Vagas abertas
Saúde precisa de
mais 12 médicos médicos
Secretaria não
conseguiu contratar profissionais para hospital e maternidade
no início do ano
A Secretaria Estadual de Saúde lançou ontem
um processo seletivo simplificado que abre 12 vagas para médicos.
Os profissionais serão contratados para trabalhar no Hospital
Regional Hans Dieter Schmidt e na Maternidade Darcy Vargas. O
gerente técnico do Regional, Armando Lorga, explica que
em janeiro foram abertas 20 vagas, mas somente 11 candidatos
se inscreveram. O principal motivo para a baixa procura foi um
erro na divulgação do salário.
O edital do processo seletivo no início do ano informava
que o salário seria de R$ 1, 2 mil, mas o correto são
R$ 3,6 mil para uma carga de trabalho de 20 horas semanais. Os
médicos também têm direito a auxílio-alimentação
de R$ 66,00 por mês.
A situação mais urgente é a do pronto-socorro
do Regional. O setor tem 15 médicos para atender a uma
média de 400 pessoas por dia. Não houve nenhum
candidato para as seis vagas abertas no início do ano.
A cardiologia, que oferecia uma vaga em janeiro, também
não foi preenchida. Há apenas um médico
cardiologista no pronto-socorro. A ginecologia/obstetrícia,
na Maternidade Darcy Vargas, também não conseguiu
selecionar candidatos. Foram cinco inscritos para 12 vagas.
Selecionaremos os profissionais pelo currículo e
tempo de exercício profissional, informa Lorga.
Candidatos às vagas na clínica-geral e ecocardiografia
devem comparecer no Hospital Regional, no bairro Boa Vista. Os
ginecologistas/obstetras devem apresentar os documentos na Maternidade
Darcy Vargas, no bairro Anita Garibaldi.
Os interessados só podem concorrer a uma das vagas. O
contrato é para um ano de trabalho, podendo ser prorrogado
por mais um ano. O resultado do processo seletivo será
divulgado no Diário Oficial. É
uma vaga interessante para médicos em início de
carreira, principalmente para quem se identifica com o trabalho
no pronto-socorro, avalia Lorga.
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Números
- R$ 3.600,00 é o salário para cada uma das
vagas
- 12 é o número de vagas oferecidas
- 1 ano é a validade do contrato. Pode ser prorrogado
por mais um ano
As vagas
Função / Vagas /Carga Horária
Clínico-geral (emergência) /6 /20 horas
Cardiologia especialista em ecocardiografia / 1 / 20 horas
Ginecologista - obstetra / 5 / 20 horas
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Educação
CEI chamará este mês
Centro deve começar
a atender às primeiras turmas no dia 25
A direção do Centro de Educação
Infantil (CEI) Namir Zattar, do bairro Aventureiro, começa
a chamar, de 25 a 30 deste mês, as crianças matriculadas
no local. O CEI começaria a funcionar no início
do ano letivo, mas houve atraso nas obras. De acordo com a gerente
da unidade administrativa da Secretaria Municipal da Educação,
Walkíria Lennert, foi impossível cumprir o prazo
porque as chuvas atrapalharam os trabalhos.
Há 280 crianças de zero a seis anos matriculadas
em 13 turmas, o prédio está erguido e, de acordo
com o cronograma de obras da Prefeitura, o CEI funcionaria a
partir de fevereiro. As primeiras turmas chamadas serão
de crianças maiores. Apesar de parecer pronto, o prédio
não está apropriado para receber crianças.
"Ainda há obras máquinas fazendo aterro,
jardinagem, levantamento do terreno que vai dar lugar ao pátio
e à horta, retirada de entulho da obra", justifica
Walkíria.
A Prefeitura afirma que o CEI só será entregue
quando não oferecer riscos aos alunos. O problema é
que boa parte dos meninos e meninas matriculados no CEI do Aventureiro
tem entre zero e três anos. São 123 crianças
que não têm, desde janeiro, lugar onde serem cuidadas
enquanto os pais trabalham.
"Eu e minha mulher temos dado um jeito. Deixamos a nossa
menina de três anos com a minha sogra. Disseram que o CEI
poderia demorar um pouco para funcionar, mas não três
meses", afirma o orçamentista Cléber de Souza,
29 anos. Ele a mulher trabalham oito horas em horário
comercial, por isso matricularam a filha no berçário
do centro em horário integral.
O centro terá oito salas de aula, dois berçários,
enfermaria, refeitórios, bicicletário, cozinha,
jardim e horta.
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Inauguração fica
para mais tarde
As chaves do CEI Namir Zattar serão entregues para
a diretoria no dia 15. Diretora e auxiliares serão responsáveis
por fazer o levantamento dos móveis necessários,
que ainda não foram comprados. A inauguração
será no dia 21 de maio. O cronograma não anima
pais como o garçom Clésio Florentino, de 36 anos.
Ele é pai de dois meninos de sete meses e quatro anos
matriculados no CEI.
Clésio precisa de um lugar para deixar os filhos enquanto
a mulher está no serviço e ele, que trabalha à
noite, dorme. Por enquanto, uma cunhada tem ajudado a tomar conta
do bebê. Acho que eles estão enrolando. Passamos
sempre na frente do prédio e ele está pronto,
argumenta.
No CEI Amandus Finder, do bairro Jardim Iririú, as 259
crianças matriculadas começaram a ser chamadas
esta semana. Elas iniciaram turma a turma, para não
dar tumulto na chegada, porque a adaptação nunca
é sem choro, conta Walkíria. São 16
turmas, a maior parte (110 alunos) de zero a três anos.
Como os CEIs têm a capacidade máxima de 300 crianças
em período parcial, ainda há vagas nas duas unidades.
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Ensino infantil ganhará
200 vagas
Mais de 200 vagas serão oferecidas no centro de educação
infantil (CEI) que a Prefeitura de Joinville vai construir no
bairro Itinga. A permissão para o início das obras
foi assinada ontem pelo prefeito Marco Tebaldi na Escola Municipal
Lacy Flores. O valor do investimento é de cerca de R$
1 milhão.
O CEI terá oito salas de aula, dois berçários,
setor administrativo, parquinho, pátio coberto, sala de
estimulação e amamentação. O CEI
era uma antiga reivindicação da comunidade. O prédio
deve ficar pronto em novembro deste ano. Hoje, às 19 horas,
o prefeito irá entregar a ordem de serviço da reforma
e ampliação do CEI Castello Branco, no bairro Aventureiro.
Em razão do crescimento da região, a Prefeitura
planeja construir mais uma escola no bairro. "Pretendo deixar
pronto mais um projeto de uma escola. O próximo prefeito
vai apenas começar a obra", disse Marco Tebaldi.
A Prefeitura está avaliando um terreno para a construção.
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Fissura labiopalatal
18 anos de
atendimento gratuito
Centrinho atende
a casos de fissura labiopalatal e pacientes com problemas auditivos
Com mais funcionários, mais serviços e um título
de referência estadual, o Centrinho Prefeito Luiz Gomes
fez 18 anos no mês passado. Hoje, o lugar que nasceu para
atender a crianças e adultos com fissura labiopalatal
de Joinville, é responsável por pacientes de 219
cidades do Estado e tem uma média de 50 atendimentos por
dia só nesta área.
Os motivos para comemoração não param por
aí. Em 2006, o Centrinho Luiz Gomes ampliou os serviços.
Passou a atender crianças e adultos com problemas auditivos.
O local oferece reabilitação e aparelhos.
Assim como nos casos de fissura labiopalatal, onde o quanto antes
o paciente receberem atendimento médico melhor, o ideal
é que a pessoa com problema auditivo receba o mais breve
possível o atendimento especializado. A questão
envolve principalmente as crianças, já que o desenvolvimento
da fala delas também está ligada à audição.
Apesar disso, hoje, os idosos são maioria no atendimento
de problemas auditivos.
É neles que o sorriso deixa claro o significado do atendimento:
vida nova. Nilda Maria Silva, 60 anos, esperou dez meses para
conseguir ser atendida pelo centrinho. Valeu a pena esperar.
Gostei do atendimento, avalia. Nilda assistia à
televisão no volume 35, não ouvia o cachorro do
vizinho latir e nem as pessoas que moram com ela se locomover
dentro da casa. Agora está bom até demais.
O cachorro já está incomodando, contou com
bom-humor. O volume da televisão também baixou.
Hoje, no número 15, ela entende tudo o que os artistas
falam.
Nilda não soube explicar exatamente o porquê do
problema auditivo. Para ela, o motivo foi uma tosse forte que
teve na infância, mas ao mesmo tempo contou que tem dois
irmãos surdos e mudos, e mais um com o mesmo problema
que o dela. Apesar de o problema de audição de
Nilda ser antigo, essa é a primeira vez que ela usa aparelho,
recebido há pouco mais de duas semanas.
Quem também estava só sorrisos nesta semana era
Natália Oliveira de Carvalho, 87 anos. Ela usa aparelhos
há um ano. O significado do atendimento é expresso
com naturalidade. Mudou muito, eu escuto bastante agora.
Eu cheguei a entender as pessoas lendo os lábios, sem
ouvir, contou.
A filha Sônia Maria dos Santos contou que o uso do aparelho
acabou refletindo na fala da mãe. Ela estava falando
muito baixinho, agora não é mais assim, compara.
O atendimento à pessoas com problemas auditivos aumentou
ainda mais o saldo positivo do centrinho. Hoje, atende pelo menos
65 pessoas por dia, tem 62 funcionários de diferentes
áreas e pacientes a partir dos primeiros dia de vida.
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Profissionais
investem na concientização
O Centrinho Prefeito Luiz Gomes, que é referência
no Estado no atendimento aos problemas ligados à fissura
labiopalatal, também faz um trabalho de conscientização
na comunidade. Na semana passada, os profissionais do centrinho
foram aos terminais da cidade, shoppings e principais mercados
de Joinville conscientizar a população sobre o
que é a fissura labiopalatal.
Este trabalho foi feito porque a cidade, que é referência
de atendimento, ainda registra casos de pessoas com o problema
de má-formação sem atendimento por falta
de conscientização dos moradores. Numa dessas
abordagens, uma senhora afirmou que uma vizinha está com
a neta, um bebê de sete meses, que tem o problema e ainda
não recebeu atendimento. O bebê nasceu no Paraná
e foi deixado aqui em Joinville pela mãe, contou
a coordenadora Ligia Irene Nunes. Ela falou que outro motivo
para a não procura de algumas pessoas é o medo
do preço do atendimento. Eles não sabem que
o trabalho é pelo SUS e não tem custo algum,
comentou.
Segundo o centrinho apurou, a cada 650 bebês que nascem,
uma tem o problema e 30% dos casos são genéticos.
Hoje, quem tem fissura labiopalatal tem chance de ter uma reabilitação
de 100%, mas cada caso é um caso. Algumas pessoas podem
ficar com seqüelas, segundo a coordenadora.
O tratamento deve começar o mais cedo possível.
O ideal é que a primeira cirurgia aconteça
aos quatro meses de vida, para que tenha o melhor resultado estético
possível, fala Lígia. O número de
cirurgias pode variar de uma a seis, também dependendo
do problema. O acompanhamento é feito por uma equipe multidisciplinar,
composta por cirurgiões plásticos, fonoaudiólogos,
fisioterapeuta, pediatra, neurologista, geneticista, assistente
social, psicólogo e todas as especialidades da odontologia.
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Saiba mais
Que serviços o centrinho oferece?
Pessoas com fissura labiopalatal: O atendimento pode ser feito
a partir dos primeiros dias de vida das crianças.
Pessoas com deficiências auditivas: Detectam
o problema, fornecem aparelhos e trabalham com a reabilitação.
O que é a fissura labiopalatal?
É uma abertura no lábio e/ou céu da boca.
A fissura não é uma doença e sim uma má-formação,
sendo uma das mais freqüentes.
Por quer ocorre?
O fator hereditário corresponde a 30% dos casos, as causas
ambientais, como estresse, algumas infecções e
medicamento, irradiações, drogas, entre outros,
são responsáveis por 70% dos casos.
A fissura causa algum tipo de problema para a criança?
Sim. A criança pode sofrer problemas saúde, como
doenças de ouvido, infecções crônicas,
desnutrição, problemas dentais e dificuldade na
fala.
Como é o tratamento?
O tratamento da fissura deve ter início logo após
o nascimento da criança e se estende até a fase
adulta, envolvendo cirurgias corretivas e acompanhamento com
diversos profissionais.
Onde fica:
O Centrinho Prefeito Luiz Gomes funciona na rua Borba Gato, 685,
no bairro Atiradores. O horário de atendimento é
das 7 às 18 horas, sendo que de manhã ocorre o
atendimento às pessoas com fissura labiopalatal e à
tarde com problemas auditivos. Mais informações
pelo telefone 3433-1800.
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Posto do jarivatuba
Chave some e doentes
ficam do lado de fora
Chaveiro teve de
abrir a porta na unidade de saúde da zona Sul
Cerca de 100 pessoas que procuraram atendimento e os funcionários
que trabalham no Pronto-atendimento Ambulatorial de Saúde
(Paas) do bairro Jarivatuba, na zona Sul, encontraram as portas
fechadas na manhã de ontem.
A chave principal da unidade sumiu e todos ficaram do lado de
fora por pelo menos duas horas. A Secretaria de Saúde
autorizou o chamado de um chaveiro, que abriu a porta a fez outra
chave.
A confusão aconteceu porque as chaves ficavam com o vigilante,
que é um dos funcionários da EBV, e não
havia nenhuma cópia com os funcionários do Paas.
Como um dos contratos da empresa com a Prefeitura terminou no
dia 3, na manhã de ontem o vigilante não foi trabalhar.
Segundo o gerente regional da EBV, Jefferson Marino Dresch, a
chave deveria estar com o vigia para o caso de uma emergência
e não ser a chave principal.
"Não é nossa responsabilidade abrir ou fechar
o local. Ele tinha a chave por causa do alarme. Os funcionários
do Paas também deveriam ter outras cópias",
disse.
A Secretaria Municipal de Saúde resolveu o problema e
determinou que a coordenação do Paas fique responsável
por todas as chaves da unidade, como ocorria até meados
do ano passado. O vigilante passou a abrir e fechar o pronto-atendimento
depois de firmado um acordo informal entre ele e a administração
da unidade.
Por causa do incidente, muitos pacientes aguardaram por mais
de duas horas para receber atendimento. Alguns que estavam na
fila não conseguiram ser atendidos. Foi o caso de Francisco
de Mira, 79 anos. Segundo a filha dele, Iara Lúcia Pereira,
ele chegou ao posto por volta das 6 horas para fazer uma consulta
e exames para verificar a taxa de diabetes. "Ele teve de
ir em jejum e nós entramos no posto depois das 10 horas.
O médico já tinha ido embora e a consulta foi agendada
para quarta-feira. Só conseguimos fazer o exame",
disse Iara.
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Furto de água
Ligações ilegais
serão investigadas
Companhia quer
responsabilizar donos de imóveis com rede clandestina
no centro
A Companhia Águas de Joinville deve decidir em uma
semana qual o procedimento jurídico que será adotado
para responsabilizar os donos de imóveis que tinham ligações
de água não-cadastradas na rua Nove de Março.
Os engenheiros identificaram pelo menos 12 ligações
que não estavam no cadastro do órgão durante
as obras da troca de adutora.
O departamento jurídico da Águas de Joinville ainda
estuda qual será a estratégia. Não está
descartado o registro de um boletim de ocorrência contra
os donos de imóveis. Há suspeita também
de furto de água em um ponto comercial da rua. O mistério
sob o asfalto da rua Nove de Março veio à tona
nos últimos 15 dias, quando começaram os trabalhos
da primeira fase da obra entre as ruas Henrique Meyer e João
Colin.
Para a surpresa dos engenheiros da Águas de Joinville,
foi encontrada uma grande tubulação na esquina
da Nove de Março com João Colin. O encanamento
não constava nos registros da empresa, o que acabou dificultando
o trabalho dos técnicos. Com isso, foi preciso interrromper
o trânsito na rua, numa iniciativa que não estava
prevista.
A etapa da troca de adutora entrou na sua segunda fase (trecho
entre a João Colin e rua do Príncipe) nesta semana.
A idéia é concluir os trabalhos dentro de duas
semanas. O diretor operacional, Pedro Alacon, não descarta
a descoberta de novas "ligações-fantasmas"
neste trecho.
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Pente-fino
Uma limpeza geral no
presídio de Joinville
Operação
policial recolhe nove celulares, cem espetos e maconha
JOSI TROMM
Operação pente-fino realizada durante toda a
manhã de ontem no Presídio Regional de Joinville
terminou com a apreensão de nove celulares, cerca de cem
espetos de fabricação caseira e dez buchas de maconha.
A ação começou por volta das 6 horas, com
a participação de 50 agentes prisionais
em formação, de Joinville e de Florianópolis.
Policiais militares e o Grupo de Radiopatrulhamento Aéreo
(Graer) apoiaram a operação.
Os quase 600 presos homens foram colocados no pátio, para
que as celas fossem revistadas. O material foi encontrado atrás
de papéis colados nas paredes, dentro de colchões,
travesseiros, potes de açúcar e café. Segundo
o diretor da unidade, Jonas Alberto Cavanhol, os objetos foram
encontrados por todas as alas da cadeia.
Durante a operação, foram encontrados dois buracos
nas paredes. Estavam bem no início, mas se finalizados
poderiam chegar aos fundos da unidade e facilitar uma fuga em
massa. Um deles estava sendo cavado em uma das celas da ala do
seguro. O outro estava sendo feito na ala C da cadeia nova.
A maconha será levada para a Polícia Civil e os
espetos, destruídos. Os celulares serão encaminhados
ao Departamento de Administração Prisional (Deap)
para investigação. Suspeitamos que os celulares
entrem com as visitas, explicou Jonas. Ele garante que
a revista dos visitantes é rigorosa. Mas já
aconteceu de uma mulher ser revistada e nada ser encontrado.
Depois ela foi levada para o hospital e um raio X mostrou que
havia um objeto na vagina, disse Jonas.
Ele descartou a possibilidade de facilitação por
parte de funcionários do presídio. Mesmo assim,
essa possibilidade será investigada. Jonas assumiu a função
de diretor da unidade há 40 dias. Desde lá, já
foram encontrados 18 celulares. Graças ao bom trabalho
dos agentes, conclui.
Semanalmente policiais militares e agentes prisionais fazem revistas
nas celas do presídio. Mas, com menos freqüência,
também realizam as operações pente-fino
mais detalhadas, como a que aconteceu ontem. O objetivo é
evitar fugas ou confusões dentro do presídio justamente
por causa da superlotação. Com 310 vagas, a unidade
está com quase 700 presos, incluindo as mulheres.
Mas a superlotação não é problema
único da unidade de Joinville. Na delegacia de Barra Velha,
há uma semana havia 29 presos, em um espaço para
apenas quatro. Ontem, havia 21 dentro das duas celas e três
na regalia. A diminuição de presos não impediu
que eles tentassem fugir. Funcionários flagraram os detentos
serrando uma das grades.
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Itapoá
Rapaz é baleado na boca no bairro São José
Itapoá registrou uma tentativa de homicídio na
madrugada de ontem. Ademir Vieira de Carvalho, 23 anos, o Pirão,
levou um tiro na boca, segundo a Polícia Militar. A vítima
foi levada para o Hospital São José, em Joinville.
Ele passou por um cirurgia e estava bem até o fechamento
desta edição.
Jogos de azar
Polícia recolhe caça-níqueis no bairro Iririú
A Polícia Militar recolheu na tarde de ontem 26 máquinas
caça-níqueis nos fundos de um sobrado, no bairro
Iririú, em Joinville. As placas-mãe dos equipamentos
foram retiradas para investigação. Havia cinco
clientes no local no momento do flagrante. Também foram
apreendidos R$ 200,00 em dinheiro. |