clicRBS

Buscar
Joinville Domingo, 13 de janeiro de 2008 Santa Catarina - Brasil

AN Cidade - A Notícia Suzana Klein
(47) 3431-9123
suzana.klein@an.com.br

Só se aproveitam o sol e a areia

Entra ano e sai ano, e vários pontos do Litoral Norte continuam impróprios para banho

Camille Cardoso

“Não, né, tia? Não sou louco”, diz o menino Carlos Eduardo Erthal, 11 anos, nascido e criado em Barra Velha, quando perguntado se, por acaso, é a água da lagoa que ele está tentando tirar do corpo num banho de ducha pública na quarta-feira passada. Apesar da pouca idade, ele e seus amigos sabem que com aquela água não se brinca. Considerado ponto impróprio para banho há pelo menos uma década, a lagoa de Barra Velha é um dos locais do Litoral Norte com nível acima do aceitável de bactérias que mostram a presença de esgoto na água.
Entra ano e sai ano, pontos do Litoral Norte continuam impróprios para banho. A lista é variada – assim como as desculpas das prefeituras, responsáveis por combater o problema. Há pontos críticos em locais de São Francisco do Sul, Barra Velha e Penha. De acordo com a Fundação do Meio Ambiente (Fatma), uma das formas de considerar o ponto impróprio é analisar as amostras de água coletadas nas últimas cinco semanas. Se mais de 20% delas tiverem contaminação além da conta, o lugar não serve para banho.
Alguns resultados não surpreendem mais os técnicos. É o caso do ponto cinco – nas proximidades da Univali – da praia da Armação do Itapocoroy, em Penha. Ou da praia do Inglês, em frente à praça da Figueira, em São Francisco do Sul. Uma tubulação de esgoto, mais antiga que os moradores conseguem lembrar, é uma das responsáveis por isso. Em Barra Velha, pode ser nocivo à saúde o banho de mar no ponto da praia Central, em frente ao posto de salva-vidas, onde há o encontro com o poluído rio Cancela. Em Itapoá, um riacho e um tubo de concreto se unem para escorrer um líquido malcheiroso para um dos pontos da praia, ao lado de uma torre de telefonia. Essa situação provocou amostras negativas em mais da metade das 31 análises feitas desde novembro de 2006.
O motivo desses ambientes estarem degradados é óbvio aos olhos e aos narizes de todos. São rios poluídos e canos de esgoto – ligados à praia ou à rede de escoamento de água da chuva. A solução emergencial, diz o técnico responsável pelo laboratório da Fatma, Marlon Daniel da Silva, começa com um primeiro passo: “Tem de notificar e lacrar os canos. Ou instalar um sistema de retenção da água para impedir a contaminação”.
As duas iniciativas têm de partir das prefeituras, ancoradas no trabalho de mapeamento das vigilâncias sanitárias municipais e nas análises das fundações do meio ambiente. Aí começam os entraves. Consultadas, as prefeituras argumentam fazer o possível. O fato é que o número de pontos impróprios subiu do ano passado para cá. E o de turistas aumentou nos principais balneários pelo menos 26% de 2006 para 2007.
Com isso, também se elevam as áreas contaminadas por conta do excesso de gente. A Prainha de Balneário Barra do Sul, na foz do canal do Linguado, é um exemplo. O ponto recebe o título de próprio na baixa temporada, mas sofre com o excesso de veranistas e fica poluído no verão – mesmo que as casas tenham os sistemas de tratamento aceitáveis.

camille.cardoso@an.com.br

_______________________________

Penha

Brisa do mar cheira a esgoto

Dos 11 pontos das praias de Penha analisados pela Fatma, em quatro deles o banho de mar está proibido. Alguns pontos na Armação do Itapocoroy são reincidentes: em frente às ruas Fortaleza e Maria Emília da Costa. É fácil identificar canos de concreto ligados à praia. Um deles faz com que a aposentada Domingas Vieira (foto acima), 73 anos, deteste a brisa que sopra à noite. “O cheiro de esgoto é terrível. Quando tem muita gente na praia, fica insuportável”, afirma. Ela veraneia em Penha há mais de 20 anos.
O diretor da Vigilância Sanitária, Edevilson Nascimento, diz que o órgão faz um trabalho de “orientação e punição” de donos de casas com ligações irregulares. Ele garante que o levantamento constatou uma melhora. E que as tubulações são fechadas. “Quando notificado, o dono tem um mês para escolher duas saídas: ou faz adequações a casa ou o esgoto é lacrado”, afirma.
A solução é evitada porque há conseqüências. “Quando a Prefeitura lacra a canalização, transborda tudo quando chove e alaga a avenida”. Como a cidade não tem rede coletiva de esgoto, o município tem aconselhado os moradores a adotarem práticas para reduzir a contaminação. Entre elas, o uso de tabletes de cloro e a lavagem periódica das fossas e sumidouros. Na sexta-feira, o AN Cidade tentou falar com a Prefeitura, ao longo do dia, sem sucesso. O engenheiro sanitarista da Secretaria de Planejamento não retornou as ligações.

 

São Francisco do Sul

Um postal com problemas

Pracinha com bancos, palmeiras e uma bela vista. A praia dos Ingleses, em São Francisco do Sul, serve apenas para cartão-postal. Pelo menos desde novembro de 2006, a área em frente à praça da Figueira e do lado direito do trapiche não atende a 60% das condições para que o banhista entre na água. Ela é a única praia com um ponto poluído da cidade entre as outras quatro analisadas.
Talvez por isso a Prefeitura não tenha entre as prioridades despoluir a praia. “Felizmente, só temos um ponto crítico. O problema não é tão grave assim”, afirma o prefeito Odilon Ferreira de Oliveira. A principal ação do município, ele conta, é “dar o pontapé inicial” na construção da primeira estação de tratamento de esgoto. Com licitação aberta e prevista para começar a sair do papel em março, a estação vai atender aos moradores de uma avenida, a Nereu Ramos. Vai custar R$ 3 milhões, arrecadados no Ministério das Cidades. Os balneários ainda vão esperar um pouco. São necessários R$ 53 milhões para estender a rede às praias.
O problema na praia dos Ingleses, diz o secretário do Meio Ambiente, Carlos Folda, são as ligações clandestinas de esgoto nos canos que dão vazão à água da chuva. “São ligações antigas, porque as casas são antigas. Se trancarmos os canos, inunda a avenida”, afirma. O paliativo, como ele mesmo define, será a a instalação de um filtro para diminuir a poluição dos despejos. As três saídas de água pluvial serão unidas num ponto onde um filtro central será instalado.
O catador de papelão Abedenico Luiz Pedreira (foto abaixo), 50 anos, levava os cinco filhos à praia dos Ingleses quando eram pequenos. Nascido e criado em São Francisco do Sul, ele nem se lembra desde quando a praia é poluída. “Ninguém faz nada e quando a maré enche é um problema. Apesar da sujeira, isso enche nos domingos”, conta.

....................................................

Site é mais confiável que placas

Em duas situações o AN Cidade encontrou placas da Fatma que sinalizavam água própria para banho em locais onde havia tubulação que despejava esgoto.
Em Itapoá, na praia de Itapema, e em Penha, na Armação do Itapocoroy. Ambos os pontos estavam descritos como impróprios no relatório mais atualizado da fundação. O técnico Marlon Daniel da Silva conta que é comum haver adulterações e retirada das placas, principalmente por comerciantes da região. E avisa: as placas têm, pelo menos, cinco dias de defasagem em relação a análises periódicas mais recentes. É tempo suficiente para a condição da praia mudar durante a temporada. “Por isso, o melhor tipo de análise é a do nariz. Praia suja, com cheiro de esgoto, é indício de que o banho não é viável”, conta. Rios e canos também são sempre suspeitos. Para ter certeza de que o banho de praia não vai render doenças, é possível consultar o site da fundação.

_______________________________

Itapoá

Encontro do rio com o esgoto

Um ponto da praia mancha a reputação de águas limpas de Itapoá. Na praia de Itapema, à esquerda de uma torre de telefonia, um pequeno riacho encontra a água que escorre de uma tubulação. O resultado é uma correnteza que muitos banhistas não se arriscam a atravessar. “Gostei de tudo na praia, menos disso. É nojenta essa água verde”, acha a estudante Francielle Reche Maciel, 17 anos. O namorado dela, Ricardo Gonçalves Dias, 20 anos, também não se arriscou a pisar na água. O casal que mora em Umuarama (PR) visita pouco a Itapoá, onde o pai de Ricardo tem casa de praia.
Conhecida por ser o lado mais movimentado da calma Itapoá, Itapema é a praia onde está a maior parte das casas alugadas. “Nesse ponto há dois riachos próximos. É possível que os rios recebam efluentes e os joguem no mar. Se o ponto está impróprio é porque há contaminação por coliformes fecais”, avalia o técnico Marlon Daniel da Silva, da fundação.
Por causa da corrente, o dono de um bar tomou a iniciativa de construir duas pontezinhas improvisadas de madeira. É uma forma de trazer a clientela ao bar ilhado em meio aos dois filetes de água escura. “Deixamos e tiramos todas as noites. É uma forma de o pessoal passar e chegar ao bar”, conta Narciso Karnikowski.

_______________________________

Barra do Sul

Prainha entra na lista

“Não há pontos impróprios para banho em Balneário Barra do Sul”, diz o secretário do Planejamento, Antônio Paulo Schwingel. A afirmação tinha o aval da Fatma até o dia 20 de dezembro. A partir daí, a Prainha na foz do canal do Linguado, se dobrou à maior quantidade de moradores. Excedeu o nível regular de fezes na água e está oficialmente imprópria para banho desde janeiro, segundo relatório da fundação ambiental.
A prainha é um caso de terreno que não consegue absorver quantidades grandes de resíduos quando há aumento de população. A poluição indireta do solo também chega às águas, principalmente depois da chuva. O aposentado Otávio Dacher (foto acima), 77 anos, mora há uma década à beira do canal, que freqüenta há pelo menos 35 anos. A casa tem fossa. Ele conta que a água mudou um pouco ao longo dos anos, mas nada drástico. “A água é boa para tomar banho ainda. Para beber, temos poços artesianos. Onde tem sardinha não tem poluição”, argumenta ele, que ainda pesca siris e peixes no canal.
No verão, ele passa a ser vizinho da também aposentada Iracema Rohregger, 63 anos. A aposentada está na praia com mais familiares, entre eles a filha e a neta. “O pessoal toma banho normalmente. Que eu saiba, nunca aconteceu nada”, conta ela, moradora de Joinville. A casa da família tem mais de 20 anos.
Para prevenir que o problema se torne crítico, a Prefeitura informa que deve continuar a política ambiental de vigilância. “No ano passado, instalamos mais de 400 fossas, filtros e sumidouros. Para serem alugados, os imóveis têm de provar ter um desses sistemas. Nenhum alvará é expedido sem esse controle”, afirma Schwingel. Segundo ele, não é necessário lacrar canos nas praias porque eles não existem.

_______________________________

Barra Velha

Três focos de água suja

A Vigilância Sanitária de Barra Velha afirma estar numa cruzada para encontrar tubulações irregulares de esgoto, a principal causa de poluição do mar. “Fechamos canos em Itajuba e no centro. Há algumas semanas, intimamos moradores de uma rua inteira, na praia do Grant, para que mostrem se o projeto sanitário está regular”, afirma o diretor do órgão, Juliano Luiz.
Ainda assim, há dois pontos críticos. Um deles está na praia Central em frente ao posto de salva-vidas, onde grandes canos de água pluvial despejam água escura no mar. Nesse ponto, o encontro com o rio Cancela é o grande culpado. “O rio atravessa toda a cidade desde o bairro São Cristóvão, e existem vários canos irregulares de esgoto conectados”, conta Luiz. A lagoa de Barra Velha é, há anos, considerada imprópria para banho. “A lagoa recebe todo o esgotamento do entorno. Mesmo existindo fossa, filtro ou sumidouro, em caso de chuva, o terreno acaba por levar o esgoto para as águas”, explica Marlon Daniel da Silva, da Fatma. Desde 2001, uma draga faz parte do lixo jogado na lagoa. Ainda não se sabe se ela contribuiu para poluir ainda mais a lagoa – a análise da Fatma não serve para indicar contaminação por óleo.
A Prefeitura pretende usar as obras de pavimentação das ruas do centro, que começam em março, para verificar a existência de tubulação de esgoto clandestina. Para despoluir a lagoa, existe o projeto da abertura da boca da barra, que vai criar uma marina e permitir a renovação da água.

....................................................

Palmas para o “Menino Caranguejo”

Revista feita em Joinville é considerada o melhor lançamento nacional em quadrinhos de 2007

Rogério Kreidlow, Especial

A primeira reação foi de surpresa. Quando a reportagem de A Notícia contatou José Francisco Xavier, o Chicolam, na tarde de sexta-feira, ele ainda não sabia que havia sido um dos ganhadores do Prêmio Angelo Agostini. A premiação é considerada uma das mais importantes do País em histórias em quadrinhos. A votação pode ser feita por qualquer pessoa, por cartas e pela internet. O personagem “Menino Caranguejo”, criado por Chicolam quando ele ainda cursava design, venceu na categoria melhor lançamento de 2007. A premiação completa foi divulgada sexta, no Blog dos Quadrinhos (blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br), no Portal UOL.
Chicolam vê prêmio como incentivo a ele e sua equipe. O “Menino Caranguejo” nasceu como projeto de conclusão de curso quando ele era aluno de design, na Univille, em 1997. Em 2007, o personagem chegou ao conhecimento de escolas e do público, em forma de um gibi, patrocinado pelo Edital de Apoio à Cultura da Fundação Cultural de Joinville. As escolas municipais receberam 15% dos 3 mil exemplares e o restante foi para as bancas.

Prêmio
Indicações ao Angelo Agostini são abertas e feitas na internet e por cartas. Vencedores serão homenageados dia 16 de fevereiro
Na produção dos quadrinhos, Chicolam é responsável pelas cores e roteiro. Paulo Kielwagen, 22 anos, é o desenhista. Cristiane Drewf, 22, é a arte-finalista. Os dois entraram no projeto por serem alunos de Chicolam na Univille. A mulher do criador do personagem, Viviane Cris Mendes, 28, trabalha nos balões, letras e na editoração. Eugênio Siqueira, o quinto integrante do grupo, também faz o roteiro. Todos ajudam a criar a história e dão pitaco no enredo, explica Viviane.
O fato de o “Menino Caranguejo” concorrer ao prêmio já tinha sido uma surpresa para Chicolam. “Agora, foi surpresa em dose dupla. Ficamos muito felizes com a notícia”, afirma.
O grupo do designer foi responsável, também, pelos grafites no Lar Abigail, durante a reforma promovida pelo "Caldeirão do Huck".“O Lar Doce Lar precisava de alguém que fizesse desenhos na casa da mãe Abigail e chamou a gente. Grafitamos o Menino Caranguejo no quarto dos meninos, fizemos uma personagem feminina para o quarto das meninas e desenhamos também nos banheiros”, conta Chicolam. O grupo entregou a história em quadrinhos para o apresentador do programa, Luciano Hulk.
Para 2008, o plano é lançar a segunda edição do “Menino Caranguejo”. A história tem seis edições. Não há uma periodicidade definida. “Tudo depende do recurso que temos”, diz o criador do personagem.
O “Menino Caranguejo” é inspirado em Joinville e outras cidades do Brasil. “É uma espécie de herói, que tira a força do mangue. Quando a natureza é prejudicada, o menino enfraquece”, explica Chicolam. Ele acredita que o apelo socioambiental ajudou na conquista do prêmio. A premiação será no dia 16 de fevereiro, em São Paulo.

....................................................

Personagem resgatará a cultura local

O sucesso do primeiro número do "Menino Caranguejo" levou a outro projeto que já está no forno: uma edição especial, na qual o personagem tenta elucidar o sumiço de uma imagem sacra venerada no Morro do Amaral. O desaparecimento é fictício, mas “O Mistério de São Gonçalo” (título da edição especial) fala de um santo realmente admirado no bairro joinvilense. E é ponto de partida para resgatar o patrimônio cultural da cidade. Este projeto é bancado pela Prefeitura. E há ainda a segunda edição da revista em quadrinhos que deve chegar às bancas em março.

....................................................

Prefeitura abre debate
sobre futuro das figueiras

Executivo já considera a possibilidade de encontrar uma solução para não cortar as 40 árvores

A Prefeitura de Joinville vai abrir um debate com a sociedade para definir o futuro das 40 figueiras na avenida Hermann August Lepper, às margens do rio Cachoeira, no trecho entre a ponte azul e a Fundação Cultural de Joinville. A decisão foi tomada após a repercussão do anúncio do prefeito Marco Tebaldi (PSDB) de cortar as plantas, com o argumento de oferecer mais segurança para quem passa pelo local.

Desafio
Prefeitura busca opção que considere a segurança pública, os prejuízos ao asfalto e a preservação das plantas
Como o projeto para a derrubada das árvores nem está pronto, Tebaldi pediu empenho redobrado aos secretários e técnicos na elaboração de uma proposta. Serão consideradas sugestões como as apresentadas por especialistas, como a construção de um deque de madeira embaixo das figueiras sobre o rio ou uma barreira de concreto para as raízes.
O desafio da Prefeitura será encontrar uma alternativa que considere ao menos três aspectos: a segurança dos pedestres que passam pelo local, o prejuízo que as raízes das árvores estão provocando ao meio-fio e ao asfalto, e a preservação das figueiras.
Os secretários e o prefeito ainda não sabem como vão democratizar a discussão do assunto. “É certo que este será um debate apolítico”, disse um dos interlocutores de Tebaldi.
Na sexta-feira, a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema) voltou a discutir o caso. Os técnicos do Instituto de Pesquisa e Planejamento para o Desenvolvimento Sustentável de Joinville (Ippuj) também se reuniram para discutir o futuro das árvores.
Há 120 figueiras entre a ponte azul e a rua Itaiópolis. A proposta inicial da Prefeitura era de cortar as 40 plantadas entre a ponte azul e a Fundação Cultural de Joinville, num trecho de cerca de 500 metros.

Palavra do leitor
Nos dias 10 e 11, AN Cidade perguntou, no site www.an.com.br, a opinião dos leitores sobre o corte das árvores. 42 pessoas responderam. Todas foram contra. Confira algumas manifestações:

“Escrevo não somente em meu nome, mas em nome de toda a minha família e amigos. Somos totalmente contra o corte destas lindas e utilíssimas árvores. Não entendemos como a Prefeitura de uma cidade como Joinville vai na contramão a tudo que é dito em âmbito mundial. As árvores não danificam a via, pelo contrário, estão é protegendo, embelezando, melhorando nosso ar e nos dando sombra neste verão escaldante (que palmeiras não dão...). Nossa sugestão: façam a calçada e preservem as árvores.”
Hellmuth Schmith, Joinville

“Em vez de se preocupar somente com as árvores de um lado do rio, talvez a Prefeitura devesse se preocupar com os dois lados. Pois acho feias e ultrapassadas as árvores que existem no meio da avenida Beira-Rio. Talvez ali, sim, seria um lugar ideal para colocar as palmeiras que a Prefeitura planeja, numa nova “Rua das Palmeiras”. As do outro lado, em minha opinião, devem permanecer. Só estruturar as calçadas.”
Charles Henrique Voos, Joinville

“Eu acho isso um completo absurdo, aquela rua é uma das mais belas de Joinville, senão a mais bela. Por mais que muitos digam que é em nome do progresso cortar aquelas árvores, é um completo absurdo.”
André Luiz Quintino, Joinville

“Para quê? Já não basta o rio podre, agora querem deixar sem árvores também?”
Jonatan Rafael, Joinville

“É um absurdo. A rua se destaca pela beleza que as árvores lhe trazem e que tornam até mais agradáveis os longos minutos que passamos nos congestionamentos. Vai perder toda sua beleza.”
Ladjon Silva, Joinville

“As próximas árvores seriam as da frente do Museu do Príncipe (Museu Nacional da Colonização e Imigração)?”
Jorge Reis, EUA

“Péssima idéia do autor. É uma das passagens em vias públicas de Joinville mais bonitas de se admirar. Mas é sempre assim: tem de haver um mau humorado sempre para estragar o que está bonito. Sou contra. E voto contra.”
Klaus G. Schossland, Joinville

“As árvores não podem ser eliminadas. Deveriam ser podadas desde maio de 2007 para robustecer e reforçar o tronco para suportar tempestades. Assim como estão podem destruir parte da pavimentação por excesso de peso ao chover. É o sinal do total abandono da prefeitura pelos bons tratos, nos últimos dez anos, ao paisagismo.”
Adolar Schroeder, Joinville

“Vindo da atual administração, eu não estranho. Por que se ela realmente pensasse em Joinville ou no cidadão joinvilense muita coisa teria saído diferente. Quando vim morar aqui, conhecia Joinville como cidade das flores, hoje, cidade dos horrores!”
Alberto Matos, Joinville

“Isso é ridículo...Totalmente ridículo... Sem comentários.”
Juliano Bueno, Joinville

“Por que a Prefeitura não arruma o que está precisando, como as praças, que estão um lixo? Deveria fazer praças de lazer para ter o que fazer com os filhos no final de semana. Estamos em época de “carbono zero” e o governo quer derrubar árvores para fazer uma passarela?”
Andre Luis Wisnheski, Joinville

“É um desrespeito ao ser humano. Além da preservação, a beleza dessas árvores faz bem para a alma.”
Roléia Solange Welter, Joinville

“Retirar árvores desse local é tão ridículo quanto a construção desse bulevar.”
Paulo Curvello, Balneário Camboriú

“Sou contra o corte das árvores. Elas não são as responsáveis pelo mau estado do meio-fio nem da pista de rolamento. Observei pessoalmente e não vi estrago ocasionado pelas raízes. Acho que é falta de manutenção mesmo.”
José Luiz Gonzaga, Joinville

“Sou totalmente contra. As árvores naquela região ajudam a refrescar o clima, além de contribuir para a fotossíntese numa cidade movimentada e poluída.”
Mariana Heil Kinas, Curitiba

“Acho um absurdo! As figueiras têm raízes bem grossas e profundas. É impossível elas caírem para dentro do rio. Onde está o respeito com o meio ambiente?”
Déborah Helena Murara Moraes, Joinville

“Acho um absurdo tirar um pouco da beleza que ainda existe no centro da cidade sem contar que elas servem como proteção.”
Ivone Ullmann, Joinville

“Nosso prefeito deveria se preocupar com o vergonhoso cartão postal que são o Cachoeira poluído, estradas cheias de buracos, ruas mal sinalizadas, com os problemas de nossa saúde em Joinville e não se preocupar com as belas figueiras e determinar a sua derrubada. Hoje estão belas, lindas para um cartão postal. Os órgãos ambientais deveriam impedir esta decisão.”
Ademir Mário Frisanco, Joinville

“Um absurdo o que querem fazer com as árvores. Deixem-nas viver. Sou totalmente contra.”
Jucimar Hattenhauer, Joinville

“Existem os extremistas 'ecochatos' de um lado, que olham a natureza e o resto não importa, e existem os 'ecoburros' que ao olhar uma árvore, pensam em arrancá-la para pôr ali uma calçada.”
Vitor Baveski, Torino, Itália

“Como órgão público, esta atitude (de cortar) estimula a não-preservação das áreas verdes. Será que a equipe de planejamento não consegue aproveitar no projeto bulevar as majestosas árvores existentes?”
Alexandre Simas, Joinville

“É um contra-senso a Prefeitura sair com esta asneira das retiradas das árvores para fazer aquilo que ela deu o nome de bulevar.”
Fernando Fernandes Dias, Joinville

“O prefeito chamar as pessoas de leigas sobre o assunto? Diria que ele deveria se preocupar muito mais com a saúde pública em vez de mandar retirar as árvores que tanto embelezam a cidade, são um cartão postal.”
Jackson Krüger, Joinville

_______________________________

Turismo

Um navio de luxo na Babitonga

Transatlântico atraca em São Francisco do Sul neste domingo

Um transatlântico de luxo, com nome de diretor de teatro alemão e bandeira das Bahamas, atraca na manhã deste domingo no porto de São Francisco do Sul. Cerca de 650 turistas, todos alemães, vêm conhecer cidades do Norte e do Vale do Itajaí a bordo do navio Maxim Gorkiy.
O desembarque será às 8 horas da manhã. Além de uma banda que vai tocar músicas da região, uma recepção especial foi agendada para os visitantes.
Até as 17 horas, os turistas poderão escolher o que fazer em solo catarinense. As opções são ficar em São Francisco do Sul, conhecer as praias e o centro histórico da ilha, ou fazer um passeio por Joinville e Blumenau.
Em torno de 200 deles escolheram o segundo destino.
O transatlântico tem 195 metros de comprimento. A tripulação é de 342 pessoas de várias nacionalidades. De Santa Catarina, o navio segue para Punta del Este, no Uruguai. Antes de chegar a São Francisco do Sul, os passageiros conheceram regiões turísticas do litoral brasileiro, como as praias do Recife (PE) e do Rio de Janeiro. A última parada foi o Paraná, onde ele atracou no porto de Paranaguá.
No ano passado, o porto de São Francisco do Sul recebeu o transatlântico Island Scapes, com suas 40 mil toneladas e 185 metros de comprimento. O navio trouxe, além dos 1,6 mil turistas brasileiros, uma tripulação internacional de 540 profissionais.

O Maxim Gorkiy em números:
- 195 metros de comprimento
- 650 passageiros é a capacidade
- 24,22 mil toneladas

O Maxim Gorkiy, com bandeira das Bahamas, foi construído em 1969 ao custo de cinco milhões de libras. Foi transformado em transatlântico alemão em 1988. Já foi chamado de Hamburg, Hanseatic e Maksim Gorkiy.
Em 1989, o navio ficou famoso por ter se chocado contra um bloco de gelo no Ártico e quase ido a pique. Também nesse ano foi o primeiro navio de passageiros a hospedar o então premiê soviético Mikhail Gorbachev e o atual presidente dos EUA, George W. Bush.
Apesar de ser um dos navios mais importantes para o mercado alemão de cruzeiros, deve se aposentar em 2010. Nesse ano, a exigência de uma reforma vai fazer a empresa russa que o administra escolher por desligá-lo da frota.



   Este Portal é melhor visualizado na resolução 800x600
Expediente
 Copyright © A Notícia - Fone 055-0xx47 3431 9000 - Fax 055-0xx47 3431 9100
 Rua Caçador, 112 - CEP 89203-610 - C. Postal: 2 - 89201-972 - Joinville - SC - Brasil