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Joinville Terça-feira, 8 de abril de 2008 Santa Catarina - Brasil

AN Cidade - A Notícia Suzana Klein
(47) 3431-9123
suzana.klein@an.com.br

Vagas abertas

Saúde precisa de
mais 12 médicos médicos

Secretaria não conseguiu contratar profissionais para hospital e maternidade no início do ano

A Secretaria Estadual de Saúde lançou ontem um processo seletivo simplificado que abre 12 vagas para médicos. Os profissionais serão contratados para trabalhar no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt e na Maternidade Darcy Vargas. O gerente técnico do Regional, Armando Lorga, explica que em janeiro foram abertas 20 vagas, mas somente 11 candidatos se inscreveram. O principal motivo para a baixa procura foi um erro na divulgação do salário.
O edital do processo seletivo no início do ano informava que o salário seria de R$ 1, 2 mil, mas o correto são R$ 3,6 mil para uma carga de trabalho de 20 horas semanais. Os médicos também têm direito a auxílio-alimentação de R$ 66,00 por mês.
A situação mais urgente é a do pronto-socorro do Regional. O setor tem 15 médicos para atender a uma média de 400 pessoas por dia. Não houve nenhum candidato para as seis vagas abertas no início do ano. A cardiologia, que oferecia uma vaga em janeiro, também não foi preenchida. Há apenas um médico cardiologista no pronto-socorro. A ginecologia/obstetrícia, na Maternidade Darcy Vargas, também não conseguiu selecionar candidatos. Foram cinco inscritos para 12 vagas.
“Selecionaremos os profissionais pelo currículo e tempo de exercício profissional”, informa Lorga. Candidatos às vagas na clínica-geral e ecocardiografia devem comparecer no Hospital Regional, no bairro Boa Vista. Os ginecologistas/obstetras devem apresentar os documentos na Maternidade Darcy Vargas, no bairro Anita Garibaldi.
Os interessados só podem concorrer a uma das vagas. O contrato é para um ano de trabalho, podendo ser prorrogado por mais um ano. O resultado do processo seletivo será divulgado no “Diário Oficial”. “É uma vaga interessante para médicos em início de carreira, principalmente para quem se identifica com o trabalho no pronto-socorro”, avalia Lorga.

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Números

- R$ 3.600,00 é o salário para cada uma das vagas
- 12 é o número de vagas oferecidas
- 1 ano é a validade do contrato. Pode ser prorrogado por mais um ano

As vagas
Função / Vagas /Carga Horária
Clínico-geral (emergência) /6 /20 horas
Cardiologia especialista em ecocardiografia / 1 / 20 horas
Ginecologista - obstetra / 5 / 20 horas

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Educação

CEI chamará este mês

Centro deve começar a atender às primeiras turmas no dia 25

A direção do Centro de Educação Infantil (CEI) Namir Zattar, do bairro Aventureiro, começa a chamar, de 25 a 30 deste mês, as crianças matriculadas no local. O CEI começaria a funcionar no início do ano letivo, mas houve atraso nas obras. De acordo com a gerente da unidade administrativa da Secretaria Municipal da Educação, Walkíria Lennert, foi impossível cumprir o prazo porque as chuvas atrapalharam os trabalhos.
Há 280 crianças de zero a seis anos matriculadas em 13 turmas, o prédio está erguido e, de acordo com o cronograma de obras da Prefeitura, o CEI funcionaria a partir de fevereiro. As primeiras turmas chamadas serão de crianças maiores. Apesar de parecer pronto, o prédio não está apropriado para receber crianças. "Ainda há obras – máquinas fazendo aterro, jardinagem, levantamento do terreno que vai dar lugar ao pátio e à horta, retirada de entulho da obra", justifica Walkíria.
A Prefeitura afirma que o CEI só será entregue quando não oferecer riscos aos alunos. O problema é que boa parte dos meninos e meninas matriculados no CEI do Aventureiro tem entre zero e três anos. São 123 crianças que não têm, desde janeiro, lugar onde serem cuidadas enquanto os pais trabalham.
"Eu e minha mulher temos dado um jeito. Deixamos a nossa menina de três anos com a minha sogra. Disseram que o CEI poderia demorar um pouco para funcionar, mas não três meses", afirma o orçamentista Cléber de Souza, 29 anos. Ele a mulher trabalham oito horas em horário comercial, por isso matricularam a filha no berçário do centro em horário integral.
O centro terá oito salas de aula, dois berçários, enfermaria, refeitórios, bicicletário, cozinha, jardim e horta.

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Inauguração fica para mais tarde

As chaves do CEI Namir Zattar serão entregues para a diretoria no dia 15. Diretora e auxiliares serão responsáveis por fazer o levantamento dos móveis necessários, que ainda não foram comprados. A inauguração será no dia 21 de maio. O cronograma não anima pais como o garçom Clésio Florentino, de 36 anos. Ele é pai de dois meninos de sete meses e quatro anos matriculados no CEI.
Clésio precisa de um lugar para deixar os filhos enquanto a mulher está no serviço e ele, que trabalha à noite, dorme. Por enquanto, uma cunhada tem ajudado a tomar conta do bebê. “Acho que eles estão enrolando. Passamos sempre na frente do prédio e ele está pronto”, argumenta.
No CEI Amandus Finder, do bairro Jardim Iririú, as 259 crianças matriculadas começaram a ser chamadas esta semana. “Elas iniciaram turma a turma, para não dar tumulto na chegada, porque a adaptação nunca é sem choro”, conta Walkíria. São 16 turmas, a maior parte (110 alunos) de zero a três anos. Como os CEIs têm a capacidade máxima de 300 crianças em período parcial, ainda há vagas nas duas unidades.

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Ensino infantil ganhará 200 vagas

Mais de 200 vagas serão oferecidas no centro de educação infantil (CEI) que a Prefeitura de Joinville vai construir no bairro Itinga. A permissão para o início das obras foi assinada ontem pelo prefeito Marco Tebaldi na Escola Municipal Lacy Flores. O valor do investimento é de cerca de R$ 1 milhão.
O CEI terá oito salas de aula, dois berçários, setor administrativo, parquinho, pátio coberto, sala de estimulação e amamentação. O CEI era uma antiga reivindicação da comunidade. O prédio deve ficar pronto em novembro deste ano. Hoje, às 19 horas, o prefeito irá entregar a ordem de serviço da reforma e ampliação do CEI Castello Branco, no bairro Aventureiro.
Em razão do crescimento da região, a Prefeitura planeja construir mais uma escola no bairro. "Pretendo deixar pronto mais um projeto de uma escola. O próximo prefeito vai apenas começar a obra", disse Marco Tebaldi. A Prefeitura está avaliando um terreno para a construção.

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Fissura labiopalatal

18 anos de
atendimento gratuito

Centrinho atende a casos de fissura labiopalatal e pacientes com problemas auditivos

Com mais funcionários, mais serviços e um título de referência estadual, o Centrinho Prefeito Luiz Gomes fez 18 anos no mês passado. Hoje, o lugar que nasceu para atender a crianças e adultos com fissura labiopalatal de Joinville, é responsável por pacientes de 219 cidades do Estado e tem uma média de 50 atendimentos por dia só nesta área.
Os motivos para comemoração não param por aí. Em 2006, o Centrinho Luiz Gomes ampliou os serviços. Passou a atender crianças e adultos com problemas auditivos. O local oferece reabilitação e aparelhos.
Assim como nos casos de fissura labiopalatal, onde o quanto antes o paciente receberem atendimento médico melhor, o ideal é que a pessoa com problema auditivo receba o mais breve possível o atendimento especializado. A questão envolve principalmente as crianças, já que o desenvolvimento da fala delas também está ligada à audição. Apesar disso, hoje, os idosos são maioria no atendimento de problemas auditivos.
É neles que o sorriso deixa claro o significado do atendimento: vida nova. Nilda Maria Silva, 60 anos, esperou dez meses para conseguir ser atendida pelo centrinho. “Valeu a pena esperar. Gostei do atendimento”, avalia. Nilda assistia à televisão no volume 35, não ouvia o cachorro do vizinho latir e nem as pessoas que moram com ela se locomover dentro da casa. “Agora está bom até demais. O cachorro já está incomodando”, contou com bom-humor. O volume da televisão também baixou. Hoje, no número 15, ela entende tudo o que os artistas falam.
Nilda não soube explicar exatamente o porquê do problema auditivo. Para ela, o motivo foi uma tosse forte que teve na infância, mas ao mesmo tempo contou que tem dois irmãos surdos e mudos, e mais um com o mesmo problema que o dela. Apesar de o problema de audição de Nilda ser antigo, essa é a primeira vez que ela usa aparelho, recebido há pouco mais de duas semanas.
Quem também estava só sorrisos nesta semana era Natália Oliveira de Carvalho, 87 anos. Ela usa aparelhos há um ano. O significado do atendimento é expresso com naturalidade. “Mudou muito, eu escuto bastante agora. Eu cheguei a entender as pessoas lendo os lábios, sem ouvir”, contou.
A filha Sônia Maria dos Santos contou que o uso do aparelho acabou refletindo na fala da mãe. “Ela estava falando muito baixinho, agora não é mais assim”, compara. O atendimento à pessoas com problemas auditivos aumentou ainda mais o saldo positivo do centrinho. Hoje, atende pelo menos 65 pessoas por dia, tem 62 funcionários de diferentes áreas e pacientes a partir dos primeiros dia de vida.

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Profissionais
investem na concientização

O Centrinho Prefeito Luiz Gomes, que é referência no Estado no atendimento aos problemas ligados à fissura labiopalatal, também faz um trabalho de conscientização na comunidade. Na semana passada, os profissionais do centrinho foram aos terminais da cidade, shoppings e principais mercados de Joinville conscientizar a população sobre o que é a fissura labiopalatal.
Este trabalho foi feito porque a cidade, que é referência de atendimento, ainda registra casos de pessoas com o problema de má-formação sem atendimento por falta de conscientização dos moradores. “Numa dessas abordagens, uma senhora afirmou que uma vizinha está com a neta, um bebê de sete meses, que tem o problema e ainda não recebeu atendimento. O bebê nasceu no Paraná e foi deixado aqui em Joinville pela mãe”, contou a coordenadora Ligia Irene Nunes. Ela falou que outro motivo para a não procura de algumas pessoas é o medo do preço do atendimento. “Eles não sabem que o trabalho é pelo SUS e não tem custo algum”, comentou.
Segundo o centrinho apurou, a cada 650 bebês que nascem, uma tem o problema e 30% dos casos são genéticos. Hoje, quem tem fissura labiopalatal tem chance de ter uma reabilitação de 100%, mas cada caso é um caso. Algumas pessoas podem ficar com seqüelas, segundo a coordenadora.
O tratamento deve começar o mais cedo possível. “O ideal é que a primeira cirurgia aconteça aos quatro meses de vida, para que tenha o melhor resultado estético possível”, fala Lígia. O número de cirurgias pode variar de uma a seis, também dependendo do problema. O acompanhamento é feito por uma equipe multidisciplinar, composta por cirurgiões plásticos, fonoaudiólogos, fisioterapeuta, pediatra, neurologista, geneticista, assistente social, psicólogo e todas as especialidades da odontologia.

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Saiba mais

Que serviços o centrinho oferece?
Pessoas com fissura labiopalatal: O atendimento pode ser feito a partir dos primeiros dias de vida das crianças.

Pessoas com deficiências auditivas: Detectam o problema, fornecem aparelhos e trabalham com a reabilitação.

O que é a fissura labiopalatal?
É uma abertura no lábio e/ou céu da boca. A fissura não é uma doença e sim uma má-formação, sendo uma das mais freqüentes.

Por quer ocorre?
O fator hereditário corresponde a 30% dos casos, as causas ambientais, como estresse, algumas infecções e medicamento, irradiações, drogas, entre outros, são responsáveis por 70% dos casos.

A fissura causa algum tipo de problema para a criança?
Sim. A criança pode sofrer problemas saúde, como doenças de ouvido, infecções crônicas, desnutrição, problemas dentais e dificuldade na fala.

Como é o tratamento?
O tratamento da fissura deve ter início logo após o nascimento da criança e se estende até a fase adulta, envolvendo cirurgias corretivas e acompanhamento com diversos profissionais.

Onde fica:
O Centrinho Prefeito Luiz Gomes funciona na rua Borba Gato, 685, no bairro Atiradores. O horário de atendimento é das 7 às 18 horas, sendo que de manhã ocorre o atendimento às pessoas com fissura labiopalatal e à tarde com problemas auditivos. Mais informações pelo telefone 3433-1800.

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Posto do jarivatuba

Chave some e doentes
ficam do lado de fora

Chaveiro teve de abrir a porta na unidade de saúde da zona Sul

Cerca de 100 pessoas que procuraram atendimento e os funcionários que trabalham no Pronto-atendimento Ambulatorial de Saúde (Paas) do bairro Jarivatuba, na zona Sul, encontraram as portas fechadas na manhã de ontem.
A chave principal da unidade sumiu e todos ficaram do lado de fora por pelo menos duas horas. A Secretaria de Saúde autorizou o chamado de um chaveiro, que abriu a porta a fez outra chave.
A confusão aconteceu porque as chaves ficavam com o vigilante, que é um dos funcionários da EBV, e não havia nenhuma cópia com os funcionários do Paas.
Como um dos contratos da empresa com a Prefeitura terminou no dia 3, na manhã de ontem o vigilante não foi trabalhar. Segundo o gerente regional da EBV, Jefferson Marino Dresch, a chave deveria estar com o vigia para o caso de uma emergência – e não ser a chave principal.
"Não é nossa responsabilidade abrir ou fechar o local. Ele tinha a chave por causa do alarme. Os funcionários do Paas também deveriam ter outras cópias", disse.
A Secretaria Municipal de Saúde resolveu o problema e determinou que a coordenação do Paas fique responsável por todas as chaves da unidade, como ocorria até meados do ano passado. O vigilante passou a abrir e fechar o pronto-atendimento depois de firmado um acordo informal entre ele e a administração da unidade.
Por causa do incidente, muitos pacientes aguardaram por mais de duas horas para receber atendimento. Alguns que estavam na fila não conseguiram ser atendidos. Foi o caso de Francisco de Mira, 79 anos. Segundo a filha dele, Iara Lúcia Pereira, ele chegou ao posto por volta das 6 horas para fazer uma consulta e exames para verificar a taxa de diabetes. "Ele teve de ir em jejum e nós entramos no posto depois das 10 horas. O médico já tinha ido embora e a consulta foi agendada para quarta-feira. Só conseguimos fazer o exame", disse Iara.

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Furto de água

Ligações ilegais serão investigadas

Companhia quer responsabilizar donos de imóveis com rede clandestina no centro

A Companhia Águas de Joinville deve decidir em uma semana qual o procedimento jurídico que será adotado para responsabilizar os donos de imóveis que tinham ligações de água não-cadastradas na rua Nove de Março. Os engenheiros identificaram pelo menos 12 ligações que não estavam no cadastro do órgão durante as obras da troca de adutora.
O departamento jurídico da Águas de Joinville ainda estuda qual será a estratégia. Não está descartado o registro de um boletim de ocorrência contra os donos de imóveis. Há suspeita também de furto de água em um ponto comercial da rua. O mistério sob o asfalto da rua Nove de Março veio à tona nos últimos 15 dias, quando começaram os trabalhos da primeira fase da obra entre as ruas Henrique Meyer e João Colin.
Para a surpresa dos engenheiros da Águas de Joinville, foi encontrada uma grande tubulação na esquina da Nove de Março com João Colin. O encanamento não constava nos registros da empresa, o que acabou dificultando o trabalho dos técnicos. Com isso, foi preciso interrromper o trânsito na rua, numa iniciativa que não estava prevista.
A etapa da troca de adutora entrou na sua segunda fase (trecho entre a João Colin e rua do Príncipe) nesta semana. A idéia é concluir os trabalhos dentro de duas semanas. O diretor operacional, Pedro Alacon, não descarta a descoberta de novas "ligações-fantasmas" neste trecho.

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Pente-fino

Uma limpeza geral no
presídio de Joinville

Operação policial recolhe nove celulares, cem espetos e maconha

JOSI TROMM

Operação pente-fino realizada durante toda a manhã de ontem no Presídio Regional de Joinville terminou com a apreensão de nove celulares, cerca de cem espetos de fabricação caseira e dez buchas de maconha. A ação começou por volta das 6 horas, com a participação de 50 agentes prisionais – em formação, de Joinville e de Florianópolis. Policiais militares e o Grupo de Radiopatrulhamento Aéreo (Graer) apoiaram a operação.
Os quase 600 presos homens foram colocados no pátio, para que as celas fossem revistadas. O material foi encontrado atrás de papéis colados nas paredes, dentro de colchões, travesseiros, potes de açúcar e café. Segundo o diretor da unidade, Jonas Alberto Cavanhol, os objetos foram encontrados por todas as alas da cadeia.
Durante a operação, foram encontrados dois buracos nas paredes. Estavam bem no início, mas se finalizados poderiam chegar aos fundos da unidade e facilitar uma fuga em massa. Um deles estava sendo cavado em uma das celas da ala do seguro. O outro estava sendo feito na ala C da cadeia nova.
A maconha será levada para a Polícia Civil e os espetos, destruídos. Os celulares serão encaminhados ao Departamento de Administração Prisional (Deap) para investigação. “Suspeitamos que os celulares entrem com as visitas”, explicou Jonas. Ele garante que a revista dos visitantes é rigorosa. “Mas já aconteceu de uma mulher ser revistada e nada ser encontrado. Depois ela foi levada para o hospital e um raio X mostrou que havia um objeto na vagina”, disse Jonas.
Ele descartou a possibilidade de facilitação por parte de funcionários do presídio. Mesmo assim, essa possibilidade será investigada. Jonas assumiu a função de diretor da unidade há 40 dias. Desde lá, já foram encontrados 18 celulares. “Graças ao bom trabalho dos agentes”, conclui.
Semanalmente policiais militares e agentes prisionais fazem revistas nas celas do presídio. Mas, com menos freqüência, também realizam as operações pente-fino mais detalhadas, como a que aconteceu ontem. O objetivo é evitar fugas ou confusões dentro do presídio justamente por causa da superlotação. Com 310 vagas, a unidade está com quase 700 presos, incluindo as mulheres.
Mas a superlotação não é problema único da unidade de Joinville. Na delegacia de Barra Velha, há uma semana havia 29 presos, em um espaço para apenas quatro. Ontem, havia 21 dentro das duas celas e três na regalia. A diminuição de presos não impediu que eles tentassem fugir. Funcionários flagraram os detentos serrando uma das grades.

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Itapoá
Rapaz é baleado na boca no bairro São José

Itapoá registrou uma tentativa de homicídio na madrugada de ontem. Ademir Vieira de Carvalho, 23 anos, o Pirão, levou um tiro na boca, segundo a Polícia Militar. A vítima foi levada para o Hospital São José, em Joinville. Ele passou por um cirurgia e estava bem até o fechamento desta edição.

Jogos de azar
Polícia recolhe caça-níqueis no bairro Iririú

A Polícia Militar recolheu na tarde de ontem 26 máquinas caça-níqueis nos fundos de um sobrado, no bairro Iririú, em Joinville. As placas-mãe dos equipamentos foram retiradas para investigação. Havia cinco clientes no local no momento do flagrante. Também foram apreendidos R$ 200,00 em dinheiro.



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