clicRBS

Joinville Quarta-feira, 04 de julho de 2007 Santa Catarina - Brasil

Anexo - A Notícia Fabiano Melatto
(47) 3431-9293
fabiano.melatto@an.com.br

Artes plásticas

Inspiração invisível

Coletiva de sete artistas no Museu Hassis, na Capital, tem o vento como elemento unificador


Roberto Freitas | InstalaçãoJéferson Lima
Florianópolis


Cclaudio Trindade | Instalação


Julia Amaral | Instalação

É da natureza do vento deixar um rastro de sentimentos por onde passa. É ruidoso ao bater na janela, indecoroso ao levantar a saia da moça e sacana ao arrancar o guarda-chuva do transeunte que caminha pela rua. É destrutivo quando forma imensas ondas que avançam sobre as cidade e afetivo quando contorna o rosto dos homens. Pensar o vento, não de uma maneira singular, mas refletir sobre a multiplicidade da força que este fenômeno da natureza pode produzir, é a proposta do curador Victor da Rosa, que abre hoje, às 19 horas, a exposição “Desvio para o Vento”, no Museu Hassis, em Florianópolis.

Critério
Na curadoria, Victor da Rosa não procurou um ponto de vista linear, mas que trouxesse à tona um paradoxo
Um dos pontos de referência de Victor para discutir o tema é o discurso do pensador francês Gaston Bachelard. “A ambivalência do vento que é doçura e violência, pureza e delírio, como assinalá-la melhor senão revivendo (...) seu duplo ardor destrutivo e vivificante?”, escreve Bachelard no livro “O Ar e os Sonhos”. Para montar a exposição, o curador fez uma antologia de trabalhos que foram exibidos nos últimos cinco anos. São fotografias, vídeo, instalações, objetos (no jardim) e uma ação que será feita no espaço externo do Museu Hassis.
Para a coletiva, Victor reuniu trabalhos de sete artistas, a maioria deles formada pelo curso de artes plásticas do Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Fazem parte da mostra: Aline Dias, Cláudio Trindade, Egídio Rocci, Fabiana Wielewicki, Julia Amaral, Letícia Cardoso e Roberto Freitas. Somente a instalação de Roberto foi feita especialmente para a mostra. Todos os outros trabalhos foram escolhidos a partir de exposições feitas em Florianópolis, com exceção do paulista Egídio, que teve o trabalho selecionado por Victor a partir do último Salão Paranaense.
Na seqüência de obras em exposição, surge um guarda-chuva preso no jardim que poderá evitar que o vento o carregue, mas não ficará alheio à ondulação produzida pelo movimento do ar. Já um balão de tecido solto no céu é o próprio elemento sujeito ao vento, ou a fotografia que o vento lê, ou um ventilador que faz vento, ou cortinas sujeitas ao vento que atravessa uma janela aberta.
Na curadoria, Victor não partiu de um ponto de vista apaziguador e linear. “Ao contrário, procuro o paradoxo. Acredito que os trabalhos dentro da exposição se negam, criam tensões entre si. Trata-se de um campo de batalha”, diz ele, que amanhã, a partir das 19 horas, vai mediar uma conversa com os artistas e o público no Museu Hassis, onde será abordada a concepção e montagem da exposição e o trabalho de cada artista.

jeferson.lima@an.com.br

O quê: Exposição “Desvio para o Vento”, com curadoria de Victor da Rosa.
Quando: Abertura hoje, às 19 horas. Visitação até 28 de setembro, de segunda a sexta, das 13 às 18 horas. Visitas monitoradas devem ser agendadas com antecedência pelo telefone do museu.
Onde: Museu Hassis, rua Luiz da Costa Freysleben, 87, Itaguaçu, Florianópolis, fone: (48) 3348-7370.
Quanto: gratuita.

....................................................

Pulsantes

Partindo do princípio de que rabiscos são uma extensão do corpo, Flávia Fernandes criou desenhos em carvão, pastel seco e grafite que podem ser conferidos a partir de hoje, às 19h30, na Galeria Municipal de Arte Pedro Paulo Vecchietti, em Florianópolis (praça 15 de Novembro, esquina com a Tiradentes). A mostra fica aberta até o dia 31 de julho.

....................................................

Imigração

A argentina Susana Goyeneche pintou desde a infância em Buenos Aires, mas foi no Brasil que a pintura virou profissão. A imigração argentina é tema das telas expostas a partir de hoje, às 19h30, na Helena Fretta Galeria de Arte, na Capital (rua Presidente Coutinho, 532, centro). A exposição permanece aberta até o dia 16 de julho.

_______________________________

Audiovisual

Outro olhar para o País

Paulo Munhoz admite tom nacionalista do filme "Brichos"

Divulgação
Tales, o jaguar, Bandeira, o Tamanduá, e Jairzinho, o quati: fauna brasileira participa de campeonato de videogame

Jéferson Lima
Florianópolis

A fauna brasileira é uma das mais ricas do planeta, mas é o tigre, o leão e a girafa, animais africanos popularizados pelo cinema americano, que dão nome a três importantes marcas brasileiras: de tubos e conexões, de chá mate e de uma rede de lanchonetes. Nos lares do Brasil, as crianças dormem abraçadas com ursinhos. Para provocar um outro olhar na população, o diretor paranaense Paulo Munhoz realizou o filme “Os Brichos”, cujos personagens principais são o tamanduá (Bandeira), o quati (Jairzinho) e o jaguar (Tales) participam de um campeonato internacional de videogame.

Crítica
Para o diretor Paulo Munhoz, os brasileiros foram condicionados a não enxergar o próprio mundo
Munhoz sabe que os brasileiros não têm culpa pelo amor aos bichos estrangeiros e avalia que a população foi condicionada a não enxergar o próprio mundo em que vive. Admite que fez um filme nacionalista. “Nacionalista, mas não xenófobo”, enfatiza o diretor, que exibiu “Brichos” no 6a Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis para um público curioso pelo tema apresentado na tela. Além de abordar a variedade da fauna brasileira, o cineasta também faz referências rápidas à cultura dos diferentes Estados e explora sotaques de paulistas, cariocas, mineiros, nordestinos, gaúchos e catarinenses. É possível identicar em um personagem a expressão “tás tolo, tás?”, comum no vocubulário oral dos habitantes nativos do litoral de Santa Catarina.
Com 44 anos de idade e engenheiro mecânico de formação, Munhoz trabalha com software para animação e é professor universitário. Produziu um filme de baixo orçamento, avaliado em R$ 680 mil, com patrocínio da Petrobras e do BNDES. Em Santa Catarina o longa foi exibido somente em Tubarão, porque não houve interesse das exibidoras que atuam no Estado. Mas até o final do ano, “Brichos” (o nome é uma corruptela de “bichos brasileiros”) deve ser lançado em DVD e a história também pode ser lida em quadrinhos (nas livrarias, ao preço médio de R$ 25). Na internet, o site do filme é www.brichos.com.br
Para produzir o seu primeiro longa de animação, Munhoz formou profissionais que trabalharam com uma mesa digitalizadora e caneta ótica, cujas imagens aparecem simultanamente na tela do computador. Com a evolução do trabalho da equipe, ele planeja agora “Brichos 2”, abordando a questão ecológica. O diretor avalia que trabalha com um segmento ainda embrionário no Brasil. Em 100 anos de cinema brasileiro, calcula-se que foram produzidos 900 longas, e somente 15 deles são de animação, cujo crescimento tem sido acentuado nos últimos anos.

jefferson.lima@an.com.br

....................................................

Festival no Meio-oeste apresenta produções sobre a vida no campo

Piratuba

Com 32 produções inscritas, o 1o Festival Nacional de Cinema e Vídeo Rural de Piratuba começa na noite de hoje e se encerra sábado, com a premiação, na Companhia Hidromineral. Serão três dias de competição, com um público previsto de três a quatro mil pessoas, na cidade localizada no Meio-oeste do Estado, a 60 quilômetros de Joaçaba. A primeira produção a ser apresentada será "Piratuba Terra Boa", de Pedro Jugamnn, hoje, às 19 horas.
Além das exibições que têm a ver com a vida no campo, ocorrem eventos paralelos. Duas oficinas sobre produção de programas de televisão e reportagens no meio rural serão ministradas amanhã e sexta-feira. Amanhã, às 9 horas, o encontro será com Lucas Battaglin, chefe de reportagem do “Globo Rural” em São Paulo. Sexta-feira, também às 9 horas, Marcelo Lara, repórter do Canal Rural, realiza uma oficina.
Para as projeções, uma comissão fez uma pré-seleção das 48 inscrições iniciais. As produções concorrem nas categorias curtas-metragens, documentários, programas de televisão e filmes de amadores.
A comissão julgadora é formada por patrocinadores, representantes da cultura e agricultores familiares. Além dos troféus, a premiação chega ao total de R$ 19 mil.

O quê: 1o Festival Nacional de Cinema e Vídeo Rural de Piratuba. Quando: de hoje, às 19 horas, até sábado. Onde: Companhia Hidromineral, centro, Piratuba. Quanto: gratuito. Informações: (49) 3553-0485 (agendamento de oficinas). confira a programação completa em www.festivaldecinemapiratuba.com.br.

_______________________________

Dança

O bailado no vácuo do grupo da Scar


Recursos multimídia no novo trabalho da GpoEX/Scar

O incessante ir e vir humano em busca da perfeição inspira “Vazio das Partes”, a nova criação da Cia. de Dança GpoEx/Scar, com apresentação hoje no teatro da Scar, em Jaraguá do Sul.
Gilmar Moretti, que dirige o espetáculo, destaca o envolvimento dos bailarinos Vitor Kuhn, Evelyn Maira de Oliveira, Camila Riedel, Sabrina Karsten, Camila Miranda e Fernanda F. Rodrigues em toda a concepção da obra, desde a definição de trilhas e imagens até os passos em palco. Segundo ao coreógrafa Lisa Jaworski, o trabalho passeia pela imensidão do ser humano e possui vários momentos de intervenções cotidianas.
A linha de trabalho da GpoEx/Scar trabalha entre cenas ora objetivas, ora sensoriais, se utilizando de recursos multimídia, onde os bailarinos têm o desafio de transmitir uma sensação de inquietação para o público que o acompanha.

O quê: Espetáculo de dança “Vazio das partes”
Onde: Teatro do Centro Cultural da SCAR, rua Jorge Czerniewicz, 160, jaraguá.
Quando: Hoje, às 20 horas Quanto: R$ 10 e R$ 5 Informações: (47) 3275-2477

_______________________________

Crônica

A ginástica matinal

Rubens da Cunha, escritor
rubensdacunha@hotmail.com

Sou um sujeito metódico, esse maravilhoso eufemismo para chato. Dou preferência ao mesmo caminho, à mesma vaga no estacionamento, à mesma mesa para o almoço. Gosto daquela certeza que a rotina concede. É um jeito de me misturar na paisagem. Um desaparecimento que me dá alguma segurança.
De uns tempos para cá, inseriu-se na minha rotina uma cena de ginástica matinal de um grupo de trabalhadores. Todas as manhãs, de segunda à sexta-feira, eu passo por eles. É meu caminho para a universidade. Nada excepcional. Provavelmente, é um destes programas modernos de humanização que as empresas resolveram aplicar. Para os cínicos, balelas de auto-ajuda: o sujeito sente-se valorizado porque a empresa está pensando em sua saúde física e mental. Para os mais esperançosos: trata-se de uma nova postura empresarial que busca a valorização do trabalhador. Enfim, a mesma coisa vista por ângulos diferentes. Fica a critério de cada de que lado quer olhar. O fato é que as empresas lucram de uma forma ou outra, e me parece que os trabalhadores não têm muita escolha entre fazer e não fazer os exercícios.
Pessoalmente, não vejo muita utilidade em fazer exercícios antes do trabalho, sinto até uma onda de rejeição dos funcionários em relação à instrutora. Claro, trata-se de uma visão equivocada que eu tenho. Mais um eufemismo para visão preconceituosa. Porém, ao me colocar no lugar dos trabalhadores, certamente iria passar um pouco de raiva, não somente pelos exercícios, mas por fazê-los à margem da rodovia. Isso, para um tímido como eu, é uma afronta. Além de não ter acordado direito, ter enfrentado um trânsito complicado, chegar ao trabalho e ficar fazendo alongamentos, polichinelos antes de começar o serviço, não me parece algo muito simpático.
Falo por mim, preguiçoso notório, e que teve a sorte de trabalhar em lugares que nunca aplicaram estas modernidades administrativas. Obviamente os responsáveis por este tipo de programa nas empresas, bem como aqueles funcionários que apreciam a atividade, me jogarão no rol dos atrasados, afinal saúde nunca é demais, exercícios físicos são excelentes, além de ser uma dinâmica muito interessante de aproximação dos colegas de trabalho. Mas na mesma medida em que sou metódico, eu desgosto de dinâmicas e atividades pseudo-integracionistas. Talvez por isso, minha relutância em achar interessante este tipo atividade, não pelo exercício em si, mas por toda a carga ideológica que carrega. Longa vida ao meu socialismo barato e utópico.
Bom, na verdade eu só farei ginástica depois de uma ameaça contundente de morte por infarto, já que a barriga flácida ainda não se tornou um bom motivo. Assim, passo por ali, dirigindo, (ou dando minha contribuição diária para o aquecimento global) e em dez segundos participo daquela atividade. É minha ginástica matinal. Basta.

_______________________________

Múltiplas

Teatro

Equipe Vira-lata ganha livro

O livro “O Jardim das Ilusões”, que resgata a história da equipe Vira-lata, criada pelo diretor teatral Carlos Jardim, será lançado hoje, às 19 horas, no Teatro Carlos Gomes (Rua 15 de Novembro, Blumenau). Jardim, conhecido pelas peças infantis que percorreram o Estado, morreu em 2005. A obra, assinada pelo pesquisador e mestre em psicologia Édio Raniere, que mora em Blumenau, foi impressa pela Editora Cultura em Movimento, da fundação cultural da cidade. O trabalho recebeu recursos do Fundo Municipal de Apoio à Cultura. Além do lançamento, estréia no mesmo dia o espetáculo “A Festa no Formigueiro”, da própria Equipe Vira-lata. A entrada é gratuita, com retirada antecipada de ingressos com o grupo de teatro. Informações: (47) 3322-7520.

_______________________________

Festival

Mery Rosa divulga premiados

Depois de cinco dias de apresentações e competições no palco do Teatro Municipal de Itajaí, a organização do 17a edição do Festival de Dança Mery Rosa divulga a lista completa dos classificados. Na mostra oficial, que distribuiu R$ 3 mil em prêmios, divididos em seis categorias, Lucas André Schoeninger, da Cia. de Dança da Fundação Cultural de Rio do Sul ganhou destaque como o melhor bailarino do festival e o Grupo Anibal Dance de Itajaí recebeu a maior nota da categoria sênior, na modalidade dança de rua. Participaram do festival 1.357 dançarinos de Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Confira a classificação completa em www.meryrosa.com.br.

_______________________________

 Segunda-feira
Universo Feminino

Terça-feira
 Literatura

Quarta-feira
Turismo

 Quinta-feira
Música

  Sexta-feira
Fim de semana

 Sábado
Gastronomia e DVD

Mar aberto para o lazer

Dezesseis navios internacionais vão hospedar 400 mil pessoas no Brasil, no verão

Royal Caribbean, Divulgação

O transatlântico de luxo Splendour of the Seas, com capacidade para 2.799 pessoas, parte de Veneza rumo ao litoral brasileiro, no final deste ano

Roberto Nielsen
Veneza

O Splendour of the Seas, transatlântico de luxo com capacidade para 2.799 pessoas, deixa em dezembro o porto italiano de Veneza, de onde parte semanalmente para cruzeiros na Grécia e Croácia, e se desloca para o Brasil. O Splendour esteve na costa brasileira em 2002 e a volta para 12 itinerários – incluindo Porto Belo – deve-se ao impressionante crescimento do mercado de cruzeiros marítimos no País.

Incentivo
A baixa do dólar, moeda que regula os preços das cabines, é o principal motivo para o aquecimento do mercado
No verão passado, 300 mil brasileiros embarcaram nos 12 navios que operaram no País, número 26% superior aos 239 mil que optaram por férias em alto mar um ano antes. Neste ano, serão 16 navios, que esperam embarcar 400 mil hóspedes. No restante do mundo, esse negócio cresce em média 8%, compara Ricardo Amaral, 36 anos, um dos diretores da Sun & Sea, agência que representa no Brasil a Royal Caribbean, empresa que nesta temporada terá, além do Splendour, outros três dos 31 navios de sua frota singrando o litoral brasileiro.
A baixa cotação do dólar, moeda que regula os preços das cabines, é o principal motivo para o aquecimento do mercado. Uma vaga em cabine dupla em cruzeiros entre Santos, Angra dos Reis e Ilha Grande (em navios mais simples que o Splendour) custará a partir de US$ 209, com todas as refeições e entretenimento.
“O brasileiro não vê mais o cruzeiro como uma opção de férias proibitiva do ponto de vista financeiro, nem do ponto de vista formal em relação ao ambiente a bordo”, confirma Amaral.
Para as empresas, o país também oferece vantagens. “A extensão do litoral, as boas condições meteorológicas, diferentemente do Caribe e Ásia, e as belezas e a cultura dão ao Brasil potencial para ser um dos destinos mais atraentes e procurados pelas grandes companhias de cruzeiros no mundo”, afirma Maria Sastre, vice-presidente da Royal Caribbean para América Latina e Ásia.
É bom para a economia nacional que essa previsão se confirme. Os números do ano passado ainda não estão disponíveis, mas no verão 2005/2006, a atividade de cruzeiros marítimos no País gerou R$ 245,6 milhões de renda e a criação de 14,1 mil empregos, contabiliza Eduardo A. V. Nascimento, diretor-geral da Sun & Sea e da Associação Brasileira dos Representantes de Empresas Marítimas (Abremar). Somente um grande navio como o Splendour, com seus 11 andares e 268 metros, movimenta em torno de R$ 35 milhões por temporada em publicidade, taxas portuárias, contratação de pessoal e repasse para agentes de viagens.

O repórter viajou para a Itália, Grécia e Croácia a convite da Sun & Sea Internacional Viagens e Turismo

O gigante Splendour
- 268 metros de comprimento
- 32 metros de largura
- 11 andares
- 2.076 hóspedes
- 723 tripulantes
- Duas piscinas
- Cassino
- Teatro para 800 pessoas
- Shopping
- Academia e spa
- Campo de golfe
- Pista de cooper
- Parede de escalada a 61 metros acima do mar

....................................................

Divulgação
Praia de Copacabana é um convite para práticas desportivas à beira-mar

Turistas dos Jogos Pan-americanos

Rio de Janeiro

O inverno no Rio de Janeiro será diferente este ano. O clima respirado na estação pode até não ser tão frio, mas, este ano em especial, terá um elemento mais presente no ar que qualquer outro: o esporte. Pela primeira vez na história, o Rio será sede de uma edição dos Jogos Pan-americanos. Entre os dias 13 e 29, mais de 5 mil atletas de 42 países das Américas estarão em busca dos melhores resultados nas arenas da cidade, além de um número muito maior de turistas, que, além de assistirem às competições, poderão desfrutar das diversas opções de lazer da cidade.
Nos 16 dias de jogos, a maior concentração de atletas será na Barra da Tijuca. Para ficar no clima, o Rio oferece locais para a prática esportiva. Do Leme ao Pontal, as praias são sempre convidativas a boa uma corrida na areia, ou no próprio calçadão, assim como o arredor da Lagoa Rodrigo de Freitas, repleto de árvores e quiosques. Para os mais radicais, uma boa sugestão é o salto de asa delta da Pedra Bonita, localizado no Parque Nacional da Tijuca, a apenas alguns minutos da zona Sul, onde há vôos diários, feitos por pilotos profissionais, cadastrados na Associação de Vôo Livre do Rio de Janeiro. Já os amantes da natureza podem aproveitar as trilhas da cidade, como a que vai do Parque Lage ao Corcovado, em que, com um bom preparo físico, as duas horas de caminhada proporcionam o contato com as belezas do parque, que tem seis cachoeiras.
Mas nem só de esporte viverá o inverno no Rio de Janeiro. As três principais casas de shows da cidade estão com programações das mais variadas para o início da estação. No Citibank Hall, localizado no Via Parque Shopping, as atrações vão de uma curta temporada do rei Roberto Carlos à cantora Danni Carlos, passando pelo espetáculo internacional Slava’s Snowshow, comandado pelo russo Slava Polunin, criador de números do cirque du soleil. O Vivo Rio aposta nas últimas apresentações de Marisa Monte com seu show “Infinito Particular” no Rio de Janeiro. O Canecão Petrobras aposta firme na MPB e tem em sua agenda shows de Toquinho & MPB4, Maria Bethânia e Ana Carolina.
Todas as informações sobre locais, preços, calendário e modalidades podem ser encontradas no site oficial para a venda, pelo endereço www.ingressosrio2007.com.br.

....................................................

Cem anos de praia em Berlim


Praia do lago de Wannsee, em Berlim, celebra os 100 anos de alternativa de lazer barata para as famílias alemãs

Berlim

Nos arredores de Berlim, a praia do lago de Wannsee, uma das maiores do tipo na Europa, celebra o 100º aniversário este ano. Para comemorar, o instituto do patrimônio histórico nacional e a cidade de Berlim investiram US$ 12,5 milhões na restauração do local. Com seus 1,27 quilômetro de extensão, até 80 metros de largura e capacidade para até 12 mil pessoas, a praia de Wannsee se transforma no grande “piscinão” de Berlim entre finais de abril e setembro. Além disso, em todos os verões, torna-se uma alternativa de lazer barata para aquelas famílias que não podem se permitir o luxo de passar as férias no mar Báltico, na Côte d’Azur ou em Mallorca.
Na alta temporada passada, a praia de Wannsee atraiu 230 mil banhistas. A facilidade de acesso explica a popularidade, já que do centro de Berlim pode-se chegar a ela rápida e confortavelmente de metrô, trem, ônibus, carro ou bicicleta.
Mas a diversão não é de graça. Para se desfrutar as águas do lago, pegar sol, relaxar nas espreguiçadeiras ou tomar uma bebida no quiosque, os adultos pagam US$ 4 de entrada, enquanto crianças, estudantes, desempregados e aposentados desembolsam US$ 2,5.
Quando a temperatura sobe na capital alemã, milhares de pessoas seguem as recomendações da “pequena Cornélia”, a menina que ficou famosa no país em 1951 com uma música chamada “Pack’ die Badehose ein” (“Coloque o Seu Maiô na Bolsa”). Mas aqueles que esquecem do traje de banho, não passam por nenhum constrangimento quando chegam à praia, uma vez que há três décadas existe uma área reservada para nudistas.
Foi Ernst von Stubenrauch, administrador regional do distrito de Teltow, que, em 1907, autorizou o banho no lago de Wannsee. Seu gesto causou uma grande revolução cultural, já que, pela primeira vez, homens e mulheres podiam banhar-se em público e ao ar livre. A liberação também democratizou o banho, que deixou de ser um privilégio da elite habituada aos balneários para passar a ser um ato das massas.
Mas até 1932, as normas de vestimenta na praia eram severas: as mulheres tinham de usar trajes que as cobrissem do tórax até acima dos joelhos, enquanto os homens eram obrigados a usar maiôs que os cobrissem das coxas até o umbigo.
A inauguração da praia de Wannsee ocorreu sem pompa e circunstância. Não houve banda de música nem autoridades cortando fitas. Simplesmente trocaram a placa de “Proibido o banho” por outras três que diziam “Área apta para banho”.
A imprensa conservadora da época passou um bom tempo denunciando “o comportamento selvagem” e “a indecência” dos banhistas de Wannsee, contrastando-os com a elegância de balneários como o de Heringsdorf, na Ilha de Usedom, no Mar Báltico.
Durante a 1ª Guerra Mundial, em 1915, o banho em Wannsee sofreu restrições por causa do medo do cólera. Já nos 30, foram construídas duchas, vestuários e restaurantes para atender às necessidades básicas da avalanche de banhistas.
Nessa época, a praia de Wannsee foi palco de confusões motivadas pelas diferenças políticas entre os nacional-socialistas, de um lado, e os social-democratas e comunistas, do outro.

_______________________________

_______________________________

Patrimônio

Blumenau perde título para Caxias

Cidade gaúcha é eleita Capital Brasileira da Cultura

Raffael do Prado
Blumenau

Blumenau perdeu para Caxias do Sul o título de Capital Brasileira da Cultura de 2008. O resultado da eleição foi divulgado segunda-feira pela ONG responsável pelo processo. Blumenau concorria com as cidades de Caxias do Sul (RS), Petrópolis (RJ) e Santa Cruz Cabrália (BA). Foram três votos para o município gaúcho, dois para Blumenau e uma abstenção. Segundo os organizadores, o que contou foi a mobilização dos gaúchos em conseguir o título. No ano passado, Santa Maria (RS) concorreu e foi derrotada pela cidade mineira de São João del-Rei.

Disputa
Além de Caxias do Sul (RS), a cidade do Vale do Itajaí concorria com Petrópolis (RJ) e Santa Cruz Calábria (BA)
“O que pesou mesmo foi a força em eleger Caxias do Sul. Eles estavam empenhados na conquista do título e fizeram o possível para consegui-lo. Montaram um bom projeto e corrigiram os erros do ano passado, quando lançaram o nome de Santa Maria”, acredita Marion Bubeck, presidente da Fundação Cultural de Blumenau.
Marion ainda destaca que a participação de Blumenau serviu como um aprendizado e valeu muito por projetar o nome da cidade nacionalmente. Para concorrer ao título, o comitê de organização fez o levantamento do número de hotéis, restaurantes, atividades culturais e atrativos turísticos. Junto com o relatório, a comissão enviou uma mala com objetos que simbolizam a imigração e herança cultural de Blumenau.
Foi a primeira vez que Blumenau participou, mas muitos ficaram decepcionados com o resultado. A artista plástica Lygia Roussenq Neves não esconde a frustração. “É muito triste, mas esse desafio será colocado em 2008 novamente. Não vamos desanimar e estaremos mais forte e melhores na próxima concorrência. Como produtora, pintora e cidadã de coração de Blumenau, acredito que os contornos culturais daqui têm relevância, qualidades e méritos. A nossa cidade é polo irradiador de referência cultural e educacional do Sul do Brasil”, defende.
A presidente da Sociedade Escritores de Blumenau (SEB), Fátima Venutti, acha importante manter a empolgação e continuar tentando. “Valeu muito pela experiência de mostrar o que Blumenau produz culturalmente. Tudo que foi exibido aos jurados foi levado em conta. Ano que vem, estaremos mais fortes”, acredita a escritora.

O projeto
- Capital Brasileira da Cultura (CBC) é um projeto instituído em 2004 com o objetivo de promover e divulgar a diversidade cultural brasileira. O projeto tem a finalidade de eleger anualmente uma cidade com o título de CBC e conta com o apoio institucional do Ministério da Cultura, Ministério do Turismo, Unesco e Organização Capital Brasileira da Cultura.

- A primeira cidade brasileira a conquistar o título foi Olinda, em Pernambuco, em 2006. A cidade mineira de São João del-Rei, foi a escolhida de 2007.

- A origem do projeto foi na Europa, em 1985, por iniciativa de Melissa Mercouri, ex-ministra da cultura da Grécia, com os objetivos de valorizar a riqueza, a diversidade e as características comuns das culturas européias, contribuir para um melhor conhecimento mútuo entre os cidadãos da União Européia, promover a cidade, região e país onde ela se insere e concentrar na cidade designada como capital cultural contribuições de outras cidades do país e de outros países.

- Atenas foi a primeira Capital Européia da Cultura, em 1985.

....................................................

Vetados

Para os curiosos dos efeitos da ditadura militar na música brasileira, um site que acaba de ser lançado faz uma análise sobre a censura e expõe documentos oficiais resgatados no Arquivo Nacional de Brasília e do Rio de Janeiro. O site www.censuramusical.com.br traz processos que proibiram canções como "Mulheres de Atenas", de Chico Buarque (foto), "Óculos Escuros", de Raul Seixas e "Papai me Empresta o Carro", da Rita Lee.



   Este Portal é melhor visualizado na resolução 800x600
Expediente
 Copyright © A Notícia - Fone 055-0xx47 3431 9000 - Fax 055-0xx47 3431 9100
 Rua Caçador, 112 - CEP 89203-610 - C. Postal: 2 - 89201-972 - Joinville - SC - Brasil