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Joinville Quarta-feira, 12 de março de 2008 Santa Catarina - Brasil

Anexo - A Notícia Izabela Liz
(47) 3431-9293
izabela.liz@an.com.br

Estrelando: Joinville

Documentário que mostra diferentes facetas da cidade estréia hoje no Teatro Juarez Machado

Saburo Miyamoto, divulgação

A equipe filmou 16 horas de cenas de Joinville

Rodrigo Schwarz

Sob o céu de Joinville, não há apenas chuva. A água que freqüentemente despenca na cidade cai em cima do terceiro maior parque industrial da região Sul, em mangues, em casas de enxaimel e de edifícios de arquitetura moderna. Sob os guarda-chuvas, pessoas vindas de todo o Brasil, que escolheram esse município fundado por alemães e suíços para morar. Todas essas peculiaridades foram registradas no documentário “Sob o Céu de Joinville”, que estréia hoje no Teatro Juarez Machado.

Harmonia
A trilha é fundamental ao documentário, já que ele não possui diálogos ou locuções, e precisa harmonizar com as imagens
O curta-metragem, produzido e dirigido por Rodrigo Falk Brum, retrata 24 horas da vida da cidade. Nos 15 minutos de filme, lapidados de 16 horas de material bruto, os três períodos do dia são retratados. Cada um deles – manhã, tarde e noite – tem sua própria música. A trilha, por sinal, é parte fundamental de “Sob o Céu de Joinville”, que não possui locução ou diálogos. “A grande inspiração para esse trabalho foram os filmes musicados por Phillip Glass, principalmente, a trilogia ‘Qatsi’. São filmes com poucos ou nenhum diálogo, cujas histórias são conduzidas pelas músicas do Glass”, conta Rodrigo.
O casamento de som e imagem em “Sob o Céu de Joinville” é harmonioso. As notas foram encaixadas nas cenas com precisão milimétrica. Segundo Rafael Zimath, que trabalhou na trilha ao lado de Jean Douat e Jean Carlos Sabatovicz, o processo de composição parecia uma equação matemática. “Depois da música pronta, às vezes ela ficava um pouco curta. Para que nenhuma imagem ficasse sem som, precisávamos acrescentar quatro ou cinco notas. E isso sem que desmoronasse toda a composição”, explica o músico.
Recursos da música clássica, como o contraponto, são visíveis também na tela. Rodrigo trabalhou bastante com os contrastes da cidade, fazendo sua câmera saltar dos encantos da zona rural para o parque industrial. Pelo menos, as fachadas das fábricas. “Não tivemos permissão de entrar em nenhuma grande indústria de Joinville. Acho que eles temiam que estivéssemos fazendo espionagem industrial”, brinca o cineasta. Em uma seqüência, são mostradas casas de regiões pobres da cidade, intercaladas por imagens de belas residências joinvilenses. “A intenção não foi fazer algo de cunho político, só fomos fiéis ao que a cidade é. Joinville é muito maior do que pensamos.”
“Sob o Céu de Joinville” foi rodado com recursos do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec). Rodrigo afirma que ainda não há uma cena de cinema em Joinville. É ainda um local árido em profissionais do ramo. “Quando falava para as pessoas que estava rodando um documentário, todo mundo queria ajudar. Mas daí, quando eu ligava informando que as filmagens começavam às cinco da manhã, o pessoal dava o cano. As pessoas não sabem que cinema é um trabalho duro, que exige técnica e estudo”.
Desertores à parte, Rodrigo conseguiu reunir uma equipe competente. Roger Santos ficou a cargo da edição, finalização e câmera, e Julio May foi responsável pela outra câmera e pela produção de locação. Os três foram acompanhados pelo fotógrafo Saburo Miyamoto, que registrou os passos da equipe. As fotos do making of do filme estarão expostas hoje no Teatro Juarez Machado. Como contrapartida social, os cineastas doarão 500 cópias de "Sob o Céu de Joinville" a escolas públicas e privadas da cidade.

rodrigo.schwarz@an.com.br

O quê: Estréia do documentário “Sob O Céu de Joinville”. Quando: Hoje, às 19h30. Onde: Teatro Juarez Machado, Avenida José Vieira, 315, Joinville. Quanto: A entrada é gratuita, mas é preciso reservar lugares pelo telefone (47)3028-5850.

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Trilha sonora relembrou antiga parceria

Mesmo sendo um documentário sobre Joinville, o público não irá encontrar nenhuma referência à barca Colon, que trouxe os colonizadores da cidade. Ninguém irá também ouvir em “Sob o Céu de Joinville” expressões típicas do município (como “uh, seu tanso!” ou “meu Senhor!”). A intenção do produtor Rodrigo Falk Brum era encapsular as melhores – e piores – imagens de Joinville e deixar que a trilha sonora contasse uma história.
Para isso, foi reativada uma parceria de longa data. Rodrigo e o guitarrista Rafael Zimath, um dos responsáveis pela trilha sonora do curta, tocavam juntos na extinta banda Butt Spencer. O grupo foi popular em Joinville, em meados dos anos 90, com sua mistura de hardcore com ska. No processo de composição das músicas, Rodrigo participou apenas sugerindo climas e andamentos, deixando a parte criativa para Rafael, Jean Douat e Jean Carlos Sabatovicz. “Ele sugeriu algo na linha do Phillip Glass. Mas ouvi as trilhas dele e não gostei (risos). Sou fã mesmo é do Enio Morricone”, diz Rafael.
Segundo o guitarrista Jean Douat, que toca junto com Rafael na banda Alva, a parte mais difícil foi a escolha dos instrumentos para cada parte das composições, e o que deixar de fora dos mais de 120 canais registrados. O instrumentista ressalta a importância do músico e professor Jean Sabatovicz na gravação da trilha. “Ele foi o responsável por encorpar os temas, criando diferentes harmonias e cadências. Um excelente professor, por qualquer prisma que se olhe”, elogia Jean. Também participaram da produção Gabriel Vieira (violino e violoncelo), Thiago Luis Pereira (bateria) e Adriano Duarte Camilo Junior (trompete e tuba).

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Crônica

rubensdacunha@hotmail.com

Rubens da Cunha, escritor

Redoma invisível

Caçando meus assuntos semanais, percebi que há invisível redoma que está protegendo muitas pessoas. Redoma musical. Antes eram poucos, um ou outro que se adentrava na redoma. Agora são muitos. Enfiam os fones nos ouvidos e permanecem alheios a tudo. A popularização desses “radinhos” modernos está trazendo à tona uma geração de solitários. Reza a lenda que já existem festas em que cada um leva a sua música e fica ouvindo individualmente. Mas isso parece ser lá pros lados da Europa, aqui no baixo trópico, a música é parte de nossa identidade coletiva, é um dos nossos elos de ligação e sustentação de nossa identidade. Por isso, acho tão estranho muitos se esconderem dos olhares, dos contatos, da possibilidade de conhecer gente nova, atrás dos fones de ouvido.
Talvez seja exagero de alguém que não consegue ouvir música com algo enfiado orelha adentro; talvez seja o cronista redimensionando um ato simples que é o de caminhar, ou andar de ônibus ouvindo música, em algo possível para uma reflexão em seu espaço no jornal. Talvez, seja meu olhar deturpando um movimento natural da vida. Porém, o que percebi nos últimos dias e o que mais me angustiou, não foi a proliferação das pessoas que estão ouvindo música em seus simpáticos aparelhinhos, mas sim a postura que tomam enquanto ouvem a música.
Sentei no último banco de um ônibus circular (Sim! Ainda e sempre o melhor lugar para ver o que está acontecendo no mundo) e passei a observar a postura dos ouvintes. Diferentemente da literatura, a música sempre me pareceu uma arte propícia ao plural, algo que vai do ato quase romântico de se ouvir uma música junto com alguém, até as grandes festas carnavalescas.
Só que os ouvintes modernos se fecham em redomas, é como se estivessem lendo a música e não ouvindo-a. Ficam presos ao mundo que sai dos fones. Nada mais lhes interessa, nada mais lhes chama a atenção. Ficam quase que estáticos, hipnotizados, devidamente protegidos pela música. O olhar se perde, se distancia. Há uma desconexão. Fico com vontade de saber o que vê alguém que não consegue tirar o fone de ouvido.
Ora, dirão, mas é possível ver as coisas ouvindo outras! Possível é, mas não foi o que eu percebi nos meus analisados, todos alheavam-se completamente, todos pareciam estar hermeticamente fechados não só ao que a cidade tem para ser visto, como também para aquilo que merece ser ouvido. Nem tudo é poluição sonora, nem tudo degrada os ouvidos. Há sempre um pedaço de conversa, um canto de pássaro, um vento diferente produzindo poesia sonora aos atentos.
No entanto, muitos estão limitados aos sons que saem dos fones de ouvido. Por maior que seja a quantidade de música que possa ser colocada dentro do aparelho, ainda não se compara à inusitada música urbana, infelizmente, dia a dia rejeitada por muitos, presos que estão em suas redomas invisíveis.

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Múltiplas

Lançamento

Mostras na Casa Lindolf Bell

Inaugura hoje, às 19 horas, na Casa Lindolf Bell, em Timbó, as exposições “Água – Transparência e Cor”, coleção de obras em óleo sobre tela de Teresa Cristina A. Zimmermann, e “Tempo”, instalação de Adonis Deus e Ornella Jacobsen, que foi selecionada para o 8o Salão Elke Hering. A visitação vai até 1o de abril, de segunda a sexta, das 8 às 11h30 e das 13h30 às 17h30, e aos sábados, das 14 às 18 horas. A noite também conta com pré-lançamento do livro “Terceiro Apito”, coletânea de contos de Fátima Venutti, e sessão de autógrafos do livro “Ame suas Rugas”, de Rosane Magaly Martins. A entrada é gratuita.

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Naïf

"A Casa de Tercília" na Capital

O Museu Hassis, em Florianópolis, apresenta hoje, às 19h30, "A Casa de Tercília", mostra de arte naïf que recria os espaços de vivência da artista. Com linha, retalhos de tecidos coloridos e uma boa dose de talento, Tercília costura e reconstrói a sua história. Após a abertura, a artista e o curador da mostra, Fernando Lindote, recebem o público na sala Vento Sul para um bate-papo sobre arte. Na sexta-feira, das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas, Lindote coordenada a oficina "Experimentação com Artes". A programação do Museu Hassis prevê, ainda, contação de histórias e oficinas. As visitas poderão ser agendadas pelo telefone (48) 3248-7370. O museu fica na rua Luiz da Costa Freysleben, 86, Itaguaçu.

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Dia de Nouvelle Vague

Cineclube de Jaraguá do Sul exibe hoje “O Desprezo”, do diretor francês Jean-Luc Godard e com Brigitte Bardot

Fotos Divulgação

No filme, Brigitte Bardot é uma datilógrafa casada com um roteirista em crise

Depois de “Acossado”, filme que inaugurou a Nouvelle Vaugue em 1960, Jean-Luc Godard, com seu ar blasè, disse em Cannes que preferia que o filme não fosse tão bem recebido, já que se sentia mais motivado se as pessoas fossem contra ele. Contradições à parte, “O Desprezo”, filme de 1964 do diretor francês e exibido hoje, às 19h30, no Cineclube de Jaraguá, também é um dos longas mais bem aceitos de Godard – um diretor mais conhecido por ser odiado do que amado. Esta é a primeira sessão do ano do cineclube, fundado em novembro do ano passado com a exibição de “Veludo Azul”, de David Lynch. A sessão de hoje ocorre na sala multimídia do Centro Cultural de Jaraguá do Sul (Scar), e o grupo é um dos poucos do País a não cobrar nada dos associados, bastando comparecer nas sessões e ocupar uma cadeira.

Adaptação
"O Desprezo" é baseado em livro de Alberto Moravia e conta com a presença de Brigitte Bardot no elenco
“O Desprezo”, além de partir de um bom texto do italiano Alberto Moravia, tem a presença fulgurante de Brigitte Bardot, já uma estrela depois de “E Deus Criou a Mulher”, de 1956. O filme de Godard também faz questão de exibir as curvas da francesa, e, inclusive, o derrière, em cena que, para muitos, já virou cult. No filme, o ator Michel Piccoli é Paul Javal, um roteirista que vai para Roma trabalhar numa adaptação de “A Odisséia”, que Fritz Lang (que faz papel dele mesmo) está rodando na cidade. Paul é casado com a bela Camille, vivida por Brigitte, e se arde de ciúmes quando ela aceita uma carona do produtor do filme (Jack Palance), mas, ao mesmo tempo, praticamente a oferece como moeda de troca por uma ajuda em sua adaptação. Desejo e desprezo e uma relação que sangra a conta-gotas se misturam sob a ótica inflamada de Godard.
Moravia foi casado com a também escritora Elsa Morante, que acabou trocando-o pelo cineasta Luchino Visconti, um homossexual assumido. Dizem que o episódio infeliz foi o responsável pela criação da obra-prima, uma resposta à altura, e, no enredo, uma vingança que não poderia ser executada na vida real. A tarefa de transpor um texto de Moravia ao cinema não foi das mais fáceis: a narrativa de Moravia, mais reflexiva, não sugeria takes objetivos ao discorrer sobre sentimentos como tédio, paixão e rejeição. Porém, Godard se saiu bem, principalmente fazendo o uso abusivo da trilha sonora – a ponto dela, às vezes, se sobrepor aos diálogos. “O Desprezo” é um dos poucos filmes lineares filmados por Godard e defende muito bem a obra literária.
Logo após a sessão, os curadores Carlos Henrique Schroeder e Gilmar Moretti comandam um debate sobre o filme. “Além de mesclar clássicos com as tendências do cinema contemporâneo, para oferecer um panorama, o Cineclube é um palco de idéias, um lugar de encontro e sobretudo, uma irmandade”, afirma Schroeder. “Vamos seguir com um filme por mês, de março até novembro, com o melhor do cinema de arte”, finaliza Moretti.

O quê: Exibição de “O Desprezo” (Drama, 102 minutos, 1963), de Jean-Luc Godard. Quando: Hoje, às 19h30. Onde: sala multimídia do Centro Cultural de Jaraguá do Sul (SCAR), rua Jorge Czerniewicz, 160, bairro Czerniewicz. Quanto: entrada gratuita. Mais informações pelo e-mail cineclube@designeditora.com.br ou pelo telefone (47) 3372 3778.

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Arte contemporÂnea

A solidão que cabe em todos nós

Rodrigo Cunha abre hoje exposição “Temas para uma Realidade”

Florianópolis

“Temas para uma Realidade” é o título da mostra que o artista plástico Rodrigo Cunha apresenta, a partir de hoje, no Espaço Fernando Beck da Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis. Rodrigo expõe o indivíduo solitário no contexto daquilo que convencionamos chamar de pós-modernidade. Nesta exposição, o artista exibe 14 telas na técnica pintura à óleo. Ele pinta homens e mulheres sozinhos, de olhares perplexos, ora sentados em algum sofá no canto da casa, ou em pé, na sala, isolados em si. “São figuras solitárias pertinentes a nossa época”, analisa o artista.
O crítico e também artista, João Otávio Neves Filho, o Janga, aponta a obra de Rodrigo Cunha como paradoxal, porque “expressa o vazio que nos desvela a verdadeira beleza imperturbada e despida de alma e matéria". "E é justamente ao dar ao vazio uma expressão artística que Rodrigo Cunha penetra no âmago mesmo do dilema do homem contemporâneo, permitindo ao espectador refletir e participar desta tensa e enigmática atmosfera que alimenta a própria essência de sua criação”.
Ele acredita no trabalho da técnica, no estudo da história da arte, ou seja, “no que leva aos resultados”. E, no seu caso, é a precisão poética definida entre os diversos fatores da linguagem pictórica, como a mão, o traço, a intenção, a tela, as tintas e os pincéis.
Rodrigo Cunha faz parte da nova geração de artistas formados pela Udesc, e já ganhou prêmios e reconhecimento nacional. Com o trabalho de pintura, foi um dos 143 jovens artistas de todo Brasil selecionados para o Rumos Itaú Cultural em 2005-2006. Participou de várias coletivas e sua mais recente individual foi a exposição “Amantes”, em 2005.
Para o calendário de 2008 do Espaço Fernando Beck, na Fundação Cultural Badesc, foram selecionados, por meio de uma comissão de críticos de arte, cinco diferentes propostas de artistas plásticos.


O quê: “Temas para a Realidade”, de rodrigo cunha. Quando: vernissage hoje, às 19 horas, visitação de amanhã até 23 de maio, de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas. Onde: Fundação Cultural Badesc, Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, florianópolis. Quanto: entrada Gratuita.

Segunda-feira
Mulher

Terça-feira
Literatura

Quarta-feira
Turismo

Quinta-feira
Música

Sexta-feira
Fim de semana

Sábado
Gastronomia e DVD

Cidade-luz para a criançada

Paris, tão perfeita para os amantes, também guarda surpresas para os pequenos

fotos divulgação

Parque Astérix, inspirado no famoso herói gaulês, tem seis áreas distintas com atrações e shows para todas as idades

Paris, França

Os jardins de Versailles são mesmo encantadores. Seja para a adolescente Maria Antonieta, que foi morar lá no século 18 para se tornar rainha da França, ou para um menino brasileiro que acaba de completar quatro anos. Daniel se apaixonou pelo passeio de barco nos lagos de Versailles em setembro, em sua primeira visita a Paris, com os pais. A mãe, a professora Lilian Sampaio, de 41 anos, já conhecia a cidade e quis voltar com o pimpolho por considerá-la um ótimo destino para crianças.

Juntos
Nem é preciso deixar de lado os principais pontos turísticos da cidade para visitar as atrações destinadas ao público infantil
Sim, pode acreditar. A Paris dos casais, aclamada como um dos endereços mais românticos do mundo, também pode divertir quem ainda não tem idade para explorar sozinho suas ruas, pontes, praças e monumentos. Com os devidos ajustes no roteiro, há muito o que fazer por lá com os pequenos. E nem é necessário deixar de lado a visita aos pontos turísticos famosos, como percebeu a mãe de Daniel. “Ele também adorou subir a Torre Eiffel”, conta.
A administradora de empresas Anna Chaia, de 38 anos, gostou tanto de (re)conhecer a capital francesa na companhia do filho Lucas, de cinco anos, que se inspirou na experiência para criar a coleção “Ciranda do Mundo”. São guias de viagem com dicas de programas para a família.
O primeiro volume, “Paris Com as Crianças”, tem 50 atrações, das quais o palácio onde viveu Maria Antonieta é justamente a primeira. “No castelo, pais e filhos têm a sensação de estar em um conto de fadas”, diz Anna no livro. Ela considera imperdíveis a Galeria dos Espelhos e o quarto do casal real, com móveis originais.
Selecionamos outros cinco passeios (leia abaixo). Além de apaixonantes para as crianças, eles são novidade para vários papais e mamães. Aproveite as dicas para montar um roteiro nada convencional pela cidade.

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Passeio divertido

CIDADE DAS CRIANÇAS
Fica dentro da Cidade das Ciências e da Indústria, instituição dedicada ao desenvolvimento científico. Há duas alas, uma para quem tem entre três e cinco anos e a outra para crianças de seis a 12 anos Os pequenos visitam oito ilhas temáticas que privilegiam as brincadeiras interativas. Para os maiorzinhos, o foco é o raciocínio. Ingressos a partir de seis euros (R$ 15,50).
www.cite-sciences.fr.

PARQUE ASTÉRIX
O personagem, um gaulês criado por um cartunista belga e outro francês em 1959, é a inspiração do parque. São seis áreas (Vila Gaulesa, Roma Antiga, Grécia Antiga, Idade Média, Século 17 e Tempos Modernos) com atrações e shows temáticos para todas as idades. Fica a cerca de 30 quilômetros de Paris e há acesso por trem. Entradas a partir de 25 euros (cerca de R$ 64,50).
www.parcasterix.fr.

CRUZEIRO ENCANTADO
Os pais ficam lá no fundo do barco e as crianças, nos primeiros bancos, bem perto dos guias do passeio, os gnomos Lila e Philou. Durante uma hora de navegação pelo rio Sena, eles mostram monumentos e prédios históricos nas margens por meio de canções e gestos – e a criança entende tudo, mesmo sem saber falar francês. Entradas a dez euros (cerca de R$ 26,00).
www.bateauxparisiens.com.

MÉNAGERIE
Este pequeno e charmoso zoológico é o mais antigo de Paris, criado em 1794 dentro do Jardin des Plantes. Lá, as crianças ficarão encantadas com a chance de chegar bem perto de animais como cangurus e ovelhas, graças às cercas baixas. Há também uma creperia. Ingressos a partir de dez euros (cerca de R$ 26,00).
www.mnhn.fr.

PARQUE ANDRÉ CITRÖEN
Não há quem resista ao passeio de balão. Durante 15 minutos, ele sobe a 150 metros e possibilita uma vista deslumbrante de Paris e do rio Sena, ao lado. Os jardins têm alas de vegetação em tons de ouro, prata, vermelho, laranja... No verão, 120 jatos d’água brotam do chão. Não esqueça de levar roupa de banho e toalhas. Ingressos por a partir de seis euros (R$ 15,50).
www.v1.paris.fr/en/Visiting/gardens/parc_andre_citroen.asp.

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Roteiro básico na capital francesa

São Paulo

Paris tem lugar cativo no imaginário dos brasileiros quando se fala em escolher um destino internacional. Um dos melhores passeios é caminhar sem rumo de uma a outra margem do rio Sena, posando para fotos nas famosas Pontes Neuf ou Alexandre 3o e entrando em museus, igrejas e outros monumentos.
Subir a Torre Eiffel deve vir na seqüência. A estrutura de 324 metros de altura está entre os cartões-postais mais visitados do globo: desde 1889, quando foi inaugurada, 230 milhões de pessoas passaram por lá. Vale a pena tomar o elevador até o segundo andar, com vista impagável.
Paris é uma capital cultural, que se apresenta principalmente entre as 35 mil obras do Louvre. Antiga morada da realeza, o museu reúne o melhor da arte ocidental desde os tempos medievais. Lá estão “Monalisa”, de Leonardo da Vinci, e a “Vênus de Milo”, além de relíquias de Caravaggio, Botticelli e Velásquez.
O Museu d’Orsay, instalado em uma antiga estação de trem, é outro clássico, com obras de Rodin, Manet, Gauguin e Delacroix. Prefere arte moderna? Siga para o Centro Pompidou, onde você verá Picasso e Miró.
As igrejas também são atrações básicas. Quem não entrar na Sacré-Coeur, em Montmartre, ou na Notre-Dame, na Île de la Cité, não pode dizer que conheceu Paris.
Os bairros Quartier Latin e Saint-Germain-des-Près têm lojas descoladas, livrarias e cafés. Para versões mais refinadas, o lugar é a Champs-Elysées. Por falar em cafés, gaste algumas horas na Nespresso, a maior loja de café expresso no mundo. Dá para degustar os produtos e aprender receitas.

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Vai à Itália? Não esqueça de visitar Verona

Verona

Verona não muda. E é justamente isso que a faz tão atraente. Parada obrigatória para quem vai à Itália, exibe uma fascinante mistura entre o moderno e o antigo. Ruas de pedra, repletas de história, e construções milenares preservadas vibram com o frenético movimento de turistas de todo o mundo, que além de visitar seus monumentos, a invadem o local em busca de produtos de grifes famosas.
A melhor maneira de chegar à comuna cortada pelo rio Ádige, na região do Vêneto (Norte do país), é de trem, a partir de Milão. Saindo da estação central em direção à Verona Porta Nova, paga-se cerca de 28 euros, caso a opção seja por uma poltrona na primeira classe, ou 18 euros, se a escolha for pela segunda. O percurso é rápido e agradável, pontuado por plantações e paisagens bucólicas.
Para explorá-la, o melhor é caminhar. Verona é repleta de bares, cafés e restaurantes. Uma refeição com entrada, prato principal, água, uma taça de vinho e café custa, em média, 20 euros. Em dois dias, é possível conhecer os principais pontos turísticos. A maior parte deles, como a Arena (século 1º), o Castelvecchio (século 14), a Piazza del Erbe e a Casa de Giulietta (século 18) ficam bem próximos. O turista pode adquirir um bilhete que dá direito a visitar igrejas, museus e monumentos por oito euros para um dia e 12 euros para três dias. Veja abaixo as melhores atrações:

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Terra de história

CASA DE JULIETA
Verona ficou conhecida também por ser um dos lugares retratados por William Shakespeare no célebre “Romeu e Julieta”. Na Via Capello está a vila onde, de acordo com a peça, morava a amada de Romeu. Do lado de fora da casa, que pode ser visitada (3,10 euros), Julieta foi imortalizada em bronze. Segundo a lenda, quem tocar nos seios da estátua terá sorte no amor.

CASTELVECCHIO
O complexo, que inclui uma ponte sobre o rio Ádige, um museu e uma biblioteca, foi construído por Cangrande 2o e restaurado em 1964. No acervo, destaque para a pintura de Jesus Cristo, feita com ouro, além de armas, jóias e armaduras medievais. Ingresso a 3,10 euros.

PIAZZA DEI SIGNORI
Cercada de cafés com mesinhas na rua, a praça abriga a Basílica di Andrea Palladio, as escavações arqueológicas do Palácio Scaligeri e a imponente Torre dei Lamberti.

ARENA
O anfiteatro, na Piazza Bra, é o segundo maior do mundo em capacidade – perde apenas para o Coliseu, de Roma. Concluído em 30 d.C., foi palco de lutas entre gladiadores e hoje recebe apresentações de ópera e rock.

PONTES SOBRE O ÁDIGE
De onde quer que se olhe, avistam-se as inúmeras pontes que ligam os dois lados da cidade. Além da Castelvecchio, a Della Vittoria Garibaldi e Pietra estão entre as mais belas

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100% Denim

Marcas catarinenses mostram diferentes versões para o jeans

Um zíper, dois bolsos atrás e costuras à mostra bastam para fazer uma calça jeans. Certo? Errado. Os novos modelos vêm mais acinturados, com texturas e lavagens diferenciadas. Seja mais soltinho para os desleixados ou acompanhando o formato do corpo para os preocupados em impressionar, não há como negar que o jeans, antes criado para ser roupa de trabalho para os mineiros, agora é artigo de luxo nas passarelas e vitrines. E algumas empresas catarinenses têm sido referência neste tipo de criação.
No finzinho da semana passada, o SC Mostra Moda Jeans, em Balneário Camboriú, fez as honras da casa para o tradicionalíssimo modelo de Levi-Strauss. O protagonista que reina entre homens e mulheres há 158 anos apareceu de toda forma.
O ator e modelo Rodrigo Hilbert abriu a terceira noite do evento, servindo de recheio para os looks da Índigo, de Criciúma. O Ronildo de “Duas Caras”, nascido em Orleans, fez três aparições, mostrando modelitos com diferentes lavações – sem esquecer de conceder o merececido espaço para o jeans bruto.
A Kaekós, de Brusque, veio com cores vibrantes, trazendo o metalizado para roubar a cena. Tudo em forma de pantalonas, calças skinny e macacões. Outra marca brusquense, a Tharog, apresentou desfiles com gueixas. As peças criadas pela estilista Lucimara Knihs eram leituras do ritual do chá, tradicional no Japão. A marca ainda mostrou modelitos luxuosos, com cristais Swarovski.
O ator Malvino Salvador entrou na passarela para a Manobra Radical, de Timbó. Com o tema Lenda Urbana, o jeans veio com efeitos de lavação, aplicações e elastano.
Os ex-BBBs Diego Alemão e Jaqueline Khury desfilaram pela paranaense Osmoze, grife convidada que abriu a última sessão de desfiles, no sábado. Com a coleção Time to Shine, a marca apostou em peças slim.
Com o ator global Kayky Brito na passarela, o tema da coleção da Gata Bakana foi o futurismo. A marca de Massaranduba chegou com muitos detalhes, marcando a cintura e peças em vinil.
Flávia Alessandra, a Alzira de “Duas Caras”, veio para o desfile Colcci, com sede em Brusque. Com uma edição de desfile similar à apresentada no Fashion Rio, o espírito da coleção era “uma volta ao mundo em um dia”. As peças-chave foram o vestido de origami ouro velho e a lavagem de jeans marmorizada.

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Como usar

in
• Jeans com preto: blusa, jaqueta e acessórios.
• Acessórios esportivos, como tênis, mocassins, sandálias e botas.
• Bainha sempre a máquina como original ou desfiada, se a moda pede.

out
• Jeans com acessórios sociais. Mulheres: sapatos de saltos finos e escarpins. Homens: sapatos sociais e meias finas.
• Jeans com bainha comprida demais, empapando em cima do sapato.
• Bainha larga dobrada para dentro, feita a mão, ou pior ainda – à base de fita crepe ou grampeador.



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