em arrumar essas coisas próximo
ao feriado de finados. No resto do ano, a situação
é precária, critica.
Zenilda diz que voltará ao cemitério no próximo
sábado, para visitar o túmulo da mãe, e
garante que fará parte da limpeza por conta própria
se as condições permanecerem as mesmas. Vou
limpar e jogar todo o lixo recolhido na frente da sede da administração
do cemitério, afirma. O secretário de Urbanismo
e Serviços Públicos, Norberto Stroisch Filho, diz
que a manutenção das áreas do cemitério
que não compreendem os túmulos é feita pelo
Município, mas a conservação das sepulturas
é de responsabilidade dos proprietários. Sobre
a denúncia de Zenilda, Stroisch diz que a limpeza e demais
serviços são realizados permanentemente, e que
uma equipe verificará as alegações da dona
de casa durante as atividades de rotina. Informado sobre o problema,
o secretário de saúde, João José
Cândido da Silva, garantiu que vai determinar a verificação
do problema.
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Destaque
Novas obras na Catedral ainda dependem
de parecer
Comissão de restauração
já pediu análise técnica, mas aguarda por
Ipuf e Iphan
A comissão de restauração da Catedral
Metropolitana da Capital aguarda, no momento, autorização
do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (Iphan) e do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis
(Ipuf) para a continuação da segunda etapa das
obras. A informação é de Roberto Bentes
de Sá, presidente do grupo, acrescentando que os dois
órgãos já receberam as informações
necessárias sobre o projeto, mas não têm
previsão de quando terão os pareceres definitivos.
Etapas
Arquiteta argumenta que divisão da reforma em vários
projetos dificulta estudos |
Os
trabalhos nesta fase abrangem pintura externa, recuperação
de todo o prédio, das torres dos sinos, piso, revestimento
da escadaria de acesso ao templo, construção de
rampas para usuários de cadeiras de rodas, jardins, entre
outras obras. Orçada em R$ 3,25 milhões, essa fase
da restauração foi financiada pelo governo do Estado,
segundo dados da administração da Catedral.
A intenção, destaca Bentes de Sá, é
finalizar todas as obras da segunda etapa até maio deste
ano, conforme previsto inicialmente no projeto. Esperamos
que a definição destes órgãos responsáveis
[Ipuf e Iphan] sobre a reforma saia logo, para que possamos dar
continuidade aos trabalhos e cumprir o cronograma elaborado no
ano passado, salienta.
O Ipuf confirma que as obras necessárias ainda passam
por análise técnica. A arquiteta Betina Adams,
informa que a meta é concluir esta avaliação
o mais rápido possível, e acrescenta que a tramitação
do projeto referente à restauração da Catedral
não tem sido fácil por estar sendo feito em etapas.
Conforme a arquiteta do Ipuf, todo o processo seria agilizado
se houvesse um projeto global, que abrangesse todas as obras.
A primeira etapa foi concluída em 2007, e incluiu todo
o telhado e sistema de esgoto da igreja. Os recursos utilizados
para as mudanças, no valor de R$1,8 milhão, foram
concedidos pelo Estado (R$1,3 milhão) e Prefeitura de
Florianópolis (500 mil). Para a terceira etapa, está
prevista a recuperação dos altares, da parte interna
e dos sistemas elétrico e de iluminação.
A verba necessária à finalização
das obras está avaliada em R$ 5,2 milhões e já
foi aprovada pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio
da Lei Rouanet, conclui Bentes de Sá.
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No Ribeirão da Ilha, reforma
é urgente
A Igreja Nossa Senhora da Lapa, do Ribeirão da Ilha,
que amanhã completa 203 anos, é o retrato do descaso
e da falta de conservação do patrimônio histórico
católico em Florianópolis. Tombado pelo Município
e Estado, o templo precisa de um novo forro, tem rachaduras
no reboco e a pintura está descascando. Tem que
ser feita uma restauração completa, alerta
o coordenador do Conselho Pastoral Comunitário (CPC),
Zito Nervo Fraga.
Segundo Fraga, em 2006 foi executada apenas a recuperação
do madeiramento do telhado, da estrutura que abriga o sino e
das duas torres de sustentação. Em 2007, foi restaurada
a parte direita da sacristia, além da reforma do telhado
e do forro da igreja. No dia 10 de dezembro do ano passado, afirma
o coordenador do CPC, foi firmado termo de compromisso entre
a igreja, a Prefeitura e a empresa Confraria das Artes, para
recuperação da capela-mor e do lado esquerdo da
sacristia. O documento determina que as obras sejam executadas
até quatro meses após a assinatura do acordo, prazo
que termina em abril. Até agora nenhum dos serviços
previstos foi realizado, lembra Fraga.
O Conselho Pastoral Comunitário entende que a capela precisa
de uma restauração completa, incluindo forro,
pintura externa e interna, esquadrias, reboco, semelhas (detalhes
na estrutura) e recuperação dos antigos desenhos
da igreja. A reforma está avaliada em R$ 700 mil. A comunidade
reclama da falta de envolvimento do poder público, municipal
e estadual.
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Ipuf faz acordo com empresas privadas
O Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis
(Ipuf) esclarece que todas as obras já realizadas na
igreja ocorreram por termos de compromisso de compensação
da preservação histórica. Através
deste mecanismo, construtoras responsáveis por empreendimentos
imobiliários se comprometeram a executar os serviços,
para compensar obras indevidas realizadas na cidade. Foram feitos
acordos com o grupo Koerich, empreendimentos Floripa Music Hall
e supermercados Imperatriz.
Na Fundação Catarinense de Cultura, não
há definição sobre possível repasse
de recursos para a restauração da igreja, segundo
o gerente de Pesquisa e Tombamento, Halley Silipouski. O órgão
ainda não sabe qual o valor a ser destinado pelo governo
do Estado ao Fundo de Cultura, nem como será aplicado.
Silipouski lembra que a FCC possui grande número de imóveis
tombados, e agregou outros 50 no final do ano passado com a criação
do Roteiro de Imigração, em conjunto com o Instituto
do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
(Iphan).
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Abertura só ocorreu em 1806,
após intervenções
A Igreja Nossa Senhora da Lapa foi construída entre
1763 e 1806, por proprietários de terras e seus escravos.
O material usado foi pedra, cal e azeite de baleia, trazidos
da praia da Armação do Pântano do Sul, passando
por muitas intervenções até ser aberta definitivamente
a celebrações. Em 1840, por exemplo, foram solicitados
recursos financeiros ao então presidente da Província,
para atender a reparos urgentes no telhado e na sacristia
da Igreja, quase em ruínas.
Durante a visita de D. Pedro I2º, em 1845, o imperador doou
à igreja a quantia de 400 mil réis, o que contribuiu
na realização de novas obras e reparos à
paróquia. Dois anos mais tarde, o que sobrou da doação
foi usado na pintura e pequenas reformas. Até o século
atual, novas intervenções foram feitas, embora
a igreja ainda conserve algumas de suas características
originais.
Sua arquitetura é colonial, com inspiração
barroca. A igreja tem o altar branco e dourado, desenhos de anjos
no teto e possui um acervo de arte sacra dos séculos
18 e 19. Sua fachada principal apresenta frontão triangular.
Atrás, erguem-se duas torres, uma cega e outra sineira.
Esta possui dois sinos, balaustradas no contorno e pináculos
no centro da cobertura. Todas as portas são almofadadas
e as janelas apresentam, por fora, guilhotina em vidro de caixilho
pequeno.
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Cidades
Cambistas não perdem tempo
Ingressos para passarela
ontem já eram vendidos com até 200% de ágio
Em menos de duas horas, foram vendidos na manhã de
ontem 5,5 mil ingressos dos setores A,B, C e D das arquibancadas
da Passarela Nego Quirido para o desfile oficial do Carnaval
de Florianópolis. Os 1.500 restantes, todos para o setor
E, foram comercializados até a metade da tarde, quando
o número de interessados já não lembrava
a fila que se formou no CentroSul há quase duas semanas.
Para quem ainda quer curtir a apresentação das
escolas de samba - Consulado, Copa Lord, Unidos da Coloninha
e Protegidos da Princesa - restam as opções dos
camarotes e das frisas que vão ser vendidos até
sábado, dia do desfile.
Frisas
Mesas de pista e camarotes podem ser comprados até sábado,
dia do desfile oficial |
A
batalha por um ingresso levou centenas de foliões a acamparem
no CentroSul desde o último dia 16. Muitos, apesar de
negarem, estavam na fila com a intenção de revenderem
os ingressos por um preço bem superior ao pago nas bilheterias,
de R$ 10,00 (arquibancada fixa) e R$ 5,00 (móveis). Depois
da compra, todos deixaram o centro de convenções,
deixando para trás barracas, cadeiras de praia, pedaços
de lona e muita sujeira, resultado das duas semanas de acampamento
improvisado.
Ontem mesmo, após a abertura das bilheterias, três
rapazes foram flagrados agindo como cambistas na entrada do CentroSul.
Eles não quiseram revelar as identidades, mas confessaram
que os dias de espera na fila têm que ser recompensados
com o lucro da venda dos ingressos, que eram oferecidos por até
R$ 30,00 , o que representa lucro de 200 %, valor que pode até
dobrar no dia do desfile.
Para evitar problemas na fila, a Prefeitura contou com apoio
do Grupo de Respostas Táticas (GRT) da Polícia
Militar e parte do efetivo da Guarda Municipal. O único
incidente ocorreu quando algumas pessoas tentaram furar a fila,
ocasionando início de tumulto, logo controlado pelos policiais.
O casal de argentinos Oscar Rodino e Rosalia Busiak chegaram
de Buenos Aires na madrugada de ontem e já foram para
o CentroSul comprar ingressos. Eles estão em férias
e devem ficar 17 dias na cidade, hospedados numa casa em Cachoeira
do Bom Jesus. Este é o segundo ano que passamos
o Carnaval em Florianópolis. Aqui tem a melhor festa do
mundo, por isso, voltamos neste ano, diz Rosalia.
A empresária Silvana Leite diz que, apesar de saber que
muitas pessoas já aguardavam há semanas na fila,
que não teve receio de ficar sem ingresso. Ela esperou
cerca de uma hora na fila e comprou cinco ingressos.
Ás 9h30, o gaúcho Baltazar Ribeiro, 28 anos, era
um dos últimos na fila para garantir o seu ingresso. Ele
viajou a noite toda e diz que, ao desembarcar na rodoviária,
se informou sobre a venda dos ingressos e correu para o CentroSul.
Este é o primeiro ano que venho, explica ansioso.
De acordo com Paula Willig, uma das responsáveis pela
organização, a Prefeitura optou em antecipar a
venda das 8 horas para às 6h30 da manhã para evitar
maior aglomeração de pessoas. Restam ainda alguns
camarotes e frisas à venda. Para 26 pessoas, o preço
do camarote é de R$ 6 mil; para 24, R$ 5 mil. As frisas
são vendidas por R$ 1, 2 mil. O telefone para atendimento
ao folião é 3028-8600.
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Prefeitura admite erro na escolha
do local da folia
O erro da Prefeitura de Florianópolis em levar parte
dos festejos de Momo para o Centro Cívico Tancredo Neves
- também conhecido como praça da Bandeira - foi
reconhecido ontem pelo secretário-adjunto de Turismo,
Cultura e Esporte, Thiago Silva. Ele confirmou que o Pop Gay,
previsto para o dia 4 de fevereiro, não será mais
realizado no local e volta para a tradicional esquina do antigo
bar Roma, na esquina da avenida Hercílio Luz com a rua
Fernando Machado, enquanto os bailes populares retornam para
o largo da Alfândega. A outra área, palco da escolha
da rainha, no último dia 25, foi vetada depois de pressões
da Polícia Militar e da administração do
Hospital de Caridade, que fica na região.
Eles [a comissão organizadora do Carnaval] definiram
em conjunto com a polícia que seria melhor por questões
de segurança. Também houve uma solicitação
do hospital, explicou Silva. Questionado se a decisão
de tentar mudar o eixo do Carnaval para a área situada
em frente da Assembléia Legislativa, dos tribunais de
Justiça e de Contas e aos pés do Hospital de Caridade
não havia tido um resultado negativo, o secretário
primeiro negou. A escolha da rainha foi um sucesso,
comentou. Mas, em seguida, reconheceu que a iniciativa foi um
equívoco.
Nas ruas, se comentou que a alteração teria ocorrido
por pressões dos órgãos públicos
vizinhos da praça e dos comerciantes do Centro da cidade.
O presidente da Associação Comercial e Industrial
de Florianópolis (Acif), Dilvo Tirloni, negou que a entidade
tenha intercedido junto à Prefeitura. Os dois tribunais,
também não teriam influenciado a decisão.
A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça informou
que já havia até um acordo para que os veículos
do Tribunal de Contas ficassem no estacionamento da Justiça
durante o Carnaval.
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Passarela é reprovada na
vistoria
Inspeção preventiva
realizada ontem constata situações de risco na
Nego Quirido
Corpo de Bombeiros, Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura
e Agronomia (Crea/SC) e Vigilância Sanitária realizaram
ontem no início da tarde uma fiscalização
Nego Quirido, onde ocorrerá o desfile das escolas de samba
do Carnaval de Florianópolis. Durante a vistoria, foram
identificados alguns problemas na estrutura da passarela, ainda
por concluir.
O principal deles fica na arquibancada móvel, onde as
grades do guarda-corpo (proteção que acompanha
os degraus da escada e entorno) têm espaço superior
a 15 centímetros, assim como os espelhos (espaços
entre os degraus) que chegam a quase 30 centímetros de
altura. As duas aberturas são suficientes para a passagem
de uma criança e oferecem risco de acidente.
Os bombeiros também verificaram a sinalização
para identificar as saídas de emergência no caso
de incêndio, assim como a determinação de
disponibilizar extintores em toda a avenida. Como as obras ainda
não estão concluídas, este itens serão
instalados até sexta-feira, quando será feita a
liberação do evento. Acho que a situação
está tranqüila, as saídas de segurança
estão sendo preservadas e, se colocarem as placas indicando
as saídas e reduzirem o espaço do guarda-corpo
e o espelho da arquibancada, o evento poderá ser liberado,
avalia o capitão Charles Alexandre Vieira, do Corpo de
Bombeiros. De acordo com o engenheiro Gilberto Vaz, responsável
pelo projeto e montagem do sistema preventivo da passarela, todos
os itens serão resolvidos até a nova inspeção.
O sistema elétrico também foi vistoriado.
A solução de alguns problemas ficará só
para o ano que vem, como a altura do pé direito das frisas
(mesas de pistas), que em vez de ter 2,10 metros, tem somente
1,90 metro. Há também uma lâmina metálica
que sobressai à marquise das frisas e oferece riscos de
as pessoas se cortarem - justamente por ter somente 1,90 metro.
Nesta área ainda, a saída de segurança é
feita pela parte posterior - que dá de frente para a baía
Sul- mas há uma série de entulhos da obra da passarela.
Isto ficará para a Polícia Militar resolver
como fará o esquema de segurança, atribui
o capitão Vieira.
Os fiscais da Vigilância Sanitária da área
de prevenção à saúde do trabalhador
verificaram irregularidades no local, como o fato dos operários
se pendurarem em andaimes em altura superior a dois metros sem
cinto de segurança, além de a fiação
elétrica não estar protegida. O quadro de
energia está sem tampa e é alto o risco dar choque,
aponta o fiscal Maurício Silva, que pediu aos operários
para refazerem as emendas das ligações elétricas
e colocarem uma tampa no quadro.
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Bloco SOS faz enterro da
tristeza
Com o objetivo de espantar a tristeza e esquentar o clima
para o Carnaval deste ano, o bloco Samba, Ordem e Saúde
(SOS), formado na maioria por funcionários da saúde
estadual, dará hoje o pontapé inicial da festa,
hoje, em Florianópolis. A concentração começa
às 15 horas, na sede da Associação dos Funcionários
Estaduais da Saúde de Santa Catarina (Afessc). Ás
19 horas, o cortejo passará por várias ruas da
cidade até chegar ao Largo da Alfândega.
O tradicional enterro da tristeza, como é
conhecido, é um dos eventos mais tradicionais da cidade
e completa 30 anos de existência no dia 1º de junho.
Vários personagens simbólicos de cortejos fúnebres
vão desfilar pela cidade, como a viúva do bloco,
que será interpretado pelo aposentado do Hospital Celso
Ramos, Jorge Espírito Santo de Freitas, o Jorginho. Outros
personagens tradicionais são o defunto, coveiro e a viúva.
Haverá também um kit de enterro composto por caixão,
velas e coroa de flores. O bloco colocou à venda cerca
de 3,5 mil camisetas, mas a expectativa dos organizadores é
de que 10 mil pessoas se juntem ao funeral, que tem
o objetivo de antecipar a alegria dos foliões. Neste ano,
o folião Antenor Costa receberá o troféu
Bloco SOS por ter interpretado o defunto durante 11 anos. Por
problemas de saúde, Costa não poderá acompanhar
o desfile.
O atual presidente do SOS, José Roberto Jacques prevê
que 8 mil pessoas participarão do desfile pelas ruas de
Florianópolis. Ele lembrou que, além de antecipar
o clima carnavalesco, o bloco também quer estimular a
população a se prevenir durante o Carnaval.
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Esporte
Fontes disputa o Mundial na Austrália
Velejador tenta mais um
título antes do desafio na seletiva para Jogos Olímpicos
O velejador catarinense Bruno Fontes (Unimed/ Eletrosul/ Golden
Air/ Portobello) está de malas prontas para mais um desafio.
Amanhã ele embarca para Terrigal, na Austrália,
onde vai disputar o Mundial da classe laser standard, durante
a próxima semana. Estou muito confiante, no meu
melhor ano, declara o bicampeão brasileiro, que
viaja acompanhado pelo treinador Marcelo Reitz. Vou para
tentar o título. Tenho consciência que é
difícil, pois a disputa é muito equilibrada. mas
não é impossível conta.
Sonho
Atleta trabalha duro para chegar na China em condições
de brigar por medalha |
Bruno
aponta como seus principais adversários os velejadores
da Oceania e da Europa, que são atletas de alto desempenho
e sérios candidatos ao ouro Olímpico, na China.
Como destaque, o catarinense aponta o campeão australiano
Thomas Slingsby, e o inglês Paul Goodson, este com participação
já garantida nos Jogos Olímpicos.
Outro apontado como favorito por Fontes é o baiano Mateus
Tavares, terceiro no brasileiro e nono lugar no sul-americano,
seu principal concorrente na disputa da única vaga brasileira
na regata de Pequim. Vou aproveitar a competição
para treinar para a seletiva e comparar meu desempenho aos outros
velejadores da elite mundial, afirma o catarinense.
O Mundial da Austrália é o terceiro compromisso
do atleta neste ano. Só neste mês, Bruno Fontes
conquistou os títulos de bicampeão brasileiro,
em João Pessoa (PB), e o vice campeonato sul-americano,
em Mar del Plata, na Argentina. Dentro de três semanas,
ele estará na baía da Guanabara, no Rio de Janeiro,
para a seletiva olímpica. Já fui reserva
do [Robert] Scheidt nos dois últimos Jogos Pan-americanos
e em Atenas. Agora que ele foi para outra classe [star], não
pretendo assumir essa posição de novo. Conquistar
uma medalha de ouro é o que sempre sonhei, dispara
Bruno.
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Jiu-jitsu tira crianças
da rua
O lutador de jiu-jitsu Rafael Mello, de Florianópolis,
e academia Ataque Duplo mantêm projeto social envolvendo
cerca de 50 crianças carentes das comunidades de Abraão,
Itaguaçu, Vila Aparecida, morro da Caixa e Coqueiros.
No projeto Mudando o Jogo, além das aulas
da modalidade marcial três vezes por semana, os alunos
recebem reforço escolar nas disciplinas de português
e matemática, apoio psicológico voltado à
prática desportiva e assistência médica,
oferecida por voluntários.
A academia também garante aos participantes uniforme,
lanches e, quando classificados, as inscrições
em campeonatos.
Para Rafael, a importância do projeto é colaborar
na educação e formação dos jovens
carentes e afastá-los do contato com a violência
e criminalidade, comuns nas comunidades onde residem. Também
é uma forma de mostrar que através do esporte podemos
crescer e ter um meio digno de sobrevivência, principalmente
se tiverem disciplina e postura de campeões, sem nunca
perder a humildade, declara.
Iniciado há dois anos, o Mudando o Jogo já
apresenta bons resultados. Dos alunos que apresentam bom desempenho
em campeonatos, três se destacaram em 2007. Paulo Ricardo
Moraes, 15 anos, é o atual campeão estadual e terceiro
lugar no Sul-brasileiro, na faixa amarela ,categoria infanto
juvenil. Da mesma faixa e categoria, mas no naipe feminino, Luiza
Garcia, também com 15 anos, conquistou os títulos
de campeã sul-brasileira, campeã estadual, e vencedora
no Torneio Sul Tatame e Copa Black Trenck.
A pequena Adriele Soares, 8 anos, também deu show nos
tatames. Na faixa amarela, categoria mirim, ela venceu o Estadual,
o Sul Tatame e Black Trenck.
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Bicicross
Tocha vence na Argentina
O atleta Marco Aurélio Tocha Rodrigues conseguiu somar
pontos importantes no ranking internacional (UCI), que vale também
como classificatório para os Jogos Olímpicos de
Pequim, no Campeonato Latino Americano da modalidade, realizado
em Mendonza, Argentina. Tocha venceu na categoria cruiser 30-34
anos, e ficou em terceiro na elite master. Os próximos
compromissos dele são a Copa Sorocaba, válido pela
ranking brasileiro, em 23 de fevereiro, e a primeira etapa do
Campeonato Pan-americano, em Paulínia, de 7 a 9 de março.
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Kart
Prêmio aos melhores
Os primeiros colocados no Campeonato Catarinense de Kart em
todas as categorias de 2007 foram premiados na Capital. Destaque
para o piloto Yuri Scanielo, vice-campeão na categoria
five speed A, que baixou o recorde no tempo de volta no kartódromo
Ronaldo Couto Daux, em Florianópolis durante a temporada
passada. Na fórmula Kart Super, Vicente Orige dominou
as quatro baterias e conquistou o título. Nelson Behrend
Junior, coordenador da categoria, anunciou algumas novidades
para a próxima temporada. |