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Joinville Sábado, 28 de julho de 2007 Santa Catarina - Brasil

Cidade - AN Jaraguá Walter Ogama
(47) 3275-9710
walter.ogama@an.com.br

Política

Os partidos daqui têm dono, diz Michels

Crise de ideologia deixa o eleitor sem saber quem é de esquerda e quem é de direita

“O poder é como o violino: toma-se com a esquerda e toca-se com a direita.” A frase, atribuída ao ex-presidente José Sarney, mostra a crise ideológica dos partidos e dos políticos do Brasil. Em Jaraguá do Sul não é diferente. Os grandes partidos, como PP, PMDB, PSDB, DEM e PT, perdem cada vez mais espaço para as siglas pequenas. Além da troca de cadeiras, que já é prática comum, lideranças do município acusam as grandes siglas de serem “personalistas”, ou seja, concentrarem as atividades e decisões em uma única pessoa. O resultado: falta de identificação ideológica e de projeto partidário.

Questão
“A ideologia dos partidos, quem cobra?”, pergunta vereador
O vereador Jurandir Michels (PV) afirma que os partidos em Jaraguá não só estão sem ideologia como eles são controlados por donos. “A imprensa cobra muito a ideologia do parlamentar que está no poder, mas e a ideologia dos partidos, quem cobra? A maior prova da falta de ideologia foram as eleições do ano passado: cada um pensou no seu e ninguém foi eleito”, esbraveja.
Além das questões ambientais, o PV tem como objetivo a descriminalização do uso de drogas e flexibilização do aborto. “Não discutimos essas questões em Jaraguá porque a estrutura do PV é pequena, precisamos de mais força antes de abrir estes debates”, afirma. Michels defende a reforma política e a fidelidade partidária para amenizar a situação.
Para o professor de ética do Centro Universitário de Jaraguá do Sul (Unerj), João Arnoldo Gascho, os políticos de hoje são guiados pelo interesse, pela autopromoção e pela projeção na imprensa. “Não se tem mais ideologia, os partidos viraram apenas abrigos temporários”, aponta. Gascho exemplifica sua opinião falando sobre as indicações de cargos. “Havendo ou não o nepotismo, sempre vai existir a proteção de indicar amigos em detrimento de indicar pessoas com competência”, afirma.

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A educação como prioridade

Para o presidente do PDT de Jaraguá do Sul, Ruy Lesmann, os partidos de esquerda estão com a imagem arranhada. “A impressão que dá é que a esquerda não está fazendo seu dever de casa, segue os mesmos padrões econômicos da direita”, diz. Lesmann proclama que sua sigla é a única que ainda não desistiu dos valores do socialismo. “Leonel Brizola morreu defendendo isso, para termos o caminho de uma sociedade mais justa.” De acordo com Lessmann, o principal serviço que o governo deve oferecer é a educação.

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Esporte

Bronze no mundial tem apoio de craque

Sem patrocínio, Ricardo Pereira contou com ajuda de Falcão para lutar em Valença, na Espanha

O lutador de karatê Ricardo Pereira, de Jaraguá do Sul, ainda comemora a conquista da medalha de bronze no campeonato mundial da modalidade, realizado no mês de junho, em Valença, na Espanha. Mas o estudante da oitava fase do curso de engenharia elétrica do Centro Universitário (Unerj) tenta, ao mesmo tempo, esconder uma tristeza. Para participar da disputa, Ricardo teve que recorrer ao apoio de um outro atleta, o jogado de futsal Falcão. Com 22 anos de idade, o karateca jaraguaense tentou patrocínio, mas não conseguiu. Através de um amigo, a história de Ricardo Pereira chegou aos ouvidos do craque da Seleção Brasileira de Futsal, que decidiu bancar os custos da viagem do lutador para a Espanha.

Títulos
Entre as competições conquistadas, o tricampeonato estadual
Ricardo treina na Associação Formigari de Karatê, no bairro Vila Nova. Sobre o apoio dispensado pelo craque do futsal, o karateca resume: “Fiquei muito feliz porque acima de tudo sou fã do Falcão.”
Faixa preta 3º Dan, o atleta passou no ano passado por uma cirurgia de apendicite, quando faltavam apenas 10 dias para a seletiva ao Pan 2007. “Acredito que teria chances de atingir o índice, mas como não foi possível passei a me preparar para outras competições.” Representando a academia nas competições interclubes ou a cidade em competições como os Jogos Abertos, entre os troféus e medalhas Ricardo conquistou o tricampeonato estadual em 2001, 2003 e 2005.

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"Como tinha muita energia canalizei para o karatê"

O karateca Ricardo Pereira sagrou-se campeão brasileiro na sua categoria em 2002 e 2003; o primeiro lugar no zonal Sul/Sudeste disputado em abril em São Paulo; o quinto lugar no mundial disputado em 2005 no Brasil; e agora a medalha de bronze na Espanha. O torneio, organizado pela World Union Karatê Organization reuniu atletas do mundo inteiro e, além do bronze a delegação brasileira ficou na segunda colocação geral por equipe e conquistou ainda a medalha de prata na mesma categoria disputada por Ricardo.
Em depoimento à assessoria de comunicação do Centro Universitário, Ricardo destaca o reconhecimento especial aos pais Celso e Verônica Pereira e à namorada Daiane. O pai, pedreiro, e a mãe, costureira de facção, apesar das dificuldades financeiras, sempre estimularam o filho único para a prática de esportes. No começo, lembra Ricardo, a opção era apenas por ‘queima de calorias’, como ele explica, pois aos 8 anos o peso era acima do normal para a idade. “Comecei a freqüentar a academia, mas como tinha muita energia acabei canalizando para o karatê”, recorda.
Agora, o karateca intensifica os treinamentos para as próximas etapas do estadual, de agosto a novembro, e para os Jogos Abertos, que esse ano acontece em Jaraguá do Sul. Para o futuro, Ricardo só pensa em concluir o curso de engenharia elétrica para se dedicar mais como professor na academia, onde trabalha com crianças. “A graduação é importante porque vai me dar a segurança de uma profissão, mas também passarei a ter mais tempo para o trabalho com as crianças na academia.”

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Destaque

Em disputa de campeões vencer é um mero detalhe

A terceira edição dos Jogos Paradesportivos realizada em Jaraguá do Sul foi feita de exemplos de superação e amor ao esporte

Emerson Gonçalves

É fácil contar a história dos primeiros colocados. Afinal, o universo do pódio se resume a “três escolhidos”. No entanto, a terceira edição dos Jogos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc), realizada esta semana em Jaraguá do Sul, mostrou que existe sim, diferença entre ser primeiro colocado e vencedor. Os primeiros lugares foram poucos, mas os vencedores perto de dois mil.

Beleza
Vencedores que saltaram, nadaram, correram e acima de tudo, comoveram
Pessoas que desafiaram os obstáculos que a própria vida lhes impôs. Teve recordes, é verdade. Mas quem assistiu às competições com certeza irá lembrar da jovem e anônima nadadora que lutou até a exaustão para completar a prova dos 50 metros para deficientes mentais. A mesma intensidade de aplausos dedicada aos primeiros lugares foi dedicada a ela, “campeã da determinação”.
As fintas do incrível time de basquete de cadeirantes de Joinville impressionaram o público, mas a raça do jogador de Chapecó que lutou para voltar ao jogo após a queda também valeu o ingresso.
Os incríveis jogadores de bocha de Itajaí e São José que mesmo sem poder usar as mãos devido à paralisia cerebral deram literalmente, um show de bola. O sorriso fácil da mesa-tenista de Jaraguá do Sul, Daiane Pereira, denunciava: “Ganhei mais um ouro para minha terra.”
Com a mesma alegria Gian Lucca Boni conduziu o fogo paradesportivo e vestiu a camisa da cidade-sede no futsal. “Aprendi muito com Falcão apenas o observando”, disse através da linguagem brasileira de sinais (libras).
Vencedores que saltaram, nadaram, correram e acima de tudo, comoveram não pela falta mas pelo excesso de dedicação e amor ao esporte. “Eles estão aqui. É o que basta para eles”, comentou o técnico de basquetebol e professor de educação física, Júlio Cesar Patrício, que assistiu aos Jogos.
Moços e moças especiais que mostraram, através do esporte, a dimensão e o verdadeiro significado da expressão “superar limites”. Vencedores como aqueles que acreditaram neles, pais, amigos, professores, filhos e companheiros.
Em quatro dias estes atletas deram uma pequena amostra do que fazem o tempo todo para provar que são capazes. O resultado ao final da prova foi o que menos importa. A tabela de classificação geral de medalhas, troféus e pontos é apenas um detalhe. Afinal todos, sem exceção, são campeões.

emerson.goncalves@an.com.br

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Economia

Inverno rigoroso preocupa produtores

Além das plantações de banana, olerícolas e até a semeadura do arroz são prejudicadas

Sônia Pillon

As baixas temperaturas dos últimos dias estão comprometendo a produção nas lavouras, especialmente nas plantações de banana, com o processo estacionário do crescimento da fruta. Também as arrozeiras da região estão em compasso de espera, sem o lançamento de sementes no solo.

Atraso
Frio também retarda o lançamento de sementes nos arrozais
O problema foi debatido na quinta-feira em encontro realizado no Parque de Exposições Perfeito Aguiar, em Guaramirim, que reuniu lideranças do setor da macrorregião Norte de Santa Catarina.
Apesar de serem problemas previsíveis de inverno, a preocupação dos representantes dos sindicatos rurais é que a situação persista por mais tempo. Nesse caso, os produtores amargariam prejuízos. Pelo menos por enquanto, o fato da região não apresentar geadas está impedindo que as lavouras de olerícolas registrem perdas.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Guaramirim, Antônio Albano, evita ser pessimista, mas reconhece que os bananais caíram na “dormência”: não amadurecem, nem engordam e o fruto fica com o aspecto fino. “Faz uns 20 dias que a banana parou completamente, está magrela, estacionada. Se continuar assim por muito tempo, aí os produtores terão prejuízo”, observa Albano. Ele informa que o mesma situação acontece com o feijão de vagem, que não está crescendo.
Já com o arroz, o frio impede o processo de semeadura. “As pessoas que estão preparando terreno não estão conseguindo semear, porque se fizerem isso agora não vai brotar”, esclarece. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Guaramirim lembra do que ocorreu no mesmo período do ano passado, quando os rizicultores enfrentaram a seca prolongada. “Mas isso faz parte. O problema é se esse frio continuar além do final de julho”, opina o sindicalista.
Ainda segundo Antônio Albano, em torno de 800 famílias subsistem da agricultura na área de abrangência do sindicato de Guaramirim. São cerca de 500 na produção de arroz e 96 na bananicultura. Do total, 350 são associadas do Sindicato Rural. A safra de arroz de 2007 computou 1,156 milhão de sacas do produto, enquanto que em 2006, a produção orizícola apontou 1,046 milhão de sacas.
Previsões do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram) são de predomínio do sol hoje e amanhã, mas com um pouco mais de umidade e nuvens na faixa leste do Estado.
A temperatura prevista é de mínima de 5 e máxima de 18 graus, com formação de geada na madrugada e amanhecer nas áreas altas do Oeste ao Planalto. Vento de Sudeste a Leste, com rajadas mais fortes no domingo, o que aumenta a sensação de frio.
Na segunda-feira, a massa de ar frio se desloca para o oceano e favorece também o deslocamento de umidade para o Leste do Estado, com condições de variação da nebulosidade e chuva isolada.
Nas demais regiões do Estado, sol e pouca nebulosidade. A temperatura deverá ser baixa no interior do Estado e mais elevada na faixa leste.

sonia.pillon@an.com.br

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Segurança

Sindicância investiga causa de explosão

Carlos Alberto Dias pede afastamento da Defesa Civil e garante que a verdade virá à tona

Sônia Pillon

Uma sindicância instalada pela Procuradoria Jurídica da Prefeitura de Jaraguá do Sul poderá esclarecer as dúvidas e acabar com os boatos que envolvem a explosão ocorrida na área de bebidas da Arena Jaraguá, na manhã do dia 18, com um botijão de gás do tipo “liquinho”. Informações desencontradas e a polêmica que se seguiu desencadearam o pedido de afastamento de Carlos Alberto Dias da coordenadoria do Conselho Municipal de Defesa Civil (Comdec). O cargo passa a ser assumido por tempo indeterminado pelo presidente da Fundação Jaraguaense do Meio Ambiente, Ademir Neves Sanches.

Rumor
Acúmulo de gás metano e risco de afundamento estão entre os boatos
O laudo com as causas do acidente, que resultou em queimaduras em três operários, estava previsto para ser divulgado ontem pelo Comdec. A vítima mais grave do acidente, o operário Hamilton Teixeira, atingido com queimaduras de terceiro grau, permanecia ontem em observação no Hospital São José. Até a quinta-feira , estava internado na UTI.
Dentre os boatos que assombram a cidade está o de que a Arena corre risco de explodir, em função do gás metano acumulado no solo, resquício do tempo em que o local abrigava o lixão da cidade. A falta de ventilação em parte da estrutura do empreendimento não foi descartada pelo secretário de Obras, Alberto Marcatto. Parte da população também acredita que a obra pode desabar, apesar de construída sobre rochas.
Outro comentário que corre pela cidade é de que o botijão foi plantado no local do acidente para despistar a combustão de gases da área. As desconfianças recaíram sobre o próprio Carlos Dias, que foi visto circulando com o “liquinho” após a saída dos bombeiros. Também tem quem desconfie de sabotagem dos “opositores” à Arena. Para a atual administração, o acidente é alvo de exploração política dos adversários.
Secretário de Assuntos Extraordinários de Gestão, responsável pela captação de recursos junto ao governo federal, Carlos Dias confirma que pediu afastamento, à espera dos resultados da sindicância. Oficialmente, terá 15 dias de férias, mas garante que nem pensa em reassumir o Comdec antes da conclusão das investigações.

sonia.pillon@an.com.br

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Perseguição política teria motivado o falatório

Carlos Dias desmente que foi “afastado” pela Defesa Civil Estadual, órgão que atua como apoiador, junto aos municípios com deficiência de efetivo e equipamentos, em grandes catástrofes. Esclarece que o poder de destituir cabe aos prefeitos. “Encontrei o liquinho 10 minutos depois que os bombeiros saíram e liguei para eles e para a Polícia Civil para avisar. Depois saí pelos fundos e fiz a volta na Arena, entrando pela porta da frente”, relata. “Se quisesse explodir lá dentro, por que iria sair desfilando com o botijão lá dentro, para que todos vissem?”, questiona Dias, ao garantir que cinco pessoas o acompanhavam e podem atestar sua inocência. “Temos que restabelecer a verdade. Para mim, tudo o que aconteceu foi para me prejudicar, e ao prefeito. É o ônus de se estar ao lado do poder.”
O coordenador interino do Comdec, Ademir Sanches, prefere não se estender sobre o assunto. “A Arena é muito segura, foi feita em cima de rocha. A construtora não iria investir milhões, colocando em risco a população”, resume.
O procurador jurídico da Prefeitura, Eduardo Marquardt, informa que a sindicância sobre a explosão foi assinada pela Portaria 488/2007 do dia 26 de julho, determinada pelo prefeito Moacir Bertoldi na segunda-feira. Ela será realizada pelos servidores César Rocha, Nelson Stinghen e Glênio Rodrigues.

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Cidade

Abrigos de ônibus já são substituídos por empresa

Prazo para integração do transporte coletivo termina na terça

Acordar de manhã para pegar o ônibus já não é fácil, ainda mais nesse inverno rigoroso. Agora, imagine chegar no ponto de ônibus e não encontrá-lo. Foi o que aconteceu com Mirian Raiski, operária na área de controle de qualidade de uma indústria local. Ao chegar no ponto onde habitualmente espera a condução, notou que faltava alguma coisa. Saiu procurando um outro local para pegar o ônibus. “Achei esse local aqui e estou esperando”, afirmou. Ela se refere a alguns pedaços de madeira, fincados no chão. “Se estivesse chovendo, estaria congelada”, disse.

Tempo
Concessionária pede prorrogação de prazo para implantar novo sistema
A mudança de rotina de Mirian foi necessária para a instalação dos novos pontos de ônibus. No total, a empresa Canarinho, concessinária do transporte coletivo da cidade, deve obrigatoriamente instalar 60 abrigos até a próxima terça-feira, medida que faz parte do projeto de mobilidade urbana da cidade, o Transjaraguá. De acordo com Marcelo Silva das Chagas, dono da empresa que está instalando as novas paradas de ônibus, os abrigos antigos precisaram ser retirados uma semana antes da instalação dos novos.
“Eles tiveram que ser arrancados, pois precisávamos fazer um alicerce resistente para os novos pontos. O ideal seriam duas semanas sem abrigo para o alicerce ficar perfeito, mas não podíamos deixar os passageiros a céu aberto por duas semanas”, concluiu. Paulo Silva das Chagas, sócio e irmão de Marcelo, confirma que o cronograma das instalações foi alterado. Tínhamos que colocar 60 abrigos por semestre. Agora vamos instalar 180 novos pontos até o final do ano”, declarou.
O cronograma oficial para a instalação dos 60 abrigos começa hoje. Serão 15 abrigos instalados por dia, até terça-feira. De acordo com Marcelo, a população e o clima tem colaborado para os trabalhos andarem sem problemas. “Ainda bem que não choveu, porque não queremos atrasar a obra. E o pessoal tem sido muito compreensivo com a gente”, comenta.

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Ampliação está na estaca zero

Além dos 60 abrigos de ônibus, a Canarinho deveria ter concluído a integração do sistema de transporte. A ampliação do terminal, a tarifa única, e os serviços adicionais não estão em prática até agora. O impasse entre a empresa e a prefeitura de Jaraguá do Sul é grande: de um lado, a concessionária alega que o layout da obra não foi definido pela administração municipal. De outro lado, a prefeitura afirma que a empresa não providenciou a compra do terreno ao lado do terminal.
De acordo com procurador geral do município, Eduardo Marquardt, a Canarinho pediu prorrogação do prazo para a instalação das obras para 31 de janeiro de 2008. Marquardt diz que o secretário Afonso Piazera Neto, do urbanismo, garantiu que o projeto de ampliação foi entregue à Canarinho. “A concessionária tem obrigação de comprar o terreno ao lado, mas não tivemos retorno. Caso a empresa confirme a inviabilidade da negociação, a prefeitura vai desapropriar o terreno. Mas não fomos notificados”, assegura Marquardt.
O procurador afirma que o alongamento do prazo dado à Canarinho deverá passar pela Câmara de Vereadores, para o processo ficar mais transparente. “É importante que a Câmara participe dessa aprovação. Se os vereadores não aprovarem, vamos ter que aplicar a multa de R$ 370 mil pelo não cumprimento do contrato pela empresa”, garante.



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