Divino em traços e cores
Exposição Vera
Sabino Pinturas, que abre hoje na Capital, mistura
poesia e tradição açoriana
fotos divulgação

Imagens de procissões são referência nas
pinturas da artista
Florianópolis
Pintura, poesia e tradição popular se misturam
e compõe a mostra Vera Sabino Pinturas,
que abre hoje no Espaço Cultural Governador Celso Ramos
BRDE, na Capital. Com o pincel, a artista interpreta os
poemas de 15 autores catarinenses, na série As Vozes
da Poesia, e o cortejo da festa do Espírito Santo,
uma das manifestações religiosas mais popular da
Ilha, nos quadros Imagens do Divino.
Tradição
Festa popular já havia sido pintada por Vera num painel
que retrata o Cortejo do Divino, na Câmara de Vereadores
da Capital |
As
imagens de procissões do Divino são referências
de Vera sobre a tradição açoriana. Ela gosta
de reproduzir o folclore catarinense, sempre junto com as suas
experiências de vida. O tema já havia sido pintado
por Vera, inclusive em um painel que retrata o Cortejo do Divino
na Câmara de Vereadores de Florianópolis.
Foi durante contato com os habitantes das ilhas de Açores,
quando levou suas outras obras para uma exposição
itinerante, há cerca de dois anos, que a motivação
para pintar o Divino surgiu com mais intensidade. Eles
me pediram para fazer a exposição sobre o Divino,
relembra. Depois da Capital , Vera Sabino Pinturas
segue para os Açores, em Portugal, mas ainda não
foi definida uma data.
Mesmo utilizando referências pessoais sobre a festa do
Divino, Vera realizou uma vasta pesquisa sobre a tradição,
mas encontrou dificuldades. Não havia material sobre
o Divino, nem nas escolas, lamenta. Foi aí que teve
acesso ao livro Caminhos do Divino, de Lélia
Pereira. Ela conta que o livro foi importante fonte de inspiração
para a criação das telas, pois traz um levantamento
minucioso sobre os cortejos em Santa Catarina.
A história de Vera com a pintura começou cedo.
Aos oito anos já pintava, e aos 14 foi 1º lugar no
Prêmio Desenho, no Salão de Artes Plásticas
para Novos, em Curitiba (PR). Aos 18 anos expôs individualmente
pela primeira vez, na Capital.
As primeiras pinceladas retratavam outros lugares em que Vera
viveu, como Brasília, Curitiba e Rio de Janeiro, além
de ter um lado social mais pronunciado. Só que os temas
sempre voltados para as histórias que ouvia na infância,
como as bruxas de Franklin Cascaes, santos, igrejas e figuras
femininas.
Com tinta acrílica e eucatex, ela prefere fazer primeiro
o esboço da tela, e só depois começa a colorir.
A técnica é sua marca registrada. "Por mais
que eu explique, ninguém faz igual", diz.
O quê: abertura da exposição Vera
Sabino Pinturas. Quando: Hoje, às 19 horas,
com visitação até 21 de setembro, das 9
às 21 horas, de segunda a sexta-feira. Onde: Espaço
Cultural Governador Celso Ramos - BRDE, avenida Hercílio
Luz, 617, Centro de Florianópolis. Quanto: Gratuita.
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Escritores também vão
ter espaço na mostra
Junto com a abertura da exposição de Vera Sabino
ocorre sessão de autógrafos dos autores Péricles
Prade, que assina o livro Pantera em Movimento, e
Lélia Pereira, com a obra Caminho do Divino: Um
olhar sobre a Festa do Espírito Santo em Santa Catarina,
que tem a capa e ilustrações assinadas por Vera
Sabino.
O livro serviu como base de pesquisa para a criação
das telas da pintora. Lélia conta que pesquisa sobre o
tema desde 1987. O livro é resultado de uma pesquisa
longa sobre a festa em território catarinense. Fala sobre
os primeiros registros em Florianópolis, Jaguaruna e Lages,
entre outros."
Sem caráter religioso, Caminho do Divino é
uma crônica histórico-cultural. O trabalho é
a primeira fase de um projeto de Lélia, que envolve escrever
também sobre a festa do Divino nos Açores. Por
isso, o livro será lançado também em terras
portuguesas simultaneamente à exposição
de Vera.
Pantera em Movimento, de Péricles Prade, é
o primeiro livro do autor que traz poesias obre amor. Antes acostumado
a escrever sobre ocultismo e alquimia, em que o lado da imaginação
e do fantástico predominavam, foi o amor pela atual companheira
que o motivou a escrever sobre o tema.
As poesias trazem um erotismo contido, que, segundo, Péricles,
se realaciona com a sensualidade. Muitos poemas denominados
eróticos têm carga forte de obscenidade e pornografia,
mas não é o caso desse livro."
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Eterno
F. Alt, Artista Ancestral, mostra composta de
30 painéis fotográficos que retratam a obra do
escultor alemão radicado em Joinville, chega hoje a Blumenau,
às 19h30, no hall do saguão do bloco A da Universidade
Regional de Blumenau (Furb). O evento conta também com
a exibição de um vídeo-documentário
que completa a mostra. O evento é gratuito. Retratados
pelo professor e diretor do Museu Fritz Alt, Walter de Queiroz
Guerreiro, os painéis resgatam a estética utilizada
pelo autor em sete cidades catarinenses e contribuem para entender
o universo plástico do artista. Guerreiro abre o evento
com a palestra que dá nome à mostra, enfocando
a vida e a obra já abordadas pelo pesquisador no livro
F. Alt A Vontade do Desejo, lançado
em maio deste ano. Fritz Alt (1902 -1968) é ate hoje um
marco nas artes visuais catarinenses.
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Crônica
monica.blumenau@hotmail.com
Mônica torres, jornalista
De barriga cheia
Talvez pela minha idade, tenho recebido mais e mais notícias
de amigas, primas, cunhadas e colegas grávidas. É
o relógio biológico provocando uma epidemia ao
meu redor. Além da boa notícia da chegada de mais
seres humanos complexos para enriquecer as nossas vidas, estas
gestações também são promessas de
pouquíssimas variações de assuntos nas minhas
rodas de conversa por nove meses ou mais.
Sim, porque, como o leitor deve saber, uma gravidez demora em
média 40 semanas. Praticamente dez meses. E as mulheres
descobrem a novidade cada vez mais cedo, com quatro, cinco semanas
de gestação. Viva a tecnologia, o.k. Mas isto também
significa que, se tudo correr conforme o esperado, as felizardas
estarão condenadas a 36 meses sem nenhum outro assunto
para discutir que não suas barrigas.
É impressionante. Ao avistar um barrigão proeminente,
o assunto inicial deixa de ser o clima ou a novela das oito.
Até estranhos na fila do supermercado resolvem puxar conversa:
Pra quando é?
E as grávidas respondem, orgulhosas, usando todos os prognósticos
possíveis: a data que diz o ultra-som, a esperança
da vó de fazer aniversário com o neto, a previsão
da vizinha, o que diz o instinto de mãe
que nestes casos costuma ser facilmente ludibriado pela ansiedade.
Suspeito que todas estas variações são na
verdade tentativas desesperadas de responder a algo diferente,
para não passar todos aqueles meses respondendo a apenas
pro fim de outubro ou seja lá qual data.
Alguns parecem confundir barriga com bola de cristal e fazem
uma sessão com a grávida-interlocutora. Ela está
enjoando? Quantos quilos engordou? Já sabe o sexo? Qual
será o nome? Parto normal ou cesárea? O quarto
já está pronto? Com quem vai ficar o bebê
no fim da licença-maternidade? E se alguém aí
achou que o questionário-padrão, lido assim, cruamente,
parece íntimo, saiba que o pior ainda não mencionei.
A atração pela barriga. Por algum bizarro e desconhecido
motivo, as pessoas mais distantes, com quem você mal falou
antes da gravidez, ou simplesmente estranhos completos se vêem
no direito de passar a mão na sua barriga. Logo a barriga,
com a qual todas nós vivemos lutando. Durante estes meses
não precisamos nos preocupar em escondê-la, é
bem verdade. E algumas até arriscam tops e transparências
que andavam longe do guarda-roupa desde que o maior hit da Madonna
era Like a Virgin. Mas isso não quer dizer
toque aqui.
É difícil não pensar no próprio umbigo
quando se está gerando uma vida. E é um prazer
falar sobre os filhos. Mas como ser mãe é trabalho
24 horas, às vezes uma folga vai bem.
Se encontrar um barrigão andando por aí, por favor,
tente lembrar que existe uma mulher acoplada a ele. Então,
no meio do questionário-padrão, fale do aquecimento
global, do último filme que viu no cinema ou coisas assim.
Os ouvidos da barriga agradecerão.
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Múltiplas
TV
Abrem inscrições
para BBB 8
Já estão abertas as inscrições
para o Big Brother Brasil 8. O prazo vai até
o dia 15 de outubro. O regulamento e o formulário de inscrição
estarão disponíveis no site do programa (www.globo.com/bbb).
Para participar da seleção é necessário
imprimir, preencher e enviar a ficha pelo correio com um vídeo
de cinco minutos de duração, em VHS ou DVD, para
o endereço indicado na página de internet. Além
disso, uma equipe de produtores do reality show vai percorrer
São Paulo, Salvador, Recife e Porto Alegre para descobrir
pessoas que não se inscreveram e convidar para participar
do processo de seleção do BBB 8, informa
a Globo.
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Cinema
Halloween lidera
bilheterias
Mais uma versão do terror Halloween mostra
que a história de uma criança malvada que cresce
e persegue uma babá continua em alta. "Halloween",
com direção de Rob Zombie, volta à história
do original de John Carpenter. O longa alcançou o primeiro
lugar entre os filmes de maior arrecadação neste
fim de semana nos Estados Unidos, com US$ 26,5 milhões.
Em segundo ficou a comédia Superbad É
Hoje, que somou US$ 12,2 milhões, menos da metade
do arrecadado pelo remake.
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Alegria e educação
contra o preconceito
Sueli Ramos se apresenta
hoje na Semana da Diversidade
Hermínio Nunes

Para organizadores, divulgar a 2a Semana da Diversidade é
a melhor forma para debater a cultura gay no Estado
Florianópolis
As ruas do centro da Capital ganharam mais alegria e um colorido
especial com a 2ª Semana da Diversidade. Até sábado,
filmes, música, teatro, fotografia e pintura são
armas para enfrentar o preconceito. Hoje, além
das mostras agendadas até sábado (confira a programação),
tem show com a cantora Sueli Ramos, às 20 horas. Os eventos
culturais estão concentrados na antiga Câmara de
Vereadores, na praça 15 de Novembro, no centro. O prédio
histórico foi transformado na Casa da Diversidade.
Com o tema Amar É Direito de Todos, a semana tem como
objetivo quebrar preconceitos contra gays, lésbicas, bissexuais,
transgêneros e simpatizantes, os GLBTS. A parada
não é um Carnaval fora de época, por isso
preparamos uma semana inteira de atividades para promover o debate.
O preconceito só se cura com esclarecimento, explica
Tiago Silva, idealizador da Parada da Diversidade.
A Casa da Diversidade ficará aberta até sábado,
com entrada gratuita, das 10 às 23 horas. A exemplo do
ano passado, quando teve sala cheia em todas as sessões,
será realizada a 2ª Mostra de Filmes da Diversidade.
O 1º Curta a Diversidade dará a oportunidade de exibição
de filmes e vídeos não-profissionais. A mostra
fotográfica inclui imagens da Parada de 2006 e um ensaio
com drag queens.
Amanhã, a casa ganha cores politizadas. A partir das 19
horas, será realizado um debate sobre projetos políticos
de interesse GLBTS, como a lei da deputada Iara Bernardi que
criminaliza a homofobia no Brasil. Em seguida, às 20 horas,
será apresentada a peça de teatro As Irmãs
Gavião. Durante toda a semana, funcionará,
também na Casa, o Salão da Diversidade, com profissionais
voluntários que vão fazer cortes de cabelo a preços
populares.
O Fórum da Diversidade será realizado quinta e
sexta-feira e é uma promoção da Associação
Brasileira para o Turismo GLBTS. O objetivo é contribuir
para a formação de mão-de-obra qualificada
para lidar com o público GLBTS. O 2º Floripa Diversity
Games será no sábado, a partir das 10 horas. As
inscrições podem ser feitas na Casa da Diversidade
e no local do evento. Cada participante deve levar cinco quilos
de alimento, que serão doados ao Asilo Irmão Joaquim,
da Capital. As modalidades são atletismo, futebol sete
society, futsal, tênis de mesa e vôlei. A 2ª
Parada da Diversidade encerra a programação no
domingo. São esperadas 40 mil pessoas para o desfile,
que terá shows musicais e perfomances. Estão confirmadas
as presenças do apresentador Leão Lobo e da drag
queen Silvetty Montilla.
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Agende-se
Show Musical Sueli Ramos
Quando: hoje, às 20 horas
Onde: Casa da Diversidade
Debate Político GLBTS
Quando: amanhã, às 19 horas
Onde: Casa da Diversidade
Teatro As Irmãs Gavião
Quando: amanhã, às 20 horas
Onde: Casa da Diversidade
2ª Mostra de Filmes
da Diversidade
Quando: até sábado, das 18 às 20 horas e
das 21 às 23 horas
Onde: Cineclube Diversidade na Casa da Diversidade
1ª Mostra Curta
a Diversidade
Quando: até sábado,
horário a definir
Onde: Casa da Diversidade
Camarim de Drag
Quando: até sábado, das
14 às 23 horas
Onde: Casa da Diversidade
Mostra Fotográfica
Parada 2006 e Drags
Quando: até sábado, das
14 às 23 horas
Onde: Casa da Diversidade
Exposição de Pinturas
Floripa é Show
Quando: até sábado, das
14 às 23 horas
Onde: Casa da Diversidade
Teatro de Quinta
Quando: quinta, às 20 horas
Onde: Casa da Diversidade
Workshop Sensibilizando para a Diversidade
Quando: quinta, das
17 às 20 horas
Onde: Hotel Natur Campeche, avenida Pequeno Príncipe,
2.196, Campeche
1º Fórum de Turismo GLBTS
de Florianópolis
Quando: sexta, das
14 horas às 19h30
Onde: Hotel Natur Campeche, avenida Pequeno Príncipe,
2.196, Campeche
Festa Eu Amo Viajar
Quando: sexta, das
20 horas às 22h30
Onde: Pousada Natur Campeche, servidão Família
Nunes, 59, Campeche
2º Floripa Diversity Games
Quando: sábado, das
10 às 17 horas
Onde: Cefid/Udesc, rua Pascoal Simonte, 358, Coqueiros
2ª Parada da Diversidade
Quando: domingo, a partir das 13 horas
Onde: avenida Beira-mar Norte, em frente ao trapiche
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Festival de música
Swing sem palavras
Considerado pela crítica especializada um dos melhores
baixistas do mundo, Arthur Maia é o destaque do quarto
dia do 10º Festival de Música de Itajaí. A
apresentação gratuita, que já está
com os ingressos esgotados, será aberta hoje pela banda
Samburá, às 21 horas, no Teatro Municipal de Itajaí.
Arthur Maia já contracenou na cena musical com nomes como
Ivan Lins, Luiz Melodia e Márcio Montarroyos, além
de estabelecer boas parcerias com Caetano Veloso, Lulu Santos
e George Benson, entre outros. Fundou a Banda Pulsar e o grupo
Cama de Gato, duas vertentes da música instrumental brasileira,
e também integrou a Banda Black Rio e o grupo pop Egotrip,
sucesso da década de 80.
Com quatro discos solo na bagagem, seu novo show, Planeta
Música, não é apenas instrumental.
Maia envolve a platéia acompanhado por um quarteto de
bateria, teclados, guitarra e saxofone e faz uma leitura suingada
da música instrumental brasileira. No repertório,
Arthur traz uma coletânea de suas várias fases e
apresenta composições próprias, como Jú,
Tunico e Trilock, parcerias como Alívio
(Arthur Maia e Djavan), Condição (Arthur
Maia e Lulu Santos), Muchacha (Arthur e Júlio
Martins) e Planeta Música (Arthur, Seu Jorge
e Kiko Continentino). Abre espaço também para as
dançantes De Ombro (Jamil Joanes) e Groove
Land (Paulo Braga) e da homenagem a ele, composta por William
Magalhães, Arthur e o Gigante.
O Festival de Música de Itajaí segue até
9 de setembro e terá ainda na Mostra Nacional os show
de Zezé Motta (5), João Donato (6), Gal Costa (7),
Demônios da Garoa (8), no Teatro Municipal. Elba Ramalho
encerra o Festival de Música no dia 9, às 21 horas,
com grande show de rua, na avenida Mário Uriarte, bairro
Cordeiros.
O quê: 10º Festival de Música de Itajaí,
show de Arthur Maia. Quando: Hoje, às 21 horas. Onde:
Teatro Municipal de Itajaí, rua Lauro Müller, 53,
Centro. Quanto: Entrada Gratuita (ingressos esgotados).
Segunda-feira
Universo Feminino |
Terça-feira
Literatura |
Quarta-feira
Turismo |
Quinta-feira
Música |
Sexta-feira
Fim de semana |
Sábado
Gastronomia e DVD |
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De volta ao pesadelo
Novo livro de Khaled Hosseini,
autor de O Caçador de Pipas, aborda a opressão
da mulher no Afeganistão
ap

Violência contra as mulheres afegãs é
anterior ao regime taleban, afirma Khaled Hosseini (D)
Antonio Gonçalves Filho
Agência Estado/São Paulo
Lançado há pouco mais de três semanas
no Brasil, o segundo livro do médico e escritor afegão
Khaled Hosseini, A Cidade do Sol (Editora Nova Fronteira,
368 páginas, R$ 39,90) já chegou ao primeiro lugar
na lista dos mais vendidos, repetindo o êxito de seu livro
de estréia, O Caçador de Pipas, que
vendeu 8 milhões de exemplares em todo o mundo (mais de
1 milhão só no Brasil). Assim como O Caçador
de Pipas, cuja versão cinematográfica estréia
em novembro nos EUA e em janeiro, no Brasil , A
Cidade do Sol já teve os direitos vendidos para
o cinema e deve estrear em 2009.
Hosseini, que concedeu entrevista por telefone, da Califórnia,
está, obviamente, muito feliz com a repercussão
dos dois livros. Mais ainda por considerar que tanto um como
outro estão ajudando o mundo a entender um pouco da cultura
do Afeganistão, vítima, diz ele, da miopia ocidental
que confunde seu país com a doutrina do Taleban.
Khaled Hosseini defende que não se pode ignorar o conflito
entre a Cabul liberal e reformista e as forças mais reacionárias
do Afeganistão rural, em especial as regiões que
fazem fronteira com o Paquistão, onde as mulheres sofrem
a perda da autonomia e ainda são submetidas à opressão
masculina, bem anterior à emergência do regime taleban
em seu país (em 1996). A Cidade do Sol, aliás,
dedica-se a explorar esse abismo ideológico que existe
entre a realidade tribal e patriarcal do Afeganistão e
o mundo moderno. Ao eleger como heroínas mulheres maltratadas
por um mesmo homem, Hosseini presta homenagem a todas as mulheres
humilhadas e ofendidas em nome de uma tradição
canhestra. A história só tomou forma depois
de uma viagem a Cabul, em 2003, onde ouvi o relato de uma mulher
espancada na rua por um taleban, conta.
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Khaled Hosseini | escritor
Quando O Caçador de Pipas foi publicado,
muitos leitores que nada sabiam do Afeganistão ficaram
tão emocionados com a história que lhe escreveram
perguntando como podiam ajudar seu país. O que aconteceu
com o lançamento de A Cidade do Sol? Você
acredita que seus livros possam ajudar as pessoas no Ocidente
a se livrar da visão estereotipada que elas têm
dos afegãos?
Khaled Hosseini Imediatamente após o
lançamento de O Caçador de Pipas, passei
a receber uma média de 16 mensagens diárias pelo
correio eletrônico, a maioria delas escrita por pessoas
que tinham pouca ou nenhuma informação sobre o
Afeganistão além de que foi um país invadido
primeiro pelos soviéticos e, depois, pelos americanos.
Grande parte dessas mensagens, curiosamente, vinha de crianças
ou de mulheres, tocadas pelo drama vivido por seus semelhantes
no Afeganistão. Resolvi, então, servir de ponte
para ajudar meus compatriotas, disponibilizando o endereço
de entidades que recebiam doações.
Edward Said disse há 30 anos, em Orientalismo,
que o Ocidente criou uma visão deturpada do Oriente como
o outro, o antípoda, numa estratégia
de diferenciação que perpetua os estereótipos
colonialistas. Qual a sua opinião sobre a observação
de Said?
Hosseini Concordo com Said quando analisa a visão
que o mundo ocidental tem do Oriente, mais especificamente do
mundo árabe, visto como uma massa homogênea, quando
é uma cultura rica e diversificada. Estamos tratando de
mais de 1 bilhão de pessoas que falam línguas diferentes
e de uma região com grande diversidade étnica e
cultural. Quando vejo, por exemplo, o Afeganistão retratado
nos noticiários e programas de TV, fico escandalizado
com os inúmeros equívocos de interpretação
do universo cultural afegão.
Em sua opinião, qual é o mais chocante desses
equívocos?
Hosseini Considerando as mensagens eletrônicas
enviadas por meus leitores, o equívoco maior é
o de considerar que o povo afegão é antiamericano
e favorável ao regime repressor do Taleban, o que nem
de longe corresponde à realidade. Prova disso são
os milhões de refugiados que deixaram o país quando
o Taleban tomou o poder há 11 anos.
O Caçador de Pipas, aliás, é
bastante crítico com relação ao regime do
Taleban, embora deixe de lado a situação da mulher
sob o tacão dos radicais, preferindo falar do universo
masculino. Esse foi o motivo de ter escrito A Cidade do
Sol como uma espécie de "mea-culpa" por
ter falado tão pouco da condição feminina
no Afeganistão?
Hosseini Bem, devo admitir que não foi uma
decisão consciente escrever sobre a condição
feminina sob o regime taleban. Em O Caçador de Pipas
estava certo de que essa seria a história de dois pequenos
amigos, um que enfrentaria o conflito interno de sua omissão
e outro que permaneceria fiel e íntegro à amizade,
mas, no caso de A Cidade do Sol, não tinha
personagens em mente. Havia ainda a questão da paternidade
no primeiro livro e pensei que seria interessante tratar, desta
vez, da relação entre mãe e filha. Já
pensava nisso ao fazer a revisão final de O Caçador
de Pipas, mas a história só tomou forma depois
de uma viagem a Cabul, onde ouvi a história de uma mulher
espancada na rua por um taleban. Percebi que o drama da opressão
feminina precisava ser tratado com certa urgência e foi
daí que surgiu Mariam, obrigada a casar com um homem rude,
criada para servir o marido e usar a burca.
Então houve um incidente que inspirou A Cidade
do Sol, como o do garoto Moussa, seu vizinho pobre de Cabul,
adotado como modelo do Hassan de O Caçador de Pipas?
Hosseini Não diria que foi um incidente, mas
o conjunto de depoimentos que tomei das mulheres durante a viagem
que fiz ao Afeganistão em 2003. Elas me levaram a escrever
o livro, numa tentativa de mostrar como a realidade pode mudar
de uma hora para a outra, especialmente para as mulheres, que
exerciam profissões liberais e foram obrigadas a se anular
e voltar para casa por conta da opressão do Taleban e
da guerra.
Qual é a lembrança mais remota que você
tem do Afeganistão, uma vez que deixou o país quando
seu pai diplomata decidiu buscar o refúgio europeu após
a invasão soviética?
Hosseini Era apenas uma criança de 11 anos
quando deixamos Cabul, quatro anos antes da invasão soviética,
em 1979. Minhas memórias são de um garoto daquela
idade bastante seletivas, portanto. Não comportam
julgamentos morais ou políticos. Lembro-me que vivíamos
numa Cabul calma, silenciosa, mas não posso julgar pelos
outros, porque era um garoto da alta classe média e vivia
uma realidade diferente, embora tivesse amigos pobres.
Você costuma dizer que Cabul não é
o Afeganistão ou pelo menos não era antes
da invasão soviética ou da tomada do poder pelos
fundamentalistas islâmicos. Você defende que a Cabul
reformista e liberal foi atropelada pelo reacionarismo dos camponeses
do resto do país, orientados pelas forças talebans.
Há alguma chance de mudar essa cultura sem uma ação
política agressiva por parte do Estado, como, por exemplo,
foi a abolição da burca, em 1920, por ordem do
rei Amanullah?
Hosseini Acho que esse tipo de ação
drástica é inoperante, porque são séculos
e séculos de condicionamento cultural, uma ordem que mantém
as mulheres fragilizadas diante dos homens. Mulheres que eram
advogadas ou professoras foram obrigadas pelos fundamentalistas
a abjurar suas profissões e nada indica que uma simples
lei possa, num passe de mágica, resgatar a dignidade delas.
Acho que as mudanças devem se dar lentamente, por meio
das organizações formadas para lutar pelos direitos
civis, porque ainda existe um abismo entre o que deseja a liberal
Cabul e o que prescrevem as forças reacionárias
do Afeganistão rural.
Voltando ao seu primeiro sucesso, O Caçador
de Pipas, o filme baseado em seu livro e dirigido por Mark
Foster deve estrear em novembro, nos EUA, e em janeiro, no Brasil.
Você aprova a adaptação?
Hosseini Coloquei-me à disposição
dos produtores do filme para servir como consultor e, de fato,
dei muitos conselhos sobre figurinos, locações,
costumes e modo de falar dos afegãos. Mas não me
envolvi diretamente com a produção por estar, na
época, ocupado com A Cidade do Sol. O filme
resultou muito fiel ao livro e, diria, é bem emocionante.
Às vezes as críticas vêem de forma
mais ácida, como a resenha de A Cidade do Sol
no New York Times, em maio, que classifica o livro
de programático e melodramático, acusando-o ainda
de ser dualista e lidar com emoções baratas. Isso
não o perturba?
Hosseini Fui incrivelmente abençoado pela vasta
maioria das resenhas que consegui ler sobre meus dois livros.
A alguém que classifica o livro de melodramático
aconselharia uma viagem ao Afeganistão para ver realmente
o que significa a palavra drama. Aconselharia ainda a falar com
as mulheres em Cabul, que continuam a ter uma vida muito parecida
com a de Mariam. De resto, considero uma tarefa dificílima
escrever melodrama sobre o Afeganistão porque, não
importa o que se diga ou escreva, a realidade sempre será
mais dramática do que suportaria a imaginação
de alguém.
Como você espera que os leitores recebam seu novo
livro, que está entre os mais vendidos no Brasil?
Hosseini Espero que encontrem nele uma boa história
e bons personagens, porque, afinal, trata-se de uma novela que
pretende estabelecer uma ligação emocional com
os leitores. Espero também que eles entendam a situação
das mulheres no Afeganistão, que é trágica
e não resulta apenas de um conflito bélico, mas
de uma guerra moral contra o patriarcalismo. O futuro do Afeganistão,
afinal, depende delas.
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Biografia reúne fotos, textos
e músicas de Vinicius de Moraes
São Paulo
Recheada de fotos históricas, texto de Sérgio
Augusto e reproduções de manuscritos, a Editora
Jobim Music está lançando Cancioneiro Vinicius
de Moraes Biografia e Obras Escolhidas, uma nova
e concisa biografia do poeta, compositor, diplomata e jornalista
Vinicius de Moraes (1913-1980), que dá ênfase ao
aspecto musical de sua carreira. O volume só será
vendido em conjunto com um songbook contendo 57 músicas
selecionadas pelo músico, produtor e arranjador Paulo
Jobim, filho de Tom, um dos parceiros mais significativos de
Vinicius.
A grande novidade é esse livro conter a biografia
profissional de Vinicius e as partituras também. Isso
tudo está por aí, como material de pesquisa, mas
é uma compilação de uma obra, diz
Ana Lontra Jobim, coordenadora-geral do luxuoso projeto. A seleção
do material foi feita pelos Jobins e pela família de Vinicius
com a filha do poeta, Susana Moraes, acompanhando tudo mais de
perto e tomando decisões.
O songbook contempla as principais parcerias de Vinicius com
Tom Jobim, Baden Powell, Toquinho, Carlos Lyra, Chico Buarque
(que escreveu o texto da contracapa da biografia) e Edu Lobo,
entre outros. O repertório também inclui Por
Onde Andará o Amor, parceria inédita de Vinicius
e Tom (que este tinha planejado incluir em seu derradeiro álbum,
Antonio Brasileiro) e várias canções
em que ele fez letra e melodia. Além de incrível
poeta, Vinicius era também compositor e tinha muita musicalidade,
lembra Paulo Jobim.
Na biografia, Sérgio Augusto lembra que o que Vinicius
fez entre 1965 e 1970 a maior parte da humanidade não
faz ao longo de uma vida. Ele fez cinema, teatro e jornalismo,
organizou e participou de festivais de música, deu shows
por toda parte, juntou-se a novos parceiros (como Chico Buarque),
conquistou novos mercados na Europa e na América do Sul,
publicou sua obra poética completa. Além do mais,
separou-se da quinta mulher, casou-se com a sexta e, antes
de a década terminar, já tinha, como Barba Azul,
uma sétima esposa.
Acompanhando fotos históricas ao lado de gente como Pixinguinha,
Elizeth Cardoso, Nara Leão, Ciro Monteiro, Carlos Drummond
de Andrade, Manuel Bandeira e todos os parceiros já citados,
há frases antológicas do poeta. Numa delas, Vinicius
se define como um homem muito complicado em busca da simplificação.
Mas as complicações não são
tanto minhas, mas impostas pelo meio e a sociedade em que vivo.
Em mim, o sonho é uma realidade incoercível. Sonhar,
sobretudo, com a poesia ainda não atingida.
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Jabor
a.j.producao@uol.com.br
O comentarista Arnaldo Jabor escreve neste espaço
todas as terças-feiras
O Rio piorou internamente,
dentro das cabeças (...). O Rio foi uma cidade que sempre
carreguei para onde ia, como uma amuleto da sorte, um "brevê"
orgulhoso de carioca
O Rio de Janeiro caiu em depressão
Sou um homem de duas cidades. Moro em São Paulo há
15 anos e mantenho raízes no Rio. Vou e volto. Às
vezes, passo um mês sem ir ao Rio e isso me permite vê-lo
melhor. É espantoso perceber o tempo passando no espaço.
Vejo as árvores da Lagoa, que estão mais crescidas,
noto mínimas mutações invisíveis
ao morador permanente, sinto mudanças em gestos, modos
de falar, gírias recentes, uma fachada art-decô
que caiu, um horrendo shopping vertical que subiu, o terrível
pirocão do Bar Vinte que continua transformando Ipanema
num gueto amarelo e sujo, vejo roupas mais amarfanhadas, tristezas
nos rostos outrora alegres, sinto a ausência das cigarras,
dos pardais, vejo misérias novas nos sinais de trânsito.
Antes, não notava tanto essas coisas e sinto dizer-vos:
o Rio piorou.
Não sei se para sempre, mas sua crise é hoje gritante.
Não apenas pelas tragédias políticas que
tivemos, 40 anos de populismo corrupto comandado pela Alerj e
governadores, não apenas pelos oito anos da anomalia política
Garotinho e senhora, não apenas pelo vergonhoso desleixo
de César Maia, não apenas pelo fim do Estado da
Guanabara, que nos trouxe os vícios do atraso fluminense
e nenhuma vantagem, não apenas pela violência inevitável
que a multinacional do pó financia nos morros e os narizes
patricinhos avalizam, não apenas por isso,
não pelos assaltos ou crimes.
O Rio piorou internamente, dentro das cabeças. O Rio era
uma região psíquica para mim. O Rio foi uma cidade
que sempre carreguei para onde ia, como um amuleto de sorte,
um brevê orgulhoso de carioca. Mas, infelizmente,
está um bode.
Neste momento, pareço ouvir o rosnar de ódio contra
mim, nos bares. Eriçam-se como cerdas bravas
do javali os pêlos de chopeiros e cariocas
da gema, de bermudão e gargalhada. Sei disso. Mas, repito,
o Rio piorou. Primeiro, porque não tem dinheiro algum.
É uma cidade falida, sem empreendimentos, além
do bolsão de petróleo de Campos, feudo dos corruptos
fluminenses (aliás, é bom notar que falo do Rio,
principalmente, como cidade).
Outro fator da decadência é a insolubilidade dos
problemas. Em nossa mente paira o desespero: como vamos urbanizar
570 favelas que crescem? Ninguém sabe. Por causa dos problemas
insolúveis, começamos a exalar depressão.
O carioca da gema dirá: Qual é a tua, cara,
estamos numa boa! E eu respondo: Não estamos,
não!
É que esta depressão não é óbvia,
visível, daquelas de enfiar a cabeça no bueiro,
não. Ela vem disfarçada por falsas racionalizações.
Por exemplo, ela pode vir vestida de um abstrato amor à
paisagem: Ahh, vamos eleger o Cristo maravilha do mundo
(cheio de assaltantes na base); ahhh, vamos louvar o Leblon;
ahh, vamos abraçar a Lagoa e pedir a paz; ah, o Pan foi
um sucesso (apesar de ter custado oito vezes mais caro).
Esta depressão instalada no Rio também se camufla
atrás de um narcisismo auto-suficiente, como se fôssemos
ainda malandros, como se soubéssemos de tudo:
Ah, cara, quem sacou sacou; quem não sacou, não
vai sacar nunca, tudo por trás de um vago cafajestismo
poético , por trás de uma certa irresponsabilidade
como tradição malemolente. Vejo também
no Rio uma desinformação disseminada pelas questões
políticas mais complexas. Discute-se como se as ideologias
fosse um Fla x Flu, tipo Lula x neoliberais,
não se contemplam as ramificações econômicas
e políticas de nossa crise atual, há o vago sentimento
de uma certa esquerda abstrata, da boca para fora, um populismo
simplista que deu no que deu: na eleição de Rosinha,
em vez de Benedita, na época (até hoje, não
sei como isso pode ter acontecido).
A depressão carioca também se transfigura em euforia
carnavalizada, com a hipersexualização do samba
e do turismo, a sacralização das bundas e barrigas,
a boçalização da música de massas.
Tudo isso é decadência denegada. Somos uma cidade
sem informação, se comparada com São Paulo
hoje em dia. Nas escolas, nas universidades, na oferta cultural
high brow, São Paulo é muito superior à
carioca. Mas por que falo isso?
Bem, porque acho que também há sementes brotando
nesse lixo urbano. Nas periferias pobres já vimos exemplos
como o que o Centro da Periferia nos mostrou na TV,
na ação civilizatória do AfroReggae e outros.
Falo também porque vi ontem o filme Brasileirinho,
um belo trabalho sobre o chorinho, feito por um finlandês,
Mika Kaurismaki (é incrível como o cinema novo
passou sem um filme sobre nossa música. Só agora,
o Vinicius do Miguel Faria). Saí emocionadíssimo.
Lá estava uma esperança, nas músicas e figuras
de Mauricio Carrilho, Tereza Cristina, Luciana Rabelo, Guinga,
Paulo Moura, Zé da Velha, Cristovam Bastos, Carlos Malta,
Yamandú Costa... Tantos. Lá estava o indício
de que a história de um país gera também
anticorpos contra o horror.
Há, no Rio, um renascimento do choro na classe média
(minha irmã pianista, Lucilia Jabor, já tinha me
alertado para isso), ressurge um amor defensivo pela música
(e pela vida) que estava silencioso. Nos botecos do Rio, em escolas,
já brotou uma nova moda musical carioca. Eu sou do tempo
em que o Rio tinha uma cor artística, um brilho que esmaeceu
com a cultura de massas. O choro, o nosso jazz (que, aliás,
salvou a América dos brancos azedos), pode ser uma alavanca
de alegria e de orgulho. Acho que o governo de Sergio Cabral
começou cheio de ânimo. Há que se combater
a violência, sim, com garra e dureza, mas temos de estimular
também a leveza, a alegria. Mika, o diretor, disse: Nesta
batalha entre a tristeza e a alegria, a alegria tem de vencer.
Sergio Cabral devia nomear seu pai secretário da Música,
cercado por homens como Hermínio Belo, Paulo Moura, Albino
Pinheiro, se fosse vivo. Winton Marsalis declarou sobre o jazz:
O jazz é como a democracia. Cada um tem direito
a seu solo, mas tem de negociar esse direito com o conjunto.
O mesmo serve para o choro. Não percam esse filme. É
um remédio melhor que qualquer Prozac. |