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Repasse ao Hospital Jaraguá
está atrasado
Diretor recorre
a bancos para pagar salários dos médicos plantonistas
Carolina Carradore
"Se continuar assim, temo pela suspensão do plantão
no hospital". A afirmação é do administrador
do Hospital e Maternidade Jaraguá, Hilário Dallmann,
em relação aos dois meses de atraso por parte da
prefeitura do repasse de verba do convênio firmado entre
a administração municipal e a instituição.
O atraso da verba, calculado em R$ 244 mil, obrigou o administrador
a apelar para empréstimo bancário para pode pagar
o salário dos médicos plantonistas.
Hilário pretende manter o plantão, mas adianta
que se a dívida não for quitada em breve, teme
em não poder mais arcar com as despesas do plantão
e consenquentemente, prevê a suspensão dos atendimentos
dos plantões. "Se não pagarmos os médicos,
eles suspendem os atendimentos. Nossa situação
está a crítica, pois estamos fazendo de tudo para
manter um bom atedimento à população",
lamenta.
O convênio envolvendo a prefeitura e o Hospital Jaraguá,
foi firmado em 1999 e prevê o pagamento por parte da administração
municipal do plantão obstétrico, pediátrico
e plantão da UTI neonatal e infantil. Em 2002, o valor
do repasse aumentou com a implantação do plantão
pediátrico 24 horas que até então funcionava
feriados e finais de semana. Conforme o administrador, a partir
de 2005 o repasse do recurso passou de R$ 111 mil para R$ 122
mil. A prefeitura passou a atrasar o convênio em julho
do ano passado e começou 2007 com dois meses em atraso,
totalizando uma dívida de R$ 244mil. A verba é
destinada ao pagamento dos 25 médicos plantonistas do
hospital. O fluxo de atendimento no plantão ultrapassa
a seis mil atendimentos por mês.
O secretário municipal da Fazenda, Alexandre Alves, informou
que todo mês um repasse é realizado para o hospital,
porém não há previsão de quando a
prefeitura poderá saldar a dívida com a instituição.
O motivo do atraso, justificado pelo secretário, é
a diminuição da arrecadação do ICMS.
A prefeitura enfrenta hoje uma dívida de R$ 4 milhões.
Além do atraso do convênio da prefeitura, a situação
no Hospital Jaraguá piora com a diminuição
de internação nos meses de dezembro e janeiro.
De acordo com o administrador, Hilário Dallmann, o hospital
possui uma receita de R$ 800mil. De janeiro a novembro, cerca
de 900 internações foram realizadas. Desde dezembro,
o número diminuiu para 500. Das internações,
60% são realizadas pelo Sistema Único de Saúde
(SUS) e o reajuste das Autorizações de Internações
Hospitalares (AIHs) não ocorre há seis anos. Cada
internação é avaliada em R$ 100,00 e apenas
R$ 60,00 fica para o hospital. "Fechamos o ano com um prejuízo
de R$ 400mil. Estamos muito preocupados com a situação",
ressalta o administrador.
carolina.carradore@an.com.br
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Convênio do trânsito
será debatido
Na sexta-feira, representantes da prefeitura, polícias
civil e militar vão participar de uma nova reunião
para se tentar um acordo antes mesmo do parecer final do Tribunal
de Contas do Estado (TCE) em relação ao relatório
apresentado pela PM de defasagem das prováveis deficiências
causadas pelos descontos do repasse por parte da prefeitura do
convênio de trânsito.
Segundo o comandante do 14º Batalhão da Polícia
Militar de Jaraguá do Sul, coronel Ricardo Alcebíades
Broering, desde o início da administração
atual, a prefeitura vem repassando o valor com descontos consideráveis.
A polêmica maior ocorreu após a secretaria municipal
de Urbanismo comunicar através de uma correspondência
a suspensão total do repasse do mês de janeiro referente
ao mês de dezembro.
Decisão
O secretário da Fazenda, Alexandre Alves, afirma que
a prefeitura poderá voltar atrás da decisão
após ter em mãos o resultado do levantamento. "Se
sobrar recurso, poderemos não atrasar o repasse",
enfatiza. A prefeitura corre o risco também de ter que
ressarcir os descontos feitos na distribuição da
verba para a PC e PM, caso o TCE definir que houve irregularidade
na forma de utilização do recurso.
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Festival de Música abre
temporada cultural na Scar
Mais de mil professores
consagrados e alunos do Brasil e de outros países movimentam
Jaraguá do Sul a partir do dia 14, no 2º Femusc
Sônia Pillon
Musicistas consagrados no Brasil e no exterior devem aportar
em Jaraguá do Sul de 14 a 23 deste mês, com a realização
da segunda edição do Festival de Música
de Santa Catarina (Femusc), na Sociedade Cultura Artística
(Scar), abrindo com chave de ouro a temporada cultural do Estado.
Está confirmada a inscrição de 900 músicos.
A expectativa dos organizadores é alcançar 1.100
participantes em várias categorias, que incluem cursos,
audições e apresentações em teatros
e espaços alternativos. Um dos destaques é a formação
de um grande coral e de orquestras que se apresentarão
em concertos especiais. O lançamento oficial será
às 10 horas de hoje, no Centro Cultural da Sociedade Cultura
Artística (Scar).
O evento é iniciativa do Instituto Festival de Música,
com o apoio do governo do Estado, por meio da Lei Estadual de
Incentivo à Cultura, Jaraguá Convention & Visitors
Bureau e Prefeitura de Jaraguá do Sul.
A direção artística é do oboísta-maestro
ganhador do Grammy de 2002, Alex Klein, que há muitos
anos dirige festivais de música dentro e fora do Brasil.
A programação movimenta a região Norte do
Estado, principalmente os setores de hotelaria, comércio
e serviços.
Segundo o responsável para os assuntos da Rede Hoteleira,
Hospedagem e Mídia ligada ao Convention Bureau & Visitors
de Jaraguá do Sul, Fenício Pires Júnior,
dos 750 apartamentos disponibilizados pela rede hoteleira da
cidade 150 já estão reservados para os participantes
internacionais. "Com essa atração, estamos
criando produto novo. É o maior evento de música
erudita no Brasil".
Fenício aalienta que as agências estão trabalhando
com pacotes para trazer o público no período, que
se deslocarão do litoral especialmente para assistir o
Femusc.
Grandes nomes da música nacional e internacional integram
a lista de professores do Femusc, como o violinista Chaim Taub,
célebre spalla da Filarmônica de Israel; o flautista
Michel Debost; os pianistas Ricardo Castro e Fany Solter; e dezenas
de outros professores do Brasil, Argentina, Uruguai, Alemanha,
Itália, França, Estados Unidos, Canadá,
Suíça, Inglaterra e Espanha.
sonia.pillon@an.com.br
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Grandes filarmônicas e estudos
Jaraguá do Sul receberá membros das orquestras
filarmônicas de Berlim, Israel e Buenos Aires; a Concertgebouw
Orkester, de Amsterdã; e as grandes orquestras de Cleveland,
Montreal, Munique, Londres, Nova York (Metropolitan Opera).
Dentre as atrações brasileiras estão a OSESP,
assim como professores da UFRJ, Eastman School of Music e a Juilliard
School (Nova York). Dentre as instituições nacionais
estão a UNB, OSESP, UFRJ, UFPR, UDESC, Orquestra de Câmara
de Blumenau, Camerata Antiqua de Curitiba e a Banda Sinfônica
de São Paulo.
O Femusc 2007 oferece classes em oito programas de estudo. Além
do programa Orquestral, aparecem também programas para
Bandas e Coral, assim como a Nova Orquestra Jovem, que desenvolve
uma nova orquestra durante o evento, seguindo as indicações
do Método Jaffé de Ensino Coletivo de Cordas.
Pelo Método Jaffé, 40 participantes sem conhecimento
instrumental e musical prévios farão seu primeiro
ensaio no primeiro dia do Femusc e apresentarão seu primeiro
concerto no dia do encerramento.
Outra atração do programa orquestral é a
inclusão de obras que serão apresentadas por cinco
orquestras, como a Sagração da Primavera, de Igor
Stravinsky; as Metamorfoses Sinfônicas de Paul Hindemith;
a abertura "Euryanthe" de Weber; o Concerto "Imperador"
de Beethoven e a Sinfonia número 2 de Gustav Mahler.
Aprendizagem
Participantes de nível profissional integrarão
da Orquestra de Professores e Alunos do Femusc, sob a direção
do diretor artístico Alex Klein, que, ao explicar o significado
de tal experiência para o jovem músico destaca:
"É difícil imaginar um ambiente mais propício
para o aprendizado da verdadeira arte orquestral do que um grupo
em que o spalla é também o spalla da Ópera
de Pittsburgh, onde o primeiro violista é o mais novo
integrante da Filarmônica de Berlin, o primeiro violoncelista
é também o solista de cello da Bayirischer Rundfunk,
o primeiro fagote exerce este cargo na Concertgebouw".
Também haverá um Programa de Estúdio de
Gravações, em que o professor encarregado será
Eric Arunas, engenheiro da rádio WFMT-Network Chicago,
uma das principais rádios de música clássica
nos Estados Unidos.
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Quarteto de cordas e solistas
A exemplo da primeira edição, o Femusc é
o único do gênero da América Latina a oferecer
Programa de Quartetos de Cordas, como acontece em países
da Europa e nos Estados Unidos. Limitado a no máximo quatro
Quartetos de Cordas, cada grupo recebe sua própria sala
de estudo climatizada, que é visitada regularmente por
professores durante o dia.
Participantes deste programa não integram as orquestras
do Femusc, e vão integrar uma pequena turnê de concertos,
gravar CD para promoção e receber instrução
de mestres da música de câmara internacional, como
o violista Richard Young (Vermeer Quartet), o cellista Watson
Clis (Trio Brasileiro) e os violinistas Daniel Guedes(UNB) e
José-Luis Garcia, ex-spalla da English Chamber Orchestra
e hoje professor do Conservatório Reyna-Sofia em Madrid.
Novidade de 2007 é o novo Programa de Solistas. No máximo
três participantes serão escolhidos, e receberão
aulas particulares além das master classes com professores
do festival. Solistas também gravarão CD para promoção,
tocarão recitais, receberão acomodação
individual em hotel, e não participarão em orquestras
a fim de se dedicarem integralmente ao estudo de seu instrumento.
Ao final do evento, um concurso decidirá qual dos três
será solista com orquestra no Femusc 2008.
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Loteamentos dão o ritmo
do crescimento
Firenze 1 e 2 já
está tomado por construções e o 3º
segue o padrão
Leonel Camasão
Uma comunidade cresce à velocidade espantosa no bairro
Chico de Paulo, em Jaraguá do Sul. É o conjunto
de loteamentos Firenze 1 e 2. O lugar, até há pouco
tempo ocupado por uma densa vegetação, hoje recebe
uma terceira área desmatada pronta para a construção
de mais casas, o Firenze 3. Apesar da localidade não possuir
asfalto, o número de moradores cresce consideravelmente
nos últimos dois anos.
A professora Gisele Marschner foi a primeira a construir uma
casa na rua Cabo João Alves, há dois anos e meio.
Ela, como a maioria dos moradores, não é natural
de Jaraguá. A maior parte dos moradores nasceu no Paraná.
Hoje, além da casa em construção em frente,
diversas outras moradias se colocam lado a lado por toda a rua.
Nascida em Canoinhas, Gisele e a família vieram para
Jaraguá em 1999. A professora, que dá aulas de
história, diz gostar muito do bairro, apesar de alguns
problemas. "O bairro é tranqüilo e seguro, muitos
policiais moram aqui no loteamento", conta. "Também
é bom para as crianças, tem escolas, creches e
o centro é perto", completa.
O bairro Chico de Paulo, onde os loteamentos foram planejados,
também possui unidades de saúde e as residências
dispõem de rede de água e esgoto. "Mas o
que falta é mais panificadoras e asfalto", lamenta
Gisele.
Ela não é a única a reclamar. Delvino Parizotto,
dono de uma loja de materiais de construção, aponta
exatamente os mesmo problemas: asfalto e padarias. "Quando
chove é aquela lama, quando esquenta, é pó."
Ele mora na cidade há 20 anos, mas veio do Paraná
e há sete meses está no Firenze.
O comércio do local é variado, desde mercados,
lojas de confecções e materiais de construção.
Este último, aliás, movimenta a economia do bairro:
é impossível olhar para o lado e não ver
uma casa com os tijolos aparentes.
Olhando do alto, brotam residências em obras, desde a demarcação
do terreno até o acabamento. "Em 20 anos de profissão,
é a primeira vez que venho trabalhar aqui", conta
o mestre de obras Elias Alves da Silva. Ele estava marcando um
terreno para construir uma casa de 60 metros quadrados. "As
vezes olhamos pela janela e nos surpreendemos com a paisagem",
conta a professora Gisele.
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Lotes são vendidos rapidamente
"O paraíso das lojas de material de construção",
como define Gisele Marschner, também é o paraíso
das corretoras imobiliárias. Quando ela comprou seu lote,
pagou R$ 18 mil. Hoje, com a procura crescente, os lotes estão
à venda por R$ 28 mil. "O pessoal aproveita o final
de ano, o décimo terceiro e a participação
nos lucros para investir na casa própria", esclarece
Gisele.
Os últimos lotes de uma área de 56 mil metros quadrados
estão sendo vendidos, mas há apenas terrenos de
esquina. A área foi dividida em 160 lotes de 350 metros
quadrados. Os que sobraram podem ser adquiridos em financiamento
direto com a imobiliária, em até 60 vezes.
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