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Joinville Domingo, 09 de dezembro de 2007 Santa Catarina - Brasil

Anexo D Domingo Carolina Mar Pereira/Genara Rigotti
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PERFIL

Capítulo de estréia

Jessé Giotti

Em Joinville no dia do seu aniversário, Francisco Cuoco relembra os 40 anos de carreira

Francisco Cuoco não passa despercebido mesmo quando está fora da telinha. Aos 74 anos, e com os cabelos bem branquinhos, não são só as senhoras que se amontoam para conseguir uma foto ou um autógrafo. Mulheres e adolescentes também disputam alguns momentos ao lado do ator. O eterno galã esteve em Joinville no dia 29, data de seu aniversário, e conversou com a reportagem de A Notícia.
A forma maciça com que as novelas chegam ao público garantem a Cuoco fama não só no Brasil, mas também no exterior. Logo que conseguiu sair da confusão de flashes à sua volta, Cuoco disse: “Conquisto as pessoas que relacionam as emoções que sentiram vendo TV com a vida”.
Como um ator que não dispensa o carinho dos fãs, acredita que todo o tipo de assédio é reflexo do caminho trilhado. Com mais de 40 anos de carreira, Cuoco tem no currículo novelas como a primeira versão de “Selva de Pedra” (1972), participação em seriados, como “A Justiceira” (1997), e minisséries como “Amazônia”, deste ano. Com tanta experiência nas telas, acaba comparando as produções daqui com as feitas fora do Brasil. “Vejo as produções de fora e fica claro que lá a realidade é outra e o volume de investimento é muito maior.”
Mesmo com atuações quase anuais para a TV, uma das grandes paixões de Cuoco é o teatro. “A Escola de Arte Dramática – onde teve as primeiras aulas de teatro – preparava para o palco. O teatro é maravilhoso, mas é muito árduo, porque não sobrevive dele mesmo”, opina. E foi por causa de algumas dessas dificuldades do teatro que Cuoco aprendeu que não adianta fazer somente o que ama. “Senão, ficamos limitados, o que não é bom.”
Ele relembra com um leve ar de saudade o começo da exibição de novelas na TV. Mas confessa que prefere as gravações recentes, que considera mais “limpas e cuidadas”. Tanto que as novelas e as minisséries são grandes paixões do ator. “Nas minisséries, há uma pesquisa e busca pela qualidade impressionantes. Já nas novelas, a síntese é maior, com personagens marcados e grandes viradas, que mostram o lado complexo do ser humano.”
Cuoco não se cansa de tanto trabalho e diz que, hoje, um ator pode estar em uma novela com mais tranqüilidade. “Antes, as produções tinham menos personagens e um protagonista. Agora, em alguns casos, há 50 personagens mais diluídos e vários protagonistas e, por isso, é tudo mais fácil.”
Nos dias de hoje, ele enxerga as produções mais abertas e reguladas de acordo com os índices do Ibope. “É claro que um diretor fica mais algemado por isso, com a necessidade de mínimo de Ibope e de retorno comercial, mas é preciso ir se adaptando.”
A próxima aparição de Cuoco na TV será no especial de fim de ano “Casos e Acasos”, que vai ao ar em dezembro – com data ainda não divulgada. Com uma participação meteórica, ele fará apenas uma cena, em que interpreta um alto executivo que precisa demitir funcionários de sua empresa. O programa traz três histórias que se cruzam e pode entrar para a programação se for bem recebido pelo público. Para o ano que vem, o ator ainda está sem projetos definidos, mas a vontade de atuar não o deixará que fique por muito tempo longe da TV, aquela que lhe proporcionou tanto conhecimento.

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