Estrelando: Joinville
Documentário que mostra
diferentes facetas da cidade estréia hoje no Teatro Juarez
Machado
Saburo Miyamoto, divulgação

A equipe filmou 16 horas de cenas de Joinville
Rodrigo Schwarz
Sob o céu de Joinville, não há apenas
chuva. A água que freqüentemente despenca na cidade
cai em cima do terceiro maior parque industrial da região
Sul, em mangues, em casas de enxaimel e de edifícios de
arquitetura moderna. Sob os guarda-chuvas, pessoas vindas de
todo o Brasil, que escolheram esse município fundado por
alemães e suíços para morar. Todas essas
peculiaridades foram registradas no documentário Sob
o Céu de Joinville, que estréia hoje no Teatro
Juarez Machado.
Harmonia
A trilha é fundamental ao documentário, já
que ele não possui diálogos ou locuções,
e precisa harmonizar com as imagens |
O
curta-metragem, produzido e dirigido por Rodrigo Falk Brum, retrata
24 horas da vida da cidade. Nos 15 minutos de filme, lapidados
de 16 horas de material bruto, os três períodos
do dia são retratados. Cada um deles manhã,
tarde e noite tem sua própria música. A
trilha, por sinal, é parte fundamental de Sob o
Céu de Joinville, que não possui locução
ou diálogos. A grande inspiração para
esse trabalho foram os filmes musicados por Phillip Glass, principalmente,
a trilogia Qatsi. São filmes com poucos ou
nenhum diálogo, cujas histórias são conduzidas
pelas músicas do Glass, conta Rodrigo.
O casamento de som e imagem em Sob o Céu de Joinville
é harmonioso. As notas foram encaixadas nas cenas com
precisão milimétrica. Segundo Rafael Zimath, que
trabalhou na trilha ao lado de Jean Douat e Jean Carlos Sabatovicz,
o processo de composição parecia uma equação
matemática. Depois da música pronta, às
vezes ela ficava um pouco curta. Para que nenhuma imagem ficasse
sem som, precisávamos acrescentar quatro ou cinco notas.
E isso sem que desmoronasse toda a composição,
explica o músico.
Recursos da música clássica, como o contraponto,
são visíveis também na tela. Rodrigo trabalhou
bastante com os contrastes da cidade, fazendo sua câmera
saltar dos encantos da zona rural para o parque industrial. Pelo
menos, as fachadas das fábricas. Não tivemos
permissão de entrar em nenhuma grande indústria
de Joinville. Acho que eles temiam que estivéssemos fazendo
espionagem industrial, brinca o cineasta. Em uma seqüência,
são mostradas casas de regiões pobres da cidade,
intercaladas por imagens de belas residências joinvilenses.
A intenção não foi fazer algo de cunho
político, só fomos fiéis ao que a cidade
é. Joinville é muito maior do que pensamos.
Sob o Céu de Joinville foi rodado com recursos
do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec).
Rodrigo afirma que ainda não há uma cena de cinema
em Joinville. É ainda um local árido em profissionais
do ramo. Quando falava para as pessoas que estava rodando
um documentário, todo mundo queria ajudar. Mas daí,
quando eu ligava informando que as filmagens começavam
às cinco da manhã, o pessoal dava o cano. As pessoas
não sabem que cinema é um trabalho duro, que exige
técnica e estudo.
Desertores à parte, Rodrigo conseguiu reunir uma equipe
competente. Roger Santos ficou a cargo da edição,
finalização e câmera, e Julio May foi responsável
pela outra câmera e pela produção de locação.
Os três foram acompanhados pelo fotógrafo Saburo
Miyamoto, que registrou os passos da equipe. As fotos do making
of do filme estarão expostas hoje no Teatro Juarez Machado.
Como contrapartida social, os cineastas doarão 500 cópias
de "Sob o Céu de Joinville" a escolas públicas
e privadas da cidade.
rodrigo.schwarz@an.com.br
O quê: Estréia do documentário Sob
O Céu de Joinville. Quando: Hoje, às 19h30.
Onde: Teatro Juarez Machado, Avenida José Vieira, 315,
Joinville. Quanto: A entrada é gratuita, mas é
preciso reservar lugares pelo telefone (47)3028-5850.
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Trilha sonora relembrou antiga
parceria
Mesmo sendo um documentário sobre Joinville, o público
não irá encontrar nenhuma referência à
barca Colon, que trouxe os colonizadores da cidade. Ninguém
irá também ouvir em Sob o Céu de Joinville
expressões típicas do município (como uh,
seu tanso! ou meu Senhor!). A intenção
do produtor Rodrigo Falk Brum era encapsular as melhores
e piores imagens de Joinville e deixar que a trilha sonora
contasse uma história.
Para isso, foi reativada uma parceria de longa data. Rodrigo
e o guitarrista Rafael Zimath, um dos responsáveis pela
trilha sonora do curta, tocavam juntos na extinta banda Butt
Spencer. O grupo foi popular em Joinville, em meados dos anos
90, com sua mistura de hardcore com ska. No processo de composição
das músicas, Rodrigo participou apenas sugerindo climas
e andamentos, deixando a parte criativa para Rafael, Jean Douat
e Jean Carlos Sabatovicz. Ele sugeriu algo na linha do
Phillip Glass. Mas ouvi as trilhas dele e não gostei (risos).
Sou fã mesmo é do Enio Morricone, diz Rafael.
Segundo o guitarrista Jean Douat, que toca junto com Rafael na
banda Alva, a parte mais difícil foi a escolha dos instrumentos
para cada parte das composições, e o que deixar
de fora dos mais de 120 canais registrados. O instrumentista
ressalta a importância do músico e professor Jean
Sabatovicz na gravação da trilha. Ele foi
o responsável por encorpar os temas, criando diferentes
harmonias e cadências. Um excelente professor, por qualquer
prisma que se olhe, elogia Jean. Também participaram
da produção Gabriel Vieira (violino e violoncelo),
Thiago Luis Pereira (bateria) e Adriano Duarte Camilo Junior
(trompete e tuba).
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Crônica
rubensdacunha@hotmail.com
Rubens da Cunha, escritor
Redoma invisível
Caçando meus assuntos semanais, percebi que há
invisível redoma que está protegendo muitas pessoas.
Redoma musical. Antes eram poucos, um ou outro que se adentrava
na redoma. Agora são muitos. Enfiam os fones nos ouvidos
e permanecem alheios a tudo. A popularização desses
radinhos modernos está trazendo à tona
uma geração de solitários. Reza a lenda
que já existem festas em que cada um leva a sua música
e fica ouvindo individualmente. Mas isso parece ser lá
pros lados da Europa, aqui no baixo trópico, a música
é parte de nossa identidade coletiva, é um dos
nossos elos de ligação e sustentação
de nossa identidade. Por isso, acho tão estranho muitos
se esconderem dos olhares, dos contatos, da possibilidade de
conhecer gente nova, atrás dos fones de ouvido.
Talvez seja exagero de alguém que não consegue
ouvir música com algo enfiado orelha adentro; talvez seja
o cronista redimensionando um ato simples que é o de caminhar,
ou andar de ônibus ouvindo música, em algo possível
para uma reflexão em seu espaço no jornal. Talvez,
seja meu olhar deturpando um movimento natural da vida. Porém,
o que percebi nos últimos dias e o que mais me angustiou,
não foi a proliferação das pessoas que estão
ouvindo música em seus simpáticos aparelhinhos,
mas sim a postura que tomam enquanto ouvem a música.
Sentei no último banco de um ônibus circular (Sim!
Ainda e sempre o melhor lugar para ver o que está acontecendo
no mundo) e passei a observar a postura dos ouvintes. Diferentemente
da literatura, a música sempre me pareceu uma arte propícia
ao plural, algo que vai do ato quase romântico de se ouvir
uma música junto com alguém, até as grandes
festas carnavalescas.
Só que os ouvintes modernos se fecham em redomas, é
como se estivessem lendo a música e não ouvindo-a.
Ficam presos ao mundo que sai dos fones. Nada mais lhes interessa,
nada mais lhes chama a atenção. Ficam quase que
estáticos, hipnotizados, devidamente protegidos pela música.
O olhar se perde, se distancia. Há uma desconexão.
Fico com vontade de saber o que vê alguém que não
consegue tirar o fone de ouvido.
Ora, dirão, mas é possível ver as coisas
ouvindo outras! Possível é, mas não foi
o que eu percebi nos meus analisados, todos alheavam-se completamente,
todos pareciam estar hermeticamente fechados não só
ao que a cidade tem para ser visto, como também para aquilo
que merece ser ouvido. Nem tudo é poluição
sonora, nem tudo degrada os ouvidos. Há sempre um pedaço
de conversa, um canto de pássaro, um vento diferente produzindo
poesia sonora aos atentos.
No entanto, muitos estão limitados aos sons que saem dos
fones de ouvido. Por maior que seja a quantidade de música
que possa ser colocada dentro do aparelho, ainda não se
compara à inusitada música urbana, infelizmente,
dia a dia rejeitada por muitos, presos que estão em suas
redomas invisíveis.
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Múltiplas
Lançamento
Mostras na Casa Lindolf Bell
Inaugura hoje, às 19 horas, na Casa Lindolf Bell, em
Timbó, as exposições Água
Transparência e Cor, coleção de obras
em óleo sobre tela de Teresa Cristina A. Zimmermann, e
Tempo, instalação de Adonis Deus e
Ornella Jacobsen, que foi selecionada para o 8o Salão
Elke Hering. A visitação vai até 1o de abril,
de segunda a sexta, das 8 às 11h30 e das 13h30 às
17h30, e aos sábados, das 14 às 18 horas. A noite
também conta com pré-lançamento do livro
Terceiro Apito, coletânea de contos de Fátima
Venutti, e sessão de autógrafos do livro Ame
suas Rugas, de Rosane Magaly Martins. A entrada é
gratuita.
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Naïf
"A Casa de Tercília"
na Capital
O Museu Hassis, em Florianópolis, apresenta hoje, às
19h30, "A Casa de Tercília", mostra de arte
naïf que recria os espaços de vivência da artista.
Com linha, retalhos de tecidos coloridos e uma boa dose de talento,
Tercília costura e reconstrói a sua história.
Após a abertura, a artista e o curador da mostra, Fernando
Lindote, recebem o público na sala Vento Sul para um bate-papo
sobre arte. Na sexta-feira, das 9 às 12 horas e das 14
às 17 horas, Lindote coordenada a oficina "Experimentação
com Artes". A programação do Museu Hassis
prevê, ainda, contação de histórias
e oficinas. As visitas poderão ser agendadas pelo telefone
(48) 3248-7370. O museu fica na rua Luiz da Costa Freysleben,
86, Itaguaçu.
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Dia de Nouvelle Vague
Cineclube de Jaraguá
do Sul exibe hoje O Desprezo, do diretor francês
Jean-Luc Godard e com Brigitte Bardot
Fotos Divulgação

No filme, Brigitte Bardot é uma datilógrafa
casada com um roteirista em crise
Depois de Acossado, filme que inaugurou a Nouvelle
Vaugue em 1960, Jean-Luc Godard, com seu ar blasè, disse
em Cannes que preferia que o filme não fosse tão
bem recebido, já que se sentia mais motivado se as pessoas
fossem contra ele. Contradições à parte,
O Desprezo, filme de 1964 do diretor francês
e exibido hoje, às 19h30, no Cineclube de Jaraguá,
também é um dos longas mais bem aceitos de Godard
um diretor mais conhecido por ser odiado do que amado.
Esta é a primeira sessão do ano do cineclube, fundado
em novembro do ano passado com a exibição de Veludo
Azul, de David Lynch. A sessão de hoje ocorre na
sala multimídia do Centro Cultural de Jaraguá do
Sul (Scar), e o grupo é um dos poucos do País a
não cobrar nada dos associados, bastando comparecer nas
sessões e ocupar uma cadeira.
Adaptação
"O Desprezo" é baseado em livro de Alberto Moravia
e conta com a presença de Brigitte Bardot no elenco |
O
Desprezo, além de partir de um bom texto do italiano
Alberto Moravia, tem a presença fulgurante de Brigitte
Bardot, já uma estrela depois de E Deus Criou a
Mulher, de 1956. O filme de Godard também faz questão
de exibir as curvas da francesa, e, inclusive, o derrière,
em cena que, para muitos, já virou cult. No filme, o ator
Michel Piccoli é Paul Javal, um roteirista que vai para
Roma trabalhar numa adaptação de A Odisséia,
que Fritz Lang (que faz papel dele mesmo) está rodando
na cidade. Paul é casado com a bela Camille, vivida por
Brigitte, e se arde de ciúmes quando ela aceita uma carona
do produtor do filme (Jack Palance), mas, ao mesmo tempo, praticamente
a oferece como moeda de troca por uma ajuda em sua adaptação.
Desejo e desprezo e uma relação que sangra a conta-gotas
se misturam sob a ótica inflamada de Godard.
Moravia foi casado com a também escritora Elsa Morante,
que acabou trocando-o pelo cineasta Luchino Visconti, um homossexual
assumido. Dizem que o episódio infeliz foi o responsável
pela criação da obra-prima, uma resposta à
altura, e, no enredo, uma vingança que não poderia
ser executada na vida real. A tarefa de transpor um texto de
Moravia ao cinema não foi das mais fáceis: a narrativa
de Moravia, mais reflexiva, não sugeria takes objetivos
ao discorrer sobre sentimentos como tédio, paixão
e rejeição. Porém, Godard se saiu bem, principalmente
fazendo o uso abusivo da trilha sonora a ponto dela, às
vezes, se sobrepor aos diálogos. O Desprezo
é um dos poucos filmes lineares filmados por Godard e
defende muito bem a obra literária.
Logo após a sessão, os curadores Carlos Henrique
Schroeder e Gilmar Moretti comandam um debate sobre o filme.
Além de mesclar clássicos com as tendências
do cinema contemporâneo, para oferecer um panorama, o Cineclube
é um palco de idéias, um lugar de encontro e sobretudo,
uma irmandade, afirma Schroeder. Vamos seguir com
um filme por mês, de março até novembro,
com o melhor do cinema de arte, finaliza Moretti.
O quê: Exibição de O Desprezo
(Drama, 102 minutos, 1963), de Jean-Luc Godard. Quando: Hoje,
às 19h30. Onde: sala multimídia do Centro Cultural
de Jaraguá do Sul (SCAR), rua Jorge Czerniewicz, 160,
bairro Czerniewicz. Quanto: entrada gratuita. Mais informações
pelo e-mail cineclube@designeditora.com.br ou pelo telefone (47)
3372 3778.
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Arte contemporÂnea
A solidão que cabe em todos
nós
Rodrigo Cunha abre hoje exposição
Temas para uma Realidade
Florianópolis
Temas para uma Realidade é o título
da mostra que o artista plástico Rodrigo Cunha apresenta,
a partir de hoje, no Espaço Fernando Beck da Fundação
Cultural Badesc, em Florianópolis. Rodrigo expõe
o indivíduo solitário no contexto daquilo que convencionamos
chamar de pós-modernidade. Nesta exposição,
o artista exibe 14 telas na técnica pintura à óleo.
Ele pinta homens e mulheres sozinhos, de olhares perplexos, ora
sentados em algum sofá no canto da casa, ou em pé,
na sala, isolados em si. São figuras solitárias
pertinentes a nossa época, analisa o artista.
O crítico e também artista, João Otávio
Neves Filho, o Janga, aponta a obra de Rodrigo Cunha como paradoxal,
porque expressa o vazio que nos desvela a verdadeira beleza
imperturbada e despida de alma e matéria". "E
é justamente ao dar ao vazio uma expressão artística
que Rodrigo Cunha penetra no âmago mesmo do dilema do homem
contemporâneo, permitindo ao espectador refletir e participar
desta tensa e enigmática atmosfera que alimenta a própria
essência de sua criação.
Ele acredita no trabalho da técnica, no estudo da história
da arte, ou seja, no que leva aos resultados. E,
no seu caso, é a precisão poética definida
entre os diversos fatores da linguagem pictórica, como
a mão, o traço, a intenção, a tela,
as tintas e os pincéis.
Rodrigo Cunha faz parte da nova geração de artistas
formados pela Udesc, e já ganhou prêmios e reconhecimento
nacional. Com o trabalho de pintura, foi um dos 143 jovens artistas
de todo Brasil selecionados para o Rumos Itaú Cultural
em 2005-2006. Participou de várias coletivas e sua mais
recente individual foi a exposição Amantes,
em 2005.
Para o calendário de 2008 do Espaço Fernando Beck,
na Fundação Cultural Badesc, foram selecionados,
por meio de uma comissão de críticos de arte, cinco
diferentes propostas de artistas plásticos.
O quê: Temas para a Realidade, de rodrigo cunha.
Quando: vernissage hoje, às 19 horas, visitação
de amanhã até 23 de maio, de segunda a sexta-feira,
das 8 às 18 horas. Onde: Fundação Cultural
Badesc, Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, florianópolis.
Quanto: entrada Gratuita.
Segunda-feira
Mulher |
Terça-feira
Literatura |
Quarta-feira
Turismo |
Quinta-feira
Música |
Sexta-feira
Fim de semana |
Sábado
Gastronomia e DVD |
Cidade-luz para a criançada
Paris, tão perfeita
para os amantes, também guarda surpresas para os pequenos
fotos divulgação

Parque Astérix, inspirado no famoso herói gaulês,
tem seis áreas distintas com atrações e
shows para todas as idades
Paris, França
Os jardins de Versailles são mesmo encantadores. Seja
para a adolescente Maria Antonieta, que foi morar lá no
século 18 para se tornar rainha da França, ou para
um menino brasileiro que acaba de completar quatro anos. Daniel
se apaixonou pelo passeio de barco nos lagos de Versailles em
setembro, em sua primeira visita a Paris, com os pais. A mãe,
a professora Lilian Sampaio, de 41 anos, já conhecia a
cidade e quis voltar com o pimpolho por considerá-la um
ótimo destino para crianças.
Juntos
Nem é preciso deixar de lado os principais pontos turísticos
da cidade para visitar as atrações destinadas ao
público infantil |
Sim,
pode acreditar. A Paris dos casais, aclamada como um dos endereços
mais românticos do mundo, também pode divertir quem
ainda não tem idade para explorar sozinho suas ruas, pontes,
praças e monumentos. Com os devidos ajustes no roteiro,
há muito o que fazer por lá com os pequenos. E
nem é necessário deixar de lado a visita aos pontos
turísticos famosos, como percebeu a mãe de Daniel.
Ele também adorou subir a Torre Eiffel, conta.
A administradora de empresas Anna Chaia, de 38 anos, gostou tanto
de (re)conhecer a capital francesa na companhia do filho Lucas,
de cinco anos, que se inspirou na experiência para criar
a coleção Ciranda do Mundo. São
guias de viagem com dicas de programas para a família.
O primeiro volume, Paris Com as Crianças,
tem 50 atrações, das quais o palácio onde
viveu Maria Antonieta é justamente a primeira. No
castelo, pais e filhos têm a sensação de
estar em um conto de fadas, diz Anna no livro. Ela considera
imperdíveis a Galeria dos Espelhos e o quarto do casal
real, com móveis originais.
Selecionamos outros cinco passeios (leia abaixo). Além
de apaixonantes para as crianças, eles são novidade
para vários papais e mamães. Aproveite as dicas
para montar um roteiro nada convencional pela cidade.
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Passeio divertido
CIDADE DAS CRIANÇAS
Fica dentro da Cidade das Ciências e da Indústria,
instituição dedicada ao desenvolvimento científico.
Há duas alas, uma para quem tem entre três e cinco
anos e a outra para crianças de seis a 12 anos Os pequenos
visitam oito ilhas temáticas que privilegiam as brincadeiras
interativas. Para os maiorzinhos, o foco é o raciocínio.
Ingressos a partir de seis euros (R$ 15,50).
www.cite-sciences.fr.
PARQUE ASTÉRIX
O personagem, um gaulês criado por um cartunista belga
e outro francês em 1959, é a inspiração
do parque. São seis áreas (Vila Gaulesa, Roma Antiga,
Grécia Antiga, Idade Média, Século 17 e
Tempos Modernos) com atrações e shows temáticos
para todas as idades. Fica a cerca de 30 quilômetros de
Paris e há acesso por trem. Entradas a partir de 25 euros
(cerca de R$ 64,50).
www.parcasterix.fr.
CRUZEIRO ENCANTADO
Os pais ficam lá no fundo do barco e as crianças,
nos primeiros bancos, bem perto dos guias do passeio, os gnomos
Lila e Philou. Durante uma hora de navegação pelo
rio Sena, eles mostram monumentos e prédios históricos
nas margens por meio de canções e gestos
e a criança entende tudo, mesmo sem saber falar francês.
Entradas a dez euros (cerca de R$ 26,00).
www.bateauxparisiens.com.
MÉNAGERIE
Este pequeno e charmoso zoológico é o mais antigo
de Paris, criado em 1794 dentro do Jardin des Plantes. Lá,
as crianças ficarão encantadas com a chance de
chegar bem perto de animais como cangurus e ovelhas, graças
às cercas baixas. Há também uma creperia.
Ingressos a partir de dez euros (cerca de R$ 26,00).
www.mnhn.fr.
PARQUE ANDRÉ CITRÖEN
Não há quem resista ao passeio de balão.
Durante 15 minutos, ele sobe a 150 metros e possibilita uma vista
deslumbrante de Paris e do rio Sena, ao lado. Os jardins têm
alas de vegetação em tons de ouro, prata, vermelho,
laranja... No verão, 120 jatos dágua brotam
do chão. Não esqueça de levar roupa de banho
e toalhas. Ingressos por a partir de seis euros (R$ 15,50).
www.v1.paris.fr/en/Visiting/gardens/parc_andre_citroen.asp.
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Roteiro básico na capital
francesa
São Paulo
Paris tem lugar cativo no imaginário dos brasileiros
quando se fala em escolher um destino internacional. Um dos melhores
passeios é caminhar sem rumo de uma a outra margem do
rio Sena, posando para fotos nas famosas Pontes Neuf ou Alexandre
3o e entrando em museus, igrejas e outros monumentos.
Subir a Torre Eiffel deve vir na seqüência. A estrutura
de 324 metros de altura está entre os cartões-postais
mais visitados do globo: desde 1889, quando foi inaugurada, 230
milhões de pessoas passaram por lá. Vale a pena
tomar o elevador até o segundo andar, com vista impagável.
Paris é uma capital cultural, que se apresenta principalmente
entre as 35 mil obras do Louvre. Antiga morada da realeza, o
museu reúne o melhor da arte ocidental desde os tempos
medievais. Lá estão Monalisa, de Leonardo
da Vinci, e a Vênus de Milo, além de
relíquias de Caravaggio, Botticelli e Velásquez.
O Museu dOrsay, instalado em uma antiga estação
de trem, é outro clássico, com obras de Rodin,
Manet, Gauguin e Delacroix. Prefere arte moderna? Siga para o
Centro Pompidou, onde você verá Picasso e Miró.
As igrejas também são atrações básicas.
Quem não entrar na Sacré-Coeur, em Montmartre,
ou na Notre-Dame, na Île de la Cité, não
pode dizer que conheceu Paris.
Os bairros Quartier Latin e Saint-Germain-des-Près têm
lojas descoladas, livrarias e cafés. Para versões
mais refinadas, o lugar é a Champs-Elysées. Por
falar em cafés, gaste algumas horas na Nespresso, a maior
loja de café expresso no mundo. Dá para degustar
os produtos e aprender receitas.
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Vai à Itália? Não
esqueça de visitar Verona
Verona
Verona não muda. E é justamente isso que a faz
tão atraente. Parada obrigatória para quem vai
à Itália, exibe uma fascinante mistura entre o
moderno e o antigo. Ruas de pedra, repletas de história,
e construções milenares preservadas vibram com
o frenético movimento de turistas de todo o mundo, que
além de visitar seus monumentos, a invadem o local em
busca de produtos de grifes famosas.
A melhor maneira de chegar à comuna cortada pelo rio Ádige,
na região do Vêneto (Norte do país), é
de trem, a partir de Milão. Saindo da estação
central em direção à Verona Porta Nova,
paga-se cerca de 28 euros, caso a opção seja por
uma poltrona na primeira classe, ou 18 euros, se a escolha for
pela segunda. O percurso é rápido e agradável,
pontuado por plantações e paisagens bucólicas.
Para explorá-la, o melhor é caminhar. Verona é
repleta de bares, cafés e restaurantes. Uma refeição
com entrada, prato principal, água, uma taça de
vinho e café custa, em média, 20 euros. Em dois
dias, é possível conhecer os principais pontos
turísticos. A maior parte deles, como a Arena (século
1º), o Castelvecchio (século 14), a Piazza del Erbe
e a Casa de Giulietta (século 18) ficam bem próximos.
O turista pode adquirir um bilhete que dá direito a visitar
igrejas, museus e monumentos por oito euros para um dia e 12
euros para três dias. Veja abaixo as melhores atrações:
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Terra de história
CASA DE JULIETA
Verona ficou conhecida também por ser um dos lugares retratados
por William Shakespeare no célebre Romeu e Julieta.
Na Via Capello está a vila onde, de acordo com a peça,
morava a amada de Romeu. Do lado de fora da casa, que pode ser
visitada (3,10 euros), Julieta foi imortalizada em bronze. Segundo
a lenda, quem tocar nos seios da estátua terá sorte
no amor.
CASTELVECCHIO
O complexo, que inclui uma ponte sobre o rio Ádige, um
museu e uma biblioteca, foi construído por Cangrande 2o
e restaurado em 1964. No acervo, destaque para a pintura de Jesus
Cristo, feita com ouro, além de armas, jóias e
armaduras medievais. Ingresso a 3,10 euros.
PIAZZA DEI SIGNORI
Cercada de cafés com mesinhas na rua, a praça abriga
a Basílica di Andrea Palladio, as escavações
arqueológicas do Palácio Scaligeri e a imponente
Torre dei Lamberti.
ARENA
O anfiteatro, na Piazza Bra, é o segundo maior do mundo
em capacidade perde apenas para o Coliseu, de Roma. Concluído
em 30 d.C., foi palco de lutas entre gladiadores e hoje recebe
apresentações de ópera e rock.
PONTES SOBRE O ÁDIGE
De onde quer que se olhe, avistam-se as inúmeras pontes
que ligam os dois lados da cidade. Além da Castelvecchio,
a Della Vittoria Garibaldi e Pietra estão entre as mais
belas
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Clique aqui
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100% Denim
Marcas catarinenses mostram
diferentes versões para o jeans
Um zíper, dois bolsos atrás e costuras à
mostra bastam para fazer uma calça jeans. Certo? Errado.
Os novos modelos vêm mais acinturados, com texturas e lavagens
diferenciadas. Seja mais soltinho para os desleixados ou acompanhando
o formato do corpo para os preocupados em impressionar, não
há como negar que o jeans, antes criado para ser roupa
de trabalho para os mineiros, agora é artigo de luxo nas
passarelas e vitrines. E algumas empresas catarinenses têm
sido referência neste tipo de criação.
No finzinho da semana passada, o SC Mostra Moda Jeans, em Balneário
Camboriú, fez as honras da casa para o tradicionalíssimo
modelo de Levi-Strauss. O protagonista que reina entre homens
e mulheres há 158 anos apareceu de toda forma.
O ator e modelo Rodrigo Hilbert abriu a terceira noite do evento,
servindo de recheio para os looks da Índigo, de Criciúma.
O Ronildo de Duas Caras, nascido em Orleans, fez
três aparições, mostrando modelitos com diferentes
lavações sem esquecer de conceder o merececido
espaço para o jeans bruto.
A Kaekós, de Brusque, veio com cores vibrantes, trazendo
o metalizado para roubar a cena. Tudo em forma de pantalonas,
calças skinny e macacões. Outra marca brusquense,
a Tharog, apresentou desfiles com gueixas. As peças criadas
pela estilista Lucimara Knihs eram leituras do ritual do chá,
tradicional no Japão. A marca ainda mostrou modelitos
luxuosos, com cristais Swarovski.
O ator Malvino Salvador entrou na passarela para a Manobra Radical,
de Timbó. Com o tema Lenda Urbana, o jeans veio com efeitos
de lavação, aplicações e elastano.
Os ex-BBBs Diego Alemão e Jaqueline Khury desfilaram pela
paranaense Osmoze, grife convidada que abriu a última
sessão de desfiles, no sábado. Com a coleção
Time to Shine, a marca apostou em peças slim.
Com o ator global Kayky Brito na passarela, o tema da coleção
da Gata Bakana foi o futurismo. A marca de Massaranduba chegou
com muitos detalhes, marcando a cintura e peças em vinil.
Flávia Alessandra, a Alzira de Duas Caras,
veio para o desfile Colcci, com sede em Brusque. Com uma edição
de desfile similar à apresentada no Fashion Rio, o espírito
da coleção era uma volta ao mundo em um dia.
As peças-chave foram o vestido de origami ouro velho e
a lavagem de jeans marmorizada.
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Como usar
in
Jeans com preto: blusa, jaqueta e acessórios.
Acessórios esportivos, como tênis, mocassins,
sandálias e botas.
Bainha sempre a máquina como original ou desfiada,
se a moda pede.
out
Jeans com acessórios sociais. Mulheres: sapatos
de saltos finos e escarpins. Homens: sapatos sociais e meias
finas.
Jeans com bainha comprida demais, empapando em cima do
sapato.
Bainha larga dobrada para dentro, feita a mão,
ou pior ainda à base de fita crepe ou grampeador. |