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Joinville Sexta-feira, 19 de outubro de 2007 Santa Catarina - Brasil

Anexo - A Notícia Fabiano Melato
(47) 3431-9293
fabiano.melato@an.com.br

Políticas públicas

Os 70 da cultura

Artistas e produtores lançam manifesto contra decreto que exige deles recursos para manutenção da estrutura estatal

Jéferson Lima
Florianópolis

Artistas e o governo do Estado estão em rota de colisão. A desavença entre os dois setores não é recente, mas a gota d’água do mais recente confronto é o decreto 406, de 26 de junho, que muda o Fundo Estadual de Incentivo à Cultura (Funcultural), instituído pela lei 13.336, em março de 2005.
Com o decreto, os produtores culturais que tiverem projetos aprovados pelo Conselho Estadual de Cultura (CEC) vão ter de captar junto aos patrocinadores uma parte equivalente a dois terços para os projetos do governo – incluindo a manutenção da própria Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte de outros órgãos da cultura.
Para barrar o decreto e fazer uma reformulação da lei, 70 representantes do segmento, incluindo a principais e mais atuantes entidades da cultura no Estado, lançaram um manifesto para protestar contra a atitude do governo. “As regras do Funcultural sempre foram alvo de crítica, por contemplar uma política de governo, contrária ao desejo de toda a população e da classe, que há anos reivindica uma política de Estado, de continuidade, independentemente do governo da ocasião”, diz o manifesto, que circulou na internet e nas redações de jornais durante esta semana.
Ouvido ontem pela manhã, o secretário de Esporte, Cultura e Turismo, Gilmar Knaesel, disse que se sentiu surpreso com a manifestação dos artistas. Diz que o diálogo com o governo sempre esteve aberto e que o CEC, com representantes dos segmentos culturais e do governo, vão rever a lei.

jeferson.lima@an.com.br

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Gilmar Knaesel | secretário de turismo, cultura e esporte

A Notícia – No manifesto lançado pelos artistas, reclama-se que, agora, do valor total do projetos aprovados na lei de incentivo à cultura, eles têm de captar um valor equivalente a dois terços para os projetos do governo.
Gilmar Knaesel
– O projeto incentivado não tem perda nenhuma, ele recebe integralmente o valor. A empresa patrocinadora é que tem que vai fazer uma divisão dos recursos que ela tem disponível, para o projeto e para o Funcultural.

"O comitê gestor não cancelou um único projeto aprovado pelo Conselho Estadual de Cultura. O que o comitê faz é adequação orçamentária."
AN – Antes mesmo desta última mudança, os proponentes já reclamavam que o dinheiro captado com os empresários tinha de ser depositado numa conta do governo e demorava para ser liberado.
Knaesel
– Há uma demora no repasse dos recursos, mas 90% desta demora não é culpa da Secretaria, e sim do próprio proponente, que não traz seus documentos devidamente atualizados. O depósito do dinheiro no fundo é para haver uma maior controle dos projetos aprovados.

AN – O governo não tinha dispositivos para controlar os projetos aprovados através da prestação de contas?
Knaesel
– Não. Agora nós temos o controle.

AN - Outro aspecto da reclamação dos artistas é de que a Fundação Catarinense de Cultura (FCC) não tem dotação orçamentária e que ela é mantida por meio de recursos captados via lei de incentivo.
Knaesel
– Tanto a FCC, A Fesporte, como a Santur – e a própria Secretaria – são mantidas com a lei.

AN – Porque a cultura é tratada de maneira diferente em relação à outras secretarias?
Knaesel
– Houve uma decisão de governo no começo do ano, e nós nos adaptamos, e quero dizer que ela funciona muito bem. Enquanto as outras secretarias não têm dinheiro nem para pagar o seu custeio, nós não tivemos esta dificuldade este ano.

AN – Se existe recurso para aplicar no setor, porque chove dentro do Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, onde funciona a administração da FCC?
Knaesel
– Já há uma solução para esta obra. Nós temos que recuperar este vazio de quatro anos que nós pouco investimos na infra-estrutura porque nós não tínhamos recursos.

"Nós estamos abertos ao diálogo e já formamos uma comissão interna com a participação do CEC e da Secretaria da Fazenda para rever a legislação."
AN – O segmento cultural reclama que o comitê gestor não acata decisões do Conselho Estadual de Cultura (CEC) e aprova seus próprios projetos.
Knaesel
– Não existe isto. O comitê gestor não cancelou um único projeto aprovado pelo CEC. O que o comitê faz é adequação orçamentária.

AN – Na lei 13.336, também está previsto que o governo deve realizar os editais, mas está determinação não está sendo seguida.
Knaesel
– Nós fizemos o edital da Cinemateca. Os editais têm de ser propostos pelos próprios segmentos.

AN – Mas os artistas reclamam que não têm abertura para diálogo com o governo.
Knaesel
– Eu não deixei de receber um representante da área cultural, a Elisabete Anderle, presidente da FCC, não deixou de receber um representante que tivesse procurado. Mas o CEC já colocou o ano de 2008 como de prioridade para os editais.

AN – O governo está tomando a iniciativa de preparar os editais?
Knaesel
– O CEC vai fazer isso e vamos precisar de cada setor, cada segmento organizado.

AN – O grupo que lançou o manifesto formou uma comissão para procurar o Legislativo com o objetivo de reformular a lei. O assunto vai ser discutido pelo Executivo?
Knaesel
– Nós estamos abertos ao diálogo e já formamos uma comissão interna com a participação do CEC e da Secretaria da Fazenda para rever a legislação. São bem-vindas todas sugestões, que devem ser dirigidas ao conselheiro Francisco Socorro, que é o coordenador deste grupo, que tem também como conselheiro o advogado Péricles Prade.

AN – Péricles Prade também assina o manifesto.
Knaesel
– Aceitamos qualquer encaminhamento, ele é conselheiro, ele é produtor cultural, e tem liberdade de se expressar. E ele faz parte desta comissão e talvez seja um meio já de comunicação. Mas a Assembléia Legislativa é o fórum, é lá que se decidem os assuntos. Se a Assembléia alterar a lei nós nos adequaremos a mudanças.

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Confira aqui a íntegra do Manifesto:

MANIFESTO


A classe artística e cultural chegou ao seu limite. As novas regulamentações propostas pelo Governo do Estado de Santa Catarina ferem diretamente as condições de criação, produção e circulação de seus respectivos bens e produtos. Para discutir esta situação, reuniram-se, em 24 de setembro de 2007, artistas, produtores, intelectuais e pessoas ligadas à cultura pra debater os rumos das políticas públicas para a cultura em Santa Catarina.
Todos manifestaram total discordância em relação às recentes mudanças realizadas na Lei nº 13.336, datada em 8 de março de 2005, que instituiu o Sistema Estadual de Incentivo à Cultura, ao Turismo e ao Esporte (Seitec) e também o Fundo Estadual de Incentivo à Cultura (Funcultural). No entanto, constatou-se que, desde 2005, ela vem sendo gradativamente alterada através de Decretos, Portarias e Instruções Normativas. Ainda que de maneira conflituosa, a Lei nº 13.336 havia sido discutida junto à classe, ao passo que as recentes alterações ocorreram de maneira arbitrária, e para pior, sem qualquer consulta prévia à classe ou ao Conselho Estadual de Cultura.
O Comitê Gestor, na prática, vem definindo as prioridades, orçamentos e outras questões relativas aos projetos culturais apresentados, papel que deveria ser delegado ao Conselho Estadual de Cultura, que possui representatividade democrática junto aos diversos setores, ao contrário do autoritário Comitê Gestor, composto pelo Secretário de Cultura, Turismo e Esporte, pela presidente da Fundação Catarinense de Cultura e por um representante do Conselho Estadual de Cultura.
As regras do Funcultural sempre foram alvo de crítica, por contemplar uma política de governo, contrária ao desejo de toda a população e da classe, que há anos reivindica uma política de estado, de continuidade, independentemente do governo da ocasião. O Funcultural nunca foi um fundo de apoio à cultura. Seu funcionamento é semelhante a qualquer lei de incentivo à cultura, com o agravante que as novas regras instituídas pelo Decreto 406, de 26 de junho de 2007, farão com que o produtor cultural, além de ter que captar o recurso para o seu projeto, tenha que captá-lo também para o governo. O absurdo proposto por este Decreto é que 'o montante equivalente a 2/3 do total de recursos aplicados na forma do inciso I deverá ser recolhido à conta geral do respectivo Fundo'. Em outras palavras, a partir de agora, o proponente será captador não só para seu projeto aprovado, mas também para o Fundo, e para projetos do próprio governo, que deveriam ser objetos de dotação orçamentária, e jamais concorrer com os produtores.
A Fundação Catarinense de Cultura, por exemplo, já é financiada com recursos do próprio Funcultural, uma inversão absurda da lógica dos fundos de cultura e mesmo das leis de incentivo.
A classe vem a público, ainda, protestar contra o Seitec, que administra o Funcultural. As irregularidades são muitas, desde a falta do repasse de recursos aos projetos já aprovados e captados junto à iniciativa privada pelos próprios produtores (isso porque o montante captado pelos produtores é depositado em uma conta única do Estado, e liberado apenas com a autorização do Seitec) até a realização de projetos culturais por meio do Funturismo, fundo este que deveria atender, teoricamente, às demandas do setor turístico.
Muitos destes projetos sequer passam pela análise do Conselho Estadual de Cultura. Por fim, protesta-se também a obrigatória inscrição dos projetos nas Secretarias de Desenvolvimento Regionais (SDRs), que desconhecem importância e mérito dos mesmos, priorizando compadrios políticos e eventos de interesse do governo.
Para além desse protesto, a classe decidiu formar uma comissão que estudará e debaterá com a sociedade a criação de uma nova Lei de Incentivo à Cultura, que levará a outras instâncias do Estado, tais como Assembléia Legislativa e Poder Judiciário, já que o atual governo se nega a debater uma política pública justa e democrática.
A classe ainda apóia integralmente a carta escrita pelo Conselho Estadual de Cultura entregue ao governo, e que contempla e propõe um debate com a sociedade para que se crie mecanismos democráticos de incentivo público à cultura.

Assinam:
Adriane Canan, jornalista e roteirista
Alan Langdon, professor de cinema e cineasta
Alexandre Luz, produtor
André Francisco, ator
Andreza Martins, produtora cultural
Antônio Cunha, dramaturgo e diretor de teatro
Antunes Severo, pesquisador
Bia Boleman, documentarista
Bráulio Maria Schloegel, presidente da Fundação Cultural de Blumenau
Caio Cezar, músico Coletivo Operante
Carin Dell' Antonio
Chico Caprario, cineasta
Claudia Cárdenas, cineasta e professora de cinema
Crica Gadotti, artista plástica
Cristiano Moreira, professor e escritor
Dennis Radünz, editor e escritor
Dirk Ruhland, realizador do audiovisual
Edelcio Mostaço, professor de teatro, Udesc.
Éder Sumariva, ator e produtor
Fabiana Lazzari, atriz
Fábio Brüggemann, editor e escritor
Fernando Boppré, produtor
Flávio José Cardozo, escritor
Guto Lima, produtor cultural
Isabel Orofino, roteirista e produtora
Iur Gomes, cineasta
Larissa Linhares, jornalista
Leandro Magalhães, ator
Loli Menezes, cineasta
Luiz Roberto Agea Cutolo, ator
Manoela de Borba, jornalista
Marco Martins, cineasta
Marcoliva, músico
Marisa Naspolini, atriz e produtora
Marta Cesar, produtora
Monalisa Budel, escritora
Paulo Vasilescu, ator
Pedro MC, cineasta
Rafael Pereira Oliveira, gestor cultural
Rafael Schlichting, cineasta
Renato Mendes Magalhães, produtor
Ricardo Weschenfelder, cineasta
Roberto Moreira Junior, artista Plástico
Silvio Pizarro, jornalista e escritor
Tania Lamarca, cineasta
Thiago Skarnio, produtor
Vinícius Alves, editor e escritor
Zeca Nunes Pires, cineasta

Associação Cultural Cizânia Filmes
Áprika Produção em Arte
Aplasc - Associação de Artistas Plásticos de SC
Aprodança - Associação Profissional de Dança do Estado de Santa Catarina.
Banda Dazaranha
Camerata de Florianópolis
Cia Cênica Irreversível
Cia. Experimentus Teatrais (Itajaí)
Cinemateca Catarinense
Erro Grupo de Teatro
Gesto - Associação de Produtores Teatrais da Grande Florianópolis
Grupo Teatral Acontecendo Por Aí. (Itajaí)
Grupo Blogleiro Gritos e Sussurros Urbanos
Grupo de Teatro Cirquinho do Revirado (Criciúma)
Grupo Pé de Vento
Lithium Cultural (Caçador)
Mercando Empresa Junior das Faculdades Energia
Teatro em Trâmite
Teatro Jabuti
Teatro Sim, por que não?
Téspis Cia. de Teatro
Traço Cia. de Teatro
Turma do Papum
Siedler Cia de Dança
União Brasileira de Escritores/SC, por seu presidente, Péricles Prade

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Crônica

olsenjr@matrix.com.br

Olsen Jr., escritor

O que é que eu tenho a ver com isso

Não era para me surpreender, mas ainda me assombro. Não perdi ainda esta capacidade. Da mesma maneira em que todas as vezes que vejo um avião no ar, lembro Vinicius de Moraes: “É mais pesado do que o ar, funciona com motor de combustão e foi inventado por um brasileiro; não vai funcionar”. Bem, mas a importância que a mídia tem dado para certas coisas é algo impressionante.
Claro, isso também remete ao velho Chesterton: “O jornalismo consiste basicamente em dizer ‘Lord Jones morreu’ para pessoas que nunca souberam que Lord Jones estava vivo”.
Leio que a senhorita ou senhora (pode ter casado ontem) Britney Spears foi flagrada sem calcinha pela enésima vez. Interessante. Penso em Paulo Francis, a respeito de Madonna, não canta nada e se aquilo é dança, a minha avó é bicicleta.
O cínico Bernard Shaw estava certo quando disse: “Um jornal é um instrumento incapaz de discernir entre uma queda de bicicleta e o colapso da civilização”.
Leio que Paris Hilton (herdeira da famosa cadeia de hotéis Hilton), aquela mesma que ganhou notoriedade por fazer sexo oral com um suposto namorado... Aliás, abro um parêntese, “suposto” é uma palavra que não sai das colunas policiais, junto com “pretenso”, “suspeito”. O cara foi pego em flagrante e o texto afirma que o “suspeito” foi detido. Mas, enfim, é que não suporto mais ver o tal “suspeito”. Ah! Quase esqueço, a tal Paris Hilton escalou um muro de sua mansão (onde estava reclusa por determinação do avô) para cair na balada. Interessante.
O jornalismo moderno tem uma coisa a seu favor, comenta Oscar Wilde “ao nos oferecer a opinião dos deseducados, ele nos mantém em dia com a ignorância da comunidade”.
Leio que a irmã da brasileira morta nos Estados Unidos está viajando para lá porque irá assistir à “autópsia”. Quer dizer, a morta pegará no bisturi e abrirá as próprias entranhas para saber do que morreu? É, porque “autópsia” significa isso. O prefixo “auto” quer dizer “por si mesmo”. Não deixa de ser interessante a tal notícia.
Liebling, um jornalista americano, costumava dizer que “as pessoas não param de confundir com notícias o que lêem nos jornais”.
Leio que o fulano levou um tiro e está no hospital correndo risco de vida. Pô! Vida o sujeito já tem, então deve estar correndo o risco de morte, mas não de vida.
Sei, isso é muito interessante, não restam dúvidas.
Leio que Íris Stefanelli (é aquela do BBB), com o seu QI de grampo de roupa (a categoria é do Horácio Braun) de menos 12 (um cachorro sem adestramento tem 36, a categoria é minha), afirma que o alemão dormiu com a Fani. O alemão, muito fiel, nega tudo dois dias depois... Interessante.
O escritor Mark Twain afirmava “Primeiro apure os fatos. Depois, pode distorcê-los à vontade”. Leio que a senhorita Íris (é, a mesma) não transou com o atual namorado porque ele é muito “devagar”. Interessante isso. Era o que me faltava para dormir mais tranqüilo.
Para encerrar, do teatrólogo Tom Stoppard “Sou a favor da imprensa livre. O que não suporto são os jornais”.
Nada!

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Múltipla

Gente

Morre a atriz Deborah Kerr

A atriz britânica Deborah Kerr, que abandonou o balé clássico para virar estrela em Hollywood, morreu terça-feira, aos 86 anos, vítima de mal de Parkinson. Ela morava em Suffolk, Inglaterra. Embora tenha interpretado papéis memoráveis, nunca foi reconhecida pela Academia, apesar das seis indicações ao Oscar. Em 1994, oito anos após ter anunciado a aposentadoria, finalmente Deborah recebeu uma estatueta honorária por sua importância para a história do cinema. A cena do beijo com Burt Lancaster em “From Here to Eternity” (1953) – no Brasil, “A um Passo da Eternidade” – entre as mais escandalosas da fase áurea do cinema americano. Segundo boatos, a cena (foto) foi tão convicente porque ambos estavam tendo um affair à época das gravações.

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Correção

O escritor Salim Miguel não será o biógrafo de Franklin Cascaes (1908-1983), diferentemente do que publicou o Anexo na capa de terça-feira. O biógrafo ainda não foi definido.

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Cinema

Beijou, tem de casar

“O Homem que Desafiou o Diabo” foi feito para o sucesso

Renata Dillon, divulgação

Mãe de Pantanha (Flávia Alessandra) tenta devorar Ojuara/Araújo (Marcos Palmeiras), um anti-herói picaresco e libertinoa

Luiz Carlos Merten
Agência Estado/Rio de Janeiro

Havia gente sentada no chão do Cine Odeon BR para assistir à exibição de “O Homem Que Desafiou o Diabo”. Se tiver um décimo da recepção calorosa que teve no Festival do Rio, será um sucesso. (O longa que Moacyr Góes adaptou do livro “As Pelejas de Ojuara”, de Nei Leandro de Castro, estréia hoje em salas do Estado).
O próprio Moacyr Góes, diretor de teatro que já fez TV e agora filma sem parar, diz que tem um carinho especial por este filme, entre todos os que já realizou. Moacyr diz que é autoral no teatro, mas na TV e no cinema não tem controle sobre o produto, que pertence à emissora ou ao produtor. Mas ele gosta de “O Homem que Desafiou o Diabo”. A platéia do Rio também gostou.
Martin Scorsese fez um filme inteiro – “Depois de Horas” – para metaforizar a masturbação como resposta masculina ao medo da vagina dentada. Ojuara – Araújo escrito ao inverso – o homem que desafiou o diabo, lança-se no mundo em busca de uma terra impossível de fartura e liberdade. Vive peripécias que esculpem sua fama de valentão – a de mulherengo, ele já carregava antes. Numa dessas aventuras, ele enfrenta (e vence) a mulher da vagina dentada. Na obra, encontra a mulher de sua vida e, para prendê-lo, ela precisa ter uma vagina de alicate.
Foi a cena mais aplaudida de “O Homem que Desafiou o Diabo”. Ojuara participa de uma disputa com um tipo de muitos maus bofes. Ambos disputam a cabocla mais bela do bordel. O desafio é cravar um prego na madeira só na base do soco. Dá empate. A mulher entra em cena. Se ela conseguir retirar o prego poderá escolher o homem com quem vai viver? Aceita a proposta, ela baixa a calcinha, senta-se sobre a madeira, a cavalo, e retira o prego só com movimentos das partes íntimas.
Ojuara não é o tipo de filme pelo qual os críticos têm muito apreço. Ele leva mais jeito de agradar ao grande público, mas a época anda difícil para o cinema brasileiro. Filmes que eram grandes apostas de bilheteria, como “Antônia”, de Tata Amaral, e “Cidade dos Homens”, de Paulo Morelli, não fizeram, nem de longe, o sucesso esperado. A época anda tão confusa que ninguém sabe ao certo o que é, hoje, o filme popular brasileiro. “2 Filhos de Francisco”, de Breno Silveira, arrebentou na bilheteria. “Tropa de Elite”, de José Padilha, também chegou para arrebentar.
Ojuara tem alguma coisa de “Macunaíma”, de João Grilo. Herói do sertão, ele conhece a opressão doméstica e dela se liberta. Vive na estrada, picaresco e libertino, num Nordeste mais de fantasia que real. Marcos Palmeira faz o papel com entusiasmo. O filme de Moacyr Góes tem a cara dele.

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Mais uma animação com pingüins

Depois do documentário “A Marcha dos Pingüins” (2005), de Luc Jacquet, e do feito para criança “Happy Feet” (2006), de George Miller, surge mais um longa com esses animaizinhos atrapalhados e espirituosos. A animação “Tá Dando Onda” – que pré-estréia amanhã em Joinville, Florianópolis, Blumenau e São José – mostra os bastidores do competivivo mundo do surfe... dos pingüins.
No filme de Ash Brannon (“Toy Story 2”) e Chris Buck (“Tarzan”), Cadú Maverick é um surfista novato que disputa a primeira competição profissional. Inspirado por seu herói, o lendário surfista Big Z, Cadú larga tudo na cidade de Shiverpool, na Antártica, e viaja para a Ilha de Pen-gu para o Campeonato de Surfe em memória de Big Z. Cadú acredita que, vencendo, vai ganhar a admiração e respeito que tanto deseja.
Ao longo de toda esta viagem, Cadú conhece o surfista do Pantanal, João Frango, o empresário do surfe Régis Belafonte, o olheiro de novos talentos Mikey Abromowitz e a divertida salva-vidas Lani Aliikai. Ao se deparar com Grilo, Cadú começa a encontrar o próprio caminho e descobre que o verdadeiro vencedor nem sempre é aquele que chega em primeiro lugar.

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Terror nas telas de Florianópolis

A Grande Florianópolis terá mais duas estréias neste final de semana: “Invasores” e “O Vidente”. O primeiro é um filme de terror do diretor Oliver Hirschbiegel, com Daniel Craig e Nicole Kidman. A colisão de um ônibus espacial faz com que uma substância alienígena penetre nos destroços, sendo que todos que entram em contato se alteram de maneira inexplicável. A psiquiatra Carol Bennell (Kidman) e o colega Ben Driscoll (Craig) descobrem que a epidemia atinge as vítimas enquanto elas estão dormindo, fazendo com que as pessoas fiquem insensíveis e sem qualquer traço de humanidade. Para garantir a sobrevivência, Carol precisa ficar acordada o maior tempo possível para que possa encontrar seu filho.
Em “O Vidente”, Cris Johnson (Nicolas Cage) tem o dom de prever o futuro. Cansado de todos os diagnósticos médicos, ele decide mudar de nome e trabalhar como mágico em Las Vegas. Mas, quando um terrorista ameaça explodir uma bomba em Los Angeles, a agente Callie Ferris (Julianne Moore) tenta convencê-lo a ajudar o governo e evitar o pior.

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Separatistas

“O Vento da Liberdade”, a surpresa em Cannes 2006, é exibido pela mostra “Um Outro Olhar” do Cinesystem Iguatemi, em Florianópolis. O filme de Ken Loach aborda a criação do Exército Republicano Irlandês (IRA). Na luta pela independência da Irlanda, aparece como protagonista o jovem Damien (Cillian Murphy), que sonhava em ser médico. Seus planos mudam quando presencia um ato de violência da polícia britânica contra os irlandeses. A partir daí, ele se junta ao irmão e a amigos para combater a Grã-Bretanha.

 Segunda-feira
Mulher

Terça-feira
 Literatura

Quarta-feira
Turismo

Quinta-feira
Música

Sexta-feira
Fim de semana

Sábado
Gastronomia e DVD

Teatro

Inimigos do Sol sobem ao palco

Estréia em Joinville o espetáculo "Dentro da Noite", inspirado na obra de João do Rio

Cleber Gomes

"Dentro da Noite" detalha o estilo de vida do jornalista João de Rio, que fazia reportagens à luz da Lua

Rodrigo Schwarz

João do Rio podia ser impreterivelmente um homem da noite, mas o maior evento envolvendo o seu nome foi realizado à luz do dia. Seu enterro, em 1921, foi um dos mais concorridos da história do Rio de Janeiro. Cerca de 100 mil pessoas participaram do cortejo. Ser um dândi da mais alta estirpe não impediu que o jornalista e escritor fosse amado pela população da capital fluminense. Uma de suas obras mais emblemáticas é a coletânea de contos "Dentro da Noite", dedicada ao estilo de vida adotado por João e seus ídolos Oscar Wilde e Charles Baudelaire. Os textos do livro serviram de inspiração para o espetáculo homônimo do grupo Atos, que estréia amanhã em Joinville.
A peça traz os atores joinvilenses Samuel Kuhn, Raphael Vianna e Eliane Ramin na pele alva dos dândis que protagonizam os contos de João do Rio. A direção é de Rubens Lima Júnior. O carioca, professor de teatro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), já havia comandado o grupo em outras duas peças encenadas em Joinville: "Folias Machadianas" e "O Primo da Califórnia". "A idéia de transportar a obra do João para o teatro surgiu em uma conversa entre mim e a Eliane, durante um curso que ela fazia no Rio. Finalmente, o projeto ganha os palcos", comemora Rubens.
"Dentro da Noite" esmiúça o estilo e filosofia de vida que João do Rio seguiu de forma irredutível, até a sua morte. "Dândis são homens que se vestem de forma impecável, não importa onde estejam. Também têm uma postura elitista, de superioridade, e dotados de idéias transgressoras. João do Rio foi tudo isso", conta Rubens. Além das célebres reportagens sobre o submundo carioca, João do Rio foi o primeiro tradutor no Brasil do dândi irlandês Oscar Wilde.
O escritor, que fez parte da Academia Brasileira de Letras, chegou a escrever especialmente para o teatro, mas esses textos pecavam pelo excesso de formalidade. Bem diferente de seus contos. "Pela prática diária do jornalismo, produzindo suas reportagens sempre à noite, João do Rio era um excelente construtor de imagens. Ele chegava a descrever se os cabelos eram oleosos ou não", elogia.

rodrigo.schwarz@an.com.br

O quê: Espetáculo "Dentro da Noite". Quando: Amanhã e domingo, às 20 horas. Onde: Cidadela Cultural Antarctica, rua 15 de Novembro, 1383. Joinville. Quanto: os ingressos custam R$ 10,00. com um quilo de alimento não-perecível.

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Dança

Recreio com sapatilhas

Mostra infantil reúne grupos do Brasil na Capital

Florianópolis

Uma mostra de dança, que começou despretenciosamente há cinco anos, agora bate recordes. Trata-se de “A Noite É uma Criança – 6ª Mostra de Dança Infantil”, que abre hoje, na Capital. Ao todo, 1.246 bailarinos de todo o Brasil se inscreveram, sendo responsáveis pela apresentação de 130 coreografias. A programação vai até domigo, e o volume de bailarinos inscritos foi tão grande que os organizadores tiveram de abrir duas sessões extras, para que todos pudessem participar. Confira os horários no fim do texto.
A abertura das apresentações, hoje à noite, será com três bailarinos da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, de Joinville. O trio foi convidado especialmente para apresentar a coreografia “Dança Francesa”, parte do segundo ato de “O Quebra-nozes”, balé de repertório criado pelo russo Tchaikovsky. A remontagem foi feita por Vladimir Vasiliev, diretor do Escola.
Este ano, a mostra recebe crianças e adolescentes de todo o Estado, além da Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul, totalizando 66 grupos de dança. São trabalhos em 11 modalidades – balé, dança contemporânea, de rua, de salão, do ventre, folclórica, moderna, popular, estilo livre, ginástica rítmica e jazz – nas categorias baby, infantil e infanto-juvenil. A intenção dos organizadores, Lenise Gonzaga e Carlos Eduardo de Andrade, é apresentar uma mostra não-competitiva, com foco no trabalho desenvolvido durante o ano.
Em 2002, quando Lenise e Carlos criaram o evento, a idéia era, apenas, mostrar o trabalho de dança de salão com alunos de dois colégios da Capital. Na primeira edição, em que estava prevista somente uma apresentação, foi preciso criar uma sessão extra. Já a segunda edição, teve 150 alunos inscritos, sendo necessários dois dias de mostra. Foi em 2004 que a dupla resolveu inovar e aceitou inscrições de alunos de outras escolas e academias de dança da Capital, o que resultou em 280 participantes.

O quê: “A Noite É uma Criança”. Quando: De hoje a domingo. Hoje, às 19h30; amanhã, às 17 horas e às 19h30; e domingo, às 17 horas e às 19h30. Onde: Teatro Ademir Rosa, no CIC, avenida Irineu Bornhausen, nº 5.600, Agronômica, Florianópolis. Quanto: Ingressos a R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (estudantes, idosos acima de 65 anos e quem doar um quilo de alimento.

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Agenda

Hoje

Joinville
Chimarruts – A banda de reggae gaúcha se apresenta hoje em Joinville. O show é um aquecimento para a próxima turnê do grupo, que está prestes a lançar um álbum ao vivo. Será o quarto CD do Chimarruts, que também prepara um DVD, dirigido por Beto Oliveira (responsável por vídeos do Charlie Brown Jr. e Racionais MCs). No repertório do novo disco e do show em Joinville, estão músicas inéditas e os sucessos da banda, como “Pra Ela”, “Deixa Chover”, “Chapéu de Palha”, “Iemanjá”, “Pitanga” e “Saber Voar”.

Big Bowlling, rua São Paulo, 185. Hoje, às 23 horas. Joinville. O primeiro lote de ingressos custa R$ 20,00. Quando esgotar esse lote, estarão à venda por R$ 25,00. Os ingressos podem ser adquiridos no local do show.

Diogo Portugal – O humorista Diego Portugal demonstra talento tanto na stand up comedy como em esquetes. Gênero adotado por mestres como Jerry Seinfeld, na stand up, o comediante conta apenas com um microfone para provocar riso no público. Nos esquetes, Diego encarna personagens criados por ele, inspirados em situações do dia-a-dia. Além de participar do Clube da Comédia, ele é o criador do Risorama, festival humorístico que ocorre durante o Festival de Teatro de Curitiba.

Teatro Juarez Machado, avenida José Vieira, 315. Joinville. Hoje e amanhã, às 21 horas. Os ingressos custam R$ 30,00 e estão à venda na Choperia Biergarten (Visconde de Taunay, 1183).

Elvis Cover – Não são poucos os imitadores de Elvis Presley, mas Renato Carlini, que se apresenta hoje, em Joinville, é o único do Brasil que interpreta todas as fases do Rei do Rock. Carlini tem no currículo mais de 1,2 mil apresentações. Nos shows, utiliza roupas e jóias idênticas às empregadas pelo ídolo. No evento, intitulado “A Época que Mudou o Mundo – a Festa”, também será servido jantar. O local conta ainda com uma lanchonete temática dos anos 50.

Biero Music Hall, rua Ministro Calógeras, 791. Joinville. Hoje, às 21 horas. Os ingressos custam R$ 75,00 e estão à venda na Doce Beijo (Shopping Mueller e rua Aquidaban, 330).

Florianópolis
Silvio Mansani e Luiz Zago – A dupla toca hoje, ao meio-dia, no Projeto Sexta no Jardim, no Museu Cruz e Sousa, na Capital. Violonista, cantor e compositor, Silvio lançou o primeiro álbum, “Minérios Combustíveis da Alegria”, em 2001. Juntamente com Zago, que também compõe e é pianista, os dois prometem canções melodiosas e harmonias sofisticadas. No repertório, músicas do primeiro CD de Mansani e outras inéditas, que estarão no próximo álbum, ainda em produção. Se chover, a apresentação será dentro do museu.

Jardim do Museu Cruz e Sousa, Praça 15 de Novembro, centro, Florianópolis. Hoje, às 12h30. Entrada gratuita.

Recital Imagens de Ópera – Última apresentação do recital neste ano, “Imagens de Ópera” terá a participação da soprano Alicia Cupani e do pianista Eugênio Menegaz, em Florianópolis. O espetáculo foi concebido em formato didático, em que as árias (atos) se interligam como se fizessem parte de um conto. O espectador é levado a um passeio pela história da ópera, com peças de Mozart, Strauss, Verdi e outros.

Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), rua Marechal Guilherme, praça Pereira Oliveira, 26, centro, Florianópolis. Hoje, às 21 horas. Ingressos a R$ 10,00 e estudantes, idosos, professores e artistas pagam meia-entrada.

Grupo Siriguidum – Samba e choro serão as principais atrações de hoje, no Teatro Municipal de Itajaí, com o Grupo Siriguidum. O conjunto instrumental nasceu do extinto Chorinho Catarinense. Formado pelos músicos André Truppel, Cláudio Melim, Evandro Hasse, Rafaello de Góes e Sérgio Espezim, o Siriguidum já se apresentou na abertura de shows de grandes nomes da música brasileira, como Quarteto em Cy e MPB4.

Teatro Municipal de Itajaí, rua Gregório Chaves, 111, Fazenda, Itajaí. Hoje, às 20h30. Ingressos a R$ 10,00 e R$ 5,00 para meia-entrada.

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Amanhã

Joinville
Reino Fungi – Os garotos do Reino Fungi retornam a sua cidade natal para um show no Old Music Bar. O grupo está morando em São Paulo, onde já emplacou reportagens em jornais de circulação nacional e apresentações na MTV. O quarteto une a sonoridade e estilo das bandas da Invasão Britânica – Beatles, Stones e The Kinks – às melodias da Jovem Guarda. Além das apresentações no circuito de clubes paulistanos, eles continuam na turnê de divulgação do mais recente trabalho, “Reino Fungi e o Clube do Chá Dançante”.

Old Music Bar, avenida Getúlio Vargas, 29. Joinville. Amanhã, às 23 horas. Os ingressos antecipados custam R$ 12,00 (masculino) e R$ 10,00 (feminino). Os ingressos podem ser comprados no local do show, a partir das 19 horas de hoje. Na hora, os ingressos estarão à venda por R$ 15,00 (masculino) e R$ 12,00 (feminino).

Jaraguá do Sul

Festival Alternativo – Mais de 20 bandas tocam amanhã no Festival Alternativo de Jaraguá do Sul. O evento, um dos maiores do gênero do Estado, abrigará também uma tenda voltada à música eletrônica. Entre as bandas escaladas para o palco principal, estão a Kravan, The Seres, Pulsar e Estado Deplorável. A programação completa está no site www.escolabichogrilo.com.br.

Parque de Eventos Municipal, rua Walter Marquardt, 910. Jaraguá do Sul. Amanhã, às 17 horas. Os ingressos antecipados custam R$ 5,00 e estão à venda na loja Multisom e na escola de música Bicho Grilo. No local, os ingressos estarão à venda por R$ 10,00.

Festival Nacional e Mostra de Dança — A segunda edição do Festival Nacional e Mostra de Dança de Jaraguá do Sul reúne 25 grupos. Nos dois dias do evento, serão apresentadas 76 coreografias, nas modalidades de balé clássico, balé clássico de repertório, jazz, dança de rua, moderna e contemporânea e popular. Serão premiadas as três melhores companhias da competição. A programação completa do festival pode ser conferida no site www.festivaldejaragua.com.br.

Sociedade Cultura Artística (Scar), rua Jorge Czerniewicz, 160. JaraguÁ do Sul. Sábado e domingo, às 19h30. Os ingressos custam R$ 10,00 e estão à venda na bilheteria da Scar.

Florianópolis
Orquestra Filarmônica de Jaraguá do Sul – Sob a regência do maestro Daniel Bortholossi e com participação do solista Daniel Guedes, a Filarmônica de Jaraguá do Sul se apresenta amanhã em Florianópolis, no Circuito Catarinense de Orquestras. Daniel Guedes, que tem 30 anos, é considerado um dos principais violinistas de sua geração. O projeto reúne sete orquestras em concertos gratuitos por mais de 60 cidades catarinenses.

Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), rua Marechal Guilherme, praça Pereira Oliveira, 26, centro, Florianópolis. Amanhã, às 20 horas. Entrada gratuita, ingressos devem ser retirados na bilheteria do TAC.

Redanka – O DJ inglês Andy Redanka discoteca amanhã no Floripa Music Hall, na Capital. Redanka toca live de músicas remixadas como o sucesso “Open Your Eyes”, do grupo Snow Patrol e “Right Here, Right Now”, do também DJ Fatboy Slim.

Floripa Music Hall, rua Antônio Veigas, 40, centro, em frente à rótula do Rita Maria, Florianópolis. Amanhã, às 22h30. Primeiro lote de ingressos a R$ 25,00 (feminino) e R$ 40,00 (masculino). Segundo lote R$ 35,00 (feminino) e R$ 50,00 (masculino).

Ecos Falsos – A banda paulista faz show amanhã na festa de aniversário de dois anos do programa “Loaded”, que começou na web (www.loaded-e-zine.com) e depois passou a ser transmitido em três rádios de Goiânia (GO), São Carlos (SP) e Guarapuava (PR). Na festa, a banda lança o segundo álbum, “Descartável Longa Vida”, com a participação da vocalista da banda catarinense Maltines, Ligia Estriga. Os DJs Rubim, Storm, Christopher Lima e Rodriguez colocam som nos intervalos. Os primeiros 50 pagantes recebem uma revista “Dynamite” de brinde.

Bar Drakkar, rua Afonso Delambert, 607, Lagoa da Conceição, Florianópolis. Amanhã, às 22h30. Até 23 horas, mulheres não pagam (depois, até meia-noite, R$ 7,00). Homens até meia-noite pagam R$ 7,00. Depois desse horário, ambos pagam R$ 10,00.

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Domingo

Joinville
Jeff Scott Soto — O vocalista de heavy metal americano Jeff Scott Soto se tornou um nome conhecido para os fãs do gênero em 1984. Neste ano, chegou às lojas o disco “Rising Force”, do guitar hero sueco Yngwie Malmsteen, com Soto nos vocais. Seu show em Joinville cobrirá as várias fases de sua carreira solo, além de covers como “Purple Rain” (Prince), “Crazy” (Seal) e “Another One Bites The Dust” (Queen). Para os fãs do ex-patrão de Soto, Yngwie Malmsteen, o repertório inclui “I Am a Viking”.

Big Bowlling, Rua São Paulo, 185. Joinville. Domingo, às 15 horas. Os ingressos custam R$ 30,00. Mais informações pelo telefone (47) 3433-1233.

Brusque
Música Mediterrânea — O tenor e violonista clássico Vincenzo Cortese apresenta um concerto em Brusque, no domingo. O músico é natural de Nápoles, cidade onde se formou em violão clássico. Com o duo violonístico Cortese/Palazzo, excursionou por vários países. Cortese mora, atualmente, em São Paulo. Este ano, participou da celebração ao bicentenário de nascimento de Giuseppe Garibaldi, no Teatro Guaíra (Curitiba).

Centro Empresarial Social e Cultural de Brusque, rua Pedro Werner, 180. Domingo, às 19 horas. Entrada gratuita.

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Construídas a bico de pena

Obras de Astrid Londroth estão em exposição em Jaraguá do Sul

O cotidiano dos moradores e as edificações das cidades de Corupá, Rio Negrinho e São Bento do Sul estão traduzidos na exposição “Marcas Humanas”. As telas de Astrid Lindroth podem ser vistas até o dia 26, no Espaço Cultural da Biblioteca Padre Elemar Scheid, no Centro Universitário de Jaraguá do Sul (Unerj).
Astrid transpôs suas impressões sobre três cidades catarinenses em desenhos. A técnica que ela utiliza é o bico de pena e o pontilhismo. Assim, Astrid conseguiu reproduzir construções que fazem parte da arquitetura tradicional destes municípios do Estado.
Os registros foram feitos durante uma pesquisa que durou cerca de quatro anos. Agora, a artista acredita que o resultado deste esforço possa contribuir para uma reflexão quanto à necessidade de preservar a memória histórica. “Marcas humanas” deve chegar em breve a outras cidades.
O título do projeto artístico-cultural traduz a interferência humana, que deixa marcas no processo de construção das moradias. Cada um dos três lugares retratados na mostra reúne um conjunto de obras, numeradas e assinadas pela artista.
Astrid diz que a “exposição lembra, relembra e vivencia momentos que, com certeza, transformam, em presente e futuro, um relato da história, de pessoas e de suas marcas”. Nautral de Rio Negrinho, a artista já participou de mais de cem exposições, em diferentes Estados e, também, na Alemanha.

O quê: “Marcas humanas”, exposição de desenhos de Astrid Lindroth. Onde: hall interno da Biblioteca Padre Elemar Scheid, no Centro Universitário de Jaraguá do Sul, rua dos Imigrantes, nº 500, Vila Rau. Quando: até 26 de outubro, com visitação de segunda a sexta-feira, das 8 às 22 horas, e aos sábados das 8 às 13 horas. Quanto: Gratuito.

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Poesia em dégradé

Rodrigo de Haro abre mostra hoje na Galeria Municipal de Arte, em Balneário Camboriú. Juntamente com De Haro, Idésio Leal apresenta outras cinco obras. Membro da Academia de Letras de Santa Catarina, De Haro foi criador de todos os cenários do filme sobre Cruz e Sousa, do cineasta Sylvio Bach. A abertura será às 20h30, mas a visitação começa segunda-feira, seguindo até 6 de novembro, das 9 às 12 horas e das 14 às 18 horas. O endereço da galeria é rua 2412 , nº 111, Balneário Camboriú.

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“Pretexto” na Grande Florianópolis

São José

A mostra “Pretexto”, que já percorreu 16 municípios do Estado, poderá ser vista agora por moradores da Grande Florianópolis. Organizada e desenvolvida pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), a exposição abre hoje no Museu Histórico de São José.
“Pretexto” apresenta obras de dez artistas catarinenses. Além de nomes já consagrados, também estarão expostas obras de novos talentos, todos da região da Grande Florianópolis.
Entre os nomes estão, Beta Monfroni, Jorge Luiz, Fernando Weber, Maíra Dietrich, Maria Araújo, Marilene Casagrande, Gelsyr Ruiz, Geraldo Mazzi, Yara Souza e Rodrigo Cunha. Em cada exposição do projeto, é escolhida uma linguagem como tema para as obras. Desta vez, foi a pintura.
De julho a outubro, os artistas participaram de encontros com oficinas e debates para desenvolverem as obras. Escolas que quiserem levar estudantes para visitação devem agendar horários pelo telefone (48) 3247-0059.

O quê: Exposição “Pretexto”. Quando: Abertura hoje, às 20 horas, com visitação até o dia 14 de novembro, das 13 às 19 horas. Onde: 20h, no Museu Histórico de São José, rua Gaspar Neves, nº 3.175, Centro Histórico de São José. Quanto: gratuito.



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