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Joinville Sexta-feira, 20 de julho de 2007 Santa Catarina - Brasil

Anexo - A Notícia Fabiano Melato
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fabiano.melato@an.com.br

Lolita carioca

“Claudinha no Ano da Loucura”, clássico da contracultura nacional, volta às livrarias

Rodrigo Schwarz

Paulo Francis costumava dizer que ou a pessoa vive, ou escreve. A labuta literária exige uma dedicação tremenda, sem deixar muito tempo para curtir a vida. Nem todos concordam com Francis. O grego Alexandros Evremidis, há 30 anos radicado no Brasil, escreveu quase duas dezenas de livros que atestam o seu lema: “Não faço literatura, faço vida”. Uma dessas obras é o cultuado “Claudinha no Ano da Loucura”. Esgotado desde meados dos anos 80, o título é reeditado agora pela editora catarinense Letras Brasileiras.
“Claudinha no Ano da Loucura” narra o caso de amor entre um jornalista e uma pré-adolescente. Pelo tom visceral da narrativa, as páginas parecem saídas de um diário de Alexandros. O autor, que já trabalhou em revistas como “Veja” e “Manchete”, não revela se realmente teve um caso com uma adolescente, mas declara que a maior parte do livro é fruto direto de suas vivências. E no quesito vivência, Alexandros acumula milhagem: casou oito vezes (o primeiro enlace foi com Elke Maravilha), cursou 11 faculdades em cinco países, fala oito idiomas e já conheceu praticamente todo o globo.
“Meus livros não são historinhas. Cresci em um ambiente muito violento”, diz Alexandros. Ele nasceu nas austeras montanhas da Macedônia, em uma comunidade conservadora e avessa à cultura. A infância foi marcada por dois conflitos sangrentos: a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Civil Grega. “Levando em conta os horrores que presenciei, não dá para dizer que tive infância. E a escola era outro local de violência, só apanhávamos dos professores. Não foi lá que descobri o poder da palavra”, desabafa.
O poder das palavras, dos livros, foi descoberto em outro local: nos banheiros gregos. Na comunidade de Alexandros, era costume usar jornais picados como papel higiênico. As notícias, quase sempre pela metade, fascinavam o jovem Alexandros: “Foi ali que me tornei jornalista e escritor. Como eu não tinha o texto completo, precisava imaginar o resto da notícia. Eu saía pela rua devorando esses jornais velhos”, revela.
Com poucas perspectivas na Grécia, além de se tornar um pastor de ovelhas, Alexandros partiu para a Alemanha. Chegou sem saber falar uma única palavra no idioma de Goethe. Três meses depois, comunicava-se fluentemente em alemão. “É isso que nos torna humanos, a fala”, assinala. Continuou peregrinando pelo continente, até que, em uma viagem transatlântica, conheceu Elke Maravilha.
Os dois passaram um ano viajando de carro pela Europa, dormindo no próprio automóvel. Depois da empreitada, ela arrastou Alexandros para o Brasil, onde se casaram. Segundo o escritor, foi um matrimônio feliz, mas que sucumbiu ao que chama de “a coceira dos sete anos”. “A cada sete anos, o ser humano passa por profundas mudanças biológicas. Então, depois desse ciclo, meu casamento com a Elke precisou chegar ao fim.”
Sua relação com Elke inspirou seu segundo livro, “Melissa” (1974). O título, e a sua obra de estréia, “Adeus Grécia” (1974), estão fora de catálogo. Seu único título disponível nas livrarias é a nova edição de “Claudinha no Ano da Loucura”. “Tenho ainda inéditos sete livros de prosa e dez de poesia. Vou publicá-los aos poucos. O último, será lançado no dia do meu enterro”, brinca.

rodrigo.schwarz@an.com.br

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"Livro perturbador no que releva sobre a alma"

Desde 1985 fora de catálogo, “Claudinha no Ano da Loucura” foi reeditado graças ao esforço de um grande fã do livro: Jakzam Kaiser, editor da Letras Brasileiras. Jakzam leu o livro no ano em que foi lançado. “Um livro perturbador no que revela sobre a alma humana, que provoca arrepios de tesão, mexe com o corpo todo. Inesquecível”, escreve Jakzam, na introdução da nova edição.
Como perdeu o seu antigo exemplar, durante mais de 20 anos Jakzam procurou por outra cópia de “Claudinha”, sem sucesso. Quando descobriu que Alexandros Evremidis mantinha o jornal eletrônico www.rioartecultura.com, entrou em contato com o escritor. “O Jakzam perguntou se eu tinha ainda comigo alguns exemplares de ‘Claudinha’ e de meu segundo romance, ‘Melissa’. Como eu não dispunha deles em estoque, ofereci enviar xerox autografados”, conta Alexandros.
Mais uma vez, Jakzam pode ler a história do amor entre um jornalista maduro e uma pré-adolescente carioca – e quem é seduzido é o homem. O impacto foi avassalador, e o editor resolveu devolver “Claudinha” às livrarias. “Senti a mesma empatia pelos personagens, a mesma força selvagem, um conhecido formigamento no ventre e na virilha – e me redescobri apaixonado por Clau”, conta Jakzam.

“Claudinha no Ano da Loucura”, de Alexandros Evremidis, Editora Letras Brasileiras, R$ 35,00, 156 páginas

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Sexagenário herói da guitarra


Há 60 anos nascia o instrumentista mexicano Carlos Santana

Rodrigo Schwarz

Em 1969, um mexicano magrinho foi responsável por uma das performances mais incendiárias do Festival de Woodstock. Ele empunhava o mesmo instrumento de outro destaque do evento, Jimi Hendrix. Carlos Santana pisou no palco de Woodstock como um desconhecido – boa parte do público ainda não conhecia seu primeiro álbum, “Santana”, lançado pouco antes – e saiu como herói da guitarra. Status que mantém até hoje, quando completa 60 anos.
Instrumentistas da estirpe de Jeff Beck e Jimmy Page podem ser mais cultuados por amantes da guitarra, mas Santana é um nome conhecido até por pessoas que não sabem quantas cordas tem o instrumento. O grande culpado disso é “Supernatural”, álbum que Santana lançou em 1999. Foi o maior sucesso da carreira do guitarrista, vendendo 25 milhões de cópias no mundo todo. No disco, ele empresta seus afiados solos a convidados como Rob Thomas, Eric Clapton e Lauryn Hill.
Nada mal para o rapaz que começou tocando nos bordéis de Tijuana (México). No começo dos anos 60, a família de Santana cruzou a fronteira, dirigindo-se a San Francisco. Influenciado por blues, Hendrix e Cream, Santana montou um grupo de rock, que logo ganhou respeito no circuito de clubes californianos. A banda chamou a atenção do promotor Bill Graham, proprietário do lendário clube Fillmore East.
Com a ajuda de Graham, assinaram um contrato com a Columbia Records. Pela gravadora, ele lançou seus três melhores discos: “Santana” (1969), “Abraxas” (1970) e “Santana 3” (1971). Nesses álbuns, Santana destilou com excelência sua marca registrada: vertiginosas incursões guitarrísticas amparadas por uma cama de percussão latina.
Curiosamente, o executivo da Columbia que contratou Santana, em 1968, foi Clive Davis, o mesmo que o trouxe a Arista Records, 30 anos depois, com “Supernatural”. No primeiro disco pela Columbia, Santana relutou em registrar o melódico cover “Evil Ways”, que acabou se tornando o hit do álbum “Santana”. Já em “Supernatural”, foi idéia do guitarrista gravar músicas pops, em parceria com músicos conhecidos do grande público.
Além de ser introduzido a uma nova geração de fãs, a jogada rendeu a Santana nove prêmios Grammy. Nos discos seguintes, “Shaman”(2002) e “All That I Am”(2005), ele repetiu a fórmula de “Supernatural”. Desta a vez, a lista de convidados foi de Steven Tyler, do Aerosmith, a Kirk Hammett, do Metallica.
A insistência no formato desagradou muitos velhos fãs do guitarrista, saudosos das obras-primas roqueiras dos primeiros discos. Mas seja quem for o vocalista que acompanhe Santana, sua guitarra continua inconfundível. Basta um fremido para lembrar que quem está com as rédeas das seis cordas é o mesmo mexicano magrinho que incendiou Woodstock, há quase quatro décadas.

rodrigo.schwarz@an.com.br

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Crônica

Glasgow

Olsen Jr., escritor
olsenjr@matrix.com.br

O título aí em cima poderia ser outro, talvez mais adequado, menos pela sutileza, é claro, que pelo maneirismo regionalista, como: “Gauderiando”, por exemplo. Mas tem tudo a ver, diria o Horácio (de saudosa memória) e por tudo que se deduzirá.
Glasgow (depois de Edimburgo, que é a capital) é a cidade mais importante da Escócia. Uma referência, porque é lá que a nossa história aconteceu.
Começou em Porto Alegre. Dois gaudérios esfalfados de traguear uísque com água ou com gelo tradicional, muitas vezes sem saber a procedência do líquido, resolveram sorver a velha bebida na fonte. Na estância de um deles, num belo entardecer no pampa, inspirados pelo minuano, decidiram ir a Escócia, Glasgow, mais precisamente.
Decisão acordada, considere a missão cumprida. Logo vamos encontrar os dois tauras, devidamente instalados, em um apartamento da famosa rede Holiday Inn Hotels.
Vestidos a rigor, pilchados, de lenço vermelho no pescoço (maragatos), camisas de mangas compridas, bombachas e botas, desceram para o bar do hotel, não se descuidando de levar o pinho (leia-se violão) junto. Começaram com o famoso uísque escocês. “Mas tchê! Exclama um, isso tá de lasquear”. Foi quando decidiram beber cerveja, velha parceira e que não decepciona quem já lhe conhece o tranco. Do uísque para a long neck por R$ 35,00 a garrafa e com 12,5% de teor alcoólico (três vezes maior que as nossas), os macanudos não se abateram. Um deles lembrou que tinha duas garrafas de vinho e foi buscar, pondo-as na roda. Devagarito (no trote), começaram a cantar as músicas dos Beatles em português. Foi juntando gente. Logo alguém teve a idéia de fazer a tradução simultânea (pode crer, diria o Horácio). E também, um inglês solitário que estava nas imediações ouvindo, pediu permissão para chegar, afirmou que tinha brigado com a companheira e que estavam numa excursão na cidade. A roda aumentou, e para provar a boa fé, trouxe logo uma dúzia de cervejas (bem-vindas) antes de se sentar. O xiru da viola ficou levemente desconfiado, depois de vários tragos, que se fosse uma china, juraria que o inglês lhe estava roçando a perna com impaciente freqüência.
Quando a dita excursão chegou ao hotel, percebeu que a “namorada” do dito era na verdade um distinto cavalheiro. Gaúcho que é gaúcho não acha um homem bonito, no máximo “bem apessoado?”. E era o caso, mas que barbaridade, tchê! E aqueles olhares se cruzando, de ponta a ponta, parecendo mais tiroteio de bolicho à beira de estrada, enquanto dedilhava o pinho com voz manhosa pondo mais lenha no braseiro que já estava ardendo. E foi madrugada a dentro aquele entrevero de paixões conflitantes, e isso que “eles” iriam até Liverpool no dia seguinte. Mas bah! Chegar no Reino Unido e não conhecer o Cavern Club onde os Beatles tocaram, seria um desperdício. E a “nossa” história? Sem delongas, rapaz, que bochincho, depois que o muro das lamentações passou a se chamar balcão da querência, naquela tertúlia baguala, deu o que falar, mas conseguimos reconciliar os putos!

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Múltiplas

Literatura
Cópias piratas de Potter

Os rumores sobre a divulgação do último capítulo da saga de Harry Potter na internet não foram desmentidos pela Editora Bloomsbury, que fez uma operação para promover e lançar o livro. Cópias piratas de “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, sétimo volume da série do aprendiz de bruxo criado pela escritora britânica J.K. Rowling, circularam livremente na internet já quarta-feira. De acordo com os rumores, 396 páginas do livro, de aproximadamente 608 páginas, foram escaneadas e divulgadas na internet. O último livro da saga causou um frenesi nunca antes visto com um lançamento editorial, que se reflete nas mais de 2 milhões de cópias vendidas antes de sua publicação. O livro estará disponível nas livrarias brasileiras depois das 20 horas de hoje.

 Segunda-feira
Universo Feminino

Terça-feira
 Literatura

Quarta-feira
Turismo

Quinta-feira
Música

Sexta-feira
Fim de semana

Sábado
Gastronomia e DVD

Pode vir, pode chegar

Ivete Sangalo transporta a Bahia para Santo Amaro e Blumenau

A cantora baiana de voz inconfundível não atrai multidões apenas pelo tom afinado e grave, pelo gás de animadora de torcida e por tirar de letra um tombo em cima de uma sandália plataforma bem na frente das câmeras. Ivete Sangalo, que se apresenta em Santo Amaro da Imperatriz hoje e em Blumenau amanhã, é um poço de carisma longe de se esgotar.
As apresentações divulgam o novo CD e DVD da cantora, “Ivete Sangalo Multishow ao Vivo”, gravado no Maracanã e que, mesmo com a crise da indústria fonográfica, não cai do salto quando o assunto são vendas. Depois de sair da banda Eva em 1999, onde alavancou a carreira, suas vendagens na carreira solo já chegaram a 8,7 milhões de discos.
Isso porque a cantora baiana não se limitou ao axé da Bahia e partiu para outras praias. Versátil, conseguiu ser romântica com “Se Eu Não te Amasse Tanto Assim”, foi influenciada pela disco music no álbum “As Super Novas” e pelo forró e sertanejo em músicas com Gilberto Gil e Zezé di Camargo e Luciano.
A previsão é de que, em Blumenau, compareçam 15 mil pessoas para o show. Em Santo Amaro, a apresentação é um esquenta para o show previsto para o Florianópolis 2007, no feriadão de 15 de novembro, em que a cantora é presença confirmada. Também estão previstos, antes da micareta fora de época, um show no dia 31 de agosto, em Lages, e no dia 1o de setembro, em Joinville.
No repertório, novos sucessos “Quando a Chuva Passar”, “Berimbau Metalizado” e “Não Me Conte Seus Problemas”, além de versões de músicas famosas como “Não Quero Dinheiro Só Quero Amar”, “Corazón Partío” e “País Tropical”. Acompanham a musa, no palco, dez músicos e três backing vocals.
Em Blumenau, o show será aberto pelo DJ Daniel das Micaretas. Para quem já é fã de carteirinha, os momentos mais aguardados devem ser os hits “A Festa”, “Arerê” e “Carro Velho”.
Ivete Sangalo no palco, Veveta no blog pessoal e Ivete Maria Dias de Sangalo na certidão de nascimento, o seu show é a certeza de que vai rolar a festa.

O quê: Show Ivete Sangalo.
Quando: Hoje, às 21 horas.
Onde: New Time Danceteria, Estrada-geral Braço São João, 2290, Santo Amaro da Imperatriz.
Quanto: Ingressos a R$ 25,00 para a pista e R$ 80,00 camarote.
Mais informações: (48) 3245-1058.

O quê: Show Ivete Sangalo.
Quando: Amanhã, abertura dos portões às 20 horas e show à 0h30.
Onde: Parque Vila Germânica, Alberto Stein, 199, Velha.
Quanto: Ingressos de R$ 40,00 a R$ 100,00, consulta de pontos de venda pelo telefone (47) 3333-2275.
Mais informações: (47) 3333-2275.

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Teatro

Best-seller do palco


“As Mentiras que os Homens Contam” na Capital

Florianópolis

Em uma guerra declarada (universo feminino versus universo masculino), “As Mentiras que os Homens Contam” é uma batalha de risadas onde só o espectador ganha. A peça adaptada aos palcos pelo escritor Marcelo Rubens Paiva do texto original de Luis Fernando Verissimo é apresentada amanhã, às 21 horas, e domingo, às 20 horas, no Teatro Ademir Rosa, Centro Integrado de Cultura (CIC). O texto que já nasceu best-seller orbita na galáxia de manias masculinas. A trama se forma a partir de uma coletânea de crônicas de Verissimo sobre tudo o que um homem é capaz de inventar para se safar de situações embaraçosas.
Jorge (Victor Wagner) e Carla (Karina Barun) são um casal que vivem uma relação normal, entre as dores e delícias de serem marido e mulher. Se esse universo é normal, é claro que existem amigos sacanas, filhos, problemas e possíveis amantes. Este casal se vê diante de um ambiente em que a norma são as crises. Se o tragicômico de Luis Fernando Verissimo conseguiu subir ao tablado, é possível que ninguém pare de rir – ou de se reconhecer – no palco da vida privada.

O quê: “As Mentiras que os Homens Contam”. Quando: Amanhã, às 21 horas, e domingo, às 20 horas. Onde: Teatro Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura (CIC), avenida Governador Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica. Quanto: R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia-entrada para estudantes e idosos). Mais informações: (48) 3953-2300.

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Agenda

Hoje

Canoinhas
Maskavo – A banda de Brasília é figura carimbada do reggae em Santa Catarina, mostrando as influências de ritmos como o reggae, o pop e o baião. Entre os sucessos do grupo que mais tocaram nas rádios, estão “Um Anjo do Céu” e “Mais Linda”. A banda excursiona com um CD Acústico dos maiores sucessos.
- Chanell 301, rua Major Vieira, esquina com a rua Getúlio Vargas, s/nº. Hoje, à noite. Ingressos a R$ 18,00 e R$ 20,00 no local. Mais informações: (47) 9986-6134.

São José
“Trair e Coçar, é Só Começar” – Inspirada no gênero vaudeville, a peça gira em torno de meras hipóteses de adultérios, geradas por equívocos e confusões provocadas por uma empregada, que se aproveita da desconfiança geral entre os casais do enredo para subornar os patrões e amigos. A história conta com três casais e um vendedor de jóias que se torna o pivô de uma série de suspeitas de traição. O fio condutor é a empregada Olímpia, que complica e descomplica a ação, e uma série de personagens à beira de um ataque de nervos. A peça estreou no Rio de Janeiro em 1986 e em São Paulo em 1989. O público no Brasil superou cinco milhões de pessoas em sete mil apresentações. A montagem entrou para o Guinness Book em 94, 95, 96 e 97 como a mais longa temporada ininterrupta em cartaz do teatro nacional.
- Arena Multiuso de São José, rua Doutor Constâncio Krummel, s/nº, Praia Comprida. Hoje, às 21 horas. Ingressos a R$ 40,00 (meia-entrada para estudantes e idosos). Mais informações: (48) 3241-1213. Itajaí: Teatro Municipal de Itajaí. Amanhã e domingo, às 20h30. Ingressos a R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia-entrada) na bilheteria do teatro. Mais informações pelo fone (47) 3349-6447.

Laguna
“A República em Laguna” – Baseada na peça “De Aninha a Anita”, escrita por Jairo Barcelos, a montagem é apresentada na arena cenográfica do Centro de Laguna, às margens da lagoa de Santo Antonio. Para ajudar na imaginação, haverá um grande número de figurantes e efeitos pirotécnicos. A história começa na fundação de Laguna e depois mostra o dia-a-dia dos nativos da região, chegando até os capítulos da conquista de Laguna pelos republicanos por terra e água. Nesse contexto, Anita encontra Garibaldi.
- Centro Administrativo Tordesilhas, Avenida Colombo Machado Salles, 145, Centro. Hoje, amanhã e domingo, às 19h30. Ingressos antecipados a R$ 20,00 e no local a R$ 30,00. Estudantes e idosos pagam R$ 15,00 (crianças até 5 anos não pagam).

Balneário Camboriú
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4º Lenzi Convida – O projeto volta depois de oito meses, idealizado pela banda Lenzi Brothers, trazendo em cada edição uma banda independente local ou de fora do Estado. Além de promover o intercâmbio, o objetivo é chamar a atenção do público para o trabalho autoral de bandas de fora, fortalecendo e incentivando a cena local. O evento já trouxe bandas como Faichecleres (Curitiba), Flutuantes (Porto Alegre), Pipodélica (Florianópolis), Autoramas (Rio de Janeiro), Relespública (Curitiba) e nesta edição terá as bandas Mordida (Curitiba) e Aerocirco (Florianópolis), além dos Lenzi Brothers comemorando 10 anos de atuação.
- Open Bar, avenida Atlântica, s/nº, próximo Alvin Bauer. Hoje, às 23 horas. Ingressos a R$ 10,00.

Jaraguá do Sul
“Casamento Aberto, Mas Nem Tanto” – A peça fala de crises, encontros e desencontros como ingredientes de uma história atual. Na peça, um homem liberal e moderno defende a igualdade, mas não a deseja em casa. Trata-se de um texto que discute o homem “carinhoso e generoso” que busca na esposa uma figura maternal e a liberdade sexual com outras mulheres. A peça sugere também que as mulheres são mais leais, menos vorazes e muito imaginativas. Não se trata de uma apologia em defesa do casamento tradicional ou de novas tendências, mas um retrato do comportamento da sociedade. O espetáculo é uma realização do Grupo de Experimentação Cênica (GpoEx) da Sociedade Cultura Artística (Scar), protagonizado por Nelson Borchard e Margareth Klein.
- Pequeno Teatro da Scar, rua Jorge Czerniewicz, 160, bairro Czerniewicz. Hoje e amanhã às 20h30, domingo às 19 horas. Ingressos a R$ 10,00 e R$ 5,00 (estudantes, maiores de 60 anos e menores de 18 anos). Mais informações pelo telefone (47) 3275-2477 e 3275-2670.

Florianópolis
“É Tudo Piada” – Cláudio Cunha começa o espetáculo com um prólogo de oito minutos, em que interpreta um dublê de cineasta e ator, Francisco Ferrão. Ele chama todos para assistir a uma peça sua e, para convencer a lotar a apresentação, argumenta sobre os benefícios do riso. Em cena, também aparece a atriz Simone Andrade, interpretada por Eleni Matoso. Ferrão está na crise da meia-idade e os problemas do casal são apresentados, sempre com anedotas.
- Teatro Álvaro de Carvalho, Praça Pereira Oliveira, Centro. Hoje e amanhã às 21 horas, domingo às 20h30. Ingressos a R$ 30,00 na hora, R$ 20,00 antecipado e R$ 15,00 (estudantes e idosos), à venda no teatro hoje, das 13 às 19 horas. Mais informações pelo fone (48) 3028-8070.

“O Pupilo Quer Ser Tutor” – A peça da Cia Teatro Sim... Por que Não? reflete sobre as artimanhas do poder e foi escrita pelo dramaturgo austríaco Peter Handke. Em uma paisagem desolada, dois personagens entram em cena – Nazareno Pereira, o tutor, e Leon de Paula, o pupilo. A relação servo e senhor gera o conflito da peça, que avalia a condição humana. A companhia já encenou “A Farsa do Advogado Pathelin”, o teatro de bonecos “Livres e Iguais” e exercitou teatro do absurdo em “Paralelos”.
- Teatro da União Beneficente Recreativo Operária - Ubro, rua Pedro Soares, 15, Centro. Hoje, amanhã e domingo, às 20h30. Ingressos a R$ 15,00. Mais informações pelo telefone (48) 3222-0529.
Blumenau

DJ Fabrício Peçanha – Um dos melhores DJs do País, Peçanha se apresenta no Citröen Winter Festival, no projeto House Concept, antes da turnê pela Europa. Depois de Blumenau, Peçanha inclui no tour Barcelona, Mallorca e Ibiza e em agosto chega à China, sendo o primeiro DJ brasileiro a conseguir esta façanha. Nome forte no techno/tech-house da América do Sul, ele também integra o projeto “Life Is a Loop” junto com os DJs Leozinho e Paciornick.
- Expresso Choperia, rua 15 de Novembro, 160, Centro. Hoje, às 22 horas. Preço do ingresso não-divulgado. Mais informações pelo fone (47) 3340-2285.

 

Amanhã

Joinville
Reino Fungi – Depois de quatro meses longe dos palcos joinvilenses, o Reino Fungi se apresenta na boate da Sociedade Harmonia Lyra. O grupo está atualmente baseado em São Paulo. A mudança de endereço já rendeu frutos. Além de uma pesada agenda de shows na capital paulista, o Reino Fungi tocou recentemente no “Jornal da MTV”, no Dia do Rock. O último disco é “Reino Fungi e o Clube do Chá Dançante”, em que a banda refina a mistura de rock britânico sessentista e Jovem Guarda.
- Boate da Sociedade Harmonia Lyra, Rua 15 de Novembro, 485. Sábado, às 23 horas. Valor do ingresso não divulgado.

Itajaí
“O Amor é uma Flor Roxa...” – Por uma colagem de textos, abordando os encontros e desencontros conjugais, o amor e a paixão são vividos com seus afetos, ciúmes e posses. Os textos que compõem o espetáculo são adaptações de obras da dramaturgia brasileira que mostram a vulnerabilidade do convívio conjugal, adaptados pela Escola de Teatro (Aeca). Num clima divertido e absurdo, a performance cênica vivida por oito atores se desenrola com boas doses de humor durante uma hora e 40 minutos de espetáculo. Entre os personagens, João e Maria, um casal, em que ela é mais velha que ele. Eles são apaixonados, porém ela, pela insegurança e ciúmes, faz de tudo para que ele nunca saia sozinho.
- Casa da Cultura Dide Brandão, rua Hercílio Luz, 323. Amanhã e domingo, às 20h30. Ingressos a R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia-entrada). Mais informações pelo fone (47) 3344 5964.

Florianópolis
Harry Potter Fest – Com a chegada do sétimo e último livro da série do já não mais tão pequeno bruxo, “Harry Potter and The Deathly Hallows”, os fãs já estão em polvorosa. Para aqueles que sabem ler em inglês, a espera será menor, já que depois da meia-noite de hoje, o livro já estará disponível para venda na Livrarias Catarinense. A partir das 15 horas de sábado, a Cia. Nacional de Talentos faz leitura traduzida e dramatização do primeiro capítulo do livro. O grupo realiza ainda um quiz sobre a série, com sorteio de brindes e degustação de cerveja amanteigada sem álcool. A febre Harry Potter já vendeu mais de 325 milhões de cópias nos livros anteriores.
- Livrarias Catarinense, Beiramar Shopping, rua Bocaiúva, 2.468, Centro. Amanhã, às 00H01 e às 15 horas. Evento gratuito (livro estimado em R$ 59,90) Mais informações pelo fone (48) 3271-6000.

Blumenau
Cantus Firmus – O grupo tem no repertório peças vocais sacras e profanas que contextualizam o que poderia ter sido a sonoridade e a prática do período medieval e renascentista na Europa. O repertório procura valorizar a exibição de contrastes do período alternando entre canções alegres e sonetos mais melancólicos. Fazem parte do repertório peças de compositores renomados do Renascimento como Josquin De Prez e Juan Del Encina, assim como figuras importantes da Idade Média como Guillaume de Machaut.
- Fundação Cultural de Blumenau, rua 15 de Novembro, 161, Centro. Amanhã, às 20 horas. Ingressos a R$ 10,00 e R$ 5,00. Mais informações pelo fone (47) 3326-6871. Rio do Sul: Ponto de Cul tura Anima Bonecos, rua Vidal Ramos, 197, Sumaré. Domingo, às 20 horas. Entrada gratuita.

Chapecó
Ira! – A banda que tem raízes no punk brasileiro e mescla cada vez mais o rock com ritmos mais modernos e eletrônicos viaja com a nova turnê: Invisível DJ – também nome do disco mais recente. Com 25 anos de carreira, o grupo paulistano deve tocar, ainda, sucessos como “Vejo Flores em Você”, “Envelheço na Cidade”, “Núcleo Base” e as novas canções. O repertório é sempre cheio de melodias marcantes, com letras sobre o que está mais presente na vida das pessoas como política, amor e questões ambientais.
- Estação Brasil, amanhã, às 23h30. Ingressos a R$ 15,00, R$ 25,00 (ingresso vip) e R$ 20,00 (na hora). Mais informações: (49) 9967-1918.

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Alternativas na tela grande


Depois dos blockbusters das férias, Capital oferece opções para quem busca drama, comédia e romance

Florianópolis

Três estréias nos cinemas da Capital este fim de semana mudam o clima das salas de projeção. As programações, até então recheadas de “Harry Potter”, “Shrek” e “Transformers”, ganham mais consistência. Novidades que vão do drama, passam pelo romance e chegam à comédia são as apostas para quem está em busca de um filme diferente. E de diferentes origens, como Índia, Brasil e Estados Unidos.

Origem
Os filmes que estréiam hoje são "Saneamento Básico" (Brasil), "Nome de Família" (Índia) e "Ela e a Poderosa" (EUA)
O filme “Nome de Família” (“The Namesake”) é uma co-produção indo-americana, dirigido pela indiana Mira Nair e baseada no primeiro romance da escritora Jhumpa Lahiri, vencedora do prêmio Pulitzer. Famosa por “Um Casamento à Indiana”, de 2001, Mira trouxe agora, às telas, uma história ágil e intimista, que, segundo ela, reflete sua própria realidade. Ao longo de 122 minutos, o espectador conhece a história de um casal que se muda da cidade de Calcutá, na Índia, para Nova York, em busca de melhores oportunidades de vida. Ashoke (Irrfan Khan) e Ashima (Tabu) começam a nova vida na cidade, mas tudo muda quando têm um filho.
O pai Ashoke precisa escolher um nome para o bebê e decide por Gogol, nome de um famoso poeta russo. Mas quando o pequeno Gogol, vivido por Kal Penn, cresce, começam os conflitos e a rejeição pelo nome. Os caminhos de pais e filho pareciam se distanciar, com conseqüências dolorosas e cômicas, até que Gogol percebe o laço forte entre o que seus pais deixaram para trás e o mundo em que vive.
A outra estréia tem roteiro e direção do brasileiro Jorge Furtado e participação de grandes nomes como Fernanda Torres, Wagner Moura e Lázaro Ramos. Filmado em locações de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, “Saneamento Básico, o Filme” é uma comédia que trata de Linha Cristal, uma vila de descendentes italianos que querem construir uma fossa para tratamento de esgoto. Apesar de concordar com a necessidade da obra, a Prefeitura alega falta de verbas. Em contrapartida, tem quase R$ 10 mil para a produção de um vídeo. Com a participação da comunidade, as filmagens iniciam e os moradores, juntos, começam a produzir uma ficção, com monstros nas obras de construção de uma fossa.
“Georgia Rule” (traduzido para “Ela é a Poderosa”) é a última das estréias. Mesclando comédia, drama e romance, a produção americana traz a história de Rachel (Lindsay Lohan), uma adolescente cheia de problemas que vive aprontando e trazendo problemas para a mãe. Lilly (Felicity Huffman), a mãe, não sabe mais como endireitar a filha. Decide então levá-la para a fazenda da avó, Georgia (Jane Fonda), lugar para o qual havia prometido nunca retornar.
Dirigida por Garry Marshall (“Uma Linda Mulher”), a história fala da relação entre as três gerações e dos segredos de cada uma. Apesar de tudo, o elo familiar fala mais alto.



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