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Joinville Domingo, 07 de outubro de 2007 Santa Catarina - Brasil

Anexo - A Notícia Fabiano Melato
(47) 3431-9293
fabiano.melato@an.com.br

A lenda se fez música

Divulgação

Música, teatro, dança, história e poesia se unem para discutir, entre outros temas, a escravidão

Espetáculo “Árvore Sagrada” busca preservar a cultura brasileira por meio da arte

Ainá Vietro
Florianópolis

O som do berimbau e a lenda sobre a origem do instrumento, que é a marca da capoeira, serviram de base para a criação do espetáculo “Árvore Sagrada”. Idealizado pelo músico Déo Lembá, que mergulhou nos ensinamentos da capoeira de angola há dez anos, o musical tem também como referência a cultura bantu, de povos escravizados em colônias brasileiras e americanas. “Árvore Sagrada” estréia hoje, no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), na Capital, e será apresentado também amanhã.

Elenco
Todos os integrantes contribuíram ao apresentar questões sociais que foram incluídas no texto do espetáculo
O espetáculo leva o mesmo nome da lenda, por conta da forte ligação do berimbau com a cultura afro-brasileira. São 22 pessoas no palco, que compõem um coro cênico e apresentam uma mescla de teatro, dança, música, história e poesia. “Os atores interpretam músicas, e a mensagem que ‘Árvore Sagrada’ traz é a de preservar a cultura brasileira”, explica Déo.
“Árvore Sagrada” começa com uma videoarte do mestre baiano de capoeira Lua Rasta. Na tela, ele conta a lenda do berimbau. Em seguida, entram os atores, músicos e bailarinos. O coro tem, além do berimbau, violão, piano, flauta, sax, baixo, percussão e instrumentos confeccionados pelo próprio grupo.
Durante o musical, discute-se a escravidão do homem pelo homem e da relação – também de escravidão – com o dinheiro. “Vivemos um momento crítico da humanidade. Ou o homem dá uma virada, ou só vai se afundar”, comenta Déo, para quem as pessoas devem parar e fazer coisas simples e de que gostam para não esquecerem do que é realmente importante.
A pesquisa para o espetáculo começou há um ano e meio, quando foram selecionados músicos, dançarinos e atores. Depois de montado o coro cênico, iniciaram-se as fases de laboratórios e, em seguida, estruturação das cenas. O musical foi construído pelo elenco, com cada integrante apresentando uma questão social diferente. São momentos positivos e negativos, como a importância da mãe para uma pessoa, as doenças ou a dominação.
Mas o envolvimento de Déo com o tema nasceu há pelo menos dez anos. Desiludido com a profissão de químico, começou a praticar capoeira de angola e resolveu morar na Bahia. Ficou lá seis anos e conheceu muitas facetas da cultura afro-brasileira. Na volta, “Árvore Sagrada” já estava em processo de criação. O próximo passo é tornar o espetáculo itinerante e apresentá-lo em diversas comunidades carentes da Grande Florianópolis, junto com oficinas de dança, teatro e música.

O quê: Espetáculo musical “Árvore Sagrada”.
Quando: Hoje, às 20 horas, e amanhã, às 19 horas.
Onde: Teatro Álvaro de Carvalho, rua Marechal Guilherme, praça Pereira Oliveira, 26, Centro, Florianópolis.
Quanto: R$ 10,00 (estudantes pagam meia).

"dom dim"
Diz a lenda que quando escravos africanos vieram para o Brasil, trouxeram na bagagem uma semente, que foi jogada no quintal da casa-grande. Uma árvore nasceu e virou ponto de encontro dos escravos, que durante a noite cantavam e dançavam. As festas incomodavam o senhor de engenho, que olhava para a janela, mas não via movimentação alguma. Irritado, foi até o quintal e destruiu a árvore, deixando somente um pequeno galho. Naquele momento, o saci-pererê passava por ali e viu o galho. Tirou a carapuça e, com as mãos, fez um movimento que terminou com o som “dom dim”. Foi assim que nasceu o berimbau, instrumento que começou a contar a história dos negros.

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Rumo à Itália

A Camerata de Florianópolis apresenta hoje o concerto de lançamento da turnê pela Itália. O espetáculo será às 21 horas, no Teatro Ademir Rosa do Centro Integrado de Cultura (CIC), na Capital. Sob a regência do maestro Jeferson Della Rocca (foto), a apresentação terá a participação de 21 músicos e dos solistas Oliver Yatsugafu (violinista) e Alberto Andrés Heller (pianista e compositor). O grupo parte de Florianópolis terça-feira e retorna no dia 22, quando começa a preparação para a ópera “La Traviata”. Os ingressos para hoje variam de R$ 10,00 a R$ 20,00, conforme a posição das cadeiras. Os tíquetes estão sendo vendidos na sede da Camerata (rua Joe Colaço, 708, Santa Mônica) e na bilheteria do CIC.

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Teatro

Você ainda pode sonhar

Último dia para conferir o 7o Festival de Formas Animadas

Divulgação

Marginais de bom coração: montagem espanhola “Supermonstros” testa sensibilidade da platéia a partir de sete anos

Jaraguá do Sul

Antes que as cortinas se fechem e o palco fique vazio, os bonecos vão dar mais uma chance para os espectadores conferirem a exímia atuação de seus companheiros marionetes, fantoches, títeres e outros personagens do mundo da animação. Hoje é o último dia do 7o Festival de Formas Animadas, em Jaraguá do Sul, e, para aqueles que perderam as mais de 20 apresentações nos três dias do evento, ainda dá tempo de assistir aos dois últimos espetáculos.

Programa
Dois espetáculos infantis: "Histórias da Carrocinha" e "Supermonstros" fecham o evento de Jaraguá do Sul
No Centro Cultural da Scar, o dia começa com a apresentação de “Histórias da Carrocinha”, da Companhia Caixa do Elefante, de Porto Alegre, às 15 horas, e termina às 20h30, com a apresentação “Supermonstros”, do espanhol Jordi Bertran. “Histórias da Carrocinha” é um espetáculo indicado para públicos de todas as idades. A trupe gaúcha utiliza, na peça, três textos do mestre argentino Javier Villafañe – “O Padeiro e o Diabo”, “A Rua dos Fantasmas” e “O Vendedor de Balões” – apresentadas pelo pelo irreverente cão Abelardo.
Em “Supermonstros”, Jordi Bertran apresenta uma composição que reúne personagens marginais, de má reputação, irreverentes e um pouco diabólicos, porém, autênticos e cheio de afeto. Indicado para crianças a partir de sete anos, o trabalho de Bertran mostra poetas, músicos, cantores, sonhadores, dançarinos e clowns, anti-heróis que despertam o sentimento do observador.
O Festival tem atividades paralelas, como a exposição de bonecos organizada pela professora e atriz Mery Petty no Centro Cultural da Scar, que remonta a história deste gênero, surgido ainda na idade média. A coleção de fantoches da Família Kasperl, da cultura germânica, foi trazida ao Brasil pela marionetista Margarethe Schlünzen, conhecida como “Móin-móin”, que contava às crianças histórias inventadas por ela. Na mostra, o visitante poderá conhecer e apreciar personagens usados pela marionetista, como a bruxa, o príncipe, a princesa, o bobo e o policial.
Outra atividade da programação que se encerra hoje é o 4o Seminário de Estudos sobre Formas Animadas, organizado pela Scar em parceria com a Universidade do Estado (Udesc). O seminário reúne palestras com especialistas, a partir das 17 horas, e a participação é gratuita. Este ano, com o tema “Teatro Contemporâneo”, o seminário resulta no debate acerca do teatro de formas animadas, divulga pesquisas e reúne acervo bibliográfico para a revista “Móin-móin”, única publicação do gênero no País. Hoje, serão duas palestras – “Teatro de Formas Animadas Contemporâneo no Brasil”, com Humberto Braga (RJ) e “Transformações na Linguagem do Teatro de Animação Brasileiro: Percepções de uma Animadora”, com Magda Castanheira Modesto (RJ), e mediação do professor-doutor Valmor Níni Beltrame, da Udesc.

O quê: Espetáculo “Histórias da Carrocinha”, Companhia Caixa do Elefante.
Quando: Hoje, às 15 horas.
Onde: Pequeno Teatro da Scar, rua Jorge Czerniewicz, 160, Czerniewicz.
Quanto: Ingressos a R$ 10,00 e R$ 5,00.
Informações: (47) 3275-2477.

O quê: Espetáculo internacional “Supermonstros”, da Cia Jordi Bertran.
Quando: Hoje, às 20h30.
Onde: Grande Teatro da Scar, rua Jorge Czerniewicz, 160, Czerniewicz.
Quanto: Ingressos a R$ 10,00 e R$ 5,00.
Informações: (47) 3275-2477.

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Artes Plásticas

Ilha à vista em galeria de São Paulo

"Lestada e Desconstrução" dialoga sobre mudanças em Florianópolis

Uma exposição que nasceu da preocupação com a ocupação desordenada da Ilha de Santa Catarina abre hoje em São Paulo. “Lestada e a Desconstrução” é um trabalho em conjunto dos artistas Phelippe Arruda, Cássia Aresta, Flávia Fernandes, Helenita Peruzzo, Juliana Hoffmann e Maurício Muniz, lançado em Florianópolis em agosto.
O grupo se reuniu para dialogar sobre as mudanças na capital catarinense e, a partir dessa discussão, criar as obras. Phelippe Arruda produziu um ensaio fotográfico sobre a cidade, e cada artista criou um trabalho a partir desswas imagens. Além das fotografias, há quadros, instalações e até uma obra semelhante a um caleidoscópio.

O quê: "Lestada e a Desconstrução".
Quando: Hoje, das 11 às 16 horas, com visitação de 8 a 20 de outubro, de segunda a sexta, das 10 às 19 horas.
Onde: Galeria Múltipla, avenida Morumbi, no 7986, São Paulo, SP.
Quanto: gratuito

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Crônica

Não diga noite

Carlos Henrique Schroeder, escritor
carlosschroeder@brturbo.com.br

Como ela fica maravilhosa com um livro nas mãos: seus finos dedos percorrem a extensão das páginas com carinho, os olhos em movimento, os meio-sorrisos, o franzir das sobrancelhas. Ela fecha “Noite do Oráculo” do Paul Auster por um instante, eu finjo retornar para minha leitura (um ensaio de Blanchot), mas continuo a observá-la, parece que vai comentar algo, mas retorna para o livro, linda. A cama macia como nunca. Pego em sua mão, ela sorri, mas não desvia o olhar do livro. Penso em abrir um vinho e cortar uns queijos, mas não ouso interromper. Ela fecha o livro. Coça a cabeça. Jeitinho de dúvida.
– Olha só...
– Sim, minha linda...
– O Paul Auster tem fixação por fotos, só pode! Neste livro, um dos personagens descobre um visor de fotos 3D num baú e fica obcecado pelas fotos antigas da família...
– Sim.
– Daí me lembrei de um filme que ele assina o roteiro, como é mesmo o nome? Assistimos juntos...
– Cortina...
– “Cortina de fumaça!” Esse mesmo! Nele, o gerente da tabacaria durante anos tira diariamente uma fotografia externa da loja. E uma dessas fotos acaba tendo um papel crucial no enredo.
– Sim, o romancista que freqüenta a tabacaria vê a última imagem de sua esposa, assassinada há alguns anos num assalto, se não me engano. Mas não é só isso... Lembras do “Leviatã” dele, que te dei de aniversário?
– Ah, sim...Claro, claro...Do escritor que se torna terrorista.
– Esse mesmo, mas lembras da artista plástica?
– Não.
– Ela costumava seguir pedestres durante dias ou mesmo meses a fio, fotografando-os e anotando passo a passo seu cotidiano e suas reações.
– Ahn... Agora sim... É mesmo...Uma mulher esquisita... Sim, sim... Agora caiu outra ficha... No “A invenção da Solidão”, que me deste de Natal, há até uma foto na abertura... Sabe?
– Sim... Uma foto rasgada...
– Nossa... Começo a perceber a dimensão da fotografia na obra do Auster.
– Então, Auster não é apenas um autor de metalinguagem, como dizem.
Ela reflete por alguns instantes e sorri.
– Espera aí...
– O quê?
Retorno com minha máquina fotográfica.
– Assim, nua?
– Ponha o livro ali, e tampe os seios com a mão, isso, pronto.
Ela coloca o livro entra as pernas, segura os seios, faz um biquinho com os lábios. Tiro várias fotos.
– Agora chega.
– Ok.
Nos beijamos, mordisco sua orelha, ela ri e retorna para a leitura. Abro uma garrafa de cabernet e vou descarregar as fotos no computador. Há uma pasta em que salvo todas as fotos em que Joana aparece interagindo com livros. Lá estão fotos dela arrumando prateleiras de livros, no balcão da cozinha (em pé, cortando cebolas, mas com um livro ao lado), no banheiro, estirada no sofá, deitada no chão, sempre com um livro. E também até uma dela chorando, enquanto lia “Não Diga Noite”, do Amós Oz.
Namoro as últimas fotos, fantásticas, o livro entre as pernas, que coisa extraordinária. Bêbado, divago.
O que realmente nos unia? A leitura? Esse prazer sem medidas que conseguia tecer universos. Acho que não, para mim eram as imagens. Pois Joana lendo é a imagem mais perfeita que uma lente ou um olho pode captar, um presente dos deuses (ou dos demônios?). Acho que eu amo a imagem (dela e dos livros) mais do que ela em si. Mas não importa, ela faz parte da imagem, então nunca minto quando digo “eu te amo”. Aos poucos ela vai entender isso, assim acho, vou prepará-la (não é à toa que sempre a presenteio com livros do Paul Auster).
Tomo a garrafa toda, e da soleira da porta fito a esbelta silhueta de Joana, que dorme, singela, ao lado do livro. Que imagem maravilhosa.

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Múltipla

Imprensa
“Ô Catarina!” volta a circular
O jornal “Ô Catarina!”, que estava havia dois anos fora de circulação, voltou a ser distribuído em todo o Estado. Editado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), a publicação nasceu nos anos 1990 para divulgar a produção cultural do Estado. O periódico será produzido de dois em dois meses, com tiragem de dez mil exemplares e distribuição gratuita. Bibliotecas públicas municipais, museus, escolas estaduais e fundações culturais estão entre os locais que devem receber o jornal. A FFC disponibiliza o e-mail ocatarina@fcc.sc.gov.br para os interessados em solicitar exemplares ou contribuir com informações, pautas e sugestões.

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 Segunda-feira
Universo Feminino

Terça-feira
 Literatura

Quarta-feira
Turismo

Quinta-feira
Música

Sexta-feira
Fim de semana

Sábado
Gastronomia e DVD

Na cadência do tempo e do engenho

“Seo Chico”, agora em DVD, resgata parte da história rural da Capital

Divulgação

Documentário foi concebido como um tributo ao famoso lavrador e fabricante de cachaça seo Chico, morto em 1996

Jéferson Lima
Florianópolis

O documentário “Seo Chico, um Retrato”, do diretor José Rafael Mamigonian, agora também pode ser assistido em DVD, que está sendo comercializado em bancas de revistas e videolocadoras da Capital por R$ 33,60. O protagonista do filme é o lavrador Francisco Thomaz dos Santos, personagem da história quase extinta dos engenhos de farinha, de cana-de-açúcar e alambiques de cachaça de Florianópolis.
O longa é um testemunho dos encontros de seo Chico com a equipe de filmagem, que trabalhou com o objetivo de captar ao máximo a intensidade emocional dessa experiência, tragicamente interrompida com a assassinato de seo Chico, em 1996.
Realizado com recursos da primeira edição do Prêmio Cinemateca Catarinense, o longa-metragem foi lançado nos cinemas em julho de 2006 e fez sete mil espectadores. O filme recebeu o prêmio de melhor fotografia no 15º Cine Ceará e no Fórum Internacional de Documentários de Belo Horizonte, ambos em 2005.
O DVD tem legendas em inglês, francês, espanhol e também em português para facilitar a compreensão do linguajar nem sempre compreensível do “manezinho” seo Chico. O som é Dolby Digital 2.0 e 5.1. Além de conter uma cena adicional de 12 minutos, o DVD possui também o curta-metragem “Seo Chico, Terra e Alma”, produzido em 1998, galeria de fotos, três spots de TV, trilha sonora completa e um encarte ilustrado com 24 páginas.
A rotina de Francisco Thomaz dos Santos consistia em trabalhar na roça e regularmente fazer funcionar a moenda de cana (movida à tração animal) e o alambique, produzindo uma cachaça de extrema pureza e excelente paladar. Ao receber visitas, tratava a todos sem distinção, fossem “pobres da sua marca” ou cidadãos “estudados” da Capital. Todos eram iguais ao comungar de sua pinga. Seo Chico falava com simplicidade e contundência o que pensava. Orgulhava-se de sua origem rural e honrava os ensinamentos éticos recebidos de seus pais.
O documentário foi concebido como um tributo afetuoso ao lavrador e fabricante de cachaça, e foi montado de forma a preservar a cadência natural do tempo no engenho, respeitando o modo de falar do personagem e a lógica singular do seu pensamento. Mais informações podem ser obtidas no site www.seochico.com.br.

jeferson.lima@an.com.br

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Apreciada em todas as línguas

Consumidas no mundo inteiro, as panquecas caem no gosto das crianças

Na Etiópia, a panqueca é servida com carne e vegetais. Na Índia, é conhecida como dosai, sendo consumida como uma espécie de crepe indiano à base de ingredientes diversificados, que vão de picles à batata. Na Tailândia, é uma massa crocante feita com leite de coco, curry e bastante pimenta. No Japão, é doce e recheada com pasta de feijão. E, no Vietnã, vem acompanhada de peixe e frutos do mar.
Fáceis de serem preparadas e garantia certa de sucesso em todo o mundo, as panquecas ganham status quando servidas com recheios preferidos das crianças. Entre as opções, morango com chocolate, brigadeiro e até panqueca com sorvete e calda de chocolate quente. Surpreenda com essa delícia cosmopolita no Dia das Crianças e prepare-se para os elogios.

Massa básica para panqueca
Ingredientes
n 2 copos (tipo americano) de leite;
n 2 ovos inteiros;
n 2 xícaras (chá) de farinha de trigo;
n 2 colheres (café) de fermento em pó
n 1 pitada de sal;
n Margarina ou óleo para untar a frigideira.
Preparo
1. Bata todos os ingredientes no liquidificador e deixe descansar por cinco minutos.
2. Unte uma frigideira ou panquequeira anti-aderente (com 16 centímetros de diâmetro) com margarina, removendo o excesso com uma toalha de papel. Esquente a frigideira em fogo algo e mantenha o fogo.
3. Espalhe um pouco da massa (1/2 xícara de chá) na frigideira e deixe dourar de um lado, vire cuidadosamente com uma espátula para dourar do outro lado. Faça as panquecas e reserve.

Morangos e cobertura de chocolate
Ingredientes para o recheio
n 2 xícaras (chá) morangos picados;
n 2 xícaras (chá) chantilly;
n ½ xícara (chá) geléia de morango.
Cobertura
n 1 xícara (chá) creme leite;
n 2 colheres (sopa) chocolate em pó;
n 1 colher (sopa) mel.
Preparo
1. Misture os morangos picados com o chantilly. Em cada disco de massa, passe uma camada de geléia, distribua o recheio, feche as panquecas e coloque-as em um prato.
Dica: Pode ser preparado com as panquecas sobrepostas, sem dobrar, tipo um crepe.
Cobertura
Em uma panela, aqueça o creme de leite, junte o chocolate em pó e o mel. Misture bem, retire do fogo e sirva sobre as panquecas.

Muçarela
Ingredientes
n 4 tomates sem pele e sem sementes;
n 1 colher (sopa) azeite oliva;
n 1 colher (café) sal;
n ½ xícara (chá) folhas de manjericão picadas;
n 2 xícaras (chá) muçarela ralada;
n Molho de tomate.
Preparo
1. Corte os tomates em cubinhos, tempere-os com o azeite, o sal e o manjericão.
2. Recheie as panquecas com esta mistura e acrescente uma porção de muçarela alada.
3. Coloque em refratário com molho de tomate e leve ao forno para aquecer e derreter o queijo (10 min.).

Para seu filho ler

Hora da panqueca!

O que você costuma comer no café da manhã, antes de ir para a escola? Certamente não são panquecas, aquelas massinhas bem finas, empilhadas no prato e com uma calda por cima que a gente vê nos filmes americanos. Mas, que tal experimentar um prato diferente na próxima manhã? Peça a sua mãe para preparar esta receita. É só seguir as instruções desta página.
As tradicionais panquecas em estilo americano podem levar calda de chocolate ou mel. Neste país, são chamadas de pancakes. No Brasil, também encontramos esta gostosura, mas, por aqui, o prato costuma ser salgado, levando ovo como ingrediente principal. Os discos são enrolados e servidos com recheio de carne ou frango. Outra grande diferença é que, no nosso País, elas vão à mesa no almoço, e não do café da manhã.

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Vinhos

Vinhos para o sushi

João Lombardo, jornalista e sommelier
joao@lombardo.com.br

O sushi é um dos preparos que mais têm se popularizando no Brasil. Antes restrito aos restaurantes japoneses, o sushi pode ser apreciado hoje em restaurantes variados, inclusive bufês comerciais e churrascarias, que ajudaram a popularizar os saborosos e frescos rolinhos de arroz com peixe, algas, vegetais e/ou frutas. Servidos normalmente com saquê ou cerveja, muitos restaurantes já começam a oferecer vinhos para acompanhar o prato. A escolha do vinho para o sushi deve ser um pouco mais cautelosa e levar em conta as características básicas que caracterizam as tenras e frescas fatias de peixes cru do sashimi e as mesmas fatias sobre bolinhos de arroz, no sushi.
Frescor é, seguramente, uma das palavras que definem o perfil aromático e gustativo do sashimi e do sushi. Servidos crus e frios, os peixes e crustáceos trazem um gosto de mar típico. Essa característica pesa na hora da escolha do vinho. Leveza é outra marca do prato. Os peixes não foram temperados, cozidos ou fritos, e são delicados. Assim, não se pode buscar um vinho, por exemplo, de uvas Tannat, robusto e tânico, para acompanhar uma sutil e saborosa fatia de linguado cru, por exemplo. O Tannat passaria por cima do peixe, como num atropelamento.
É preciso buscar vinhos dentro dessas características, que respeitem e ajudem a valorizar os sabores variados dos peixes que compõem uma tábua de sashimis e sushis. Peixes como o atum, o salmão, o namorado, o olhete, o robalo, o linguado, o pargo e crustáceos como o camarão. Peixes que têm maiores ou menores teores de gordura, característica que influencia o palato. Acrescente-se a isso o fato de haver outros sabores que se somam aos dos peixes, dentro dessa refeição oriental.
Os peixes e crustáceos crus podem remeter a sabores que tendem ao doce e ao levemente salgado. Quando se trata do sushi, há também o sabor que reforça a tendência adocicada (e com um toque acre) vinda do bolinho de arroz que sustenta a fatia do peixe. Há ainda o toque levemente picante da raiz forte (wasabi) e a presença do shoyu, ingrediente salgado que, assim como a raiz, deve ser usado com moderação, sob risco de comprometer o vinho escolhido.
Assim, levando em conta a estrutura gustativa e aromática do sushi, a presença de gordura em peixes como o salmão, a tainha – utilizada por alguns sushi-mans – e as ovas de peixe, um vinho indicado para o prato é o espumante ou o champagne. Pleno de frescor e aromas delicados, o espumante tem acidez capaz de combinar com as tendências ao doce e levemente salgada de peixes e crustáceos e de limpar a gordura deixada na boca por alguns deles. Isso ajuda a neutralizar a força da raiz forte e do sal do shoyu junto às papilas gustativas, graças ao perlage, bolinhas que tornam o espumante um vinho muito especial.
Não precisa ser um grande espumante. Os espumantes brasileiros, de um modo geral, são ótimos companheiros para o prato. Assim como os Cavas espanhóis, Proseccos italianos, espumantes do Cone Sul e tantos outros europeus, como o Franciacorta italiano. Claro que champanha é champanha, e esse vinho agrega, além de uma elegante combinação, glamour a uma refeição. Em vez de champanha com caviar, champanha fresco com sushi.
Mas nem todo mundo gosta de acompanhar refeição com champanha. Nesse caso, um bom Sauvignon Blanc, do velho ou novo mundo, um Muscadet ou um Chardonnay com pouca passagem por madeira entram muito bem com os peixes do sushi. Um vinho branco jovem espanhol, um branco italiano do vêneto ou riesling alemão, são também opções que se apresentam como bons companheiros para os peixes crus.
Os tintos já são mais complicados, pois têm força aromática e gustativa superior à dos peixes crus e tendem a trazer na boca um gosto metalizado, em presença de pescados. Mas caso o apreciador de sushi não abra mão dos tintos, a escolha deve recair sobre um leve, sem passagem por madeira, que tenha frescor, aromaticidade frutada, juventude e boa acidez, atributos capazes de limpar o palato e evitar um massacre do vinho sobre o prato de peixes frescos. Tintos leves de Gamay, Pinot Noir, Sangiovese, vinhos jovens de Tempranillo. Opções menos comprometedoras, que não venham a provocar um tsunami sobre os sabores dos peixes. E não se esqueça que um vinho rosé leve, floral e com toques de frutas frescas, pode também ser uma opção elegante para peixes como o salmão e o atum, de sabores mais intensos.

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Cartas da Lola

Adote um homossexual

Lola Aronovich, de Detroit
lola@lost.art.br

Vi uma palestra de um professor de filosofia e ativista gay. Chamava-se “O que a homossexualidade tem de moralmente errado?”, e óbvio que a resposta é: nada.
Não sei se eu precisava de uma palestra pra descobrir isso, mas a verdade é que, às vezes, tenho dificuldade em me colocar no lugar dos outros. No caso, no lugar das pessoas que odeiam homossexuais. Não entendo seus argumentos. A homossexualidade é errada porque a Bíblia diz que é?
Pelo que eu saiba, o livro sagrado defende a escravidão em várias passagens. Ah, então a homossexualidade é errada porque não é natural. O palestrante notou que quase nada na nossa vida é natural, das roupas que usamos às cadeiras em que sentamos. Ah, então a homossexualidade só pode ser errada porque os animais não fazem isso. Bom, todo cachorro macho que conheço já atacou sexualmente qualquer coisa que se move (e que não se move também). E, por mais que eu ame cães, não sei se devemos copiar o comportamento deles (lembre-se do que eles tentam fazer nas pernas das visitas). Ah, mas gays e lésbicas se exibem demais, esfregam na nossa cara seu estilo homossexual. E nós, heteros, fazemos o quê? Falamos toda hora das nossas paixões, andamos de mãos dadas, mostramos ao mundo como ter amor na vida é importante. Por que os gays teriam que esconder essa parte fundamental de suas vidas? Pra mim, moralmente errado é negar a um grupo o direito de ter e fazer o que os outros podem ter e fazer.
O que mais gostei da palestra foi que o professor nos pediu para pensar no que um relacionamento amoroso inclui. São tantas coisas além do sexo! Sexo é um dos componentes, sem dúvida, mas existem inúmeros outros, como bem devem saber os casais heteros que não vão pra cama com tanta freqüência depois do nascimento dos filhos. No entanto, quando pensamos num relacionamento homossexual, só pensamos em sexo.
Claro que o ideal pra acabar com esses preconceitos seria que todo mundo tivesse um amigo homossexual, pra que, com a convivência, notasse que eles são tão “normais” quanto nós. Já ouvi gente dizer que preferia ter um filho ladrão a um filho gay, ou que Deus colocou os homossexuais no mundo pros homens de verdade poderem bater neles. Não consigo compreender essa gente. Deve ser cansativo andar pela Terra com um bastão, pronto pra golpear quem não aceitar a sua verdade.
Pensando bem, estou fazendo o mesmo. Mas é por uma boa causa.

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Amor não-correspondido

Como raramente se vêem cães e gatos aqui em Detroit (eles ficam presos nas casas e quintais), uso os esquilos pra tentar saciar meu amor pelos animais. Mas esquilos não são substitutos à altura. Primeiro que são silvestres, não-domesticados. Depois, muita gente poderia confundi-los com ratos com cauda peluda. Não eu. Pra mim esquilos são fofos e graciosos. Eu adquiro amendoim com casca pra alimentá-los e, assim, tentar comprar seu afeto.
É bastante humilhante, confesso. A maior parte dos esquilinhos foge ao me ver, e eu corro atrás, e às vezes acerto um amendoim em suas cabecinhas de vento. O maridão disse, cruelmente, que eles devem me confundir com um esquilão, e que à noite eles provavelmente se reúnem ao redor de uma fogueira e contam histórias de terror sobre o Grande Esquilo.
Outro dia um policial da faculdade passou, viu a minha constrangedora perseguição a um esquilo apavorado e comentou que, com a maioria das pessoas, eles vêm comer na mão. Existem dois ou três esquilinhos que vêm na minha direção em vez de subir na árvore mais próxima e de lá jogar nozes na minha cabeça. Mas mesmo os mais corajosos nem chegam perto da minha mão estendida e suplicante. Ainda assim continuo amando esquilinhos.
Ah, e quer saber? Tico e Teco não são esquilos, são o que o pessoal chama de chipmunks. Fomos enganados a nossa vida toda!



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