Políticas públicas
Os 70 da cultura
Artistas e produtores lançam
manifesto contra decreto que exige deles recursos para manutenção
da estrutura estatal
Jéferson Lima
Florianópolis
Artistas e o governo do Estado estão em rota de colisão.
A desavença entre os dois setores não é
recente, mas a gota dágua do mais recente confronto
é o decreto 406, de 26 de junho, que muda o Fundo Estadual
de Incentivo à Cultura (Funcultural), instituído
pela lei 13.336, em março de 2005.
Com o decreto, os produtores culturais que tiverem projetos aprovados
pelo Conselho Estadual de Cultura (CEC) vão ter de captar
junto aos patrocinadores uma parte equivalente a dois terços
para os projetos do governo incluindo a manutenção
da própria Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte de
outros órgãos da cultura.
Para barrar o decreto e fazer uma reformulação
da lei, 70 representantes do segmento, incluindo a principais
e mais atuantes entidades da cultura no Estado, lançaram
um manifesto para protestar contra a atitude do governo. As
regras do Funcultural sempre foram alvo de crítica, por
contemplar uma política de governo, contrária ao
desejo de toda a população e da classe, que há
anos reivindica uma política de Estado, de continuidade,
independentemente do governo da ocasião, diz o manifesto,
que circulou na internet e nas redações de jornais
durante esta semana.
Ouvido ontem pela manhã, o secretário de Esporte,
Cultura e Turismo, Gilmar Knaesel, disse que se sentiu surpreso
com a manifestação dos artistas. Diz que o diálogo
com o governo sempre esteve aberto e que o CEC, com representantes
dos segmentos culturais e do governo, vão rever a lei.
jeferson.lima@an.com.br
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Gilmar Knaesel | secretário
de turismo, cultura e esporte
A Notícia No manifesto lançado pelos
artistas, reclama-se que, agora, do valor total do projetos aprovados
na lei de incentivo à cultura, eles têm de captar
um valor equivalente a dois terços para os projetos do
governo.
Gilmar Knaesel O projeto incentivado não tem
perda nenhuma, ele recebe integralmente o valor. A empresa patrocinadora
é que tem que vai fazer uma divisão dos recursos
que ela tem disponível, para o projeto e para o Funcultural.
|
"O comitê gestor não cancelou um
único projeto aprovado pelo Conselho Estadual de Cultura.
O que o comitê faz é adequação orçamentária." |
AN
Antes mesmo desta última mudança, os proponentes
já reclamavam que o dinheiro captado com os empresários
tinha de ser depositado numa conta do governo e demorava para
ser liberado.
Knaesel Há uma demora no repasse dos recursos,
mas 90% desta demora não é culpa da Secretaria,
e sim do próprio proponente, que não traz seus
documentos devidamente atualizados. O depósito do dinheiro
no fundo é para haver uma maior controle dos projetos
aprovados.
AN O governo não tinha dispositivos para
controlar os projetos aprovados através da prestação
de contas?
Knaesel Não. Agora nós temos o controle.
AN - Outro aspecto da reclamação dos artistas
é de que a Fundação Catarinense de Cultura
(FCC) não tem dotação orçamentária
e que ela é mantida por meio de recursos captados via
lei de incentivo.
Knaesel Tanto a FCC, A Fesporte, como a Santur
e a própria Secretaria são mantidas com
a lei.
AN Porque a cultura é tratada de maneira
diferente em relação à outras secretarias?
Knaesel Houve uma decisão de governo no começo
do ano, e nós nos adaptamos, e quero dizer que ela funciona
muito bem. Enquanto as outras secretarias não têm
dinheiro nem para pagar o seu custeio, nós não
tivemos esta dificuldade este ano.
AN Se existe recurso para aplicar no setor, porque
chove dentro do Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis,
onde funciona a administração da FCC?
Knaesel Já há uma solução
para esta obra. Nós temos que recuperar este vazio de
quatro anos que nós pouco investimos na infra-estrutura
porque nós não tínhamos recursos.
|
"Nós estamos abertos ao diálogo
e já formamos uma comissão interna com a participação
do CEC e da Secretaria da Fazenda para rever a legislação." |
AN
O segmento cultural reclama que o comitê gestor
não acata decisões do Conselho Estadual de Cultura
(CEC) e aprova seus próprios projetos.
Knaesel Não existe isto. O comitê gestor
não cancelou um único projeto aprovado pelo CEC.
O que o comitê faz é adequação orçamentária.
AN Na lei 13.336, também está previsto
que o governo deve realizar os editais, mas está determinação
não está sendo seguida.
Knaesel Nós fizemos o edital da Cinemateca.
Os editais têm de ser propostos pelos próprios segmentos.
AN Mas os artistas reclamam que não têm
abertura para diálogo com o governo.
Knaesel Eu não deixei de receber um representante
da área cultural, a Elisabete Anderle, presidente da FCC,
não deixou de receber um representante que tivesse procurado.
Mas o CEC já colocou o ano de 2008 como de prioridade
para os editais.
AN O governo está tomando a iniciativa de
preparar os editais?
Knaesel O CEC vai fazer isso e vamos precisar de cada
setor, cada segmento organizado.
AN O grupo que lançou o manifesto formou
uma comissão para procurar o Legislativo com o objetivo
de reformular a lei. O assunto vai ser discutido pelo Executivo?
Knaesel Nós estamos abertos ao diálogo
e já formamos uma comissão interna com a participação
do CEC e da Secretaria da Fazenda para rever a legislação.
São bem-vindas todas sugestões, que devem ser dirigidas
ao conselheiro Francisco Socorro, que é o coordenador
deste grupo, que tem também como conselheiro o advogado
Péricles Prade.
AN Péricles Prade também assina o
manifesto.
Knaesel Aceitamos qualquer encaminhamento, ele é
conselheiro, ele é produtor cultural, e tem liberdade
de se expressar. E ele faz parte desta comissão e talvez
seja um meio já de comunicação. Mas a Assembléia
Legislativa é o fórum, é lá que se
decidem os assuntos. Se a Assembléia alterar a lei nós
nos adequaremos a mudanças.
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Confira aqui a íntegra do Manifesto:
MANIFESTO
A classe artística e cultural chegou ao seu limite. As
novas regulamentações propostas pelo Governo do
Estado de Santa Catarina ferem diretamente as condições
de criação, produção e circulação
de seus respectivos bens e produtos. Para discutir esta situação,
reuniram-se, em 24 de setembro de 2007, artistas, produtores,
intelectuais e pessoas ligadas à cultura pra debater os
rumos das políticas públicas para a cultura em
Santa Catarina.
Todos manifestaram total discordância em relação
às recentes mudanças realizadas na Lei nº
13.336, datada em 8 de março de 2005, que instituiu o
Sistema Estadual de Incentivo à Cultura, ao Turismo e
ao Esporte (Seitec) e também o Fundo Estadual de Incentivo
à Cultura (Funcultural). No entanto, constatou-se que,
desde 2005, ela vem sendo gradativamente alterada através
de Decretos, Portarias e Instruções Normativas.
Ainda que de maneira conflituosa, a Lei nº 13.336 havia
sido discutida junto à classe, ao passo que as recentes
alterações ocorreram de maneira arbitrária,
e para pior, sem qualquer consulta prévia à classe
ou ao Conselho Estadual de Cultura.
O Comitê Gestor, na prática, vem definindo as prioridades,
orçamentos e outras questões relativas aos projetos
culturais apresentados, papel que deveria ser delegado ao Conselho
Estadual de Cultura, que possui representatividade democrática
junto aos diversos setores, ao contrário do autoritário
Comitê Gestor, composto pelo Secretário de Cultura,
Turismo e Esporte, pela presidente da Fundação
Catarinense de Cultura e por um representante do Conselho Estadual
de Cultura.
As regras do Funcultural sempre foram alvo de crítica,
por contemplar uma política de governo, contrária
ao desejo de toda a população e da classe, que
há anos reivindica uma política de estado, de continuidade,
independentemente do governo da ocasião. O Funcultural
nunca foi um fundo de apoio à cultura. Seu funcionamento
é semelhante a qualquer lei de incentivo à cultura,
com o agravante que as novas regras instituídas pelo Decreto
406, de 26 de junho de 2007, farão com que o produtor
cultural, além de ter que captar o recurso para o seu
projeto, tenha que captá-lo também para o governo.
O absurdo proposto por este Decreto é que 'o montante
equivalente a 2/3 do total de recursos aplicados na forma do
inciso I deverá ser recolhido à conta geral do
respectivo Fundo'. Em outras palavras, a partir de agora, o proponente
será captador não só para seu projeto aprovado,
mas também para o Fundo, e para projetos do próprio
governo, que deveriam ser objetos de dotação orçamentária,
e jamais concorrer com os produtores.
A Fundação Catarinense de Cultura, por exemplo,
já é financiada com recursos do próprio
Funcultural, uma inversão absurda da lógica dos
fundos de cultura e mesmo das leis de incentivo.
A classe vem a público, ainda, protestar contra o Seitec,
que administra o Funcultural. As irregularidades são muitas,
desde a falta do repasse de recursos aos projetos já aprovados
e captados junto à iniciativa privada pelos próprios
produtores (isso porque o montante captado pelos produtores é
depositado em uma conta única do Estado, e liberado apenas
com a autorização do Seitec) até a realização
de projetos culturais por meio do Funturismo, fundo este que
deveria atender, teoricamente, às demandas do setor turístico.
Muitos destes projetos sequer passam pela análise do Conselho
Estadual de Cultura. Por fim, protesta-se também a obrigatória
inscrição dos projetos nas Secretarias de Desenvolvimento
Regionais (SDRs), que desconhecem importância e mérito
dos mesmos, priorizando compadrios políticos e eventos
de interesse do governo.
Para além desse protesto, a classe decidiu formar uma
comissão que estudará e debaterá com a sociedade
a criação de uma nova Lei de Incentivo à
Cultura, que levará a outras instâncias do Estado,
tais como Assembléia Legislativa e Poder Judiciário,
já que o atual governo se nega a debater uma política
pública justa e democrática.
A classe ainda apóia integralmente a carta escrita pelo
Conselho Estadual de Cultura entregue ao governo, e que contempla
e propõe um debate com a sociedade para que se crie mecanismos
democráticos de incentivo público à cultura.
Assinam:
Adriane Canan, jornalista e roteirista
Alan Langdon, professor de cinema e cineasta
Alexandre Luz, produtor
André Francisco, ator
Andreza Martins, produtora cultural
Antônio Cunha, dramaturgo e diretor de teatro
Antunes Severo, pesquisador
Bia Boleman, documentarista
Bráulio Maria Schloegel, presidente da Fundação
Cultural de Blumenau
Caio Cezar, músico Coletivo Operante
Carin Dell' Antonio
Chico Caprario, cineasta
Claudia Cárdenas, cineasta e professora de cinema
Crica Gadotti, artista plástica
Cristiano Moreira, professor e escritor
Dennis Radünz, editor e escritor
Dirk Ruhland, realizador do audiovisual
Edelcio Mostaço, professor de teatro, Udesc.
Éder Sumariva, ator e produtor
Fabiana Lazzari, atriz
Fábio Brüggemann, editor e escritor
Fernando Boppré, produtor
Flávio José Cardozo, escritor
Guto Lima, produtor cultural
Isabel Orofino, roteirista e produtora
Iur Gomes, cineasta
Larissa Linhares, jornalista
Leandro Magalhães, ator
Loli Menezes, cineasta
Luiz Roberto Agea Cutolo, ator
Manoela de Borba, jornalista
Marco Martins, cineasta
Marcoliva, músico
Marisa Naspolini, atriz e produtora
Marta Cesar, produtora
Monalisa Budel, escritora
Paulo Vasilescu, ator
Pedro MC, cineasta
Rafael Pereira Oliveira, gestor cultural
Rafael Schlichting, cineasta
Renato Mendes Magalhães, produtor
Ricardo Weschenfelder, cineasta
Roberto Moreira Junior, artista Plástico
Silvio Pizarro, jornalista e escritor
Tania Lamarca, cineasta
Thiago Skarnio, produtor
Vinícius Alves, editor e escritor
Zeca Nunes Pires, cineasta
Associação Cultural Cizânia Filmes
Áprika Produção em Arte
Aplasc - Associação de Artistas Plásticos
de SC
Aprodança - Associação Profissional de Dança
do Estado de Santa Catarina.
Banda Dazaranha
Camerata de Florianópolis
Cia Cênica Irreversível
Cia. Experimentus Teatrais (Itajaí)
Cinemateca Catarinense
Erro Grupo de Teatro
Gesto - Associação de Produtores Teatrais da Grande
Florianópolis
Grupo Teatral Acontecendo Por Aí. (Itajaí)
Grupo Blogleiro Gritos e Sussurros Urbanos
Grupo de Teatro Cirquinho do Revirado (Criciúma)
Grupo Pé de Vento
Lithium Cultural (Caçador)
Mercando Empresa Junior das Faculdades Energia
Teatro em Trâmite
Teatro Jabuti
Teatro Sim, por que não?
Téspis Cia. de Teatro
Traço Cia. de Teatro
Turma do Papum
Siedler Cia de Dança
União Brasileira de Escritores/SC, por seu presidente,
Péricles Prade
_______________________________
Crônica
olsenjr@matrix.com.br
Olsen Jr., escritor
O que é que eu tenho a ver
com isso
Não era para me surpreender, mas ainda me assombro.
Não perdi ainda esta capacidade. Da mesma maneira em que
todas as vezes que vejo um avião no ar, lembro Vinicius
de Moraes: É mais pesado do que o ar, funciona com
motor de combustão e foi inventado por um brasileiro;
não vai funcionar. Bem, mas a importância
que a mídia tem dado para certas coisas é algo
impressionante.
Claro, isso também remete ao velho Chesterton: O
jornalismo consiste basicamente em dizer Lord Jones morreu
para pessoas que nunca souberam que Lord Jones estava vivo.
Leio que a senhorita ou senhora (pode ter casado ontem) Britney
Spears foi flagrada sem calcinha pela enésima vez. Interessante.
Penso em Paulo Francis, a respeito de Madonna, não canta
nada e se aquilo é dança, a minha avó é
bicicleta.
O cínico Bernard Shaw estava certo quando disse: Um
jornal é um instrumento incapaz de discernir entre uma
queda de bicicleta e o colapso da civilização.
Leio que Paris Hilton (herdeira da famosa cadeia de hotéis
Hilton), aquela mesma que ganhou notoriedade por fazer sexo oral
com um suposto namorado... Aliás, abro um parêntese,
suposto é uma palavra que não sai das
colunas policiais, junto com pretenso, suspeito.
O cara foi pego em flagrante e o texto afirma que o suspeito
foi detido. Mas, enfim, é que não suporto mais
ver o tal suspeito. Ah! Quase esqueço, a tal
Paris Hilton escalou um muro de sua mansão (onde estava
reclusa por determinação do avô) para cair
na balada. Interessante.
O jornalismo moderno tem uma coisa a seu favor, comenta Oscar
Wilde ao nos oferecer a opinião dos deseducados,
ele nos mantém em dia com a ignorância da comunidade.
Leio que a irmã da brasileira morta nos Estados Unidos
está viajando para lá porque irá assistir
à autópsia. Quer dizer, a morta pegará
no bisturi e abrirá as próprias entranhas para
saber do que morreu? É, porque autópsia
significa isso. O prefixo auto quer dizer por
si mesmo. Não deixa de ser interessante a tal notícia.
Liebling, um jornalista americano, costumava dizer que as
pessoas não param de confundir com notícias o que
lêem nos jornais.
Leio que o fulano levou um tiro e está no hospital correndo
risco de vida. Pô! Vida o sujeito já tem, então
deve estar correndo o risco de morte, mas não de vida.
Sei, isso é muito interessante, não restam dúvidas.
Leio que Íris Stefanelli (é aquela do BBB), com
o seu QI de grampo de roupa (a categoria é do Horácio
Braun) de menos 12 (um cachorro sem adestramento tem 36, a categoria
é minha), afirma que o alemão dormiu com a Fani.
O alemão, muito fiel, nega tudo dois dias depois... Interessante.
O escritor Mark Twain afirmava Primeiro apure os fatos.
Depois, pode distorcê-los à vontade. Leio
que a senhorita Íris (é, a mesma) não transou
com o atual namorado porque ele é muito devagar.
Interessante isso. Era o que me faltava para dormir mais tranqüilo.
Para encerrar, do teatrólogo Tom Stoppard Sou a
favor da imprensa livre. O que não suporto são
os jornais.
Nada!
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Múltipla
Gente
Morre a atriz Deborah Kerr
A atriz britânica Deborah Kerr, que abandonou o balé
clássico para virar estrela em Hollywood, morreu terça-feira,
aos 86 anos, vítima de mal de Parkinson. Ela morava em
Suffolk, Inglaterra. Embora tenha interpretado papéis
memoráveis, nunca foi reconhecida pela Academia, apesar
das seis indicações ao Oscar. Em 1994, oito anos
após ter anunciado a aposentadoria, finalmente Deborah
recebeu uma estatueta honorária por sua importância
para a história do cinema. A cena do beijo com Burt Lancaster
em From Here to Eternity (1953) no Brasil,
A um Passo da Eternidade entre as mais escandalosas
da fase áurea do cinema americano. Segundo boatos, a cena
(foto) foi tão convicente porque ambos estavam tendo um
affair à época das gravações.
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Correção
O escritor Salim Miguel não será o biógrafo
de Franklin Cascaes (1908-1983), diferentemente do que publicou
o Anexo na capa de terça-feira. O biógrafo ainda
não foi definido.
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Cinema
Beijou, tem de casar
O Homem que Desafiou
o Diabo foi feito para o sucesso
Renata Dillon, divulgação

Mãe de Pantanha (Flávia Alessandra) tenta devorar
Ojuara/Araújo (Marcos Palmeiras), um anti-herói
picaresco e libertinoa
Luiz Carlos Merten
Agência Estado/Rio de Janeiro
Havia gente sentada no chão do Cine Odeon BR para assistir
à exibição de O Homem Que Desafiou
o Diabo. Se tiver um décimo da recepção
calorosa que teve no Festival do Rio, será um sucesso.
(O longa que Moacyr Góes adaptou do livro As Pelejas
de Ojuara, de Nei Leandro de Castro, estréia hoje
em salas do Estado).
O próprio Moacyr Góes, diretor de teatro que já
fez TV e agora filma sem parar, diz que tem um carinho especial
por este filme, entre todos os que já realizou. Moacyr
diz que é autoral no teatro, mas na TV e no cinema não
tem controle sobre o produto, que pertence à emissora
ou ao produtor. Mas ele gosta de O Homem que Desafiou o
Diabo. A platéia do Rio também gostou.
Martin Scorsese fez um filme inteiro Depois de Horas
para metaforizar a masturbação como resposta
masculina ao medo da vagina dentada. Ojuara Araújo
escrito ao inverso o homem que desafiou o diabo, lança-se
no mundo em busca de uma terra impossível de fartura e
liberdade. Vive peripécias que esculpem sua fama de valentão
a de mulherengo, ele já carregava antes. Numa dessas
aventuras, ele enfrenta (e vence) a mulher da vagina dentada.
Na obra, encontra a mulher de sua vida e, para prendê-lo,
ela precisa ter uma vagina de alicate.
Foi a cena mais aplaudida de O Homem que Desafiou o Diabo.
Ojuara participa de uma disputa com um tipo de muitos maus bofes.
Ambos disputam a cabocla mais bela do bordel. O desafio é
cravar um prego na madeira só na base do soco. Dá
empate. A mulher entra em cena. Se ela conseguir retirar o prego
poderá escolher o homem com quem vai viver? Aceita a proposta,
ela baixa a calcinha, senta-se sobre a madeira, a cavalo, e retira
o prego só com movimentos das partes íntimas.
Ojuara não é o tipo de filme pelo qual os críticos
têm muito apreço. Ele leva mais jeito de agradar
ao grande público, mas a época anda difícil
para o cinema brasileiro. Filmes que eram grandes apostas de
bilheteria, como Antônia, de Tata Amaral, e
Cidade dos Homens, de Paulo Morelli, não fizeram,
nem de longe, o sucesso esperado. A época anda tão
confusa que ninguém sabe ao certo o que é, hoje,
o filme popular brasileiro. 2 Filhos de Francisco,
de Breno Silveira, arrebentou na bilheteria. Tropa de Elite,
de José Padilha, também chegou para arrebentar.
Ojuara tem alguma coisa de Macunaíma, de João
Grilo. Herói do sertão, ele conhece a opressão
doméstica e dela se liberta. Vive na estrada, picaresco
e libertino, num Nordeste mais de fantasia que real. Marcos Palmeira
faz o papel com entusiasmo. O filme de Moacyr Góes tem
a cara dele.
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Mais uma animação
com pingüins
Depois do documentário A Marcha dos Pingüins
(2005), de Luc Jacquet, e do feito para criança Happy
Feet (2006), de George Miller, surge mais um longa com
esses animaizinhos atrapalhados e espirituosos. A animação
Tá Dando Onda que pré-estréia
amanhã em Joinville, Florianópolis, Blumenau e
São José mostra os bastidores do competivivo
mundo do surfe... dos pingüins.
No filme de Ash Brannon (Toy Story 2) e Chris Buck
(Tarzan), Cadú Maverick é um surfista
novato que disputa a primeira competição profissional.
Inspirado por seu herói, o lendário surfista Big
Z, Cadú larga tudo na cidade de Shiverpool, na Antártica,
e viaja para a Ilha de Pen-gu para o Campeonato de Surfe em memória
de Big Z. Cadú acredita que, vencendo, vai ganhar a admiração
e respeito que tanto deseja.
Ao longo de toda esta viagem, Cadú conhece o surfista
do Pantanal, João Frango, o empresário do surfe
Régis Belafonte, o olheiro de novos talentos Mikey Abromowitz
e a divertida salva-vidas Lani Aliikai. Ao se deparar com Grilo,
Cadú começa a encontrar o próprio caminho
e descobre que o verdadeiro vencedor nem sempre é aquele
que chega em primeiro lugar.
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Terror nas telas de Florianópolis
A Grande Florianópolis terá mais duas estréias
neste final de semana: Invasores e O Vidente.
O primeiro é um filme de terror do diretor Oliver Hirschbiegel,
com Daniel Craig e Nicole Kidman. A colisão de um ônibus
espacial faz com que uma substância alienígena penetre
nos destroços, sendo que todos que entram em contato se
alteram de maneira inexplicável. A psiquiatra Carol Bennell
(Kidman) e o colega Ben Driscoll (Craig) descobrem que a epidemia
atinge as vítimas enquanto elas estão dormindo,
fazendo com que as pessoas fiquem insensíveis e sem qualquer
traço de humanidade. Para garantir a sobrevivência,
Carol precisa ficar acordada o maior tempo possível para
que possa encontrar seu filho.
Em O Vidente, Cris Johnson (Nicolas Cage) tem o dom
de prever o futuro. Cansado de todos os diagnósticos médicos,
ele decide mudar de nome e trabalhar como mágico em Las
Vegas. Mas, quando um terrorista ameaça explodir uma bomba
em Los Angeles, a agente Callie Ferris (Julianne Moore) tenta
convencê-lo a ajudar o governo e evitar o pior.
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Separatistas
O Vento da Liberdade, a surpresa em Cannes 2006,
é exibido pela mostra Um Outro Olhar do Cinesystem
Iguatemi, em Florianópolis. O filme de Ken Loach aborda
a criação do Exército Republicano Irlandês
(IRA). Na luta pela independência da Irlanda, aparece como
protagonista o jovem Damien (Cillian Murphy), que sonhava em
ser médico. Seus planos mudam quando presencia um ato
de violência da polícia britânica contra os
irlandeses. A partir daí, ele se junta ao irmão
e a amigos para combater a Grã-Bretanha.
Segunda-feira
Mulher |
Terça-feira
Literatura |
Quarta-feira
Turismo |
Quinta-feira
Música |
Sexta-feira
Fim de semana |
Sábado
Gastronomia e DVD |
Teatro
Inimigos do Sol sobem ao palco
Estréia em Joinville
o espetáculo "Dentro da Noite", inspirado na
obra de João do Rio
Cleber Gomes

"Dentro da Noite" detalha o estilo de vida do jornalista
João de Rio, que fazia reportagens à luz da Lua
Rodrigo Schwarz
João do Rio podia ser impreterivelmente um homem da
noite, mas o maior evento envolvendo o seu nome foi realizado
à luz do dia. Seu enterro, em 1921, foi um dos mais concorridos
da história do Rio de Janeiro. Cerca de 100 mil pessoas
participaram do cortejo. Ser um dândi da mais alta estirpe
não impediu que o jornalista e escritor fosse amado pela
população da capital fluminense. Uma de suas obras
mais emblemáticas é a coletânea de contos
"Dentro da Noite", dedicada ao estilo de vida adotado
por João e seus ídolos Oscar Wilde e Charles Baudelaire.
Os textos do livro serviram de inspiração para
o espetáculo homônimo do grupo Atos, que estréia
amanhã em Joinville.
A peça traz os atores joinvilenses Samuel Kuhn, Raphael
Vianna e Eliane Ramin na pele alva dos dândis que protagonizam
os contos de João do Rio. A direção é
de Rubens Lima Júnior. O carioca, professor de teatro
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), já havia
comandado o grupo em outras duas peças encenadas em Joinville:
"Folias Machadianas" e "O Primo da Califórnia".
"A idéia de transportar a obra do João para
o teatro surgiu em uma conversa entre mim e a Eliane, durante
um curso que ela fazia no Rio. Finalmente, o projeto ganha os
palcos", comemora Rubens.
"Dentro da Noite" esmiúça o estilo e
filosofia de vida que João do Rio seguiu de forma irredutível,
até a sua morte. "Dândis são homens
que se vestem de forma impecável, não importa onde
estejam. Também têm uma postura elitista, de superioridade,
e dotados de idéias transgressoras. João do Rio
foi tudo isso", conta Rubens. Além das célebres
reportagens sobre o submundo carioca, João do Rio foi
o primeiro tradutor no Brasil do dândi irlandês Oscar
Wilde.
O escritor, que fez parte da Academia Brasileira de Letras, chegou
a escrever especialmente para o teatro, mas esses textos pecavam
pelo excesso de formalidade. Bem diferente de seus contos. "Pela
prática diária do jornalismo, produzindo suas reportagens
sempre à noite, João do Rio era um excelente construtor
de imagens. Ele chegava a descrever se os cabelos eram oleosos
ou não", elogia.
rodrigo.schwarz@an.com.br
O quê: Espetáculo "Dentro da Noite".
Quando: Amanhã e domingo, às 20 horas. Onde: Cidadela
Cultural Antarctica, rua 15 de Novembro, 1383. Joinville. Quanto:
os ingressos custam R$ 10,00. com um quilo de alimento não-perecível.
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Dança
Recreio com sapatilhas
Mostra infantil reúne
grupos do Brasil na Capital
Florianópolis
Uma mostra de dança, que começou despretenciosamente
há cinco anos, agora bate recordes. Trata-se de A
Noite É uma Criança 6ª Mostra de Dança
Infantil, que abre hoje, na Capital. Ao todo, 1.246 bailarinos
de todo o Brasil se inscreveram, sendo responsáveis pela
apresentação de 130 coreografias. A programação
vai até domigo, e o volume de bailarinos inscritos foi
tão grande que os organizadores tiveram de abrir duas
sessões extras, para que todos pudessem participar. Confira
os horários no fim do texto.
A abertura das apresentações, hoje à noite,
será com três bailarinos da Escola do Teatro Bolshoi
no Brasil, de Joinville. O trio foi convidado especialmente para
apresentar a coreografia Dança Francesa, parte
do segundo ato de O Quebra-nozes, balé de
repertório criado pelo russo Tchaikovsky. A remontagem
foi feita por Vladimir Vasiliev, diretor do Escola.
Este ano, a mostra recebe crianças e adolescentes de todo
o Estado, além da Bahia, Paraná e Rio Grande do
Sul, totalizando 66 grupos de dança. São trabalhos
em 11 modalidades balé, dança contemporânea,
de rua, de salão, do ventre, folclórica, moderna,
popular, estilo livre, ginástica rítmica e jazz
nas categorias baby, infantil e infanto-juvenil. A intenção
dos organizadores, Lenise Gonzaga e Carlos Eduardo de Andrade,
é apresentar uma mostra não-competitiva, com foco
no trabalho desenvolvido durante o ano.
Em 2002, quando Lenise e Carlos criaram o evento, a idéia
era, apenas, mostrar o trabalho de dança de salão
com alunos de dois colégios da Capital. Na primeira edição,
em que estava prevista somente uma apresentação,
foi preciso criar uma sessão extra. Já a segunda
edição, teve 150 alunos inscritos, sendo necessários
dois dias de mostra. Foi em 2004 que a dupla resolveu inovar
e aceitou inscrições de alunos de outras escolas
e academias de dança da Capital, o que resultou em 280
participantes.
O quê: A Noite É uma Criança.
Quando: De hoje a domingo. Hoje, às 19h30; amanhã,
às 17 horas e às 19h30; e domingo, às 17
horas e às 19h30. Onde: Teatro Ademir Rosa, no CIC, avenida
Irineu Bornhausen, nº 5.600, Agronômica, Florianópolis.
Quanto: Ingressos a R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (estudantes,
idosos acima de 65 anos e quem doar um quilo de alimento.
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Agenda
Hoje
Joinville
Chimarruts A banda de reggae gaúcha se apresenta
hoje em Joinville. O show é um aquecimento para a próxima
turnê do grupo, que está prestes a lançar
um álbum ao vivo. Será o quarto CD do Chimarruts,
que também prepara um DVD, dirigido por Beto Oliveira
(responsável por vídeos do Charlie Brown Jr. e
Racionais MCs). No repertório do novo disco e do show
em Joinville, estão músicas inéditas e os
sucessos da banda, como Pra Ela, Deixa Chover,
Chapéu de Palha, Iemanjá,
Pitanga e Saber Voar.
Big Bowlling, rua São Paulo, 185. Hoje, às 23
horas. Joinville. O primeiro lote de ingressos custa R$ 20,00.
Quando esgotar esse lote, estarão à venda por R$
25,00. Os ingressos podem ser adquiridos no local do show.
Diogo Portugal O humorista Diego Portugal demonstra
talento tanto na stand up comedy como em esquetes. Gênero
adotado por mestres como Jerry Seinfeld, na stand up, o comediante
conta apenas com um microfone para provocar riso no público.
Nos esquetes, Diego encarna personagens criados por ele, inspirados
em situações do dia-a-dia. Além de participar
do Clube da Comédia, ele é o criador do Risorama,
festival humorístico que ocorre durante o Festival de
Teatro de Curitiba.
Teatro Juarez Machado, avenida José Vieira, 315. Joinville.
Hoje e amanhã, às 21 horas. Os ingressos custam
R$ 30,00 e estão à venda na Choperia Biergarten
(Visconde de Taunay, 1183).
Elvis Cover Não são poucos os imitadores
de Elvis Presley, mas Renato Carlini, que se apresenta hoje,
em Joinville, é o único do Brasil que interpreta
todas as fases do Rei do Rock. Carlini tem no currículo
mais de 1,2 mil apresentações. Nos shows, utiliza
roupas e jóias idênticas às empregadas pelo
ídolo. No evento, intitulado A Época que
Mudou o Mundo a Festa, também será
servido jantar. O local conta ainda com uma lanchonete temática
dos anos 50.
Biero Music Hall, rua Ministro Calógeras, 791. Joinville.
Hoje, às 21 horas. Os ingressos custam R$ 75,00 e estão
à venda na Doce Beijo (Shopping Mueller e rua Aquidaban,
330).
Florianópolis
Silvio Mansani e Luiz Zago A dupla toca hoje, ao meio-dia,
no Projeto Sexta no Jardim, no Museu Cruz e Sousa, na Capital.
Violonista, cantor e compositor, Silvio lançou o primeiro
álbum, Minérios Combustíveis da Alegria,
em 2001. Juntamente com Zago, que também compõe
e é pianista, os dois prometem canções melodiosas
e harmonias sofisticadas. No repertório, músicas
do primeiro CD de Mansani e outras inéditas, que estarão
no próximo álbum, ainda em produção.
Se chover, a apresentação será dentro do
museu.
Jardim do Museu Cruz e Sousa, Praça 15 de Novembro,
centro, Florianópolis. Hoje, às 12h30. Entrada
gratuita.
Recital Imagens de Ópera Última apresentação
do recital neste ano, Imagens de Ópera terá
a participação da soprano Alicia Cupani e do pianista
Eugênio Menegaz, em Florianópolis. O espetáculo
foi concebido em formato didático, em que as árias
(atos) se interligam como se fizessem parte de um conto. O espectador
é levado a um passeio pela história da ópera,
com peças de Mozart, Strauss, Verdi e outros.
Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), rua Marechal Guilherme,
praça Pereira Oliveira, 26, centro, Florianópolis.
Hoje, às 21 horas. Ingressos a R$ 10,00 e estudantes,
idosos, professores e artistas pagam meia-entrada.
Grupo Siriguidum Samba e choro serão as principais
atrações de hoje, no Teatro Municipal de Itajaí,
com o Grupo Siriguidum. O conjunto instrumental nasceu do extinto
Chorinho Catarinense. Formado pelos músicos André
Truppel, Cláudio Melim, Evandro Hasse, Rafaello de Góes
e Sérgio Espezim, o Siriguidum já se apresentou
na abertura de shows de grandes nomes da música brasileira,
como Quarteto em Cy e MPB4.
Teatro Municipal de Itajaí, rua Gregório Chaves,
111, Fazenda, Itajaí. Hoje, às 20h30. Ingressos
a R$ 10,00 e R$ 5,00 para meia-entrada.
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Amanhã
Joinville
Reino Fungi Os garotos do Reino Fungi retornam a sua cidade
natal para um show no Old Music Bar. O grupo está morando
em São Paulo, onde já emplacou reportagens em jornais
de circulação nacional e apresentações
na MTV. O quarteto une a sonoridade e estilo das bandas da Invasão
Britânica Beatles, Stones e The Kinks às
melodias da Jovem Guarda. Além das apresentações
no circuito de clubes paulistanos, eles continuam na turnê
de divulgação do mais recente trabalho, Reino
Fungi e o Clube do Chá Dançante.
Old Music Bar, avenida Getúlio Vargas, 29. Joinville.
Amanhã, às 23 horas. Os ingressos antecipados custam
R$ 12,00 (masculino) e R$ 10,00 (feminino). Os ingressos podem
ser comprados no local do show, a partir das 19 horas de hoje.
Na hora, os ingressos estarão à venda por R$ 15,00
(masculino) e R$ 12,00 (feminino).
Jaraguá do Sul
Festival Alternativo Mais de 20 bandas tocam amanhã
no Festival Alternativo de Jaraguá do Sul. O evento, um
dos maiores do gênero do Estado, abrigará também
uma tenda voltada à música eletrônica. Entre
as bandas escaladas para o palco principal, estão a Kravan,
The Seres, Pulsar e Estado Deplorável. A programação
completa está no site www.escolabichogrilo.com.br.
Parque de Eventos Municipal, rua Walter Marquardt, 910. Jaraguá
do Sul. Amanhã, às 17 horas. Os ingressos antecipados
custam R$ 5,00 e estão à venda na loja Multisom
e na escola de música Bicho Grilo. No local, os ingressos
estarão à venda por R$ 10,00.
Festival Nacional e Mostra de Dança A segunda
edição do Festival Nacional e Mostra de Dança
de Jaraguá do Sul reúne 25 grupos. Nos dois dias
do evento, serão apresentadas 76 coreografias, nas modalidades
de balé clássico, balé clássico de
repertório, jazz, dança de rua, moderna e contemporânea
e popular. Serão premiadas as três melhores companhias
da competição. A programação completa
do festival pode ser conferida no site www.festivaldejaragua.com.br.
Sociedade Cultura Artística (Scar), rua Jorge Czerniewicz,
160. JaraguÁ do Sul. Sábado e domingo, às
19h30. Os ingressos custam R$ 10,00 e estão à venda
na bilheteria da Scar.
Florianópolis
Orquestra Filarmônica de Jaraguá do Sul Sob
a regência do maestro Daniel Bortholossi e com participação
do solista Daniel Guedes, a Filarmônica de Jaraguá
do Sul se apresenta amanhã em Florianópolis, no
Circuito Catarinense de Orquestras. Daniel Guedes, que tem 30
anos, é considerado um dos principais violinistas de sua
geração. O projeto reúne sete orquestras
em concertos gratuitos por mais de 60 cidades catarinenses.
Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), rua Marechal Guilherme,
praça Pereira Oliveira, 26, centro, Florianópolis.
Amanhã, às 20 horas. Entrada gratuita, ingressos
devem ser retirados na bilheteria do TAC.
Redanka O DJ inglês Andy Redanka discoteca amanhã
no Floripa Music Hall, na Capital. Redanka toca live de músicas
remixadas como o sucesso Open Your Eyes, do grupo
Snow Patrol e Right Here, Right Now, do também
DJ Fatboy Slim.
Floripa Music Hall, rua Antônio Veigas, 40, centro,
em frente à rótula do Rita Maria, Florianópolis.
Amanhã, às 22h30. Primeiro lote de ingressos a
R$ 25,00 (feminino) e R$ 40,00 (masculino). Segundo lote R$ 35,00
(feminino) e R$ 50,00 (masculino).
Ecos Falsos A banda paulista faz show amanhã
na festa de aniversário de dois anos do programa Loaded,
que começou na web (www.loaded-e-zine.com) e depois passou
a ser transmitido em três rádios de Goiânia
(GO), São Carlos (SP) e Guarapuava (PR). Na festa, a banda
lança o segundo álbum, Descartável
Longa Vida, com a participação da vocalista
da banda catarinense Maltines, Ligia Estriga. Os DJs Rubim, Storm,
Christopher Lima e Rodriguez colocam som nos intervalos. Os primeiros
50 pagantes recebem uma revista Dynamite de brinde.
Bar Drakkar, rua Afonso Delambert, 607, Lagoa da Conceição,
Florianópolis. Amanhã, às 22h30. Até
23 horas, mulheres não pagam (depois, até meia-noite,
R$ 7,00). Homens até meia-noite pagam R$ 7,00. Depois
desse horário, ambos pagam R$ 10,00.
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Domingo
Joinville
Jeff Scott Soto O vocalista de heavy metal americano Jeff
Scott Soto se tornou um nome conhecido para os fãs do
gênero em 1984. Neste ano, chegou às lojas o disco
Rising Force, do guitar hero sueco Yngwie Malmsteen,
com Soto nos vocais. Seu show em Joinville cobrirá as
várias fases de sua carreira solo, além de covers
como Purple Rain (Prince), Crazy (Seal)
e Another One Bites The Dust (Queen). Para os fãs
do ex-patrão de Soto, Yngwie Malmsteen, o repertório
inclui I Am a Viking.
Big Bowlling, Rua São Paulo, 185. Joinville. Domingo,
às 15 horas. Os ingressos custam R$ 30,00. Mais informações
pelo telefone (47) 3433-1233.
Brusque
Música Mediterrânea O tenor e violonista
clássico Vincenzo Cortese apresenta um concerto em Brusque,
no domingo. O músico é natural de Nápoles,
cidade onde se formou em violão clássico. Com o
duo violonístico Cortese/Palazzo, excursionou por vários
países. Cortese mora, atualmente, em São Paulo.
Este ano, participou da celebração ao bicentenário
de nascimento de Giuseppe Garibaldi, no Teatro Guaíra
(Curitiba).
Centro Empresarial Social e Cultural de Brusque, rua Pedro
Werner, 180. Domingo, às 19 horas. Entrada gratuita.
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Construídas a bico de pena
Obras de Astrid Londroth
estão em exposição em Jaraguá do
Sul
O cotidiano dos moradores e as edificações das
cidades de Corupá, Rio Negrinho e São Bento do
Sul estão traduzidos na exposição Marcas
Humanas. As telas de Astrid Lindroth podem ser vistas até
o dia 26, no Espaço Cultural da Biblioteca Padre Elemar
Scheid, no Centro Universitário de Jaraguá do Sul
(Unerj).
Astrid transpôs suas impressões sobre três
cidades catarinenses em desenhos. A técnica que ela utiliza
é o bico de pena e o pontilhismo. Assim, Astrid conseguiu
reproduzir construções que fazem parte da arquitetura
tradicional destes municípios do Estado.
Os registros foram feitos durante uma pesquisa que durou cerca
de quatro anos. Agora, a artista acredita que o resultado deste
esforço possa contribuir para uma reflexão quanto
à necessidade de preservar a memória histórica.
Marcas humanas deve chegar em breve a outras cidades.
O título do projeto artístico-cultural traduz a
interferência humana, que deixa marcas no processo de construção
das moradias. Cada um dos três lugares retratados na mostra
reúne um conjunto de obras, numeradas e assinadas pela
artista.
Astrid diz que a exposição lembra, relembra
e vivencia momentos que, com certeza, transformam, em presente
e futuro, um relato da história, de pessoas e de suas
marcas. Nautral de Rio Negrinho, a artista já participou
de mais de cem exposições, em diferentes Estados
e, também, na Alemanha.
O quê: Marcas humanas, exposição
de desenhos de Astrid Lindroth. Onde: hall interno da Biblioteca
Padre Elemar Scheid, no Centro Universitário de Jaraguá
do Sul, rua dos Imigrantes, nº 500, Vila Rau. Quando: até
26 de outubro, com visitação de segunda a sexta-feira,
das 8 às 22 horas, e aos sábados das 8 às
13 horas. Quanto: Gratuito.
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Poesia em dégradé
Rodrigo de Haro abre mostra hoje na Galeria Municipal de Arte,
em Balneário Camboriú. Juntamente com De Haro,
Idésio Leal apresenta outras cinco obras. Membro da Academia
de Letras de Santa Catarina, De Haro foi criador de todos os
cenários do filme sobre Cruz e Sousa, do cineasta Sylvio
Bach. A abertura será às 20h30, mas a visitação
começa segunda-feira, seguindo até 6 de novembro,
das 9 às 12 horas e das 14 às 18 horas. O endereço
da galeria é rua 2412 , nº 111, Balneário
Camboriú.
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Pretexto na Grande
Florianópolis
São José
A mostra Pretexto, que já percorreu 16
municípios do Estado, poderá ser vista agora por
moradores da Grande Florianópolis. Organizada e desenvolvida
pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), a exposição
abre hoje no Museu Histórico de São José.
Pretexto apresenta obras de dez artistas catarinenses.
Além de nomes já consagrados, também estarão
expostas obras de novos talentos, todos da região da Grande
Florianópolis.
Entre os nomes estão, Beta Monfroni, Jorge Luiz, Fernando
Weber, Maíra Dietrich, Maria Araújo, Marilene Casagrande,
Gelsyr Ruiz, Geraldo Mazzi, Yara Souza e Rodrigo Cunha. Em cada
exposição do projeto, é escolhida uma linguagem
como tema para as obras. Desta vez, foi a pintura.
De julho a outubro, os artistas participaram de encontros com
oficinas e debates para desenvolverem as obras. Escolas que quiserem
levar estudantes para visitação devem agendar horários
pelo telefone (48) 3247-0059.
O quê: Exposição Pretexto.
Quando: Abertura hoje, às 20 horas, com visitação
até o dia 14 de novembro, das 13 às 19 horas. Onde:
20h, no Museu Histórico de São José, rua
Gaspar Neves, nº 3.175, Centro Histórico de São
José. Quanto: gratuito. |