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Lolita carioca
Claudinha no Ano da
Loucura, clássico da contracultura nacional, volta
às livrarias
Rodrigo Schwarz
Paulo Francis costumava dizer que ou a pessoa vive, ou escreve.
A labuta literária exige uma dedicação tremenda,
sem deixar muito tempo para curtir a vida. Nem todos concordam
com Francis. O grego Alexandros Evremidis, há 30 anos
radicado no Brasil, escreveu quase duas dezenas de livros que
atestam o seu lema: Não faço literatura,
faço vida. Uma dessas obras é o cultuado
Claudinha no Ano da Loucura. Esgotado desde meados
dos anos 80, o título é reeditado agora pela editora
catarinense Letras Brasileiras.
Claudinha no Ano da Loucura narra o caso de amor
entre um jornalista e uma pré-adolescente. Pelo tom visceral
da narrativa, as páginas parecem saídas de um diário
de Alexandros. O autor, que já trabalhou em revistas como
Veja e Manchete, não revela se
realmente teve um caso com uma adolescente, mas declara que a
maior parte do livro é fruto direto de suas vivências.
E no quesito vivência, Alexandros acumula milhagem: casou
oito vezes (o primeiro enlace foi com Elke Maravilha), cursou
11 faculdades em cinco países, fala oito idiomas e já
conheceu praticamente todo o globo.
Meus livros não são historinhas. Cresci em
um ambiente muito violento, diz Alexandros. Ele nasceu
nas austeras montanhas da Macedônia, em uma comunidade
conservadora e avessa à cultura. A infância foi
marcada por dois conflitos sangrentos: a Segunda Guerra Mundial
e a Guerra Civil Grega. Levando em conta os horrores que
presenciei, não dá para dizer que tive infância.
E a escola era outro local de violência, só apanhávamos
dos professores. Não foi lá que descobri o poder
da palavra, desabafa.
O poder das palavras, dos livros, foi descoberto em outro local:
nos banheiros gregos. Na comunidade de Alexandros, era costume
usar jornais picados como papel higiênico. As notícias,
quase sempre pela metade, fascinavam o jovem Alexandros: Foi
ali que me tornei jornalista e escritor. Como eu não tinha
o texto completo, precisava imaginar o resto da notícia.
Eu saía pela rua devorando esses jornais velhos,
revela.
Com poucas perspectivas na Grécia, além de se tornar
um pastor de ovelhas, Alexandros partiu para a Alemanha. Chegou
sem saber falar uma única palavra no idioma de Goethe.
Três meses depois, comunicava-se fluentemente em alemão.
É isso que nos torna humanos, a fala, assinala.
Continuou peregrinando pelo continente, até que, em uma
viagem transatlântica, conheceu Elke Maravilha.
Os dois passaram um ano viajando de carro pela Europa, dormindo
no próprio automóvel. Depois da empreitada, ela
arrastou Alexandros para o Brasil, onde se casaram. Segundo o
escritor, foi um matrimônio feliz, mas que sucumbiu ao
que chama de a coceira dos sete anos. A cada
sete anos, o ser humano passa por profundas mudanças biológicas.
Então, depois desse ciclo, meu casamento com a Elke precisou
chegar ao fim.
Sua relação com Elke inspirou seu segundo livro,
Melissa (1974). O título, e a sua obra de
estréia, Adeus Grécia (1974), estão
fora de catálogo. Seu único título disponível
nas livrarias é a nova edição de Claudinha
no Ano da Loucura. Tenho ainda inéditos sete
livros de prosa e dez de poesia. Vou publicá-los aos poucos.
O último, será lançado no dia do meu enterro,
brinca.
rodrigo.schwarz@an.com.br
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"Livro perturbador no que
releva sobre a alma"
Desde 1985 fora de catálogo, Claudinha no Ano
da Loucura foi reeditado graças ao esforço
de um grande fã do livro: Jakzam Kaiser, editor da Letras
Brasileiras. Jakzam leu o livro no ano em que foi lançado.
Um livro perturbador no que revela sobre a alma humana,
que provoca arrepios de tesão, mexe com o corpo todo.
Inesquecível, escreve Jakzam, na introdução
da nova edição.
Como perdeu o seu antigo exemplar, durante mais de 20 anos Jakzam
procurou por outra cópia de Claudinha, sem
sucesso. Quando descobriu que Alexandros Evremidis mantinha o
jornal eletrônico www.rioartecultura.com, entrou em contato
com o escritor. O Jakzam perguntou se eu tinha ainda comigo
alguns exemplares de Claudinha e de meu segundo romance,
Melissa. Como eu não dispunha deles em estoque,
ofereci enviar xerox autografados, conta Alexandros.
Mais uma vez, Jakzam pode ler a história do amor entre
um jornalista maduro e uma pré-adolescente carioca
e quem é seduzido é o homem. O impacto foi avassalador,
e o editor resolveu devolver Claudinha às
livrarias. Senti a mesma empatia pelos personagens, a mesma
força selvagem, um conhecido formigamento no ventre e
na virilha e me redescobri apaixonado por Clau,
conta Jakzam.
Claudinha no Ano da Loucura, de Alexandros Evremidis,
Editora Letras Brasileiras, R$ 35,00, 156 páginas
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Sexagenário herói
da guitarra

Há 60 anos nascia o instrumentista mexicano Carlos Santana
Rodrigo Schwarz
Em 1969, um mexicano magrinho foi responsável por uma
das performances mais incendiárias do Festival de Woodstock.
Ele empunhava o mesmo instrumento de outro destaque do evento,
Jimi Hendrix. Carlos Santana pisou no palco de Woodstock como
um desconhecido boa parte do público ainda não
conhecia seu primeiro álbum, Santana, lançado
pouco antes e saiu como herói da guitarra. Status
que mantém até hoje, quando completa 60 anos.
Instrumentistas da estirpe de Jeff Beck e Jimmy Page podem ser
mais cultuados por amantes da guitarra, mas Santana é
um nome conhecido até por pessoas que não sabem
quantas cordas tem o instrumento. O grande culpado disso é
Supernatural, álbum que Santana lançou
em 1999. Foi o maior sucesso da carreira do guitarrista, vendendo
25 milhões de cópias no mundo todo. No disco, ele
empresta seus afiados solos a convidados como Rob Thomas, Eric
Clapton e Lauryn Hill.
Nada mal para o rapaz que começou tocando nos bordéis
de Tijuana (México). No começo dos anos 60, a família
de Santana cruzou a fronteira, dirigindo-se a San Francisco.
Influenciado por blues, Hendrix e Cream, Santana montou um grupo
de rock, que logo ganhou respeito no circuito de clubes californianos.
A banda chamou a atenção do promotor Bill Graham,
proprietário do lendário clube Fillmore East.
Com a ajuda de Graham, assinaram um contrato com a Columbia Records.
Pela gravadora, ele lançou seus três melhores discos:
Santana (1969), Abraxas (1970) e Santana
3 (1971). Nesses álbuns, Santana destilou com excelência
sua marca registrada: vertiginosas incursões guitarrísticas
amparadas por uma cama de percussão latina.
Curiosamente, o executivo da Columbia que contratou Santana,
em 1968, foi Clive Davis, o mesmo que o trouxe a Arista Records,
30 anos depois, com Supernatural. No primeiro disco
pela Columbia, Santana relutou em registrar o melódico
cover Evil Ways, que acabou se tornando o hit do
álbum Santana. Já em Supernatural,
foi idéia do guitarrista gravar músicas pops, em
parceria com músicos conhecidos do grande público.
Além de ser introduzido a uma nova geração
de fãs, a jogada rendeu a Santana nove prêmios Grammy.
Nos discos seguintes, Shaman(2002) e All That
I Am(2005), ele repetiu a fórmula de Supernatural.
Desta a vez, a lista de convidados foi de Steven Tyler, do Aerosmith,
a Kirk Hammett, do Metallica.
A insistência no formato desagradou muitos velhos fãs
do guitarrista, saudosos das obras-primas roqueiras dos primeiros
discos. Mas seja quem for o vocalista que acompanhe Santana,
sua guitarra continua inconfundível. Basta um fremido
para lembrar que quem está com as rédeas das seis
cordas é o mesmo mexicano magrinho que incendiou Woodstock,
há quase quatro décadas.
rodrigo.schwarz@an.com.br
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Crônica
Glasgow
Olsen Jr., escritor
olsenjr@matrix.com.br
O título aí em cima poderia ser outro, talvez
mais adequado, menos pela sutileza, é claro, que pelo
maneirismo regionalista, como: Gauderiando, por exemplo.
Mas tem tudo a ver, diria o Horácio (de saudosa memória)
e por tudo que se deduzirá.
Glasgow (depois de Edimburgo, que é a capital) é
a cidade mais importante da Escócia. Uma referência,
porque é lá que a nossa história aconteceu.
Começou em Porto Alegre. Dois gaudérios esfalfados
de traguear uísque com água ou com gelo tradicional,
muitas vezes sem saber a procedência do líquido,
resolveram sorver a velha bebida na fonte. Na estância
de um deles, num belo entardecer no pampa, inspirados pelo minuano,
decidiram ir a Escócia, Glasgow, mais precisamente.
Decisão acordada, considere a missão cumprida.
Logo vamos encontrar os dois tauras, devidamente instalados,
em um apartamento da famosa rede Holiday Inn Hotels.
Vestidos a rigor, pilchados, de lenço vermelho no pescoço
(maragatos), camisas de mangas compridas, bombachas e botas,
desceram para o bar do hotel, não se descuidando de levar
o pinho (leia-se violão) junto. Começaram com o
famoso uísque escocês. Mas tchê! Exclama
um, isso tá de lasquear. Foi quando decidiram beber
cerveja, velha parceira e que não decepciona quem já
lhe conhece o tranco. Do uísque para a long neck por R$
35,00 a garrafa e com 12,5% de teor alcoólico (três
vezes maior que as nossas), os macanudos não se abateram.
Um deles lembrou que tinha duas garrafas de vinho e foi buscar,
pondo-as na roda. Devagarito (no trote), começaram a cantar
as músicas dos Beatles em português. Foi juntando
gente. Logo alguém teve a idéia de fazer a tradução
simultânea (pode crer, diria o Horácio). E também,
um inglês solitário que estava nas imediações
ouvindo, pediu permissão para chegar, afirmou que tinha
brigado com a companheira e que estavam numa excursão
na cidade. A roda aumentou, e para provar a boa fé, trouxe
logo uma dúzia de cervejas (bem-vindas) antes de se sentar.
O xiru da viola ficou levemente desconfiado, depois de vários
tragos, que se fosse uma china, juraria que o inglês lhe
estava roçando a perna com impaciente freqüência.
Quando a dita excursão chegou ao hotel, percebeu que a
namorada do dito era na verdade um distinto cavalheiro.
Gaúcho que é gaúcho não acha um homem
bonito, no máximo bem apessoado?. E era o
caso, mas que barbaridade, tchê! E aqueles olhares se cruzando,
de ponta a ponta, parecendo mais tiroteio de bolicho à
beira de estrada, enquanto dedilhava o pinho com voz manhosa
pondo mais lenha no braseiro que já estava ardendo. E
foi madrugada a dentro aquele entrevero de paixões conflitantes,
e isso que eles iriam até Liverpool no dia
seguinte. Mas bah! Chegar no Reino Unido e não conhecer
o Cavern Club onde os Beatles tocaram, seria um desperdício.
E a nossa história? Sem delongas, rapaz, que
bochincho, depois que o muro das lamentações passou
a se chamar balcão da querência, naquela tertúlia
baguala, deu o que falar, mas conseguimos reconciliar os putos!
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Múltiplas
Literatura
Cópias piratas de Potter
Os rumores sobre a divulgação do último
capítulo da saga de Harry Potter na internet não
foram desmentidos pela Editora Bloomsbury, que fez uma operação
para promover e lançar o livro. Cópias piratas
de Harry Potter e as Relíquias da Morte, sétimo
volume da série do aprendiz de bruxo criado pela escritora
britânica J.K. Rowling, circularam livremente na internet
já quarta-feira. De acordo com os rumores, 396 páginas
do livro, de aproximadamente 608 páginas, foram escaneadas
e divulgadas na internet. O último livro da saga causou
um frenesi nunca antes visto com um lançamento editorial,
que se reflete nas mais de 2 milhões de cópias
vendidas antes de sua publicação. O livro estará
disponível nas livrarias brasileiras depois das 20 horas
de hoje.
Segunda-feira
Universo Feminino |
Terça-feira
Literatura |
Quarta-feira
Turismo |
Quinta-feira
Música |
Sexta-feira
Fim de semana |
Sábado
Gastronomia e DVD |
Pode
vir, pode chegar
Ivete Sangalo transporta
a Bahia para Santo Amaro e Blumenau
A cantora baiana de voz inconfundível não atrai
multidões apenas pelo tom afinado e grave, pelo gás
de animadora de torcida e por tirar de letra um tombo em cima
de uma sandália plataforma bem na frente das câmeras.
Ivete Sangalo, que se apresenta em Santo Amaro da Imperatriz
hoje e em Blumenau amanhã, é um poço de
carisma longe de se esgotar.
As apresentações divulgam o novo CD e DVD da cantora,
Ivete Sangalo Multishow ao Vivo, gravado no Maracanã
e que, mesmo com a crise da indústria fonográfica,
não cai do salto quando o assunto são vendas. Depois
de sair da banda Eva em 1999, onde alavancou a carreira, suas
vendagens na carreira solo já chegaram a 8,7 milhões
de discos.
Isso porque a cantora baiana não se limitou ao axé
da Bahia e partiu para outras praias. Versátil, conseguiu
ser romântica com Se Eu Não te Amasse Tanto
Assim, foi influenciada pela disco music no álbum
As Super Novas e pelo forró e sertanejo em
músicas com Gilberto Gil e Zezé di Camargo e Luciano.
A previsão é de que, em Blumenau, compareçam
15 mil pessoas para o show. Em Santo Amaro, a apresentação
é um esquenta para o show previsto para o Florianópolis
2007, no feriadão de 15 de novembro, em que a cantora
é presença confirmada. Também estão
previstos, antes da micareta fora de época, um show no
dia 31 de agosto, em Lages, e no dia 1o de setembro, em Joinville.
No repertório, novos sucessos Quando a Chuva Passar,
Berimbau Metalizado e Não Me Conte Seus
Problemas, além de versões de músicas
famosas como Não Quero Dinheiro Só Quero
Amar, Corazón Partío e País
Tropical. Acompanham a musa, no palco, dez músicos
e três backing vocals.
Em Blumenau, o show será aberto pelo DJ Daniel das Micaretas.
Para quem já é fã de carteirinha, os momentos
mais aguardados devem ser os hits A Festa, Arerê
e Carro Velho.
Ivete Sangalo no palco, Veveta no blog pessoal e Ivete Maria
Dias de Sangalo na certidão de nascimento, o seu show
é a certeza de que vai rolar a festa.
O quê: Show Ivete Sangalo.
Quando: Hoje, às 21 horas.
Onde: New Time Danceteria, Estrada-geral Braço
São João, 2290, Santo Amaro da Imperatriz.
Quanto: Ingressos a R$ 25,00 para a pista e R$ 80,00 camarote.
Mais informações: (48) 3245-1058.
O quê: Show Ivete Sangalo.
Quando: Amanhã, abertura dos portões às
20 horas e show à 0h30.
Onde: Parque Vila Germânica, Alberto Stein, 199,
Velha.
Quanto: Ingressos de R$ 40,00 a R$ 100,00, consulta de
pontos de venda pelo telefone (47) 3333-2275.
Mais informações: (47) 3333-2275.
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Teatro
Best-seller do palco

As Mentiras que os Homens Contam na Capital
Florianópolis
Em uma guerra declarada (universo feminino versus universo
masculino), As Mentiras que os Homens Contam é
uma batalha de risadas onde só o espectador ganha. A peça
adaptada aos palcos pelo escritor Marcelo Rubens Paiva do texto
original de Luis Fernando Verissimo é apresentada amanhã,
às 21 horas, e domingo, às 20 horas, no Teatro
Ademir Rosa, Centro Integrado de Cultura (CIC). O texto que já
nasceu best-seller orbita na galáxia de manias masculinas.
A trama se forma a partir de uma coletânea de crônicas
de Verissimo sobre tudo o que um homem é capaz de inventar
para se safar de situações embaraçosas.
Jorge (Victor Wagner) e Carla (Karina Barun) são um casal
que vivem uma relação normal, entre as dores e
delícias de serem marido e mulher. Se esse universo é
normal, é claro que existem amigos sacanas, filhos, problemas
e possíveis amantes. Este casal se vê diante de
um ambiente em que a norma são as crises. Se o tragicômico
de Luis Fernando Verissimo conseguiu subir ao tablado, é
possível que ninguém pare de rir ou de se
reconhecer no palco da vida privada.
O quê: As Mentiras que os Homens Contam.
Quando: Amanhã, às 21 horas, e domingo, às
20 horas. Onde: Teatro Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura
(CIC), avenida Governador Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica.
Quanto: R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia-entrada para estudantes e idosos).
Mais informações: (48) 3953-2300.
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Agenda
Hoje
Canoinhas
Maskavo A banda de Brasília é figura
carimbada do reggae em Santa Catarina, mostrando as influências
de ritmos como o reggae, o pop e o baião. Entre os sucessos
do grupo que mais tocaram nas rádios, estão Um
Anjo do Céu e Mais Linda. A banda excursiona
com um CD Acústico dos maiores sucessos.
- Chanell 301, rua Major Vieira, esquina com a rua Getúlio
Vargas, s/nº. Hoje, à noite. Ingressos a R$ 18,00
e R$ 20,00 no local. Mais informações: (47) 9986-6134.
São José
Trair e Coçar, é Só Começar
Inspirada no gênero vaudeville, a peça gira
em torno de meras hipóteses de adultérios, geradas
por equívocos e confusões provocadas por uma empregada,
que se aproveita da desconfiança geral entre os casais
do enredo para subornar os patrões e amigos. A história
conta com três casais e um vendedor de jóias que
se torna o pivô de uma série de suspeitas de traição.
O fio condutor é a empregada Olímpia, que complica
e descomplica a ação, e uma série de personagens
à beira de um ataque de nervos. A peça estreou
no Rio de Janeiro em 1986 e em São Paulo em 1989. O público
no Brasil superou cinco milhões de pessoas em sete mil
apresentações. A montagem entrou para o Guinness
Book em 94, 95, 96 e 97 como a mais longa temporada ininterrupta
em cartaz do teatro nacional.
- Arena Multiuso de São José, rua Doutor Constâncio
Krummel, s/nº, Praia Comprida. Hoje, às 21 horas.
Ingressos a R$ 40,00 (meia-entrada para estudantes e idosos).
Mais informações: (48) 3241-1213. Itajaí:
Teatro Municipal de Itajaí. Amanhã e domingo, às
20h30. Ingressos a R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia-entrada) na bilheteria
do teatro. Mais informações pelo fone (47) 3349-6447.
Laguna
A República em Laguna Baseada na
peça De Aninha a Anita, escrita por Jairo
Barcelos, a montagem é apresentada na arena cenográfica
do Centro de Laguna, às margens da lagoa de Santo Antonio.
Para ajudar na imaginação, haverá um grande
número de figurantes e efeitos pirotécnicos. A
história começa na fundação de Laguna
e depois mostra o dia-a-dia dos nativos da região, chegando
até os capítulos da conquista de Laguna pelos republicanos
por terra e água. Nesse contexto, Anita encontra Garibaldi.
- Centro Administrativo Tordesilhas, Avenida Colombo Machado
Salles, 145, Centro. Hoje, amanhã e domingo, às
19h30. Ingressos antecipados a R$ 20,00 e no local a R$ 30,00.
Estudantes e idosos pagam R$ 15,00 (crianças até
5 anos não pagam).
Balneário Camboriú
14º Lenzi Convida O projeto volta depois de oito
meses, idealizado pela banda Lenzi Brothers, trazendo em cada
edição uma banda independente local ou de fora
do Estado. Além de promover o intercâmbio, o objetivo
é chamar a atenção do público para
o trabalho autoral de bandas de fora, fortalecendo e incentivando
a cena local. O evento já trouxe bandas como Faichecleres
(Curitiba), Flutuantes (Porto Alegre), Pipodélica (Florianópolis),
Autoramas (Rio de Janeiro), Relespública (Curitiba) e
nesta edição terá as bandas Mordida (Curitiba)
e Aerocirco (Florianópolis), além dos Lenzi Brothers
comemorando 10 anos de atuação.
- Open Bar, avenida Atlântica, s/nº, próximo
Alvin Bauer. Hoje, às 23 horas. Ingressos a R$ 10,00.
Jaraguá do Sul
Casamento Aberto, Mas Nem Tanto A peça
fala de crises, encontros e desencontros como ingredientes de
uma história atual. Na peça, um homem liberal e
moderno defende a igualdade, mas não a deseja em casa.
Trata-se de um texto que discute o homem carinhoso e generoso
que busca na esposa uma figura maternal e a liberdade sexual
com outras mulheres. A peça sugere também que as
mulheres são mais leais, menos vorazes e muito imaginativas.
Não se trata de uma apologia em defesa do casamento tradicional
ou de novas tendências, mas um retrato do comportamento
da sociedade. O espetáculo é uma realização
do Grupo de Experimentação Cênica (GpoEx)
da Sociedade Cultura Artística (Scar), protagonizado por
Nelson Borchard e Margareth Klein.
- Pequeno Teatro da Scar, rua Jorge Czerniewicz, 160, bairro
Czerniewicz. Hoje e amanhã às 20h30, domingo às
19 horas. Ingressos a R$ 10,00 e R$ 5,00 (estudantes, maiores
de 60 anos e menores de 18 anos). Mais informações
pelo telefone (47) 3275-2477 e 3275-2670.
Florianópolis
É Tudo Piada Cláudio Cunha
começa o espetáculo com um prólogo de oito
minutos, em que interpreta um dublê de cineasta e ator,
Francisco Ferrão. Ele chama todos para assistir a uma
peça sua e, para convencer a lotar a apresentação,
argumenta sobre os benefícios do riso. Em cena, também
aparece a atriz Simone Andrade, interpretada por Eleni Matoso.
Ferrão está na crise da meia-idade e os problemas
do casal são apresentados, sempre com anedotas.
- Teatro Álvaro de Carvalho, Praça Pereira Oliveira,
Centro. Hoje e amanhã às 21 horas, domingo às
20h30. Ingressos a R$ 30,00 na hora, R$ 20,00 antecipado e R$
15,00 (estudantes e idosos), à venda no teatro hoje, das
13 às 19 horas. Mais informações pelo fone
(48) 3028-8070.
O Pupilo Quer Ser Tutor A peça da
Cia Teatro Sim... Por que Não? reflete sobre as artimanhas
do poder e foi escrita pelo dramaturgo austríaco Peter
Handke. Em uma paisagem desolada, dois personagens entram em
cena Nazareno Pereira, o tutor, e Leon de Paula, o pupilo.
A relação servo e senhor gera o conflito da peça,
que avalia a condição humana. A companhia já
encenou A Farsa do Advogado Pathelin, o teatro de
bonecos Livres e Iguais e exercitou teatro do absurdo
em Paralelos.
- Teatro da União Beneficente Recreativo Operária
- Ubro, rua Pedro Soares, 15, Centro. Hoje, amanhã e domingo,
às 20h30. Ingressos a R$ 15,00. Mais informações
pelo telefone (48) 3222-0529.
Blumenau
DJ Fabrício Peçanha Um dos melhores DJs
do País, Peçanha se apresenta no Citröen Winter
Festival, no projeto House Concept, antes da turnê pela
Europa. Depois de Blumenau, Peçanha inclui no tour Barcelona,
Mallorca e Ibiza e em agosto chega à China, sendo o primeiro
DJ brasileiro a conseguir esta façanha. Nome forte no
techno/tech-house da América do Sul, ele também
integra o projeto Life Is a Loop junto com os DJs
Leozinho e Paciornick.
- Expresso Choperia, rua 15 de Novembro, 160, Centro. Hoje, às
22 horas. Preço do ingresso não-divulgado. Mais
informações pelo fone (47) 3340-2285.
Amanhã
Joinville
Reino Fungi Depois de quatro meses longe dos palcos
joinvilenses, o Reino Fungi se apresenta na boate da Sociedade
Harmonia Lyra. O grupo está atualmente baseado em São
Paulo. A mudança de endereço já rendeu frutos.
Além de uma pesada agenda de shows na capital paulista,
o Reino Fungi tocou recentemente no Jornal da MTV,
no Dia do Rock. O último disco é Reino Fungi
e o Clube do Chá Dançante, em que a banda
refina a mistura de rock britânico sessentista e Jovem
Guarda.
- Boate da Sociedade Harmonia Lyra, Rua 15 de Novembro, 485.
Sábado, às 23 horas. Valor do ingresso não
divulgado.
Itajaí
O Amor é uma Flor Roxa... Por uma
colagem de textos, abordando os encontros e desencontros conjugais,
o amor e a paixão são vividos com seus afetos,
ciúmes e posses. Os textos que compõem o espetáculo
são adaptações de obras da dramaturgia brasileira
que mostram a vulnerabilidade do convívio conjugal, adaptados
pela Escola de Teatro (Aeca). Num clima divertido e absurdo,
a performance cênica vivida por oito atores se desenrola
com boas doses de humor durante uma hora e 40 minutos de espetáculo.
Entre os personagens, João e Maria, um casal, em que ela
é mais velha que ele. Eles são apaixonados, porém
ela, pela insegurança e ciúmes, faz de tudo para
que ele nunca saia sozinho.
- Casa da Cultura Dide Brandão, rua Hercílio Luz,
323. Amanhã e domingo, às 20h30. Ingressos a R$
20,00 e R$ 10,00 (meia-entrada). Mais informações
pelo fone (47) 3344 5964.
Florianópolis
Harry Potter Fest Com a chegada do sétimo e
último livro da série do já não mais
tão pequeno bruxo, Harry Potter and The Deathly
Hallows, os fãs já estão em polvorosa.
Para aqueles que sabem ler em inglês, a espera será
menor, já que depois da meia-noite de hoje, o livro já
estará disponível para venda na Livrarias Catarinense.
A partir das 15 horas de sábado, a Cia. Nacional de Talentos
faz leitura traduzida e dramatização do primeiro
capítulo do livro. O grupo realiza ainda um quiz sobre
a série, com sorteio de brindes e degustação
de cerveja amanteigada sem álcool. A febre Harry Potter
já vendeu mais de 325 milhões de cópias
nos livros anteriores.
- Livrarias Catarinense, Beiramar Shopping, rua Bocaiúva,
2.468, Centro. Amanhã, às 00H01 e às 15
horas. Evento gratuito (livro estimado em R$ 59,90) Mais informações
pelo fone (48) 3271-6000.
Blumenau
Cantus Firmus O grupo tem no repertório peças
vocais sacras e profanas que contextualizam o que poderia ter
sido a sonoridade e a prática do período medieval
e renascentista na Europa. O repertório procura valorizar
a exibição de contrastes do período alternando
entre canções alegres e sonetos mais melancólicos.
Fazem parte do repertório peças de compositores
renomados do Renascimento como Josquin De Prez e Juan Del Encina,
assim como figuras importantes da Idade Média como Guillaume
de Machaut.
- Fundação Cultural de Blumenau, rua 15 de Novembro,
161, Centro. Amanhã, às 20 horas. Ingressos a R$
10,00 e R$ 5,00. Mais informações pelo fone (47)
3326-6871. Rio do Sul: Ponto de Cul tura Anima Bonecos, rua Vidal
Ramos, 197, Sumaré. Domingo, às 20 horas. Entrada
gratuita.
Chapecó
Ira! A banda que tem raízes no punk brasileiro
e mescla cada vez mais o rock com ritmos mais modernos e eletrônicos
viaja com a nova turnê: Invisível DJ também
nome do disco mais recente. Com 25 anos de carreira, o grupo
paulistano deve tocar, ainda, sucessos como Vejo Flores
em Você, Envelheço na Cidade,
Núcleo Base e as novas canções.
O repertório é sempre cheio de melodias marcantes,
com letras sobre o que está mais presente na vida das
pessoas como política, amor e questões ambientais.
- Estação Brasil, amanhã, às 23h30.
Ingressos a R$ 15,00, R$ 25,00 (ingresso vip) e R$ 20,00 (na
hora). Mais informações: (49) 9967-1918.
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Alternativas na tela grande

Depois dos blockbusters das férias, Capital oferece opções
para quem busca drama, comédia e romance
Florianópolis
Três estréias nos cinemas da Capital este fim
de semana mudam o clima das salas de projeção.
As programações, até então recheadas
de Harry Potter, Shrek e Transformers,
ganham mais consistência. Novidades que vão do drama,
passam pelo romance e chegam à comédia são
as apostas para quem está em busca de um filme diferente.
E de diferentes origens, como Índia, Brasil e Estados
Unidos.
Origem
Os filmes que estréiam hoje são "Saneamento
Básico" (Brasil), "Nome de Família"
(Índia) e "Ela e a Poderosa" (EUA) |
O
filme Nome de Família (The Namesake)
é uma co-produção indo-americana, dirigido
pela indiana Mira Nair e baseada no primeiro romance da escritora
Jhumpa Lahiri, vencedora do prêmio Pulitzer. Famosa por
Um Casamento à Indiana, de 2001, Mira trouxe
agora, às telas, uma história ágil e intimista,
que, segundo ela, reflete sua própria realidade. Ao longo
de 122 minutos, o espectador conhece a história de um
casal que se muda da cidade de Calcutá, na Índia,
para Nova York, em busca de melhores oportunidades de vida. Ashoke
(Irrfan Khan) e Ashima (Tabu) começam a nova vida na cidade,
mas tudo muda quando têm um filho.
O pai Ashoke precisa escolher um nome para o bebê e decide
por Gogol, nome de um famoso poeta russo. Mas quando o pequeno
Gogol, vivido por Kal Penn, cresce, começam os conflitos
e a rejeição pelo nome. Os caminhos de pais e filho
pareciam se distanciar, com conseqüências dolorosas
e cômicas, até que Gogol percebe o laço forte
entre o que seus pais deixaram para trás e o mundo em
que vive.
A outra estréia tem roteiro e direção do
brasileiro Jorge Furtado e participação de grandes
nomes como Fernanda Torres, Wagner Moura e Lázaro Ramos.
Filmado em locações de Bento Gonçalves,
no Rio Grande do Sul, Saneamento Básico, o Filme
é uma comédia que trata de Linha Cristal, uma vila
de descendentes italianos que querem construir uma fossa para
tratamento de esgoto. Apesar de concordar com a necessidade da
obra, a Prefeitura alega falta de verbas. Em contrapartida, tem
quase R$ 10 mil para a produção de um vídeo.
Com a participação da comunidade, as filmagens
iniciam e os moradores, juntos, começam a produzir uma
ficção, com monstros nas obras de construção
de uma fossa.
Georgia Rule (traduzido para Ela é a
Poderosa) é a última das estréias.
Mesclando comédia, drama e romance, a produção
americana traz a história de Rachel (Lindsay Lohan), uma
adolescente cheia de problemas que vive aprontando e trazendo
problemas para a mãe. Lilly (Felicity Huffman), a mãe,
não sabe mais como endireitar a filha. Decide então
levá-la para a fazenda da avó, Georgia (Jane Fonda),
lugar para o qual havia prometido nunca retornar.
Dirigida por Garry Marshall (Uma Linda Mulher), a
história fala da relação entre as três
gerações e dos segredos de cada uma. Apesar de
tudo, o elo familiar fala mais alto. |