Artes plásticas
Inspiração invisível
Coletiva de sete artistas
no Museu Hassis, na Capital, tem o vento como elemento unificador

Roberto Freitas | InstalaçãoJéferson
Lima
Florianópolis

Cclaudio Trindade | Instalação

Julia Amaral | Instalação
É da natureza do vento deixar um rastro de sentimentos
por onde passa. É ruidoso ao bater na janela, indecoroso
ao levantar a saia da moça e sacana ao arrancar o guarda-chuva
do transeunte que caminha pela rua. É destrutivo quando
forma imensas ondas que avançam sobre as cidade e afetivo
quando contorna o rosto dos homens. Pensar o vento, não
de uma maneira singular, mas refletir sobre a multiplicidade
da força que este fenômeno da natureza pode produzir,
é a proposta do curador Victor da Rosa, que abre hoje,
às 19 horas, a exposição Desvio para
o Vento, no Museu Hassis, em Florianópolis.
Critério
Na curadoria, Victor da Rosa não procurou um ponto de
vista linear, mas que trouxesse à tona um paradoxo |
Um
dos pontos de referência de Victor para discutir o tema
é o discurso do pensador francês Gaston Bachelard.
A ambivalência do vento que é doçura
e violência, pureza e delírio, como assinalá-la
melhor senão revivendo (...) seu duplo ardor destrutivo
e vivificante?, escreve Bachelard no livro O Ar e
os Sonhos. Para montar a exposição, o curador
fez uma antologia de trabalhos que foram exibidos nos últimos
cinco anos. São fotografias, vídeo, instalações,
objetos (no jardim) e uma ação que será
feita no espaço externo do Museu Hassis.
Para a coletiva, Victor reuniu trabalhos de sete artistas, a
maioria deles formada pelo curso de artes plásticas do
Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).
Fazem parte da mostra: Aline Dias, Cláudio Trindade, Egídio
Rocci, Fabiana Wielewicki, Julia Amaral, Letícia Cardoso
e Roberto Freitas. Somente a instalação de Roberto
foi feita especialmente para a mostra. Todos os outros trabalhos
foram escolhidos a partir de exposições feitas
em Florianópolis, com exceção do paulista
Egídio, que teve o trabalho selecionado por Victor a partir
do último Salão Paranaense.
Na seqüência de obras em exposição,
surge um guarda-chuva preso no jardim que poderá evitar
que o vento o carregue, mas não ficará alheio à
ondulação produzida pelo movimento do ar. Já
um balão de tecido solto no céu é o próprio
elemento sujeito ao vento, ou a fotografia que o vento lê,
ou um ventilador que faz vento, ou cortinas sujeitas ao vento
que atravessa uma janela aberta.
Na curadoria, Victor não partiu de um ponto de vista apaziguador
e linear. Ao contrário, procuro o paradoxo. Acredito
que os trabalhos dentro da exposição se negam,
criam tensões entre si. Trata-se de um campo de batalha,
diz ele, que amanhã, a partir das 19 horas, vai mediar
uma conversa com os artistas e o público no Museu Hassis,
onde será abordada a concepção e montagem
da exposição e o trabalho de cada artista.
jeferson.lima@an.com.br
O quê: Exposição Desvio para
o Vento, com curadoria de Victor da Rosa.
Quando: Abertura hoje, às 19 horas. Visitação
até 28 de setembro, de segunda a sexta, das 13 às
18 horas. Visitas monitoradas devem ser agendadas com antecedência
pelo telefone do museu.
Onde: Museu Hassis, rua Luiz da Costa Freysleben, 87,
Itaguaçu, Florianópolis, fone: (48) 3348-7370.
Quanto: gratuita.
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Pulsantes
Partindo do princípio de que rabiscos são uma
extensão do corpo, Flávia Fernandes criou desenhos
em carvão, pastel seco e grafite que podem ser conferidos
a partir de hoje, às 19h30, na Galeria Municipal de Arte
Pedro Paulo Vecchietti, em Florianópolis (praça
15 de Novembro, esquina com a Tiradentes). A mostra fica aberta
até o dia 31 de julho.
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Imigração
A argentina Susana Goyeneche pintou desde a infância
em Buenos Aires, mas foi no Brasil que a pintura virou profissão.
A imigração argentina é tema das telas expostas
a partir de hoje, às 19h30, na Helena Fretta Galeria de
Arte, na Capital (rua Presidente Coutinho, 532, centro). A exposição
permanece aberta até o dia 16 de julho.
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Audiovisual
Outro olhar para o País
Paulo Munhoz admite tom nacionalista
do filme "Brichos"
Divulgação
Tales, o jaguar, Bandeira, o Tamanduá,
e Jairzinho, o quati: fauna brasileira participa de campeonato
de videogame
Jéferson Lima
Florianópolis
A fauna brasileira é uma das mais ricas do planeta,
mas é o tigre, o leão e a girafa, animais africanos
popularizados pelo cinema americano, que dão nome a três
importantes marcas brasileiras: de tubos e conexões, de
chá mate e de uma rede de lanchonetes. Nos lares do Brasil,
as crianças dormem abraçadas com ursinhos. Para
provocar um outro olhar na população, o diretor
paranaense Paulo Munhoz realizou o filme Os Brichos,
cujos personagens principais são o tamanduá (Bandeira),
o quati (Jairzinho) e o jaguar (Tales) participam de um campeonato
internacional de videogame.
Crítica
Para o diretor Paulo Munhoz, os brasileiros foram condicionados
a não enxergar o próprio mundo |
Munhoz
sabe que os brasileiros não têm culpa pelo amor
aos bichos estrangeiros e avalia que a população
foi condicionada a não enxergar o próprio mundo
em que vive. Admite que fez um filme nacionalista. Nacionalista,
mas não xenófobo, enfatiza o diretor, que
exibiu Brichos no 6a Mostra de Cinema Infantil de
Florianópolis para um público curioso pelo tema
apresentado na tela. Além de abordar a variedade da fauna
brasileira, o cineasta também faz referências rápidas
à cultura dos diferentes Estados e explora sotaques de
paulistas, cariocas, mineiros, nordestinos, gaúchos e
catarinenses. É possível identicar em um personagem
a expressão tás tolo, tás?,
comum no vocubulário oral dos habitantes nativos do litoral
de Santa Catarina.
Com 44 anos de idade e engenheiro mecânico de formação,
Munhoz trabalha com software para animação e é
professor universitário. Produziu um filme de baixo orçamento,
avaliado em R$ 680 mil, com patrocínio da Petrobras e
do BNDES. Em Santa Catarina o longa foi exibido somente em Tubarão,
porque não houve interesse das exibidoras que atuam no
Estado. Mas até o final do ano, Brichos (o
nome é uma corruptela de bichos brasileiros)
deve ser lançado em DVD e a história também
pode ser lida em quadrinhos (nas livrarias, ao preço médio
de R$ 25). Na internet, o site do filme é www.brichos.com.br
Para produzir o seu primeiro longa de animação,
Munhoz formou profissionais que trabalharam com uma mesa digitalizadora
e caneta ótica, cujas imagens aparecem simultanamente
na tela do computador. Com a evolução do trabalho
da equipe, ele planeja agora Brichos 2, abordando
a questão ecológica. O diretor avalia que trabalha
com um segmento ainda embrionário no Brasil. Em 100 anos
de cinema brasileiro, calcula-se que foram produzidos 900 longas,
e somente 15 deles são de animação, cujo
crescimento tem sido acentuado nos últimos anos.
jefferson.lima@an.com.br
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Festival no Meio-oeste apresenta
produções sobre a vida no campo
Piratuba
Com 32 produções inscritas, o 1o Festival Nacional
de Cinema e Vídeo Rural de Piratuba começa na noite
de hoje e se encerra sábado, com a premiação,
na Companhia Hidromineral. Serão três dias de competição,
com um público previsto de três a quatro mil pessoas,
na cidade localizada no Meio-oeste do Estado, a 60 quilômetros
de Joaçaba. A primeira produção a ser apresentada
será "Piratuba Terra Boa", de Pedro Jugamnn,
hoje, às 19 horas.
Além das exibições que têm a ver com
a vida no campo, ocorrem eventos paralelos. Duas oficinas sobre
produção de programas de televisão e reportagens
no meio rural serão ministradas amanhã e sexta-feira.
Amanhã, às 9 horas, o encontro será com
Lucas Battaglin, chefe de reportagem do Globo Rural
em São Paulo. Sexta-feira, também às 9 horas,
Marcelo Lara, repórter do Canal Rural, realiza uma oficina.
Para as projeções, uma comissão fez uma
pré-seleção das 48 inscrições
iniciais. As produções concorrem nas categorias
curtas-metragens, documentários, programas de televisão
e filmes de amadores.
A comissão julgadora é formada por patrocinadores,
representantes da cultura e agricultores familiares. Além
dos troféus, a premiação chega ao total
de R$ 19 mil.
O quê: 1o Festival Nacional de Cinema e Vídeo
Rural de Piratuba. Quando: de hoje, às 19 horas,
até sábado. Onde: Companhia Hidromineral, centro,
Piratuba. Quanto: gratuito. Informações:
(49) 3553-0485 (agendamento de oficinas). confira a programação
completa em www.festivaldecinemapiratuba.com.br.
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Dança
O bailado no vácuo do grupo
da Scar

Recursos multimídia no
novo trabalho da GpoEX/Scar
O incessante ir e vir humano em busca da perfeição
inspira Vazio das Partes, a nova criação
da Cia. de Dança GpoEx/Scar, com apresentação
hoje no teatro da Scar, em Jaraguá do Sul.
Gilmar Moretti, que dirige o espetáculo, destaca o envolvimento
dos bailarinos Vitor Kuhn, Evelyn Maira de Oliveira, Camila Riedel,
Sabrina Karsten, Camila Miranda e Fernanda F. Rodrigues em toda
a concepção da obra, desde a definição
de trilhas e imagens até os passos em palco. Segundo ao
coreógrafa Lisa Jaworski, o trabalho passeia pela imensidão
do ser humano e possui vários momentos de intervenções
cotidianas.
A linha de trabalho da GpoEx/Scar trabalha entre cenas ora objetivas,
ora sensoriais, se utilizando de recursos multimídia,
onde os bailarinos têm o desafio de transmitir uma sensação
de inquietação para o público que o acompanha.
O quê: Espetáculo de dança Vazio
das partes
Onde: Teatro do Centro Cultural da SCAR, rua Jorge Czerniewicz,
160, jaraguá.
Quando: Hoje, às 20 horas Quanto: R$ 10 e R$ 5
Informações: (47) 3275-2477
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Crônica
A ginástica matinal
Rubens da Cunha, escritor
rubensdacunha@hotmail.com
Sou um sujeito metódico, esse maravilhoso eufemismo
para chato. Dou preferência ao mesmo caminho, à
mesma vaga no estacionamento, à mesma mesa para o almoço.
Gosto daquela certeza que a rotina concede. É um jeito
de me misturar na paisagem. Um desaparecimento que me dá
alguma segurança.
De uns tempos para cá, inseriu-se na minha rotina uma
cena de ginástica matinal de um grupo de trabalhadores.
Todas as manhãs, de segunda à sexta-feira, eu passo
por eles. É meu caminho para a universidade. Nada excepcional.
Provavelmente, é um destes programas modernos de humanização
que as empresas resolveram aplicar. Para os cínicos, balelas
de auto-ajuda: o sujeito sente-se valorizado porque a empresa
está pensando em sua saúde física e mental.
Para os mais esperançosos: trata-se de uma nova postura
empresarial que busca a valorização do trabalhador.
Enfim, a mesma coisa vista por ângulos diferentes. Fica
a critério de cada de que lado quer olhar. O fato é
que as empresas lucram de uma forma ou outra, e me parece que
os trabalhadores não têm muita escolha entre fazer
e não fazer os exercícios.
Pessoalmente, não vejo muita utilidade em fazer exercícios
antes do trabalho, sinto até uma onda de rejeição
dos funcionários em relação à instrutora.
Claro, trata-se de uma visão equivocada que eu tenho.
Mais um eufemismo para visão preconceituosa. Porém,
ao me colocar no lugar dos trabalhadores, certamente iria passar
um pouco de raiva, não somente pelos exercícios,
mas por fazê-los à margem da rodovia. Isso, para
um tímido como eu, é uma afronta. Além de
não ter acordado direito, ter enfrentado um trânsito
complicado, chegar ao trabalho e ficar fazendo alongamentos,
polichinelos antes de começar o serviço, não
me parece algo muito simpático.
Falo por mim, preguiçoso notório, e que teve a
sorte de trabalhar em lugares que nunca aplicaram estas modernidades
administrativas. Obviamente os responsáveis por este tipo
de programa nas empresas, bem como aqueles funcionários
que apreciam a atividade, me jogarão no rol dos atrasados,
afinal saúde nunca é demais, exercícios
físicos são excelentes, além de ser uma
dinâmica muito interessante de aproximação
dos colegas de trabalho. Mas na mesma medida em que sou metódico,
eu desgosto de dinâmicas e atividades pseudo-integracionistas.
Talvez por isso, minha relutância em achar interessante
este tipo atividade, não pelo exercício em si,
mas por toda a carga ideológica que carrega. Longa vida
ao meu socialismo barato e utópico.
Bom, na verdade eu só farei ginástica depois de
uma ameaça contundente de morte por infarto, já
que a barriga flácida ainda não se tornou um bom
motivo. Assim, passo por ali, dirigindo, (ou dando minha contribuição
diária para o aquecimento global) e em dez segundos participo
daquela atividade. É minha ginástica matinal. Basta.
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Múltiplas
Teatro
Equipe Vira-lata ganha livro
O livro O Jardim das Ilusões, que resgata
a história da equipe Vira-lata, criada pelo diretor teatral
Carlos Jardim, será lançado hoje, às 19
horas, no Teatro Carlos Gomes (Rua 15 de Novembro, Blumenau).
Jardim, conhecido pelas peças infantis que percorreram
o Estado, morreu em 2005. A obra, assinada pelo pesquisador e
mestre em psicologia Édio Raniere, que mora em Blumenau,
foi impressa pela Editora Cultura em Movimento, da fundação
cultural da cidade. O trabalho recebeu recursos do Fundo Municipal
de Apoio à Cultura. Além do lançamento,
estréia no mesmo dia o espetáculo A Festa
no Formigueiro, da própria Equipe Vira-lata. A entrada
é gratuita, com retirada antecipada de ingressos com o
grupo de teatro. Informações: (47) 3322-7520.
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Festival
Mery Rosa divulga premiados
Depois de cinco dias de apresentações e competições
no palco do Teatro Municipal de Itajaí, a organização
do 17a edição do Festival de Dança Mery
Rosa divulga a lista completa dos classificados. Na mostra oficial,
que distribuiu R$ 3 mil em prêmios, divididos em seis categorias,
Lucas André Schoeninger, da Cia. de Dança da Fundação
Cultural de Rio do Sul ganhou destaque como o melhor bailarino
do festival e o Grupo Anibal Dance de Itajaí recebeu a
maior nota da categoria sênior, na modalidade dança
de rua. Participaram do festival 1.357 dançarinos de Santa
Catarina, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.
Confira a classificação completa em www.meryrosa.com.br.
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Segunda-feira
Universo Feminino |
Terça-feira
Literatura |
Quarta-feira
Turismo |
Quinta-feira
Música |
Sexta-feira
Fim de semana |
Sábado
Gastronomia e DVD |
Mar aberto para o lazer
Dezesseis navios internacionais
vão hospedar 400 mil pessoas no Brasil, no verão
Royal Caribbean, Divulgação

O transatlântico de luxo Splendour of the Seas, com
capacidade para 2.799 pessoas, parte de Veneza rumo ao litoral
brasileiro, no final deste ano
Roberto Nielsen
Veneza
O Splendour of the Seas, transatlântico de luxo com
capacidade para 2.799 pessoas, deixa em dezembro o porto italiano
de Veneza, de onde parte semanalmente para cruzeiros na Grécia
e Croácia, e se desloca para o Brasil. O Splendour esteve
na costa brasileira em 2002 e a volta para 12 itinerários
incluindo Porto Belo deve-se ao impressionante
crescimento do mercado de cruzeiros marítimos no País.
Incentivo
A baixa do dólar, moeda que regula os preços das
cabines, é o principal motivo para o aquecimento do mercado |
No
verão passado, 300 mil brasileiros embarcaram nos 12 navios
que operaram no País, número 26% superior aos 239
mil que optaram por férias em alto mar um ano antes. Neste
ano, serão 16 navios, que esperam embarcar 400 mil hóspedes.
No restante do mundo, esse negócio cresce em média
8%, compara Ricardo Amaral, 36 anos, um dos diretores da Sun
& Sea, agência que representa no Brasil a Royal Caribbean,
empresa que nesta temporada terá, além do Splendour,
outros três dos 31 navios de sua frota singrando o litoral
brasileiro.
A baixa cotação do dólar, moeda que regula
os preços das cabines, é o principal motivo para
o aquecimento do mercado. Uma vaga em cabine dupla em cruzeiros
entre Santos, Angra dos Reis e Ilha Grande (em navios mais simples
que o Splendour) custará a partir de US$ 209, com todas
as refeições e entretenimento.
O brasileiro não vê mais o cruzeiro como uma
opção de férias proibitiva do ponto de vista
financeiro, nem do ponto de vista formal em relação
ao ambiente a bordo, confirma Amaral.
Para as empresas, o país também oferece vantagens.
A extensão do litoral, as boas condições
meteorológicas, diferentemente do Caribe e Ásia,
e as belezas e a cultura dão ao Brasil potencial para
ser um dos destinos mais atraentes e procurados pelas grandes
companhias de cruzeiros no mundo, afirma Maria Sastre,
vice-presidente da Royal Caribbean para América Latina
e Ásia.
É bom para a economia nacional que essa previsão
se confirme. Os números do ano passado ainda não
estão disponíveis, mas no verão 2005/2006,
a atividade de cruzeiros marítimos no País gerou
R$ 245,6 milhões de renda e a criação de
14,1 mil empregos, contabiliza Eduardo A. V. Nascimento, diretor-geral
da Sun & Sea e da Associação Brasileira dos
Representantes de Empresas Marítimas (Abremar). Somente
um grande navio como o Splendour, com seus 11 andares e 268 metros,
movimenta em torno de R$ 35 milhões por temporada em publicidade,
taxas portuárias, contratação de pessoal
e repasse para agentes de viagens.
O repórter viajou para a Itália, Grécia
e Croácia a convite da Sun & Sea Internacional Viagens
e Turismo
O gigante Splendour
- 268 metros de comprimento
- 32 metros de largura
- 11 andares
- 2.076 hóspedes
- 723 tripulantes
- Duas piscinas
- Cassino
- Teatro para 800 pessoas
- Shopping
- Academia e spa
- Campo de golfe
- Pista de cooper
- Parede de escalada a 61 metros acima do mar
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Divulgação
Praia de Copacabana é um convite para práticas
desportivas à beira-mar
Turistas dos Jogos Pan-americanos
Rio de Janeiro
O inverno no Rio de Janeiro será diferente este ano.
O clima respirado na estação pode até não
ser tão frio, mas, este ano em especial, terá um
elemento mais presente no ar que qualquer outro: o esporte. Pela
primeira vez na história, o Rio será sede de uma
edição dos Jogos Pan-americanos. Entre os dias
13 e 29, mais de 5 mil atletas de 42 países das Américas
estarão em busca dos melhores resultados nas arenas da
cidade, além de um número muito maior de turistas,
que, além de assistirem às competições,
poderão desfrutar das diversas opções de
lazer da cidade.
Nos 16 dias de jogos, a maior concentração de atletas
será na Barra da Tijuca. Para ficar no clima, o Rio oferece
locais para a prática esportiva. Do Leme ao Pontal, as
praias são sempre convidativas a boa uma corrida na areia,
ou no próprio calçadão, assim como o arredor
da Lagoa Rodrigo de Freitas, repleto de árvores e quiosques.
Para os mais radicais, uma boa sugestão é o salto
de asa delta da Pedra Bonita, localizado no Parque Nacional da
Tijuca, a apenas alguns minutos da zona Sul, onde há vôos
diários, feitos por pilotos profissionais, cadastrados
na Associação de Vôo Livre do Rio de Janeiro.
Já os amantes da natureza podem aproveitar as trilhas
da cidade, como a que vai do Parque Lage ao Corcovado, em que,
com um bom preparo físico, as duas horas de caminhada
proporcionam o contato com as belezas do parque, que tem seis
cachoeiras.
Mas nem só de esporte viverá o inverno no Rio de
Janeiro. As três principais casas de shows da cidade estão
com programações das mais variadas para o início
da estação. No Citibank Hall, localizado no Via
Parque Shopping, as atrações vão de uma
curta temporada do rei Roberto Carlos à cantora Danni
Carlos, passando pelo espetáculo internacional Slavas
Snowshow, comandado pelo russo Slava Polunin, criador de números
do cirque du soleil. O Vivo Rio aposta nas últimas apresentações
de Marisa Monte com seu show Infinito Particular
no Rio de Janeiro. O Canecão Petrobras aposta firme na
MPB e tem em sua agenda shows de Toquinho & MPB4, Maria Bethânia
e Ana Carolina.
Todas as informações sobre locais, preços,
calendário e modalidades podem ser encontradas no site
oficial para a venda, pelo endereço www.ingressosrio2007.com.br.
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Cem anos de praia em Berlim

Praia do lago de Wannsee, em Berlim, celebra os 100 anos de alternativa
de lazer barata para as famílias alemãs
Berlim
Nos arredores de Berlim, a praia do lago de Wannsee, uma das
maiores do tipo na Europa, celebra o 100º aniversário
este ano. Para comemorar, o instituto do patrimônio histórico
nacional e a cidade de Berlim investiram US$ 12,5 milhões
na restauração do local. Com seus 1,27 quilômetro
de extensão, até 80 metros de largura e capacidade
para até 12 mil pessoas, a praia de Wannsee se transforma
no grande piscinão de Berlim entre finais
de abril e setembro. Além disso, em todos os verões,
torna-se uma alternativa de lazer barata para aquelas famílias
que não podem se permitir o luxo de passar as férias
no mar Báltico, na Côte dAzur ou em Mallorca.
Na alta temporada passada, a praia de Wannsee atraiu 230 mil
banhistas. A facilidade de acesso explica a popularidade, já
que do centro de Berlim pode-se chegar a ela rápida e
confortavelmente de metrô, trem, ônibus, carro ou
bicicleta.
Mas a diversão não é de graça. Para
se desfrutar as águas do lago, pegar sol, relaxar nas
espreguiçadeiras ou tomar uma bebida no quiosque, os adultos
pagam US$ 4 de entrada, enquanto crianças, estudantes,
desempregados e aposentados desembolsam US$ 2,5.
Quando a temperatura sobe na capital alemã, milhares de
pessoas seguem as recomendações da pequena
Cornélia, a menina que ficou famosa no país
em 1951 com uma música chamada Pack die Badehose
ein (Coloque o Seu Maiô na Bolsa). Mas
aqueles que esquecem do traje de banho, não passam por
nenhum constrangimento quando chegam à praia, uma vez
que há três décadas existe uma área
reservada para nudistas.
Foi Ernst von Stubenrauch, administrador regional do distrito
de Teltow, que, em 1907, autorizou o banho no lago de Wannsee.
Seu gesto causou uma grande revolução cultural,
já que, pela primeira vez, homens e mulheres podiam banhar-se
em público e ao ar livre. A liberação também
democratizou o banho, que deixou de ser um privilégio
da elite habituada aos balneários para passar a ser um
ato das massas.
Mas até 1932, as normas de vestimenta na praia eram severas:
as mulheres tinham de usar trajes que as cobrissem do tórax
até acima dos joelhos, enquanto os homens eram obrigados
a usar maiôs que os cobrissem das coxas até o umbigo.
A inauguração da praia de Wannsee ocorreu sem pompa
e circunstância. Não houve banda de música
nem autoridades cortando fitas. Simplesmente trocaram a placa
de Proibido o banho por outras três que diziam
Área apta para banho.
A imprensa conservadora da época passou um bom tempo denunciando
o comportamento selvagem e a indecência
dos banhistas de Wannsee, contrastando-os com a elegância
de balneários como o de Heringsdorf, na Ilha de Usedom,
no Mar Báltico.
Durante a 1ª Guerra Mundial, em 1915, o banho em Wannsee
sofreu restrições por causa do medo do cólera.
Já nos 30, foram construídas duchas, vestuários
e restaurantes para atender às necessidades básicas
da avalanche de banhistas.
Nessa época, a praia de Wannsee foi palco de confusões
motivadas pelas diferenças políticas entre os nacional-socialistas,
de um lado, e os social-democratas e comunistas, do outro.
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Patrimônio
Blumenau perde título para
Caxias
Cidade gaúcha é
eleita Capital Brasileira da Cultura
Raffael do Prado
Blumenau
Blumenau perdeu para Caxias do Sul o título de Capital
Brasileira da Cultura de 2008. O resultado da eleição
foi divulgado segunda-feira pela ONG responsável pelo
processo. Blumenau concorria com as cidades de Caxias do Sul
(RS), Petrópolis (RJ) e Santa Cruz Cabrália (BA).
Foram três votos para o município gaúcho,
dois para Blumenau e uma abstenção. Segundo os
organizadores, o que contou foi a mobilização dos
gaúchos em conseguir o título. No ano passado,
Santa Maria (RS) concorreu e foi derrotada pela cidade mineira
de São João del-Rei.
Disputa
Além de Caxias do Sul (RS), a cidade do Vale do Itajaí
concorria com Petrópolis (RJ) e Santa Cruz Calábria
(BA) |
O
que pesou mesmo foi a força em eleger Caxias do Sul. Eles
estavam empenhados na conquista do título e fizeram o
possível para consegui-lo. Montaram um bom projeto e corrigiram
os erros do ano passado, quando lançaram o nome de Santa
Maria, acredita Marion Bubeck, presidente da Fundação
Cultural de Blumenau.
Marion ainda destaca que a participação de Blumenau
serviu como um aprendizado e valeu muito por projetar o nome
da cidade nacionalmente. Para concorrer ao título, o comitê
de organização fez o levantamento do número
de hotéis, restaurantes, atividades culturais e atrativos
turísticos. Junto com o relatório, a comissão
enviou uma mala com objetos que simbolizam a imigração
e herança cultural de Blumenau.
Foi a primeira vez que Blumenau participou, mas muitos ficaram
decepcionados com o resultado. A artista plástica Lygia
Roussenq Neves não esconde a frustração.
É muito triste, mas esse desafio será colocado
em 2008 novamente. Não vamos desanimar e estaremos mais
forte e melhores na próxima concorrência. Como produtora,
pintora e cidadã de coração de Blumenau,
acredito que os contornos culturais daqui têm relevância,
qualidades e méritos. A nossa cidade é polo irradiador
de referência cultural e educacional do Sul do Brasil,
defende.
A presidente da Sociedade Escritores de Blumenau (SEB), Fátima
Venutti, acha importante manter a empolgação e
continuar tentando. Valeu muito pela experiência
de mostrar o que Blumenau produz culturalmente. Tudo que foi
exibido aos jurados foi levado em conta. Ano que vem, estaremos
mais fortes, acredita a escritora.
O projeto
- Capital Brasileira da Cultura (CBC) é um projeto instituído
em 2004 com o objetivo de promover e divulgar a diversidade cultural
brasileira. O projeto tem a finalidade de eleger anualmente uma
cidade com o título de CBC e conta com o apoio institucional
do Ministério da Cultura, Ministério do Turismo,
Unesco e Organização Capital Brasileira da Cultura.
- A primeira cidade brasileira a conquistar o título
foi Olinda, em Pernambuco, em 2006. A cidade mineira de São
João del-Rei, foi a escolhida de 2007.
- A origem do projeto foi na Europa, em 1985, por iniciativa
de Melissa Mercouri, ex-ministra da cultura da Grécia,
com os objetivos de valorizar a riqueza, a diversidade e as características
comuns das culturas européias, contribuir para um melhor
conhecimento mútuo entre os cidadãos da União
Européia, promover a cidade, região e país
onde ela se insere e concentrar na cidade designada como capital
cultural contribuições de outras cidades do país
e de outros países.
- Atenas foi a primeira Capital Européia da Cultura,
em 1985.
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Vetados
Para os curiosos dos efeitos da ditadura militar na música
brasileira, um site que acaba de ser lançado faz uma análise
sobre a censura e expõe documentos oficiais resgatados
no Arquivo Nacional de Brasília e do Rio de Janeiro. O
site www.censuramusical.com.br traz processos que proibiram canções
como "Mulheres de Atenas", de Chico Buarque (foto),
"Óculos Escuros", de Raul Seixas e "Papai
me Empresta o Carro", da Rita Lee. |